Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade
By Pastoral da Juventude - Arquidiocese de Feira - 18:56
Foi publicada, na manhã desta terça-feira (13/6), no
Vaticano, a Mensagem do Papa para o Primeiro Dia Mundial dos Pobres, que
tem como tema: «Não amemos com palavras, mas com obras».
O Dia Mundial dos Pobres foi instituído por Francisco, na conclusão do Ano
Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada
“Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto” do Ano Jubilar, se
realizará no XXXIII Domingo do Tempo Comum, que este ano cai em 19 de novembro.
O
Papa inicia sua Mensagem, com a citação evangélica do tema central: «Meus
filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com
verdade».
Estas
palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual
nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus,
transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido
diante das palavras vazias que saem da nossa boca.
O
amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu
exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem
conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de
dar a sua vida por nós”.
Deste
modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera
compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados.
Neste
sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou,
desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o
serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres
“bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”.
Contudo,
aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo,
deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou
sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida
ao serviço dos pobres.
O
Papa recordou que, nestes Dois mil anos, numerosas páginas da história foram
escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço
dos seus irmãos mais pobres.
Aqui,
citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de
Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína.
O
Santo Padre lembra que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é,
antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso
correto dos bens materiais.
O
nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias,
com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão,
violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade,
ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão,
exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da
avidez de poucos e da indiferença generalizada!
Diante
deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados, afirmou Francisco.
Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por
“direito evangélico” e a obriga à sua opção fundamental.
Por
isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda
a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda
e solidariedade.
Que
este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e
da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e
de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim
Francisco - não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a
essência do Evangelho”. (MT)
Fonte: Rádio Vaticano
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