terça-feira, 30 de julho de 2013

Grito das juventudes contra a violência toma as ruas de Copacabana

As ruas de Copacabana, no Rio de Janeiro, foram ocupadas na tarde de ontem (26) por jovens de todo o mundo que marcharam contra a violência, o extermínio e deram gritos em favor da vida das juventudes. A Marcha Mundial A juventude quer viver reuniu cerca de 2.500 pessoas que se concentraram na Praça do Arpoador e seguiram até Copacabana.

Em um percurso de pouco mais de três quilômetros, os jovens chamaram a atenção de todas as pessoas que estavam no local. Em forma de jogral, os participantes repassavam frases e entoavam cantos que iam do começo ao fim da marcha como: “a juventude tem consciência e está em marcha contra a violência.” Ao entrarem em Copacabana falaram à população: “povo do Rio de Janeiro reunido para a Jornada Mundial da Juventude, somos a juventude Católica que se engaja e luta por justiça social e que hoje relembra o martírio de Jesus Cristo e os jovens exterminados. Como disse o Papa Francisco, somo uma igreja pobre e para os pobres.”
“Essa foi uma marcha contra a violência, contra o extermínio e as desigualdades que assolam as juventudes pobres, excluídas, negras, quilombolas, indígenas. É a marcha da juventude pela vida!”, disse Leon Patrick, da Cáritas Minas Gerais. Patrícia Amorim, da Cáritas Ceará, alertou sobre as divergências que ocorrem: “diferente do que se fala, não são os jovens que matam mais. Os jovens são os que morrem mais. Jovens negros, empobrecidos e das periferias principalmente urbanas. Nós lutamos pela vida e pelos direitos humanos de todas as juventudes.”
Alessandra Miranda é assessora nacional de Direitos Humanos da Cáritas Brasileira, e completou dizendo que é necessário cultivar e promover a cultura da paz. “Nós, da Rede Cáritas, trabalhamos para a conquista de direitos desses jovens e assumimos a juventude como uma de nossas prioridades”, destacou.
Erick Guardalo veio da Cáritas de Honduras para participar do Encontro Internacional de Jovens da Cáritas e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Durante a marcha ele disse que o ato foi um grito de toda a América Latina. “Não queremos mais fome no mundo. Não queremos mais opressão. Não queremos mais repressão. É um chamado para o mundo inteiro que acredita na juventude. Que acredita que os jovens podem transformar e construir uma nova sociedade. Eu peço que a juventude se una em oração, em campanha para que, por meio de todos os nossos esforços, a gente construa um mundo melhor.”
“A marcha foi muito positiva, pois conseguimos apresentar nossas pautas e as pessoas que estavam por onde passamos iam se juntando a nós”, avaliou Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da Pastoral da Juventude que completou dizendo que alguns veículos de comunicação, principalmente os comerciais, vincularam a Marcha Mundial com as recentes manifestações ocorridas no Brasil. “Inclusive chegaram a mencionar uma relação da nossa marcha com os atos que ocorreram na noite de ontem (26) no Rio de Janeiro. Não! Isso não ocorreu. Quando a marcha terminou por volta das 16h, o grupo seguiu para acompanhar a Via Sacra”, ressaltou.
A Marcha Mundial A juventude quer viver fez parte da programação da Tenda das Juventudes, atividade oficial da JMJ. A tenda foi organizada pela Cáritas Brasileira, Pastoral da Juventude (PJ), Juventude Franciscana (Jufra), Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude (Cajueiro), Rede Ecumênica da Juventude (Reju), Irmandade dos Mártires da Caminhada e Setor Pastoral da PUC/RJ. A atividade ocorre na Paróquia Santa Bernadete, na Avenida dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis.
Fonte: Jovens Conectados

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CNBB vai acompanhar grupo da Câmara responsável pela reforma política

reuniao reformapoliticaA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai seguir de perto o grupo de trabalho constituído pelo presidente da Câmara dos Deputados para elaborar a reforma política. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 15, pela Comissão da CNBB que acompanha a reforma política. O grupo, uma vez instalado, terá 90 dias para elaborar sua proposta.
Para o presidente da Comissão da CNBB, dom Joaquim Mol, a reforma deve ser no campo da democracia para aperfeiçoar a própria democracia. Em sua opinião, é importante que o povo se mantenha mobilizado a fim de pressionar o Congresso para que faça uma reforma mais ampla e não apenas eleitoral. “O novo contexto nos permite pensar numa reforma política mais robusta”, disse dom Mol.
A Comissão, que esteve reunida para elaborar seu plano de ação, deverá buscar o apoio de outras organizações da sociedade civil que também debatem a reforma política. Em junho, este assunto foi discutido no Conselho Permanente da CNBB.
Uma das preocupações da CNBB são as propostas que já circulam na Câmara e que podem desfigurar a Ficha Limpa.
Fonte: CNBB

terça-feira, 16 de julho de 2013

Rede Cáritas debate 30 anos de caminhada em Economia Popular Solidária

caritasbrlogoFoi durante o 2º Fórum Social de Economia Solidária, que ocorre em Santa Maria (RS), realizado entre 10 e 14 de julho, que a Cáritas Brasileira debateu e avaliou junto com seus agentes os 30 anos de caminhada e apoio a grupos de Economia Popular Solidária (EPS) em todo o país na luta pela emancipação social e econômica de diversas comunidades.
O Encontro Nacional de Agentes de Economia Solidária da Rede Cáritas, que ocorreu na tarde deste sábado (13), teve início com um resgate da trajetória da entidade em Economia Popular Solidária. Os participantes foram convidados a fazer um resgate histórico sobre a temática desde a década de 1980 até os dias atuais.
Luiz Claudio Mandela, assessor e membro da coordenação colegiada nacional da Cáritas Brasileira, apresentou a Campanha Mundial da Cáritas Uma família humana – sem fome, sem pobreza, que será lançada no Brasil em outubro deste ano durante a Assembleia Nacional da entidade. De acordo com dados da ONU, cerca de um trilhão e trezentos milhões de pessoas passam fome no mundo. No Brasil, segundo o IBGE, 16 milhões de pessoas ainda vivem em condições de pobreza.
Segundo Mandela, o objetivo da campanha mundial é sensibilizar e mobilizar a sociedade, além de evidenciar as ações da igreja no enfrentamento e superação da fome e da pobreza no Brasil. “Falar de fome, pobreza e desenvolvimento é falar de Economia Popular Solidária como alternativa estruturante de superação desses elementos.”
Fonte: Cáritas  Brasileira

domingo, 14 de julho de 2013

Programação da Tenda das Juventudes


Espaço realizará atividades formativas, celebrações e trocas culturais com foco na vida da juventude
Com o objetivo de mobilizar os jovens presentes na Jornada Mundial da Juventude para a conscientização e luta em defesa da vida da juventude é que diversas organizações realizarão, durante o evento no Rio de Janeiro, uma atividade como espaço de debate e reflexão da realidade juvenil e políticas públicas para a juventude.
A “Tenda das Juventudes” será espaço de acolhida, formação, celebração, partilha, diálogo e convivência das mais diversas juventudes presentes na JMJ. Deseja ser uma verdadeira tenda, onde todos poderão se aproximar, aconchegar e fazer deste espaço sua morada.
A atividade terá como tema “A juventude quer viver!”. Frase que tem pautado a luta pela vida da juventude em especial no combate à violência e ao extermínio que assola a juventude brasileira. A proposta dos organizadores é que esta pauta seja fomentada para os jovens de todas as partes do mundo que estarão presentes na JMJ, mobilizando assim para engajamento na discussão sobre a banalização da violência e na defesa da vida dos jovens.

Dentre os assuntos a serem abordados nas mesas temáticas destacam-se a juventude quer viver; justiça e transição, memória e compromisso; desafios socioambientais da humanidade e a juventude; crise econômica, direitos sociais e juventudes; tráfico de pessoas; juventudes, cultura, comunicação e direitos humanos; civilização do amor e a evangelização da juventude na América latina; e solidariedade.
Os oito painéis temáticos contarão com a participação de convidados que contribuirão com o seu olhar para o mundo juvenil. Cada mesa temática terá a duração de 1h30 a 2h, garantindo tempo para a interação dos presentes na atividade. Em breve será divulgado o nome dos convidados para cada mesa temática.
A abertura da Tenda acontecerá em dois momentos, sendo eles: celebração de abertura no dia 22 de julho, às 19h30; e mesa de abertura no dia 23 de julho, às 9h. Ambos os momentos contarão com a presença de todas as organizações promotoras além de autoridades e entidades convidadas.
Além disso, a Tenda contará com stands de exposição das organizações parceiras e um espaço para o Santuário dos mártires da caminhada. O espaço da Tenda das Juventudes estará disponível para a visitação durante toda a semana da JMJ, iniciando no dia 22 de julho, a partir das 15h30 com a acolhida dos participantes e visitação dos stands. O espaço destinado para o Santuário dos mártires da caminhada foi pensando com a proposta de resgatarmos a memória daqueles que doaram suas vidas em favor do compromisso com um mundo mais justo, pacífico e fraterno. Será local de exposição de imagens dos mártires e de celebrações.
Também estão contemplados na programação da atividade momentos destinados para a vivência do Ofício Divino da Juventude e também de atividades culturais com apresentações artísticas variadas.

Como chegar
A atividade acontecerá na Paróquia Santa Bernadete, localizada na Av. dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis, Rio de Janeiro/RJ. O acesso ao local poderá ser feito preferencialmente pelo Metrô e Trem. O local da tenda está localizado a cerca de 10 minutos da estação de metrô Maria da Graça (linha 2 – Verde (sentido Pavuna) e cerca de 15 minutos da estação de trem Maguinhos. Visando a facilidade de acesso, o trajeto contará com sinalização e pessoas para orientar os peregrinos.
Para confirmar presença na atividade ou ter acesso a mais informações do evento, acesse a página da Tenda no Facebook, por meio do link: http://fb.com/events/1385192211698939/.

Organização
A atividade está sendo organizada pela Pastoral da Juventude, Cáritas Brasileira, Juventude Franciscana, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Cajueiro - Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em JuventudeREJU – Rede Ecumênica da JuventudeIrmandade dos Mártires da Caminhada,Setor Pastoral da PUC/RJ. Com a parceria do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; da Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal; e da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.
A iniciativa acontecerá em sintonia com a organização da JMJ, sendo uma das inúmeras atividades inscritas junto ao Comitê Organizador Local/COL e que acontecerá de maneira oficial e simultânea durante a Jornada. A Tenda está prevista no Guia do Peregrino da JMJ e respeitará a programação dos atos centrais e demais momentos significativos.
           
Serviço
Data: 22 a 26 de julho de 2013
Horário: 8h às 23h (a partir do dia 23 de julho); no dia 22 de julho o horário de funcionamento será de 15h30 às 23h. Importante verificar a programação descrita no link http://goo.gl/GpKqQ, assim como o mapa explicando como se chegar ao local.
Local: Paróquia Santa Bernadete, na Av. dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis, Rio de Janeiro/RJ.
Contato e informações: tendadasjuventudesjmj@gmail.com
- Thiesco Crisóstomo: 94.8117.6210 – thiesco@gmail.com
- Joaquim Alberto: 61.9214.7664 – joaquimaasilva@gmail.com
- Gabriel Jaste: 21.8337.5287 - gabrieljaste@gmail.com

Fonte: Tenda das Juventudes

sábado, 13 de julho de 2013

PJ do Cone Sul lança concurso de logo

Para os jovens artistas, designers, publicitários e todos aqueles com novas ideias, a coordenação da Pastoral Juvenil do Cone Sul lança nesta segunda-feira (8) um concurso para escolha da nova logo. A Pastoral Juvenil do Cone Sul articula com os cinco países da região (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai) orientações e ações conjuntas para evangelizar a juventude.

Todos os jovens podem participar elaborando sua sugestões de logo de acordo com os critérios informados abaixo até 11 de agosto. Todas as sugestões de logo serão colocadas na FanPage da Pastoral Juvenil no Facebook para votação até 11 de setembro. A coordenação escolherá, dentre as três mais votadas, qual será a nova cara da Pastoral Juvenil da região.
Confira abaixo a carta da Delegada Jovem da Pastoral Juvenil ConeSul, Viviana Altamirano, com as regras do concurso.
Passem para a tela e o papel as ideias que estão na cabeça.
Queridos/as jovens e amigos/as da Pastoral Juvenil da Região Cone Sul
Deus os abençoe!

Como equipe da Pastoral Juvenil do Cone Sul queremos convidar em especial os e as jovens da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai a participar do CONCURSO PARA A CRIAÇÃO DA NOVA LOGO DA PASTORAL JUVENIL REGIÃO CONESUL. Este concurso busca reforçar a identidade da região e animar os jovens a serem protagonistas nesse processo.
A partir de hoje, 8 de julho, lançamos o CONCURSO OFICIAL com as seguintes características e critérios.
REQUISITOS DO CONCURSO LOGO PASTORAL JUVENIL REGIÃO CONE SUL
Características:
. Deverá conter o nome “PJ Região Cone Sul” (Em espanhol PJ Región Conosur);
. Conter algumas características da região. Pode-se considerar a silhueta geográfica, caso queira;
. De forma especial, pedimos dar um realce na cor azul celeste (a Pastoral Juvenil Latinoamericana está organizada por regiões, cada uma com sua cor própria, a do ConeSul é a azul celeste);
. Conter um símbolo ou elemento que sugira a identidade cristã.

Critérios:
. Comunicação – tem de ser capaz de comunicar de maneira clara nossa identidade de jovens cristãos da região;
. Simplicidade – o desenho deve ser simples e limpo, sem excessos que o sobrecarreguem;
. Policromia – Utilizar até quatro cores, incluído o azul celeste;
. Harmonia – O desenho deve estar em harmonia e seus elementos devem se complementar.

COMO PARTICIPAR?
Cada participante deverá enviar ao email pj.regionconosur@gmail.com o seguiente:
. Proposta da logo em formato digital, tamanho A4;
. Anexar ao desenho uma breve resenha e explicação do trabalho;
. Anexar os dados do participante: nome, sobrenome, idade, país, cidade.

Prazo máximo para apresentação de propostas é dia 11 de agosto.
ALERTA:
Uma vez terminado o prazo limite de recebimento de propostas de logo para a Pastoral Juvenil Região Cone Sul, serão postas na Fanpage “Pastoral Juvenil Región Conosir” no Facebook para que todos os seguidores possam votar em suas preferidas.

Para poder votar, convidamos a clicar em CURTIR em www.facebook.com/PJREGIONCONOSUR
O prazo de votação é até 11 de setembro.
Ao final da votação, a equipe da Pastoral Juvenil Região Conesul, integrada pelos delegados jovens e assessores dos cinco países, será responsável de eleger entre as três mais votadas, a LOGO GANHADORA podendo ou não ser a que mais recebeu votos.
A LOGO GANHADORA DO CONCURSO SERÁ ANUNCIADA EM 20 DE SETEMBRO. Qualquer dúvida deve ser enviada a pj.regionconosur@gmail.com, mencionando no assunto a questão do concurso.
Agradecemos a todos o compartilhamento e a participação. Que a criatividade do Espírito de Deus os inspire!
Delegada jovem da região, Viviana Altamirano 
Assessor da região, padre Daniel Silva sdb

Apoio: Equipe de Comunicação da Região Cone Sul
Fonte: Jovens  Conectados

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Câmara aprova Estatuto da Juventude e texto vai à sanção presidencial

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 9 de julho, o substitutivo do Senado do Projeto de Lei 4529/2004, que institui o Estatuto da Juventude. O texto define princípios e diretrizes para o Poder Público criar e organizar políticas para cidadãos de 15 a 29 anos de idade. A matéria será enviada à sanção.
De autoria da Comissão Especial de Políticas Públicas para a Juventude, a matéria foi relatada pela deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS). Nas negociações feitas em Plenário, a relatora manteve um dos principais pontos alterados pelos senadores: a meia-passagem para estudantes.
Assim, ficou mantido o desconto de 50% nas passagens interestaduais para os jovens, independentemente do motivo da viagem. Entretanto, por haver discordâncias sobre a constitucionalidade, ela excluiu o benefício para o transporte intermunicipal.
O Senado havia proposto a concessão de duas vagas gratuitas para jovens de baixa renda e duas vagas com desconto de 50%, se as gratuitas fossem ocupadas. “O Senado restringiu o meio passe para quatro lugares, dois livres e dois para carentes. Nós estamos devolvendo o meio passe para todos os estudantes, porque a conjuntura política mudou. Porque hoje nós hoje temos mais deputados que concordam que, depois das grandes passeatas, os estudantes têm direito, sim, ao meio passe e não a lugares restritos como o Estatuto do Idoso garante”, disse a relatora.
Manuela D’Ávila também manteve o artigo do texto da Câmara sobre o ensino para alunos com deficiência, segundo o qual é dever do Estado assegurar a esse jovem o atendimento educacional especializado gratuito, preferencialmente, na rede regular de ensino.
Meia-entrada
Outro ponto disciplinado pelo projeto, a meia-entrada de estudante, também tem inovações. Além dos estudantes, terão direito a ela os jovens pertencentes a famílias de baixa renda com até 29 anos.
O texto considera famílias de baixa renda aquelas com renda mensal de até dois salários mínimos e inscritas no cadastro único do governo federal.
Em todos os casos, a meia-entrada ficará limitada a 40% dos ingressos disponíveis, conforme prevê o Projeto de Lei 4571/08, do Senado, incorporado parcialmente ao substitutivo do estatuto.
Esse projeto foi aprovado no dia 24 de abril, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas depende de recurso que pede sua análise pelo Plenário da Casa.
Segundo a relatora, o acordo para aprovar o Estatuto da Juventude envolveu a votação do PL 4571 pelo Plenário na próxima semana.
Emissão de carteirinha
O Estatuto da Juventude também disciplina a emissão da carteirinha estudantil, assim como o PL 4571/08. Somente os estudantes matriculados no ensino regular, especial, profissional, e de jovens e adultos poderão ter acesso à carteirinha que dará direito à meia-entrada. Cursos de idioma, por exemplo, estão excluídos.
Como já previsto nas leis que regulam a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, a meia-entrada não valerá nesses eventos.
Foi retirada do texto a exigência de selo de segurança personalizado para as carteirinhas.
Bebidas
Permanece no substitutivo a proibição de propagandas de bebidas com qualquer teor alcoólico com a participação de jovem menor de 18 anos.
Esse tópico faz parte dos direitos de atenção à saúde, cuja política deverá ter como uma das diretrizes a garantia de inclusão do tema no currículo escolar, além da questão do uso de drogas. A inovação nesse quesito é a inclusão do tabaco. O texto do Senado exclui, entretanto, o planejamento familiar e as doenças sexualmente transmissíveis dentre os assuntos a serem tratados. Os professores deverão conversar também com os alunos sobre o impacto da gravidez, seja planejada ou não. Tanto nos projetos pedagógicos quanto na capacitação de profissionais de saúde e de professores, o uso de álcool, tabaco e drogas precisa ser abordado.
Profissão e renda
Para estimular a profissionalização, o substitutivo aprovado prevê que o Poder Público realize ações voltadas ao preparo para o mercado de trabalho. Deverá ser dada prioridade a programas de primeiro emprego e à introdução da aprendizagem na administração pública direta.
Uma das medidas constantes do texto da Câmara e retirada pelo substitutivo aprovado é a que previa a criação de uma linha de crédito especial para jovens empreendedores.
Sistemas nacionais
Com o objetivo de articular as diversas políticas de municípios, estados e União direcionadas aos jovens, o substitutivo cria o Sistema Nacional da Juventude (Sinajuve), coordenado pelo governo federal, e do qual participarão todos os governos.
Planos nacional, estaduais e municipais de juventude deverão ser elaborados. Para cumprir os objetivos das políticas públicas para a juventude, os municípios poderão se unir em consórcios.
Conselhos
A exemplo dos conselhos da criança e do adolescente, os governos deverão criar conselhos de juventude para colaborar na formulação das políticas públicas.
Entre as atribuições do conselho de juventude estão a de notificar o Ministério Público sobre infração administrativa ou penal contra os direitos do jovem garantidos na legislação.
Confira outros pontos excluídos pelo Senado do texto que vai à sanção:
- escolas com mais de 200 alunos não precisarão mais ter um local apropriado para a prática de atividades poliesportivas;
- não há mais reserva de 30% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura para projetos e programas culturais voltados aos jovens;
- emissoras de rádio e televisão não terão mais de destinar espaços e horários especiais para tratar da realidade social do jovem;
- o Poder Público não terá mais a prioridade de universalizar a educação em tempo integral; e
- a União não terá mais de criar e gerenciar subsistemas nacionais de informações sobre a juventude e de acompanhamento das políticas.
Fonte: Jovens Conectados

sábado, 6 de julho de 2013

Dez lições das ruas

1. Estamos vivendo os primeiros momentos de uma nova era, caracterizada pela crescente democracia direta, feita pela internet, meios de comunicação e nas ruas. As novas tecnologias permitem essa nova forma de fazer política com mais constância e profundidade. Veio para ficar.
2. As manifestações de rua não foram contra os partidos ou movimentos, como querem alguns, mas contra os oportunismos partidários de aparecerem somente quando o povo já está na rua.
3. As manifestações questionam, sim, a inércia do sistema representativo quando se trata da defesa dos interesses populares: partidos, sindicatos, movimentos sociais organizados, silenciados nos últimos anos por deliberação própria, para não incomodar o governo, ou pela ocupação dos cargos públicos para defesa de interesses pessoais e corporativos, também estão sob o crivo das ruas.
4. Não há risco de ditaduras ou golpes. Quem está nas ruas quer liberdade de expressão porque não se sente expresso e representado nos meios institucionais. A direita – e sua extrema nazista – pode ter pego carona nos acontecimentos, mas é minoritária e não tem força própria nos meios populares. Portanto, muito ao contrário de ditaduras, o povo quer ter voz própria.
5. Não há mais como autoridades públicas esconderem-se sob rótulos ideológicos. Quem não tiver alguma competência administrativa, mesmo que de esquerda, será julgado pelas ruas.
6. A manifestação da rua exige uma revisão das políticas públicas e de desenvolvimento. O transporte público é o exemplo do momento, menosprezado diante da indústria automobilística do carro individual. Entretanto, a política para recuperar a economia foi pela isenção do IPI para novos veículos particulares. As ruas estão entupidas de carros e o transporte público emperrado. Alguma autoridade um dia terá que enfrentar esse paradoxo. Mas, esse é um paradoxo de um modelo de civilização, não apenas de um governo.
7. Os gastos com obras faraônicas – maioria inútil – doravante estarão sob o crivo da crítica popular, não somente de especialistas ou da mídia convencional. A prática promíscua da relação entre o dinheiro público e as empresas privadas vai estar sob o fogo cerrado com o aumento das informações.
8. As manifestações tem um caráter mais de classe média, mas, se ameaçarem o Bolsa Família, agências bancárias e organismos públicos verão a onda das massas mais pobres da sociedade surgirem praticamente do nada.
9. Nosso povo quer mesmo investimentos em transporte público, saúde, educação, saneamento, etc. Ou as autoridades se debruçam sobre essas exigências com decisão política de implementá-las, ou o povo voltará às ruas na próxima oportunidade.
10. A mídia convencional está mais perplexa que as autoridades públicas. O circo das copas e das olimpíadas acabou. Novas cobranças virão. A mídia também está sob o olhar das ruas.
Por Roberto Malvezzi (Gogó), Membro da Equipe de Assessoria da 5a. Semana Social Brasileira.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

CNLB se posiciona contra a redução da maioridade penal e apoia manifestações populares

logolaicatobrasilO Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB manifestou publicamente por meio de notas contra a redução da maioridade penal e sobre as manifestações populares no país. A presidência do CNLB declarou que “assim como a CNBB, acreditamos que a redução da Maioridade Penal não elimina o contexto de violência e de morte que vivenciamos nos dias de hoje em nossa sociedade brasileira”. Sobre as manifestações, o Conselho do Laicato demonstrou apoio aos “movimentos populares que vêm ocorrendo em todos os recantos do país, excluindo, veementemente, toda e qualquer ação e reação de destruição e violência por parte de manifestantes e do Estado”.
Leia a notas na íntegra:
Moção contra a redução da maioridade penal
A XXXII Assembleia Geral Ordinária do CNLB realizada no Centro Nova Evangelização (CENE) em Cuiabá/MT, dos dias 30 de maio a 02 de junho de 2013 vem através de seus representantes se posicionar Contra a Redução da Maioridade Penal, pois somos leigos/as, cristãos/as, e temos em nossa essência batismal a defesa da vida em todas as circunstâncias. Acreditamos que crianças e adolescentes necessitam de uma ação concreta do Poder Público e da sociedade, para que tenham condições de se desenvolver integralmente como pessoa humana, tendo os direitos sociais efetivados de acordo com as necessidades deste grupo, principalmente nas políticas públicas de educação, saúde e assistência social.
Lembramos também que muitas dessas crianças e adolescentes estão em situação de risco, com alta vulnerabilidade social, desamparados pelas políticas públicas desde o inicio de suas vidas. Como anunciou o jovem Nazareno Jesus Cristo: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João – 10,10), defendemos a vida digna e o pleno cumprimento dos direitos e deveres de crianças, adolescentes e jovens de nosso país.
“A campanha sistemática de vários meios de comunicação a favor da redução da maioridade penal violenta a imagem dos adolescentes esquecendo-se de que eles são também vítimas da realidade injusta em que vivem” (Brasília, 16/05/13 - CNBB).Assim como a CNBB, acreditamos que a redução da Maioridade Penal não elimina o contexto de violência e de morte que vivenciamos nos dias de hoje em nossa sociedade brasileira. Por isso nos posicionamos Contra a Redução da Maioridade Penal e a Favor da vida plena de nossas crianças, adolescentes e jovens, continuando firmes na luta pela vida.

Nota do CNLB sobre as manifestações populares
O Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB vem a público manifestar o reconhecimento e apoio às manifestações populares que vêm ocorrendo em todos os recantos do país, excluindo, veementemente, toda e qualquer ação e reação de destruição e violência por parte de manifestantes e do Estado."A violência e a injustiça são, hoje, o sinal mais evidente do fracasso da nossa sociedade no plano ético." ( CNBB 50, 117 ). Reconhecemos o que tem sido realizado pelas Administrações Públicas em todos os níveis, porém, é incontestável que grandes mudanças têm sido adiadas sem motivo e situações de injustiça e corrupção têm sido mantidas e reproduzidas em detrimento de políticas públicas inadiáveis. "A Democracia é aprendizado e conquista, dá trabalho e sofrimento, mas vale a pena!". A "indignação ética" é própria da cidadania e sinaliza um crescimento de qualidade cívica da juventude e do povo brasileiro em geral.
Que os chamados "Poderes constituídos" não apenas respeitem e reconheçam a legitimidade das manifestações, mas "obedeçam" ao clamor que vem das ruas, da cidade e do campo. Que os Meios de Comunicação Social estejam a serviço do bem comum: "A sociedade tem direito a uma informação fundada sobre a verdade, a liberdade, a justiça e a solidariedade."(Catecismo da Igreja Católica, 2494). Que a segurança seja garantida dentro dos princípios éticos. "A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. É preciso juntar a justiça e a força; para consegui-lo é preciso fazer com que o que é justo seja forte e o que é forte seja justo". (Pascal). Conclamamos a todas e a todos a participarem, com verdadeiro espírito de cidadania, com coragem e disposição, deste momento histórico brasileiro, na perspectiva de uma Pátria livre, soberana, justa e solidária.

Brasília, 26 de junho de 2013.

MARILZA JOSÉ LOPES SCHUINA
PRESIDENTE DO CNLB
Fonte: CNBB

terça-feira, 2 de julho de 2013

Carta aberta da Tenda das Juventudes na JMJ




O coletivo de organizações que tem sonhado e construído a TENDA DAS JUVENTUDES durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro/RJ, em julho de 2013, vem por meio desta carta aberta, comunicar algumas questões e mudanças a respeito deste projeto, aprovado como atividade oficial pelo Comitê Organizador Local da JMJ para o Festival da Juventude.
Tendo clareza que a atividade é promovida por organizações eclesiais da sociedade civil, informamos que estamos modificando o local do evento, que anteriormente estava previsto para acontecer no Galpão do Comitê da Ação da Cidadania, no bairro da Saúde, e que agora acontecerá na Paróquia Santa Bernadete, na Av. dos Democráticos, 896, no bairro Higienópolis, Rio de Janeiro/RJ.
A decisão de mudança do local aconteceu após posicionamentos equivocados da Superintendência de Juventude do Estado do Rio de Janeiro, até então parceira do evento e responsável pela locação do espaço. Listamos a seguir alguns dos pontos que motivaram a mudança de local e retirada da Superintendência de Juventude da lista de parceiros do evento:
Dificuldade de clareza de que a atividade é de promoção de organizações eclesiais da sociedade civil e não do Governo do Estado.
Alteração da programação sem contato prévio e organização do espaço a partir de pautas e demandas impostas pelo Governo do Estado do RJ, não respeitando a elaboração construída pelas organizações eclesiais e ainda propondo atividades em horários que conflitariam com as catequeses e os atos centrais da JMJ.
Imposição da presença de representantes do Governo Estadual em todas as mesas de diálogo.
Exigências quanto ao uso das marcas do Governo do Estado do RJ em relação às demais organizações presentes na construção do projeto.
Cerceamento de momentos celebrativos na programação proposta pelas organizações, dificultando os momentos de oração previstos no formulário de inscrição das atividades do COL da JMJ.
Ressaltamos o nosso comprometimento com a proposta evangelizadora da Jornada Mundial da Juventude e declaramos que NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A COLOCAR NOSSOS PRINCÍPIOS CRISTÃOS E ÉTICOS EM TROCA DE QUALQUER QUE SEJA O APOIO FINANCEIRO E MATERIAL.
É importante destacar que a nossa atividade é aprovada para acontecer na JMJ, com a oficialidade do COL e confirmação para o Guia do Peregrino, sendo assim solicitamos que qualquer comunicado a respeito de nosso evento na JMJ seja feito diretamente com a Pastoral da Juventude, por meio de sua secretaria nacional[1].
Portanto, caso aconteça alguma atividade durante a JMJ no Galpão do Comitê da Ação da Cidadania promovida pelo Governo do Estado, deixamos claro que não há nenhuma participação das organizações responsáveis pela Tenda das Juventudes e que assinam esta carta. Compreendemos também que a realização de tal atividade fere o processo de inscrição de atividades previstas para o Festival da Juventude, assim como a legislação vigente do município do Rio de Janeiro que não permite a realização de atividades além das aprovadas para a JMJ.
Desde já, contamos com a compreensão de todos/as e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento.

Brasília/DF, 29 de junho de 2013.

Pastoral da Juventude (PJ)
Juventude Franciscana (JUFRA)
Cáritas Brasileira
Cajueiro – Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude
Rede Ecumênica da Juventude (REJU)
Irmandade dos Mártires da Caminhada
Setor Pastoral da PUC/RJ


[1] Dentro do coletivo das organizações eclesiais promotoras da atividade, a Pastoral da Juventude foi a responsável pelos encaminhamentos junto ao COL, sendo assim o contato de referência neste processo é Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da PJ, por meio do e-mail: secretarianacional@pj.org.br.

Autor: Tenda das Juventudes 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Com Jesus e a juventude: redescobrir a humanidade

 


“Jesus perguntou: ‘Onde vocês colocaram Lázaro’?
Disseram: ‘Senhor, vem e vê’
E Jesus começou a chorar.”
[João 11, 34-35]


O caminho para Jerusalém, que temos percorrido com os/as jovens e com Jesus, é um caminho provocador, desinstalador e desafiador. É um processo que quer provocar uma adesão mais radical à Jesus, à Seu Projeto e à causa dos/as jovens. Que deseja revitalizar nossa ação com a meninada e assim fortalecer ações na construção da Civilização do Amor. Por isso mesmo, é um caminho. Por falar em caminho, esse mês, milhares de milhares de jovens se colocaram a caminhar, nas ruas, nas praças, nas capitais e interiores.

Questionando, desafiando, desinstalando, provocando novos caminhos. Coloca-se no horizonte, Jerusalém, desde Betânia, nos passos da juventude.

Neste mês, Betânia quer nos desafiar a algo simples, mas que exige coerência com o seguimento. Desde Betânia, com a juventude e com Jesus, somos convidados/as a redescobrir a humanidade. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade de Jesus. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade dos/as jovens. Somos chamados/as a redescobrir a humanidade das pessoas. Somos chamados/as a redescobrir, acolher e viver a humanidade.

Betânia nos ajuda a compreender a humanidade de Jesus de Nazaré. Ele gostava de estar com os amigos e amigas. Gostava de falar da vida. De comer junto. De partilhar a vida. De festejar. De beber. De sentar. De descansar. Em Betânia Jesus chora. Isso tudo é a humanidade Dele sendo vivida radicalmente. Desvelar a humanidade de Jesus é descobrir verdadeiramente sua divindade. Jesus quer-nos humanos no mais simples e profundo de nós mesmos. Deus se fez homem, verdadeiramente homem, em Jesus. É desafiador darmo-nos conta disso. É desinstalador compreender esse mistério. Mas, ou redescobrimos a humanidade de Jesus ou não estamos sendo coerentes ao seu projeto.

Em tempo de grandes mobilizações, a humanidade do Nazareno nos interpela a reconhecer na juventude um sujeito de direitos e, diante disso, grita pela vida: nós queremos viver melhor! Necessariamente, na construção da humanização, há que se pautar políticas públicas para a juventude. Temos clareza de que a juventude é portadora do novo. Um novo mundo está nas mãos das/os jovens. Sempre afirmamos que qualquer instituição que quer ser nova, mais criativa, mais dinâmica, mais do diálogo, mais humana, necessariamente deve atentar a juventude. Necessariamente.

O Reino de Deus, vivido e anunciado por Jesus, provoca a cada um que se coloca no caminho da revitalização, a construção de alternativas, meios para que cresçamos humanamente, usando da criatividade e da ousadia que Deus concede como graça a cada um de nós. Nesse sentido, também a juventude vai se reconhecendo e reconhecendo o outro como portador dos mesmos direitos.

Revitalizando a nossa postura e a nossa prática, venceremos o inverno e a noite neoliberal, do capitalismo, do individualismo e do consumismo desenfreado. Caminhamos, desde Betânia para uma primavera cheia de cheiro gostoso e de vida plena. Uma primavera em que os homens e as mulheres serão mais importantes que as máquinas. Serão mais importantes que a conta bancária... Um dos maiores escândalos causados por Jesus foi encarar e assumir todos como humanos: encostou-se em mortos, sentou-se com pecadores, aproximou-se das mulheres. Tantos e tantos gestos de humanização. Amou profundamente cada ser humano. Amou em Belém. Amou em Nazaré. Amou e
m Betânia, em Cafarnaum. Amou até a cruz em Jerusalém. E ressuscitado prometeu nos amar e estar conosco até o fim dos tempos (Mt 28,22).

Não poderíamos deixar, no contexto que vivemos, de escrever sobre a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude que se aproximam rapidamente. Parece-nos que Betânia nos desafia a não deixarmos passar esse tempo e reconhecer a graça de Deus, como semente oculta, que age a todo o momento. Isso implica que essas grandes atividades sejam, igualmente, construtoras de humanização. Que maravilha se a Semana Missionária revelar de fato a realidade da juventude de todos os cantos e nos colocar em processo permanente de missão e transformação. Que maravilha se a Jornada Mundial da Juventude em toda magnitude e beleza que é, ajudar a juventude a fazer a experiência de um Jesus do Reino, pobre, da Cruz, de Jerusalém. Que maravilha se o bispo de Roma, o querido Francisco, continuar nos provocando a sermos cristãos mais engajados, mais revolucionários, mais dos pobres, mais da Palavra e nos desafiar a construir a Civilização do Amor, desde Jerusalém, para o qual estamos caminhando.

Façamos essa experiência de nos reconhecermos como humanos em nossos grupos, em cada lugar que estamos. Não somos máquinas. Nossos pés pisam um chão que é nosso e carrega uma história com marcas que estão presentes em cada gesto e palavra nossa. Como humanos, nas nossas lutas, caminhadas, construindo um mundo novo, vamos nos amar mais, do jeito que o Nazareno fez.

Com o cheiro da humanidade que caminha em direção ao Reino e que faz de Betânia sua morada e seu lugar de conversão e humanização, seguimos firmes no nosso horizonte de vida para a juventude e de revitalização das Pastorais da Juventude da América Latina e do Caribe, desde os passos do Mestre.

Pe. Maicon André Malacarne – Assessor da PJ na Diocese de Erexim/RS
Luis Duarte Vieira – Militante da PJ e noviço admitido à Companhia de Jesus

Ilustração - cenas bíblias Africanas