terça-feira, 26 de julho de 2011

Nosso Jubileu

Com o tema: "Igreja, Vida e Missão" e o lema "Reaviva o Dom de Deus que há em Ti" (2Tm 1,6), estamos abrindo as comemorações para a celebração do Jubileu de Ouro de nossa Arquidiocese que acontecerá em julho 2012.

TODAS as forças vivas da Igreja, que estão em Feira de Santana, são chamadas a engajar-se para que a celebração do Jubileu seja, não só um momento de ação de graças por tudo que o Senhor nos possibilitou realizar neste cinqüenta anos, mas também uma ocasião para dar um impulso novo à Vida e Missão de nossa Igreja.

A ARQUIDIOCESE, ao longo desses anos, procurou ser fermento, sal e luz na vida do povo desta região. Vamos olhar o passado com gratidão, bem como pedir perdão por não termos correspondido à missão que nos foi confiada. No presente, queremos tornar a Igreja mais viva para que seja mais atuante. E, ao mesmo tempo, projetar o futuro com esperança, com união e participação de todos.

O QUE fazer para comemorar bem o Jubileu? Quando uma associação, um clube ou uma comunidade celebra seu cinqüentenário, uma das primeiras preocupações de alguns de seus membros é a de edificar um monumento, inaugurar uma placa ou editar um livro para deixar um registro perene daquele acontecimento. Na celebração do cinqüentenário de criação da Arquidiocese de Feira de Santana, que obra vamos deixar como lembrança? Que monumento construiremos para perenizar o cinqüentenário?

MAIS do que uma obra construída pelas mãos humanas, que o desgaste do tempo a "traça e a ferrugem podem corroer" (Mt 6,19), queremos edificar uma Igreja viva alicerçada na pedra angular que é o Cristo Senhor (At 4,11). Voltando-se para Ele e deixando-se irradiar pelo esplendor da Sua face queremos continuar caminhando, buscando ser luz para o povo como discípulos missionários, anunciando o Evangelho da Vida.

COM ALEGRIA, esperança e renovado ardor, lancemo-nos para a celebração do Jubileu da nossa Arquidiocese. Façamos dele um motivo para que a Nossa Igreja Particular cresça e se renove, por uma nova intensidade de ação pastoral e missionária. Reavivemos o dom que nos foi concedido para que, com entusiasmo, continuemos a missão e proclamemos Jesus Cristo, vida plena para a humanidade. Caminhemos juntos, acolhendo, com gratidão, nosso rico passado, vivendo, com paixão, nosso desafiador presente, e construindo, com confiança nosso esperançoso futuro.

domingo, 24 de julho de 2011

Festa de Sant'Ana 2011

Deus encheu de dons a Sant'Ana e a seu esposo São Joaquim, pois são aqueles que na história da Salvação deviam ser os agentes para gerar a obra-prima da graça divina que foi Maria Santíssima. Sant'Ana recebe um culto especial entre os santos, pois colaborou com o plano de Deus ao educar sua Filha, na obra do Espírito Santo, para fazer frutificar os dons maravilhosos postos por Ele na alma da futura Mãe do Senhor. Foi no seu ventre que Deus predestinou Maria a tornar-se a Mãe do seu Filho, salvação dos pecadores. Ao louvar Sant'Ana nos colocamos sob a sua proteção e nos inspiramos nela como modelo para as nossas vidas. A Festa de Sant'Ana que comemoramos de 17 a 25 de julho com o Novenário e dia 26 de julho a Festa e Procissão, é sempre um momento especial que favorece a reflexão e fortalece a fé cristã. Sendo Padroeira de nosso Município, este louvor de Sant'Ana é mais do que a festa de uma paróquia, mas deve reunir todos os seus filhos em uma grande celebração de fé e gratidão por Ela, que intercede por nós perante Cristo.

Mãe da Mãe de Jesus, ó Sant'Ana, que recebestes de Deus a bênção prometida a todos os povos, abençoai as nossas famílias, fortalecei o laço de amor que as une e dai-lhes a graça de crescerem na fé, no perdão e na oração.
Livrai-nos, ó gloriosa Sant'Ana, de todos os males e guiai os nossos passos para sempre percorrermos os caminhos do Senhor e vivermos as lições que o evangelho nos ensina.
A Vós, ó Senhora, confiamos a grande família que é a nossa Arquidiocese de Feira de Santana. Ajudai0nos a caminhar unidos, porque somos todos irmãos. Amém!

Programação dos últimos dias da Festa:

8ª Noite – 24/07/2011 (Domingo)
· Tema: Dai-nos Senhor, pela intercessão de Sant'Ana o Dom da Solidariedade.
· Pregador: Frei Luiz Alberto – Pároco da Paróquia Santo Antônio, Capuchinhos.
· Noite dedicada: Terço dos Homens, Legião de Maria, Mãe Rainha, Apostolado da Oração, Centro Social Mons. Jessé.
· Paróquias: Capuchinhos, Ipecaetá, Serra Preta.

9ª Noite – 25/07/2011 (Segunda-feira)
· Tema: Dai-nos Senhor, pela intercessão de Sant'Ana o Dom da Ressurreição.
· Pregador: Dom Itamar Vian – Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana.
· Noite dedicada: Seminário Maior Sant'Ana Mestra, Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Providência, COV, Amigos do Seminário, Comissões passadas, Colaboradores e Amigos de Sant'Ana.
· Paróquias: N. Sra. de Fátima (Caseb), Senhor do Bonfim (Cruzeiro), N. Sra. do Perpétuo Socorro (Tomba) e Santa Clara (Pompalona).

26/07/2011 - DIA SANTO DA PADROEIRA

Abertura do Ano Jubilar

· 05:00h – Alvorada com repique dos sinos e fogos de artifício.
· 07:00h – Celebração Eucarística.
Presidência: Pe. Cristiano Fechine – Vigário da Paróquia de Senhor do Bonfim, Cruzeiro – Feira de Santana-BA.

· 10:00h – Solene Concelebração Eucarística.
Presidência: Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ – Arcebispo Metropolitano de São Salvador e Primaz do Brasil.
· 16:00h – Procissão de Senhora Sant'Ana, com a participação das paróquias da arquidiocese com as imagens dos seus
respectivos padroeiros.
· 18:00h – Encerramento com pregação de Dom Itamar Vian e bênção do SS. Sacramento.

Baixe o hino do nosso Jubileu de Ouro: Salve Sant'Ana
Autor: Flávio Porto - Faça o download do arquivo MP3

Fonte: Site da Arquidiocese


terça-feira, 19 de julho de 2011

sábado, 2 de julho de 2011

Comissão para a Juventude nomeia Coordenação Nacional de Jovens

Dez jovens representantes das pastorais da juventude e dos movimentos, comunidades e congregações que atuam na evangelização juvenil foram escolhidos pela Comissão Episcopal Pastoral da Juventude da CNBB para integrar a Coordenação Nacional de Jovens. Veja a seguir a documento oficial nomeando a coordenação:

Brasília, 30 de junho de 2011

Caros jovens, dirigentes adultos e assessores dos

Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades, Pastorais da Juventude, Congregações

É grande nossa alegria em poder saudá-los neste mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, ainda contagiados pela vibração do tempo pascal, pela solenidade de Pentecostes e Corpus Christi, momentos ricos de fortalecimento da fé e de nosso compromisso eclesial.

O Documento 85 da CNBB - Evangelização da JuventudeJustificar - destacou a importância da valorização dos diversos grupos que atuam junto aos jovens. A partir de então, temos motivado para que em todas as dioceses se organize o Setor Juventude como um importante espaço de comunhão da riqueza que Deus têm nos proporcionado em vista desta missão.

No encontro com os Bispos Referenciais, realizado em março, após uma longa reflexão e partilha sobre a realidade da juventude nos dezessete regionais da CNBB chegou-se à conclusão da importância de termos uma equipe de Jovens que represente a pluralidade de expressões de trabalho juvenil eclesial em nosso país. Essa coordenação nacional será a referência principal para a pastoral juvenil na Igreja do Brasil e nos representará nas instâncias internacionais, principalmente no CELAM e no Pontifício Conselho para os Leigos. Ela está sendo composta pelos quatro jovens secretários das Pastorais da Juventude, por dois jovens de Movimentos Eclesiais, por dois jovens de Novas Comunidades e por dois jovens ligados às Congregações que possuem este carisma. A sua organização e seu acompanhamento estarão sob a responsabilidade direta dos Assessores Nacionais, Pe. Carlos Sávio e Pe. Toninho.

Para este primeiro grupo foram chamados os seguintes jovens:

*das Novas Comunidades: Diogo Victor Rocha (Shalom) e Adriano Gonçalves (Canção Nova)

*das Congregações Religiosas: Alex Bastos (Franciscanos) e Félix Fernando Siriani (Salesianos)

*das Pastorais da Juventude: Francisco Antonio Crisóstomo de Oliveira (PJ), Monique Cavalcante Benevent (PJE), Eric Souza Moura (PJMP), Josiel Ferreira (PJR)

*dos Movimentos Eclesiais: Renato Conte Rocha (ENS) e Lisiane Griebeler (RCC)

A coordenação terá a responsabilidade de garantir o protagonismo juvenil na organização nacional e o espirito de unidade das diversas expressões de juventude do Brasil. Detalhes da identidade e missão dessa coordenação serão posteriormente delineados. A articulação e as consequentes despesas serão por conta da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude.

Que o amor transbordante e rejuvenescedor do Coração de Jesus abençoe a generosidade das diversas expressões de juventude que têm se colocado generosamente a serviço da Evangelização.

Atenciosamente,

Pe. Carlos Sávio da Costa Ribeiro, Assessor Nacional da CEPJ

Pe. Antonio Ramos do Prado, Assessor Nacional da CEPJ

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Será o aborto uma questão religiosa?

Para muitos pró-aborto a legitimidade do aborto é absolutamente óbvia e as pessoas que se opõem ao aborto, os pró-vida, fazem-no por razões religiosas. Assim, discutir com os pró-vida é pura perda de tempo uma vez que na base da sua posição está a questão da existência de Deus ou a observância de umas regras morais da Idade Média.

Pois bem: nada disto corresponde à verdade.

Para começar, leia-se este trecho do caso Roe vs. Wade (redigido por um juiz pró-aborto, como se sabe): "Nem sempre se tem em conta que as leis que proíbem o aborto na maioria dos Estados são relativamente recentes. Essas leis, que em geral proíbem o aborto consumado ou tentado em qualquer altura da gravidez salvo quando é necessário para salvar a vida da grávida, não têm origem em tempos remotos. Antes, essas leis foram aprovadas, na maior parte dos casos, nos finais do século XIX..."

Como se vê a proibição do aborto não vem da Idade Média: vem de finais do século passado! Mas, de qualquer forma, será que na origem das leis que proíbem o aborto estão motivos religiosos?

Em poucas palavras pode-se dizer o seguinte. O aborto foi sempre muito perigoso e, por isso mesmo, era raro: quando se fazia, normalmente, implicava a morte da mãe. Por esta razão o aborto não merecia atenção especial dos legisladores nem da sociedade.

Por seu lado, a Igreja Católica condenava o aborto (o aborto aparece explicitamente condenado na primeira página de um escrito cristão datado dos anos 75 a 150 - o Didaké -) mas os seus teólogos e moralistas discutiam diferentes graus de gravidade (conforme o bebé já estivesse "vivo" ou não). Para ilustrar este fato, bastará dizer que para defender o aborto, em 1984, Zita Seabra citou S. Tomás de Aquino, o mais genial teólogo da Historia.

Por volta de 1750 encontrou-se uma técnica de aborto que, embora continuasse a matar muitas mães, constituiu um enorme progresso. A consequência imediata desta descoberta foi que depois da revolução francesa o aborto foi legalizado em muitos países.

Mas o aborto foi legalizado tendo por base os conhecimentos científicos da época. (a grosso modo, cada espermatozoide é um homem que se limita a crescer dentro do útero). Em 1843, o cientista Martin Berry descobriu o processo de reprodução tal como é hoje conhecido. Imediatamente, médicos e cientistas iniciaram uma grande campanha para proibir o aborto.
A afirmação que todos pensam ter sido inventada pelo Vaticano "a vida humana começa no momento da concepção", data, de fato, dessa campanha iniciada pelos cientistas no século passado. O parlamento inglês baniu o aborto em 1869 aprovando o "Offences Against the Person Act". A American Medical Association em dois relatórios (1857 e 1870), estabeleceu sem margem para dúvidas que o aborto era inaceitável. Na sequência dos dois relatórios da AMA, o aborto foi proibido praticamente por toda a parte.

Desde aí fez-se alguma descoberta que invalidasse as conclusões de então? Não! Todas as descobertas (genéticas, bioquímicas, citológicas, fetológicas) têm provado e confirmado até à náusea a afirmação dos cientistas do século passado: a vida humana começa no momento da concepção! E este é o fato científico que está na origem das leis anti-aborto que existem (ou existiam).

O leitor interessado em aprofundar a questão poderá consultar J. Dellapenna, The History of Abortion, Technology, Morality, and Law, University of Pittsburgh Law Review, 1979.
Para que se possa apreciar até que ponto a posição pró-aborto está cheia de preconceitos (anti-religiosos), leia-se este excerto de um livro publicado por um professor universitário de filosofia: "Quando no meu departamento decidimos criar uma disciplina sobre Contemporary Moral Issues, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), eu opus-me à inclusão no curriculum da questão do aborto. Parecia-me que no aborto, de fato, não havia questão nenhuma - a oposição ao aborto só tinha como suporte algumas pretensões teológicas de valor duvidoso. Contudo, quando o aborto se tornou um dos tópicos do curso, eu percebi rapidamente que estava enganado. De fato, à medida que eu estudava, o assunto tornou-se cada vez mais evidente, para minha grande surpresa, que havia razões para pensar que o aborto nem sempre é aceitável. Este livro é o resumo das considerações que me levaram a essa conclusão."