segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Os cristãos são convidados a participar da política", afirma dom Leonardo

No próximo domingo, 5 de outubro, os brasileiros irão eleger o presidente da República, governadores, deputados distritais, estaduais e federais. Para auxiliar os cristãos na escolha consciente de seus representantes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”, aprovada durante a 52ª Assembleia Geral.
Entre as questões abordadas no texto estão a participação dos cristãos, desafios da realidade sociopolítica, urgência da reforma política, desenvolvimento econômico e sustentabilidade social.
Para o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, "os cristãos são insistentemente convidados a participar da política", por meio das discussões, do voto e da fiscalização. 
Leia, abaixo, entrevista com dom Leonardo sobre as eleições 2014. 
Dom Leonardo, durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, os bispos aprovaram a mensagem “Pensando o Brasil: Desafios diante das eleições 2014”. O que a CNBB propõe na mensagem?
Dom Leonardo - Propõe a participação ativa dos cristãos na política, isto é, participar da construção da sociedade. A mensagem faz eco às palavras do papa Francisco na Exortação Evangelii Gaudium: “ninguém pode exigir-nos relegar a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos”. A eleição é momento decisivo para a vida das pessoas que vivem no país. Ajudar a pensar o Brasil no tempo que antecede ao voto é uma contribuição que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB não poderia deixar de oferecer.

A mensagem afirma que a mudança de situações de injustiças e de desigualdade requer a intervenção dos cristãos na política. Como os cristãos podem intervir nesta esfera de modo a transformar esta realidade?
Dom Leonardo - As mudanças acontecerão na medida em que houver uma participação maior de pessoas que deixam-se conduzir pela ética e os cristãos também pelos valores do Evangelho. Os cristãos são insistentemente convidados a participar da política em todos os níveis, também nos partidos políticos. Intervir na política é participar das discussões, da votação, da “fiscalização” depois das eleições. O texto indica também o caminho da reforma política necessária como necessário para as mudanças.
Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Como ser ativo diante das eleições?
Dom Leonardo - Como cristão refletir, discutir os projetos dos partidos e dos candidatos. Identificar os candidatos “Ficha Limpa”. Votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. Como cristãos continuar contribuindo para que haja um diálogo que aponte para as mudanças necessárias no modo de fazer política. Como já lembrado, acompanhar, com rigor, o trabalho dos eleitos. Para construir a sociedade justa e fraterna faz-se necessário como cristãos acompanhar, monitorar as ações, projetos e gastos dos eleitos. Exigir que exercitem a representação digna que lhes foi conferida pelo voto.
Que mensagem de esperança o senhor pode deixar para aqueles que em outubro vão escolher quem os representa?
Dom Leonardo - Lembro as palavras do Santo Padre Francisco na Evangelii guadium: “Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente respeito à sociedade, ao povo, à vida dos pobres. É indispensável que os governadores (...) levantem o olhar e alarguem as suas perspectivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados sanitários para os cidadãos”. Elegermos mulheres e homens que estejam a serviço do bem comum; homens e mulheres que saibam superar a dicotomia entre política e econômica, a dicotomia entre a economia e o bem comum social. O cristão é pessoa de esperança! Vive de esperança em esperança! As mudanças acontecem pela ação de pessoas que tem uma causa comum: o bem do outro!
Fonte: CNBB

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Papa muda interlocutores da Igreja


Papa Francisco

É a primeira vez na história da Igreja que um papa convoca líderes de movimentos sociais para um encontro de três dias, e não uma simples audiência protocolar.
 Por Frei Betto
Líderes de movimentos populares de vários países terão encontro com o papa Francisco nos próximos dias 27, 28 e 29 de outubro, em Roma. Do Brasil estarão presentes João Pedro Stédile, pelo MST e Via Campesina, e representantes da Central de Movimentos Populares, Levante Popular da Juventude, Coordenação Nacional de Entidades Negras, Central Única dos Trabalhadores, Movimento de Mulheres Camponesas e um indígena do povo Terena.
A carta convite é assinada por Stédile e por Juan Grabois, que representa o Movimento dos Trabalhadores Excluídos e a Confederação de Trabalhadores da Economia Popular, da Argentina.
O evento é um desdobramento do simpósio As emergências dos excluídos, realizado em dezembro de 2013, no Vaticano, do qual Stédile e Grabois participaram.
Denominado Encontro Mundial de Movimentos Populares, contará ainda com a participação de 30 bispos, “de distintas regiões, que mantêm fortes vínculos com o trabalho social e os movimentos populares.”
O evento resulta da articulação do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, presidido pelo cardeal ganês Peter Turkson, com diversas organizações populares. Tem como objetivos partilhar o pensamento social de Francisco; elaborar uma síntese da visão dos movimentos populares em torno das causas da crescente desigualdade social e do aumento da exclusão no mundo; refletir sobre as práticas organizativas dos movimentos populares; propor alternativas populares para “enfrentar os problemas que o capitalismo financeiro e as transnacionais impõem aos pobres, com a perspectiva de construir uma sociedade global com justiça social, a partir da realidade dos trabalhadores excluídos”, frisa o convite. Enfim, “discutir a relação dos movimentos populares com a Igreja e como avançar nesse sentido.”
Entre painéis e oficinas previstas, destacam-se: “Exclusão social e desigualdade”; “Desigualdade social à luz do documento Alegria do Evangelho”; “Doutrina social da Igreja”; “Meio ambiente e mudanças climáticas”; “Movimentos pela paz”; e “Articulação Igreja e Movimentos populares”.
É a primeira vez na história da Igreja que um papa convoca líderes de movimentos sociais para um encontro de três dias, e não uma simples audiência protocolar, como a que monitorei em 1980, em São Paulo, ao levar um grupo de sindicalistas, entre os quais Lula e Olívio Dutra, para um encontro com João Paulo II, na capela do colégio Santo Américo.
Há, nessa iniciativa, algo inédito: outrora os papas, ao debater a conjuntura mundial, convocavam banqueiros, empresários, homens de negócio. Francisco, coerente com a sua opção pelos pobres, quer ouvir aqueles que os representam, provocando uma mudança significativa na qualidade de interlocutores da Igreja Católica.
Em seu documento Alegria do Evangelho (novembro 2013), Francisco considera o capitalismo intrinsecamente injusto: “Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível erradicar a violência. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e econômico é injusto na sua raiz” (59).
 Fonte: Brasil de Fato

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pastoral da Juventude lança o hino do 11º ENPJ



Dando continuidade aos presentes que setembro traz, como as cores do ipê que embelezam as paisagens por todo o Brasil, apresentamos o Hino do 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude.
A composição do artista Manoel Nerys, “Pelas trilhas do Reino”, inspira e anima não só a galera que está diretamente envolvida na organização do encontro e que vai participar como delegada e delegado, mas todas e todos que estão na base e em sintonia com esse momento de celebração e vida.
Então vamos aprender a letra, colocar o hino no celular, enviar pra todo mundo pelos grupos no whatsapp e fazer ecoar por todos os cantos o grito pela vida, pelo pão e pela utopia que vem das terras de Manaus.
Hino do 11º ENPJ
Pelas trilhas do Reino
Manoel Nerys / Manacapuru-Am
Desamarrem as canoas;
Põe a mochila nas costas.
Lá fora ainda faz noite,
a luz vem no horizonte e um novo sol vai brilhar.
Tome o remo nas mãos, temos que navegar!
na fraternura, seguir o jovem Bom Pastor
Pelas trilhas, com nossa bandeira
ao som da canção, na viola e tambor.
E no encontro das águas 
partilhamos a vida e o pão
Nossa força e nosso alimento,
A utopia do mundo irmão.
Vem entre na roda, neste passo,
No compasso de um abraço;
Faz sorrir meu coração.
Como brisa leve que balança,
Faz assanhar o banzeiro,
quando aperto tua mão! (bis)
Juventude, brasileira,
um mosaico de cores;
amantes da justiça,
Os ídolos da morte, tu vais denunciar.
Ó mestre moreno onde moras, onde tu estás?
No jovem irmão oprimido vinde e verás!
Transformai as cidades dos homens
Na “Civilização do Amor”.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pastorais da Juventude definem temas para as Atividades Permanentes de 2015



Em 2015 as Pastorais da Juventude terão muito trabalho e inspiração para realizarem as Atividades Permanentes: Semana da Cidadania e Semana do Estudante. Na primeira, o tema “Juventude, Mídia e Sociedade” terá o lema, “A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria” (Papa Francisco), e a iluminação bíblica, “Anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade” (Mc 16, 15b). Já o tema da Semana do Estudante será “Juventude, escola e sociedade: uma ciranda de vida” com o lema, “: Democratização da Informação em defesa da cultura de paz”, e a iluminação bíblica, “Onde está o teu irmão?” (Gn 4, 9).
O secretário nacional da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Iago Rodrigues, explica que um dos focos das Atividades Permanentes será a discussão a respeito do papel da mídia na sociedade e da necessidade de sua democratização. “Sabe-se do poder das mídias na formação de convencimento da população. Assim, é importante observar algumas atitudes tomadas pelos veículos de comunicação que entram diretamente em conflito com alguns direitos da juventude”, destaca Iago citando, por exemplo, a criminalização dos jovens nos principais veículos.
O jovem representante do Regional Sul 1 (São Paulo) na Coordenação Nacional da PJ, Rafael Martins, também participou das discussões a respeito das Atividades Permanentes. Para ele, 2015 será um ano de ir para as ruas e questionar como a juventude tem sido tratada pela mídia. Rafael destaca também que, junto dos atos e das atividades a serem desenvolvidas, deverá prevalecer o sentimento de celebração. “A festa, elemento específico da mística juvenil, será tema transversal de todo o processo das Atividades Permanentes. É na festa que o jovem se encontra e partilha a sua alegria. Ninguém festeja sozinho. A festa é o lugar do encontro! É onde Deus se revela no seu jeito mais jovem de ser”, afirma.
A inspiração para a escolha das temáticas veio do texto da Campanha da Fraternidade de 2015, que tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45). Além disso, a exortação apostólica “Evangelii Gaudium” serviu como instrumento de provocação, já que o Papa Francisco trouxe várias reflexões sobre o papel missionário da Igreja. O Instituto Paulista de Juventude (IPJ) contribuiu com uma análise de conjuntura social e eclesial. Marcelo Naves e Rogério de Oliveira ajudaram provocaram na identificação das realidades, e que as  Semanas da Cidadania e do Estudante querem procurar refletir em 2015.
O Seminário das Atividades Permanentes aconteceu nos dias 12 a 14 de setembro, no colégio La Salle, em São Paulo. Estiveram presentes representantes das 4 pastorais da juventude: Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Juventude (PJ).
Já no dia 11, os assessores referenciais e os Secretários Nacionais das 4 PJ`s se reuniram com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), Pe. Antônio do Prado, para partilhar e avaliar a caminhada das pastorais, e dialogar sobre os processos de construção das Atividades Permanentes e projeto financeiro para tal.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PJ da Arquidiocese de Feira realiza 4ª Etapa da Escola da Juventude


"A formação deve ser integral, isto é, considerar as diversas dimensões da pessoa humana e os processos grupais." Documento 85 - CNBB (Evangelização da Juventude).

Seguindo essa exigência da Igreja do Brasil, a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana mantém a 10 anos a sua Escola da Juventude. Neste fim de semana (19 a 21 de setembro) foi realizada a 4ª etapa do ano de 2014. Como de costume o encontro foi realizado na Chácara Santo Inácio, pertencente à Companhia de Jesus. A etapa foi iniciada na sexta-feira com uma mística que foram recordadas as diversas "fomes" (de cultura, de justiça, de dignidade...) que nós jovens temos em nosso cotidiano, e como nossos grupos de jovens "matam" esses desejos. 
No sábado de manhã tivemos a facilitação da Leidiana de Jesus, que é assessora da Pastoral da Juventude na Diocese de Serrinha (BA). O tema trabalhado foi "Dinâmica de grupo", onde foi abordada a forma que devemos trabalhar junto aos grupos de jovens, dentro da perspectiva da PJ. Pelo turno da tarde quem nos ajudou foi o Luis Duarte, noviço jesuíta, que já foi da Coordenação Nacional da PJ. Nesse momento ele falou sobre a Missão da PJ, partindo principalmente da perspectiva do Civilização do Amor - Projeto e Missão. 

No sábado a noite todos os alunos e a equipe da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara participaram do Seminário Juventude e Participação Política, promovido pela Pastoral da Juventude das Foranias 1 e 2. Essa atividade foi realizada no Salão da Paróquia Todos os Santos, no bairro Queimadinha, e foi dividida em duas partes: a primeira com a explanação do professor Alfredo sobre a relação entre a juventude e a política; e a segunda com o debate de propostas de dois candidatos a deputado estadual, ambos da cidade de Feira de Santana.
No domingo iniciamos as atividades com a Santa Missa, presidida pelo Padre Paulino,sj. Com suas falas de ânimo para com a juventude, nos sentimos todos revigorados para o restante da atividade. Com a força de paz que vem do Corpo e Sangue de Cristo, pudemos logo depois continuar com a assessoria do Luis Duarte, dessa vez falando da Metodologia da PJ, assim ficando claro que o nosso jeito pjoteiro de ser e fazer está presente por todo o continente, numa ação de estar sempre junto à juventude das periferias existenciais e sociais, como continua a nos pedir o Papa Francisco.  

Fonte: Pastoral da Juventude - Arquidiocese de Feira de Santana

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A parábola do patrão diferente (Mt 20,1–16)

Certamente essa parábola de Jesus serviu a vocês para clarear a posição que vocês, e certamente, desde o início Jesus, tomaram com relação aos não judeus. Na Bíblia, "a vinha" é uma imagem clássica do povo de Deus e da obra que Deus faz conosco - Cf. Is 5 e Salmo 80).
Nessa história, os "operários que trabalharam o dia inteiro na lavoura" significam o povo judeu. Os trabalhadores da última hora são os não judeus, pagãos (goims). Para nós que vivemos num país no qual ainda é normal o trabalho diário dos assalariados volantes (boias-frias), parece familiar o fato de Jesus (ou vocês) descrever a realidade social da Judéia como sendo de desemprego e de trabalhos por contrato diário.
Conhecemos ainda hoje essa realidade de pessoas sem emprego, aceitando qualquer oferta que lhe façam. Diferente é esse patrão que age completamente fora das leis sociais vigentes em qualquer sociedade. A maioria dos comentadores chamam essa história de "parábola dos trabalhadores da vinha". O nome mais indicado seria "Parábola do patrão original ou diferente".
A parábola é sobre o comportamento dele. Todo o problema para os primeiros contratados é que ele, além de começar a pagar pelos últimos, os iguala aos primeiros que suportaram o peso e o calor do dia. A parábola é sobre "os direitos" iguais que todos têm diante do convite de Deus e da recompensa que ele promete.
O que os judeus retratados na parábola não aceitam é que "ele os equiparou a nós". No tempo de Mateus, o Talmud já dizia: "um pagão que retorna ao Senhor é maior do que o sumo-sacerdote do santuário"81. O judaísmo oficial aceitava com tranqüilidade que os pagãos podem ser salvos e que Deus oferece a todos os bens da aliança. Isso, os rabinos aceitavam sem problemas. Mas, não podiam compreender uma igualdade de condições entre Israel e os pagãos. Já vimos que mesmo Jesus (no episódio da cura da filha da mulher sírio-fenícia) e Paulo na carta aos romanos dizem claramente: "primeiramente os judeus e depois os outros".
Aqui, Jesus dá um passo adiante e diz que Deus começa pelos últimos e dá a estes o mesmo que dá aos primeiros. Os rabinos diziam que "quando Deus promulgou a Torá ofereceu-a a todas as nações e somente Israel aceitou. Por isso, cada israelita tem tanta importância para Deus quanto têm todos os outros povos do mundo. Todos os dias, o judeu piedoso deve agradecer a Deus por não ter nascido ‘goim'. Só Israel foi capaz de observar a lei".
Na própria tradição bíblica, os profetas já insistiam na universalidade do amor de Deus e na igualdade de todos perante o Senhor. O profeta Amós chega a dizer: "Por acaso, não sois vós para mim, filhos de Israel, iguais aos filhos dos etíopes?, diz o Senhor. Acaso, não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, do mesmo modo como fiz os filisteus virem de Caftor e os sírios de Quir?" (Am 9, 7).
Hoje, numa sociedade marcada pela desigualdade social, essa parábola não deixa de nos lembrar que Deus propõe igualdade. O fato é que, mesmo no plano social, se não se aceita partir dos últimos e dar a eles tanto quanto aos que são considerados "primeiros", nunca haverá justiça. Pergunta à comunidade de Mateus: Será que vocês se inspiraram numa parábola do Talmud e a puseram na boca de Jesus, o rabino da comunidade cristã?
Eis a parábola do Talmud:
"Um rei contratou muitos operários. Um deles teve dificuldade de suportar o trabalho. O rei o levou para passear com ele. Quando chegou a tarde, os operários vieram receber o salário e o rei pagou ao operário que tinha passeado tanto quanto aos outros. Estes se queixaram dizendo: "Trabalhamos o dia inteiro enquanto este só trabalhou duas horas e lhe dás um salário completo como a nós". O rei respondeu: "Este se cansou em duas horas mais do que vocês durante todo o dia" (Jr. Berkhot II, 8, 5c 83).
De qualquer modo, vocês transformaram o sentido da parábola porque Jesus não favorece qualquer interpretação no sentido dos rabinos de que o motivo do senhor igualar os salários é o fato de que os últimos se cansaram em menos tempo tanto quanto os primeiros. Jesus insiste que Deus faz isso de graça e não pelo mérito dos operários.

Fonte: Marcelo Barros - Conversa com Mateus (disponível no site do CEBI)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Papa Francisco pede aos novos bispos atenção ao cuidado pastoral

Mais de 100 novos bispos do mundo inteiro, nomeados entre 2013 e primeiro semestre de 2014, participam de encontro, promovido pela Congregação do Bispos, no Vaticano. A reunião teve início no dia 9 e encerra, hoje, 18 de setembro. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está representado por 12 novos bispos que receberam a nomeação no último ano.
Durante o curso, os bispos conhecem o funcionamento da estrutura da Cúria Romana e participam de momentos de espiritualidade e formação. O episcopado tem a oportunidade de conhecer as instalações do Vaticano, para compreensão das tramitações internas na Santa Sé, requerimento de documentos e outros tipos de serviços necessários para seu bispado.  
Audiência
Na manhã desta quinta-feira, 18, o papa Francisco recebeu os novos bispos em audiência. Francisco falou sobre os aspectos necessários ao ministério episcopal e encorajou a missão desses pastores da Igreja.
No discurso, o papa ressaltou que os bispos são homens escolhidos por Deus para cuidar do povo a eles confiados, chamados a servir com assiduidade, constância e paciência.  “É belo poder ver refletido no rosto o mistério de cada um e  poder ler o que escreveu Cristo. É consolador ver que Deus não deixa faltar à Sua Esposa os Pastores segundo o seu coração”, disse.
O papa destacou a importância dos bispos manterem proximidade e comunhão com a comunidade. “Toda autêntica reforma da Igreja de Cristo começa com a presença, a de Cristo que nunca falta, mas também a presença do Pastor que guia em nome de Cristo. Esta não é uma recomendação piedosa. Quando o Pastor é ausente ou não pode ser encontrado, estão em jogo o cuidado pastoral e a salvação das almas”, acrescentou. 
Francisco pediu ao episcopado para que permitam que o Espírito Santo os conduza na missão e "para que amem o povo Deus lhe deu". 
Pais e pastores
O papa dedicou ainda um pensamento ao relacionamento com os sacerdotes. “Exorto-os a cultivar em vocês, Pais e Pastores, um tempo interior no qual se possa encontrar espaço para os seus sacerdotes: recebam-nos, acolham-nos, escutem-nos, guiem-nos”, disse. 
Ao final de sua fala, o papa pediu, ainda, aos novos bispos para que sejam acessíveis. "Não pela quantidade de meios de comunicação dos quais dispõem, mas pelo espaço interior que oferecem para acolher as pessoas e suas concretas necessidades, dando a elas a totalidade do ensinamento da Igreja, e não um catálogo de arrependimentos. E a acolhida seja para todos, sem discriminação, oferecendo a firmeza da autoridade que faz crescer e a docilidade da paternidade que gera”, concluiu.
Com informações e fotos do News.va

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Campanha Contra o Extermínio de jovens é destaque em debate presidencial

Na noite de terça-feira (16) o bispo de Caxias do Maranhão, Dom Vilson Basso, lembrou em sua pergunta, no debate presidencial organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dos milhares de jovens vitimados pela violência todos os anos no Brasil. Em sua pergunta, o bispo replicou o grito de guerra da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens e destacou no final de sua fala outro grito tão usado pela Pastoral da Juventude: "A Juventude quer viver!".


O tema é uma das principais lutas assumidas pela Pastoral da Juventude em sua atuação, como destaca o representante do Regional Sul (Santa Catarina) na Coordenação Nacional da PJ, Uilian Dalpiaz. "Como Pastoral da Juventude, defendemos e queremos que os jovens sejam respeitados na sua natureza de ser humano, com dignidade e com políticas públicas que supram as históricas ausências do estado. Especialmente junto aos jovens, negros e empobrecidos, que estão no topo dessas estatísticas", afirmou Dalpiaz.


Ele reiterou ainda que o tema precisa continuar na pauta do debate eleitoral, não só para a presidência, mas também nos estados. Uilian reafirmou que a pergunta de Dom Vilson "foi muito feliz".

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional (pj.org.br)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pastoral da Juventude lança seu novo portal



“Vão e anunciem à todos os povos a Boa Notícia do Reino de Deus”
Mt 28, 19a
Chegamos ao mês de Setembro. Mês da Boa Notícia, mês da Palavra, mês da Bíblia. Inicia-se também a primavera, é o mês das flores. Tempo em que o frio, o medo, o cinza, as nuvens se dissipam e dão lugar ao sol, à alegria, às cores, à vida. Talvez seja por isso que a Igreja tenha escolhido esse mês para dedicar à Palavra Sagrada. É impossível abrir a janela, ver a explosão da natureza e não admirar e querer falar dela para os outros. O impulso já nos faz comunicar a beleza do que vemos. O mesmo deve acontecer com a Palavra.
A Bíblia é comunicação. Comunicação de vida, de sonhos, do projeto de Deus para toda a humanidade. Além de ser um registro teológico da experiência do Povo de Deus, nos sinaliza caminhos de esperança, nos ajuda na reflexão diária do que podemos fazer para continuar a construir a Civilização do Amor. Com ela sorrimos, choramos, nos emocionamos. Cantamos, nos preparamos para as adversidades e somos iluminados e motivados a continuar no caminho e a tornar viva nos nossos corpos a mensagem do amor.
Enquanto cristãos, somos continuadores dos discípulos no anúncio e comunicação do Evangelho. Falar de Jesus e do seu projeto é a nossa missão. No exercício de nossa ação pastoral, como Pjoteiros que somos, temos a missão, também, de sermos comunicadores da Civilização do Amor. Hoje, no entanto, além dos meios tradicionais, temos uma diversidade de canais que nos possibilitam anunciar a Boa Nova com mais agilidade e chegar a locais antes inesperados.
Nesse sentido, para fazer ecoar em todos os cantos do mundo o nosso grito por vida em plenitude para toda a juventude, a PJ lança o seu novo Portal. Ele pretende ser, portanto, um novo areópago, como já nos alertava João Paulo II, um espaço privilegiado de anúncio de Jesus Cristo e do Reino de Deus para os/as jovens. Além de ser, ainda, espaço de informações, notícias, trocas de experiências, disponibilização de materiais e interação entre os diversos grupos de PJ pelo país a fora.
Além de fazermos ecoar aos quatro cantos deste Brasil a bonita caminhada da Pastoral da Juventude por meio do Portal, também somos convidados a interagir, a ocupar esse espaço e fazer dele nossa expressão de comunicação. Precisamos do envolvimento e participação de cada um/a na construção desta grande Teia.


Participe! Comente as matérias! Deixe seu recado! Façamos do nosso Portal um verdadeiro espaço de comunicação!
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional (pj.org.br)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Candidatos à presidência confirmam participação em debate promovido pela CNBB

Nesta terça-feira, 16 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o debate com presidenciáveis, com início às 21h30, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, no Santuário Nacional de Aparecida. Organizado pela TV Aparecida, o debate será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos. Sete candidatos confirmaram presença. São eles: Aécio Neves (PSDB),  Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC),  Luciana Genro (PSOL),  Marina Silva (PSB) e pastor Everaldo (PSC).
De acordo com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o debate é uma oportunidade para que as pessoas conheçam as propostas e projetos dos candidatos à presidência do Brasil. “Desta forma, o evento oferecerá elementos para que o eleitor possa discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum. Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país”, explicou.
Como será
O debate terá duração de duas horas, com plateia composta por bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. O mediador do debate será o jornalista Rodolpho Gamberini, recém contratado pela Rede Aparecida de Comunicação. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.
Já no segundo bloco, os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.
Repercussão
De acordo com informações da organização, o debate vem ganhando repercussão na mídia nacional. Diversos veículos estão noticiando o evento, além das divulgações por TVs de inspiração católicas, blogs, sites de igrejas, de dioceses e do site oficial do Vaticano.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O vitorioso Plebiscito Popular



Como Secretaria Operativa Nacional da nossa Campanha, em nome de mais de 450 organizações participantes e 1800 Comitês Populares, queremos saudar os milhões de Brasileiros e Brasileiras que participaram do Plebiscito Popular dando o seu voto em Urnas Físicas ou pela Internet. 
Também queremos saudar e parabenizar os milhares de militantes e ativistas voluntários que, em todos os rincões do nosso imenso Brasil, do Oiapoque ao Chuí, construíram com muita dedicação, força, coragem e alegria o Plebiscito Popular pela Constituinte. Se dedicaram desde o Lançamento Nacional - em Novembro de 2013 -, na construção de Lançamentos Estaduais, Cursos de Formação de Ativistas, Organização de Comitês Populares, Ações Públicas nos Dias de Luta, até chegar a tão esperada Semana da Pátria, em que se instalaram mais de 40.000 urnas por todo o país, e todos trabalharam em mutirão para conversar com a população sobre as necessárias mudanças do sistema político e os rumos do nosso país. 
Com o trabalho de todos estes ativistas, nossa Campanha pela “Constituinte Já” ocupou as ruas, as praças, escolas, fábricas, universidades, paróquias, povoados, assentamentos rurais, sindicatos, e na era da internet, também ocupamos as redes sociais, com fotos, memes, hashtags e muita criatividade. Envolvemos artistas, intelectuais, lideranças sindicais e populares. Pressionamos os candidatos às eleições a se posicionarem sobre o tema, especialmente os presidenciáveis. 
Assim, conseguimos ampla repercussão, apesar do “muro de silêncio”, propositalmente montado pela grande mídia, o que só reforça a nossa posição pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. 
Os próximos dias ainda serão de grande trabalho, nos quais os Comitês Populares estão mobilizados em contabilizar os votos em urnas “físicas”. No entanto, já divulgaremos oresultado da Votação pela Internet (OnLine), tivemos a participação de 1.744.872 pessoas em todo o país, destas 96,9% (1.691.006) votaram SIM à Constituinte do Sistema Político, e 3,1% (53.866) votaram NÃO.
O resultado final da votação será divulgado no dia 24 de Setembro, em Coletiva de Imprensa (em breve enviaremos mais informações).Em seguida,  ainda sem data definida,entregaremos os resultados do Plebiscito Popular aos três poderes: Presidência da República (Executivo), Congresso Nacional (Legislativo) e Supremo Tribunal Federal (Judiciário), como forma de pressionar, especialmente o Congresso, por um Plebiscito Oficial com o mesmo tema do Plebiscito Popular.
Embora não tenhamos os números finais, podemos afirmar que a batalha foi vitoriosa. Sabemos que a conquista de uma Constituinte para fazer a Reforma Política, e destravar as reformas estruturais que a nação necessita, não será tarefa fácil, mas seguiremos organizados e mobilizados para levar esta bandeira adiante nos próximos períodos.
Acreditamos, sem a menor sombra de dúvida, que todo este processo de mobilização se coloca entre um dos maiores e mais importantes realizados em unidade entre o movimento popular, sindical e da juventude. Estamos confiantes que a força social e política demonstrada no Plebiscito Popular será preservada e ampliada no próximo período enos garantirá a vitória!
  
São Paulo, 9 de setembro de 2014
Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Popular

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Papa deseja que Rede Pan-Amazônica seja espaço de solidariedade

O secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, transmitiu nesta quarta-feira, 10, a saudação do papa Francisco aos participantes do Encontro da Rede Eclesial Pan-Amazônica. O evento ocorre na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) até sexta-feira, 12, e reúne lideranças de 11 países,  com a proposta de traçar metas e estratégias comuns em vista da consolidação de uma Rede Eclesial voltada para a missão na região amazônica.
Na mensagem são retomados trechos da EncíclicaEvangelii Gaudium, que ressalta a importância do compromisso com a vida do próximo, a partir de atitudes de “viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço”. Nesta perspectiva, o papa Francisco deseja que a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) possibilite o “sair de si mesmo para se unir aos outros”.
O papa deseja que os agentes e entidades estejam comprometidos com a vida na Amazônia e que possam contribuir para “alargar os espaços da compreensão e da solidariedade entre os homens e os povos, refletindo constantemente aquela ‘Luz das nações’ – Cristo – que resplandece no rosto da Igreja universal e das Igrejas locais”.
Ao final da saudação, Francisco relembra que somente o “testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais humanas, permitindo que o fermento cristão fecunde e faça progredir as culturas vivas da Amazônia e os seus valores”.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Divulgada lista de participantes do Sínodo

O Vaticano divulgou na terça-feira, 9, a lista dos participantes da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá de 5 a 19 de outubro, com o tema "Os desafios pastorais da família no âmbito da evangelização". Entre os 253 presentes, estão os cardeais brasileiros: Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB; João Braz de Aviz, prefeito da Congregação Pontifícia para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo; Orani João Tempesta, arcebispo do  Rio de Janeiro; acompanhados do Monsenhor Edgard Madi, bispo de Nossa Senhora do Líbano, em São Paulo. Também participará do evento, como auditores, o casal de brasileiros Arturo e Hermelinda Zamberline, responsável pela “Equipe Notre-Dame” para a super região do Brasil.
De acordo com informações do Vaticano, estarão presentes na  3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos representantes de cinco continentes, sendo: 114 presidentes de conferências episcopais, 13 chefes de igrejas Católicas Orientais "sui iuris", 25 chefes de dicastérios da Cúria Romana, nove membros do Conselho Ordinário de Secretaria, o secretário geral, o subsecretário, três religiosos eleitos pela União de Superiores Gerais, 26 membros nomeados pelo papa, oito delegados fraternos, 38 auditores, dos quais 13 casais, 16 especialistas.

Durante as duas semanas da assembleia sinodal, os participantes irão refletir sobre o Documento de trabalho publicado em junho. Conforme recordou o secretário geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, o objetivo é “propor ao mundo de hoje a beleza e os valores da família, que emergem do anúncio de Jesus Cristo que dissolve o medo e sustenta a esperança”. Como anunciado, os trabalhos seguirão uma nova metodologia interna, visando favorecer uma participação mais dinâmica dos padres. Não está previsto um documento final na conclusão da assembleia. Trata-se apenas da primeira etapa de um percurso que se concluirá no próximo ano, quando entre os dias 4 e 15 de outubro de 2015, se realizará o 14º Sínodo Geral Ordinário, que tratará do tema “Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da família”.

Este é o terceiro Sínodo extraordinário da história da Assembleia Sinodal. Os primeiros aconteceram em 1969 e em 1985, respectivamente, sobre Conferências Episcopais e colegialidade dos bispos e sobre a aplicação do Concílio Vaticano II.
Fonte: CNBB

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Conselho Missionário Regional do Nordeste 3 realiza Assembleia

O Conselho Missionário Regional (Comire) Nordeste 3 (Bahia e Sergipe) realizou Assembleia Anual, entre os dias 5 a 7 de setembro, em Alagoinhas (BA). 
Representantes de 19 das 25 dioceses que compõem o regional participaram do encontro, que contou com a assessoria da irmã Dirce Gomes, da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB.
Irmã Dirce apresentou a estrutura e a organização da ação missionária da Igreja no Brasil, com foco na urgência de uma Igreja em estado permanente de missão, presente nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. 
A assessora abordou, ainda,  os objetivos de toda a organização missionária, com atenção aos trabalhos dos Conselhos Missionários Diocesanos (Comidis) e dos Conselhos Missionários Paroquiais (Comipas), que se destinam à animação e à articulação da ação missionária nas dioceses.
Durante a Assembleia, os participantes avaliaram as atividades realizadas pelo Comire ao longo de 2014. Segundo os organizadores da Assembleia, apesar dos resultados promissores, foi identificado que muitos desafios ainda persistem, com destaque para a conscientização da missão “como coração da Igreja” (RM, 62) e essência de todos os batizados.
De acordo com o secretário do Comire do Nordeste 3, Marcos Bento, “a Assembleia possibilitou um olhar amplo para a ação missionária no regional estimulando ainda mais o empenho para a tão urgente ‘saída’ missionária notavelmente exortada pelo papa Francisco”.
Com informações do Comire do Nordeste 3

domingo, 7 de setembro de 2014

20ª edição do Grito dos Excluídos: luta por liberdade e direitos

Divulgação
“Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos” é o lema da 20ª edição do Grito dos Excluídos, que acontece em todo o Brasil, no neste domingo, 7 de setembro, dia em que se celebra a Independência do Brasil. O conjunto de manifestações populares, que há duas décadas trata da temática “Vida em primeiro lugar”, prioriza neste ano a linguagem criativa e simbólica em suas ações, como música, teatro, poesia, redações, exposições e feiras. A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa das mobilizações por meio das Pastorais Sociais, com apoio da Cáritas Brasileira e da Pastoral da Juventude.
A edição de 2014 organiza o máximo de ações na defesa da vida humana, na luta pelo acesso e qualidade dos serviços públicos básicos e na construção de espaços e ações de denúncia de injustiças. Os grupos também marcham contra as privatizações de bens naturais e serviços e denunciam a criminalização dos movimentos e lutas populares.
Vários eixos foram articulados para trabalhar questões como participação popular, comunicação, impactos de megaprojetos e megaeventos, extermínio da juventude negra, meio ambiente e os povos indígenas e tradicionais.
“O grito tem uma função como se fosse um pequeno grande professor que contribui para levar informação e formação ao povo brasileiro, que é daquilo que o povo precisa para se manifestar”, afirma o coordenador nacional do evento, Ari Alberti.
Desde 1995, quando aconteceu a primeira edição do evento, houve grande repercussão internacional e reconhecimento na Assembleia Geral da CNBB, ocasião em que os bispos refletiram sobre o tema e o abordaram no Documento 56, “Projeto Rumo ao Novo Milênio”.
Outro fato é o contraste da manifestação civil com o desfile militar. “A Semana da Pátria deixou de ser uma semana de plateia, que assiste a desfiles, para ser uma semana de mobilização, de atividades, de lutas e de botar nas ruas suas necessidades e seus direitos que não estão sendo respeitados”, aponta Alberti.
Saiba mais sobre a organização e locais onde acontecem as ações do Grito dos Excluídos no sitewww.gritodosexcluidos.org.
Em nossa Arquidiocese
Em Feira de Santana o Grito foi articulado pela Cáritas Arquidiocesana, Pastorais e Movimentos Sociais. O Grito foi realizado pela manhã, logo após os desfiles "cívicos". A pauta reclamou por saúde, educação e transporte público de qualidade, e contra o extermínio da juventude negra. Outro fato marcante foi a mobilização do Plebiscito Popular dentro do próprio Grito dos Excluídos.Tivemos urnas votantes, e os mesário puderam mostrar à população presente a necessidade da reforma política no Brasil. 
Fonte: CNBB

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Bispos emitem mensagem sobre Reforma Política no Brasil

Durante coletiva de imprensa, que marcou o encerramento da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre a Reforma Política. Os bispos reconhecem que “uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária”.
A CNBB recorda que “várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas”. Diante disso, une-se a outras entidades e ao povo brasileiro na mobilização Reforma Política Democrática no país.
Abaixo, a íntegra do texto: 
Brasília, 29 de agosto de 2014

Mensagem sobre a Reforma Política 
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.
Esclarecemos que este Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política não está vinculado a nenhum partido político, tão pouco a nenhum candidato a cargos políticos eletivos, embora não haja restrição do apoio de bons políticos do Brasil.
Várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas. Por isto, estamos empenhados numa grande campanha de conscientização e mobilização do povo brasileiro com vistas a subscrever o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática, nº 6.316 de 2013, organizado por uma Coalizão que reúne uma centena de Entidades organizadas da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Movimento contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Plataforma dos Movimentos Sociais.
O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática se resume em quatro pontos principais: 1) O financiamento de candidatos; 2) A eleição em dois turnos, um para votar num programa o outro para votar numa pessoa; 3) O aumento de candidatura de mulheres aos cargos eletivos; 4) Regulamentação do Artigo 14 da Constituição com o objetivo de melhorar a participação do povo brasileiro nas decisões mais importantes, através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, do Plebiscito e do Referendo, mesclando a democracia representativa com a democracia participativa.
Durante Semana da Pátria, refletiremos sobre nossa responsabilidade cidadã. Animamos a todas as pessoas de boa vontade a assinarem o Projeto de Lei que, indubitavelmente, mudará e qualificará a política em nosso País. A Coalizão pela Reforma Política e a coordenação do Plebiscito Popular coletarão assinaturas e votos, conjuntamente. Terminada a Semana da Pátria, cada iniciativa continuará o seu caminho.
Trabalharemos até conseguirmos ao menos 1,5 milhões de assinaturas a favor desta Reforma Política.
“No diálogo com o Estado e com a sociedade, a Igreja não tem soluções para todas as questões específicas. Mas, juntamente com as várias forças sociais, acompanha as propostas que melhor correspondam à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. Ao fazê-lo, propõe sempre com clareza os valores fundamentais da existência humana, para transmitir convicções que possam depois traduzir-se em ações políticas” (Evangelii Gaudium, 241).
A Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, suplicamos que leve a Jesus as necessidades de todos os brasileiros. E Ele, com toda certeza, nos atenderá. “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).
Fonte: CNBB

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pastoral da Juventude realiza seu 11º Encontro Regional



     A Pastoral da Juventude do Regional Nordeste 3 armou sua tenda nas terras calorosas da Arquidiocese de Aracaju, para o seu 11º Encontro Regional. Fizeram parte desse encontro formativo delegados de 19 dioceses dos estados de Sergipe e da Bahia. O tema central trouxe elementos formativos imprescindíveis aos acompanhantes e articuladores da PJ nas bases; foram estes a espiritualidade libertadora e os elementos pertinentes aos nossos grupos de base. O tema foi: Pastoral da Juventude: Formação e Espiritualidade na base. O lema: A beleza de ser um eterno aprendiz; e a iluminação bíblica: "Mas aquele que beber da água que eu lhe darei, vai se tornar dentro dele uma fonte de água que jorra para a vida eterna" (Jo 4, 14). As atividades se deram entre os dias 28 e 30 de agosto no Recanto dos Franciscanos em Aracaju. 
     O ERPJ se iniciou na sexta com uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, presidida pelo assessor da PJ no Vicariato São Marcos, padre Eugênio dos Santos. Logo após o credenciamento, tivemos o inicio dos trabalhos com a dinâmica de apresentação, que foi conduzida pelo pessoal da PJ local. A seguir tivemos a apresentação da realidade da PJ no Brasil e no regional, com a explanação do Murilo Rebouças, que integra a coordenação nacional da PJ, representando nosso regional. Também tivemos a troca de experiências trazendo três realidades de nosso regional: a Larissa Lima nos falou da sua experiência como coordenação de grupo de jovens, na periferia de Salvador; a Iana Rocha nos trouxe sua vivência juntos as bases na cidade de Jequié, e o Felipe Gonçalves abordou sobre os caminhos da PJ na região mais central da cidade de Aracaju. Por fim houve a mística final, em que construímos uma faixa, pintando-a com as mãos com tinta vermelha, para recordar a violência o extermínio de jovens que tanto queremos combater. 
     No sábado de manhã, começamos com a mística, e logo depois tivemos a assessoria temática do Eric Gamaliel, que nos trouxe elementos sobre a espiritualidade libertadora, que a PJ tem. Com um jeito leve de falar, abordou o jeito de ser das PJs e das CEBs, mostrando qual é realmente a forma se caminhar que nossos grupos de base tem possuir na identidade. Na tarde do sábado a Elis Souza abordou sobre o jeito de ser, fazer e a metodologia de nossos grupos de base. Finalmente no sábado á noite, tivemos a Celebração dos Mártires da Caminhada, onde fizemos memória de tantos/as que morreram pela causa do Reino de Deus, da Civilização do Amor. Ainda no sábado de noite houve a noite cultural com um forró bem sergipano. 
     No último dia do ERPJ, começamos com a mística, e logo após fomos para a parte encaminhativa do encontro. Inicialmente foram trazidas mensagens de companheiros sintonizados com o encontro, como a secretária nacional da PJ, Aline Ogliari, entre outros/as. Logo após se falou dos encaminhamentos para o ENPJ, e também sobre o financeiro do regional. Ainda foram feitas reuniões por Região Pastoral (subdivisões do regional), onde foram discutidas questões locais e também de onde tivemos sugestões pra sede do próximo ERPJ. Por votação foi definida como sede do 12º ERPJ a Diocese de Amargosa, na data de 29 a 31 de agosto de 2015. Para encerrar, foi celebrada uma Missa presidida pelo Arcebispo de Aracaju, Dom José Lessa, onde este trouxe a necessidade da juventude não dissociar a perspectiva social, da cristã/religiosa. E ainda todos puderam se colocar mais uma vez na ciranda da comunhão e da participação! 

Fonte: Teias da Comunicação - Regional Nordeste 3

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Pastoral da Juventude lança cartaz e logomarca do 11º ENPJ

O mês da Bíblia inicia com duas bonitas e importantes divulgações da Pastoral da Juventude, no processo de construção do 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude: o cartaz e a logomarca do Encontro. 

A bela arte traçada no cartaz foi criada pelo artista Chiquinho D'Almeida, de Manaus, que em forma de conto, assim a descreve: 

Encontros de vidas: 
O cartaz apresenta os diversos encontros de vidas. Ele nasce a partir de uma visão poética entre a diversidade deste imenso Brasil, sua natureza, riquezas, e sua liberdade de expressão. 
Em primeiro plano, a flor das águas, menina índia que se transformou em vitória-régia – hoje, a flor mais linda dos lagos e igapós. O encontro delas representa a Trindade Santa, o Pai, Filho e Espirito Santo, e suas flores brancas significam a simplicidade. Flutuam em águas de diferentes cores, um encontro regado de magia e mistérios.  

O Encontro das Águas, rio Negro e Solimões, rios que tocam as barrancas, são horizontes espelhados onde ribeirinhos no seu dia a dia navegam e retiram seu sustento. Através desse encontro, represento os mares, rios e lagos de todo o Brasil, que são caminhos de missões, mas que estão sofrendo com grandes projetos e construções.  

Delicadas mãos… Do lado esquerdo, mão de uma jovem, do direito a mão de um jovem. Mãos que tecem a utopia e partilham frutos. Em seus dedos, o símbolo do abraço das causas, o anel de tucum. Juntos seguram o paneiro, utensilio caboclo tecido com talas simples, e que é utilizado para levar a mandioca para fazer a farinha ou o peixe que é pão de muitos. Do paneiro nasce a árvore da vida que forma o mapa do Brasil, tecida de muito simbolismo tem chão firme, tribais indígenas, lembrando as raízes nosso povo de Deus Tupã. No centro surge a logo da PJ, uma pastoral que está em defesa da vida das juventudes a exemplo do Mestre. Os vários rostos apontam não somente as raças, mas a diversidade de meninos e meninas que com seu sotaque, modo de ser e viver, fazem missão em seus lugares vitais. São várias as realidades e encontros, o urbano, rural, indígena, ora vertical com prédios, ora horizontal com paisagens, ora circular com aldeias. São terras sagradas, inspirações e desafios a tantos jovens da minha pátria amada mãe gentil. 

Guaraci e Jaci, Sol e Lua, enamorados que se encontram a cada eclipse, são estrelas que nos guiam e nos iluminam, luz que nos aquece e estrela que nos engrandece. Este encontro vive um dinamismo em arabescos, pois só existe encontro com gentileza, partilhando a vida, o pão e a utopia nos olhares, versos e cantigas apaixonados e dedicados a ir ao encontro do diferente em busca da Civilização do Amor, seguindo o Mestre Jesus. 


A logomarca foi criada pela equipe de comunicação do 11º ENPJ a partir de um símbolo esculpido em madeira pelo mesmo artista do cartaz, Chiquinho. O símbolo está sendo usado em todas as atividades que acontecem no processo de preparação do Encontro. Abaixo segue a o significado da logo, também com a descrição do artista: 

“Remamos em águas profundas… 
O símbolo que foi entalhado no cedro, madeira reaproveitada, é inspirado no refrão do hino 'Puxirum da Juventude da Amazônia’, de Manoel Nerys, que assim canta: 
'Rema ligeiro, remador, traz as canoas da paz, as cuias do amor. 
Vamos fazer Missão Jovem, no chão da Amazônia, fazer puxirum'. 

Nele se apresenta o encontro das águas, rio Negro e Solimões, lugar que inspira canções, poesia e mistérios. É passagem de dia e de noite de embarcações que levam e trazem tantas pessoas simples, revelando histórias de um povo que ama suas margens. A canoa é instrumento ribeirinho para a pescaria, e também é utilizado por tantos jovens para irem ao encontro das realidades nos beiradões. 
Dois jovens: a cunhatã, que vai retirando com a cuia a água que sem demora entra na canoa, e o curumim, que por sua vez, em remadas e gestos singelos, pacientes em águas de paz, próprio de ribeirinhos, vem nos lembrar que é com paciência e atitude que chegaremos à nossa Utopia. 

Na canoa os jovens levam a cruz do 11ºENPJ, espreitam diferentes horizontes, fazendo o movimento de remadas de um caminho, e convidando todos os Pjteiros e as Pjteiras a remar, beber na mesma cuia e fazer missão no chão místico e acolhedor chamado Amazônia”. 


É nessa poesia, arte e mística, e na motivação de nossa iluminação bíblica, “Mestre, onde moras? Vinde e vede!” (Jo 1, 38-39), que convidamos os delegados e as delegadas para se inscrever durante o mês de setembro, no link de inscrição que está disponível com os jovens e as jovens da Coordenação Nacional da PJ, e que representam cada regional da CNBB. 

“No encontro das águas partilhamos a vida, o pão e utopia”. 
Entre os dias 18 a 25 de janeiro, a PJ do Brasil inteiro fará morada em Manaus!
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional