terça-feira, 31 de dezembro de 2013

4 mil pessoas são esperadas no 13° Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base

De 07 a 11 de janeiro de 2014, a cidade de Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, receberá o 13º Intereclesial de Comunidades Eclesiais de Base. Com o tema "Justiça e Profecia a serviço da vida e lemaRomeiras do Reino no Campo e na Cidade”, o encontro acolherá em torno de 4.000 pessoas no Cariri cearense, representando suas comunidades em todo o Brasil e de vários continentes.
A organização do evento afirma que O 13º Intereclesial é um momento importante para reafirmar o papel das CEBs dentro de suas igrejas e definir sua importância como propulsoras de mudanças em diversas realidades brasileiras. Espalhadas em todos os estados, as Comunidades têm neste encontro nacional um espaço de partilha, de troca de experiências, formação, espiritualidade, e de acentuar a presença de uma igreja que não só está mais próxima dos pobres e excluídos/as, mas que também se mantém firme em busca de um mundo melhor e mais justo.
Dentro da conjuntura atual, o encontro se propõe a debater temas importantes, a fazer uma reflexão dos desafios e das vitórias já conquistadas.
 
Programação

A programação se insere no contexto do "Ver”, "Julgar” e "Agir”, mostrando que ao conjugar estes verbos as CEBs também estão preparadas para fazer uma avaliação dessa caminhada e uma análise crítica e frutífera dessa memória histórica.
De acordo com o Secretariado do 13º Intereclesial, é essencial que, nos tempos de hoje, as CEBs mostrem sua presença através das ricas experiências comunitárias. Para isso, na programação haverá visitas às paróquias e comunidades; testemunhos de luta, desafios e esperança, momentos de celebrações, além de oficinas e plenárias que contarão com a participação de assessores/as nacionais.
Faz parte ainda da programação uma Feira de Economia Solidária e Comércio Justo, tudo em consonância com modelos sustentáveis que provam que é possível se movimentar fora da lógica capitalista. "Assim, partilha, igualdade, ecumenismo, interação com o meio ambiente e respeito ao próximo estão inseridos em todas as atividades do encontro”, afirmam os organizadores.
 
Fonte: Adital

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Na oração do Angelus, papa ressalta a situação de famílias refugiadas

“José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática de refugiados, marcada pelo medo, pela incerteza e pelo incômodo. Infelizmente, em nossos dias, milhões de famílias podem se identificar com esta triste realidade”, disse o papa Francisco, durante a Oração do Angelus, realizada neste domingo, 29, dia dedicado à Sagrada Família.
Segundo o papa, “quase todos os dias, a televisão e os jornais transmitem notícias de refugiados, que fogem da fome, das guerras e de outros graves perigos, à busca de segurança e de uma vida digna, para si e para suas famílias”.
Francisco lembra que, em terras distantes, quando refugiados e imigrantes encontram trabalho, nem sempre têm uma boa acolhida. “Por isso, quando fixamos nosso olhar na Sagrada Família de Nazaré, quando é obrigada a se refugiar, pensemos no drama daqueles migrantes e refugiados que são vítimas da rejeição e da exploração, que são vítimas do tráfico de pessoas e do trabalho escravo. Pensemos também nos ‘exilados’ - e eu os chamaria de 'exilados escondidos' - aqueles exilados que podem existir no âmbito das próprias famílias: os idosos, por exemplo, que, às vezes, são tratados como presenças incômodas. Muitas vezes, penso que um sinal, para saber como vai uma família, é ver como são tratados as crianças e os idosos”, acrescentou.
O papa afirmou que Jesus quis pertencer a uma família e que passou por essas dificuldades. “A Fuga para o Egito, por causa das ameaças de Herodes, nos mostra que Deus se encontra onde o homem corre risco, onde o homem sofre, onde é fugitivo, onde experimenta a rejeição e o abandono; mas é também o lugar onde o homem sonha, espera de voltar à sua terra natal, em liberdade, faz projetos e escolhas para a sua vida e a sua dignidade e a dos seus familiares”, explicou.
Ainda, durante o Angelus, o papa convidou os fieis a olhar a Sagrada Família e lembrou três palavras importantes para se viver em paz e alegria em família: dá licença, obrigado e perdão. "Quando em uma família não se é um intruso e se pede ‘com licença’, quando em uma família não se é egoísta e se aprende a dizer ‘obrigado’, e quando em uma família alguém se dá conta que fez uma coisa errada e pede ‘perdão’, então nesta família existe paz e alegria. recordemos estas três palavras: 'com licença, obrigado, perdão'".
Ao final do Angelus, o papa Francisco recitou uma oração dedicada à Sagrada Família, escrita por ele.

ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA


Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor, a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.
Fonte: CNBB

sábado, 28 de dezembro de 2013

Pastoral da Juventude no 13º Intereclesial das CEBs

Na partilha da vida, dos caminhos que se cruzam, do caminho ainda a ser percorrido, na construção da Civilização do Amor e na certeza da vida doada de homens novos e mulheres novas, a Pastoral da Juventude acredita nos grupos de jovens de base como lugar do Sagrado que habita em cada jovem que se encontra para partilhar, celebrar e arregaçar as mangas na construção de um outro mundo possível. 

Grupos de jovens que se reúnem na simplicidade das milhares de Comunidades Eclesiais de Base espalhadas por todo o Brasil, lugares do bem viver, da partilha do pão, da luta por justiça e igualdade; morada de profetas e profetizas do Reino.

Com toda essa gente romeira, nas terras do Cariri cearense, no “Juazeiro do meu Padim” que, em janeiro de 2014, será padrinho de todos e todas que se encontrão no 13º Intereclesial de CEBs, a Pastoral da Juventude armará sua tenda. Uma tenda de acolhida para toda a juventude que vivencia no dia a dia a espiritualidade libertadora das CEBs; uma tenda de partilha e celebração da vida no chão resistente do Nordeste; uma tenda de comunhão. 

Vamos juntas e juntos viver um tempo de “justiça e profecia a serviço da vida”, sendo “CEBs Romeiras do Reino no campo e na cidade”. #PJNo13Intereclesial

Por: Thiago Silveira - Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude pelo Regional Nordeste 1 (Ceará).

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O que Deus nos oferece no Natal

             Estava ontem na Celebração da Natividade de Jesus, em uma comunidade... O evangelho daquela noite me fez refletir muito... O que Deus tem para nós? O que Ele exige de nós?
Peguei-me a pensar como teria sido aquela noite, quando José corria com Maria, buscando um local para passar a noite... Em algum momento, sem dúvida, ele se desesperou, pois as dores da mulher deveriam estar fortes demais. Mas não havia lugar para eles (Lc 2, 7).
Jesus nasceu num lugar inóspito, num curral, dentro de um cocho onde comiam os animais... Essa imagem veio a minha cabeça, hoje, de maneira diferente...
Depois de três anos de vivencia na secretaria nacional da Pastoral da Juventude, refleti este Natal a partir daquilo que nós, jovens pjoteiros/as, temos vivido ao longo de tantos natais... ao longo de tantos anos de serviço, de vida doada em favor do Reino. Nós também hoje, em muitos lugares, nos encontramos distantes, sem lugar, negados a entrar na casa para descansar, comer, partilhar a vida. Muitas vezes o que nos resta é a subversão dos currais (praças, calçadas...). Nós, como eles, não desistimos por não termos as portas abertas, pois sabemos que nosso proposito é outro. Está acima das estruturas e dos “donos” das estalagens. Nosso propósito, no seguimento a Ele, que se fez pequeno e miserável, é o Reino!
Por isso me perguntei: O que Deus quer de nós? O que Ele, na simplicidade da vida humana, nos oferece com a vinda de seu filho, de modo muito especial, encarnado em uma família pobre de uma vila miserável da Galileia?
Não tenho dúvidas de que Jesus veio para fazer uma revolução no modo de ser e de viver das pessoas. E foi pelo amor que o fez! Mesmo com seus amigos, com muitos de seus seguidores, esperando que ele pegasse em armas, foi pelo amor que ele mudou o mundo. Continua ainda mudando. Sua mensagem atravessa séculos! Aqueles e aquelas que conseguem fazer uma verdadeira leitura de seus ensinamentos encontrarão sem dúvida o verdadeiro sentido da palavra “revolução”.
Mas acima do amor... o que eu tenho rezado de ontem pra hoje e levarei pra vida é algo que parece tão simples... e tão bobo, que muitas vezes nem nos atrevemos a pensar, no risco de parecermos também nós bobos, com tanta simplicidade... Simplicidade que o próprio Deus quis, ao revelar sua maravilha apenas aos pequenos e excluídos... (Mt 11, 25)

O que Ele quer de nós é a mesma coisa que Ele nos oferece. Foi assim com Madalena, com os doentes, com as crianças... O que eu creio que Deus quer de nós? O que faltou para ele na noite em que nasceu? ACOLHIDA! É isso que ele quer de nós... Que nos cuidemos e nos acolhamos, pois foi isso que ele mais precisou na primeira hora... e não encontrou. Que ele encontre em nossos corações a acolhida para que também nós possamos encontrar acolhida em seu Reino.
Que em nossas vidas, sejamos mais acolhida que portas fechadas, pois não tenhamos medo, Ele está conosco (Lc 2, 10)! 
Thiesco Crisóstomo
Secretário Nacional da
Pastoral da Juventude
 
25 de dezembro de 2013.

Festa da Natividade de Jesus
 
Desenho: Luis Henrique
Foto: Pastoral da Juventude

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

"A paz é um compromisso de todos os dias", afirma o papa em sua mensagem de Natal

O papa Francisco divulgou hoje, 25 de dezembro, a mensagem “Urbi et Orbi”, às milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro. Desejou um Feliz Natal a todos e lembrou que este é um momento de “dar glória a Deus, porque Ele é bom, é fiel e misericordioso”.
Em sua mensagem, Francisco falou sobre a paz. “A paz é um compromisso de todos os dias, que se realiza a partir do dom de Deus, da graça que Ele nos deu em Jesus Cristo”, afirmou. Francisco lembrou as crianças vítimas das guerras, os idosos, as mulheres que são maltratadas e os doentes.
Recordou que muitas vidas foram dilaceradas no conflito na Síria, fomentando ódio e vingança. “Continuemos a pedir ao Senhor que poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e as partes em conflito ponham fim a toda violência e assegurem o acesso à ajuda humanitária”, disse.
Francisco lembrou, ainda, a situação da República Centro-Africana. Segundo ele, “frequentemente esquecida pelos homens e marcada por uma espiral de violência e miséria onde muitas pessoas estão sem casa, água e comida, sem o mínimo para viver”.  Pediu “concórdia no jovem Estado do Sudão do sul e na Nigéria, países onde a convivência pacífica tem sido ameaçada por ataques que não poupam inocentes nem indefesos”.
Dedicou seus pensamentos aos deslocados e refugiados do Chifre da África e do leste da República Democrática do Congo. “Fazei que os emigrantes em busca de uma vida digna encontrem acolhimento e ajuda e que nunca mais aconteçam tragédias como aquela a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa”, ressaltou.
Outro assunto abordado pelo papa Francisco, em sua mensagem, foi sobre o tráfico humano, tema da próxima Campanha da Fraternidade promovida pela CNBB. “Tocai o coração de todos os que estão envolvidos no tráfico de seres humanos, para que se deem conta da gravidade deste crime contra a humanidade. Voltai o vosso olhar para as inúmeras crianças que são raptadas, feridas e mortas nos conflitos armados e para quantas são transformadas em soldados, privadas da sua infância”.
O papa lembrou também do Oriente Médio e clamou por “um desfecho feliz das negociações de paz entre israelenses e palestinos e pela cura das chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados”.
Sobre a situação nas Filipinas, Francisco chamou a atenção para a “ganância e a ambição dos homens” e pediu proteção para as vítimas de calamidades naturais, “especialmente o querido povo filipino, gravemente atingido pelo recente tufão”.
“Deixemos que o nosso coração se comova, se incendeie com a ternura de Deus; precisamos das suas carícias. Deus é grande no amor; Deus é paz: peçamos-Lhe que nos ajude a construí-la cada dia na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas cidades e nações, no mundo inteiro. Deixemo-nos comover pela bondade de Deus”, acrescentou.
Ao final, fez votos de Feliz Natal aos fieis e invocou os dons natalícios “da alegria e da paz para todos: crianças e idosos, jovens e famílias, pobres e marginalizados”.
Fonte: CNBB

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Semanas da Cidadania e do Estudante 2014

Pastorais da Juventude do Brasil (PJ, PJR e PJMP) estiveram reunidas semana passada em Brasília/DF e definiram as temáticas da Semana da Cidadania e Semana do Estudante para o ano de 2014.Semana da Cidadania:
Tema: Juventude na luta pela re
forma política.
Lema: “É hora de transformar o que não dá mais.”
Iluminação Bíblica: “Felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados.” (Mt 5, 6)
Semana do Estudante:
Tema: Participação Estudantil na construção do Projeto Popular para o Brasil.
Lema: "Eu vou a luta é com essa Juventude que não corre da raia à troco de nada."
Iluminação Bíblica: “Vocês são o Sal da Terra e a Luz do Mundo.” (Mt 5, 13-14).


Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Movimentos Sociais apoiam Papa frente ao ataque do poder econômico


Confira o manifesto de diversas organizações sociais do mundo denunciando o ataque que o Papa Francisco tem sofrido do poder econômico mundial, devido a sua aproximação com os movimentos sociais, suas críticas ao sistema capitalista e seus projetos de mudanças da Igreja Católica.
 O Poder Econômico ataca o Papa Francisco, os trabalhadores o defendem!
O Papa Francisco vem desde a sua eleição dizendo que quer mudanças. Mudanças na igreja, mudança na postura dos cristãos e mudanças na forma de atuação da economia capitalista excludente e concentradora, que gera muitos problemas sociais e de exclusão no mundo.
Deu provas de coerência na sua posição pessoal sobre mudanças no Vaticano e com a publicação de sua "exortação apostólica", onde condena o falso deus do mercado financeiro e o capital a serviço de uma elite global.
Foi o suficiente para o poder econômico mundial, com seus banqueiros, corporações transnacionais, o agronegócio, diplomatas e porta-vozes na imprensa mundial, iniciarem uma campanha mundial de "ridicularização do Papa".
Nós, movimentos sociais e populares repudiamos os constantes ataques ao Papa Francisco dos centros de poder mundial por meio de seu monopólio midiático, destinados a desprestigiar quem ousou levantar a voz contra a economia de exclusão imposta à custa de infinitos sofrimentos, à destruição da natureza e a perda de milhões de vidas.
Leia mais:
Papa Francisco se junta aos movimentos sociais
Os conservadores, que nunca querem mudar nada, auto-intitulados guardiães da ortodoxia e que reduzem a religião a um manual de "moralidade", tremem com a simples possibilidade de que a Igreja some a sua voz aos oprimidos da terra para denunciar a injustiça do capitalismo. Esses conservadores nada conservam mais do que seus próprios privilégios e nem têm outra fé que a adoração a seu deus: o dinheiro.
Em particular, repudiamos a campanha montado pela direita norteamericana agrupada no chamado Tea Party e CNN. Exemplo de hipocrisia moderno, com líderes que impõem aos outros pautas moralistas que não cumprem em suas próprias vidas, a organização expressa a posição do capital global, concentrado num punhado de bancos e corporações multinacionais.
O Papa Francisco, em poucos meses, tem despertado amor e esperança para milhões de homens e mulheres, católicos ou não, que sonham com um mundo melhor. É natural que sua crítica à globalização capitalista irrite aqueles que detêm o poder econômico. Por outro lado, os povos do mundo, em especial os trabalhadores, os pobres e os excluídos, sentimos que temos encontrado uma nova referência moral para lutar por justiça social.
Por esta razão, expressamos a nossa solidariedade a Francisco frente a essa feroz campanha do Império, e esperamos que continue com suas denuncias, seus gestos e sua mensagem a caminho de uma sociedade de irmãos, sem excluídos ou humilhados.
 América Latina, dezembro de 2013.
 
Adesões:
 
Asociación Civil Huellas de Esperanza, Pto. Iguazú, Misiones (Argentina)
Asociación de Recicladores de Colombia (Colombia)
ATC - Asociacion de Trabajadores del Campo - Nicaragua
Barrios Unidos y Organizados por el Habitat  (Argentina)
CLOC/Coordinadora latinoamericana de organizaciones campesinas/Via campesina internacional
Comité de Tierra urbana- Simon Bolivar- Venezuela
Comunidad Socialista “Ana Soto” Venezuela.
Confederación de Trabajadores de la Economía Popular (CTEP - Argentina)
Cooperativa de Vivienda Los Pibes
Coord. Latinoamericana da Associação ecumênica de Teologos do Terceiro Mundo.
Coordinacion de Justicia, Paz e Integracion de Costa Rica
Coordinación Latinoamericana de Movimientos Territoriales urbanos (Latinoamérica)
Coordinadora Nacional agrária- CNA- Colombia
Corriente Villera Independiente (Argentina)
Confederacion Nacional de Organizaciones Campesino, Indigenas y Negras FENOCIN- Ecuador
Federación de Cartoneros y Recicladores (Argentina)
Federación de Cooperativas de Trabajo de Quilmes (Argentina)
Federación Nacional de Mujeres Campesinas Artesanas Indígenas Nativas y Asalariada del Perú.- FEMUCARINAP
FM Riachuelo
Frente Carlos Mujica  (argentina)
Movimento camponês popular- MCP- Brasil
Movimento dos pequenos agricultores- MPA- Brasil
Movimento dos Trabalhadores Cristãos- MTC- Brasil
Movimento Nacional de rádios comunitárias- Brasil
Movimiento campesino de Paraguay- MCP
Movimiento de Trabajadores Excluidos (MTE - Argentina)
Movimiento dos trabalhadores rurais sem terra MST - Brasil
Movimiento Evita (Argentina)
Movimiento Helder Camara (Argentina)
Movimiento Nacional Campesino Indigena – MNCI - Argentina
Movimiento Nacional Campesino Indígena de Argentina
Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas (MNER - Argentina)
Movimineto de Liberacion Nacional- Mexico
Organización Social y Política "Los Pibes"
Radio Comunal "Guerrera Ana Soto"
Organización de Trabajadoras y Trabajadores Residenciales del Estado Lara- Venezuela.
Rede Biblica ecumênica, de costa Rica
Secretario de Relaciones Internacionales de la Unión Obrera Metalúrgica (argentina)
Via Campesina Brasil

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Comunidades Eclesiais de Base preparam-se para 13º Intereclesial

Com a finalidade de partilhar as experiências e reflexões das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Brasil, nasceram, na década de 70, os Intereclesiais.  A 13ª edição do encontro será de 7 a 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O evento terá como tema “Justiça e profecia a serviço da vida” e lema, “Romeiras do Reino no campo e na cidade”. A expectativa é de que 4 mil pessoas, representando as comunidades de todo o Brasil e de vários continentes, participem do encontro. 
De acordo com o bispo da diocese de Crato (CE), dom Fernando Panico, várias paróquias e comunidades já estão envolvidas na preparação do evento. “Temos certeza de que toda a fase de preparação é para a diocese de Crato uma grande benção. Podemos constatar todo o movimento nas nossas comunidades que estão se organizando para acolher os delegados”, disse o bispo.
A programação baseia-se no método “Ver”, “Julgar” e “Agir”. Na ocasião, haverá visitas às paróquias e comunidades, testemunhos de luta, desafios e esperança, momentos de celebrações, oficinas e plenárias, que contarão com a participação de diversos assessores nacionais, além de uma Feira de Economia Solidária e Comércio Justo.
As CEBs, por meio dos Intereclesiais, mantêm o elo entre as comunidades do Brasil. Trata-se de um momento para reafirmar o papel das CEBs dentro da Igreja, que define sua importância como propulsora de mudanças em diversas realidades brasileiras.
Fonte: CNBB

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Francisco convida 4 sem-teto no dia do seu aniversário


Esta manhã, no dia do seu 77º aniversário, o Papa Francisco quis celebrar a Missa na Casa de Santa Marta com o pessoal desta Casa, por forma a viver a celebração num clima particularmente familiar. O Evangelho de hoje com a genealogia de Jesus deu ocasião ao Papa para recordar afetuosamente durante a homilia alguns nomes dos funcionários presentes. 

Concelebrou a Eucaristia o Cardeal Sodano, decano do Colégio Cardinalício. Após a celebração o Secretário de Estado D. Pietro Parolin saudou o Papa em nome dos colaboradores da Secretaria de Estado, tendo-se unido a estes votos de felicidades o elemosineiro vaticano D. Konrad Krajewski que apresentou ao Papa quatro pessoas sem-abrigo que também cumprimentaram o Santo Padre. Todos participaram no pequeno-almoço que se seguiu no Refeitório da Casa de Santa Marta.
Na sua homilia o Papa Francisco revelou que Deus quis fazer caminho conosco, quis fazer caminho com os pecadores centrou a sua atenção no Evangelho e na genealogia de Jesus, uma lista cheia de nomes...
Uma vez ouvi alguém que dizia: ‘Mas esta passagem do Evangelho parece a lista telefónica!’ E não, é outra coisa: esta passagem do Evangelho é pura história é um argumento importante. É pura história, porque Deus, como dizia São Leão Papa, Deus enviou o seu Filho. E Jesus é consubstancial ao Pai, Deus, mas também consubstancial à Mãe, uma mulher. E esta é aquela consubstancialidade da Mãe. Deus fez-se história. Deus quis fazer-se história. Está conosco. Fez o caminho conosco.

Os pecadores de alto nível, que fizeram grandes pecados. E Deus fez história com eles. Pecadores, que não responderam a tudo aquilo que Deus pensava para eles. Pensemos em Salomão, tão grande, tão inteligente e acabou pobrezinho, ali, que não sabia como se chamava! Mas Deus estava com ele. E isto é belo! Deus é consubstancial a nós. Faz história connosco. Mais: quando Deus quer dizer quem é, diz ‘Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacob.’ Mas qual é o apelido de Deus? Somos nós, cada um de nós. O apelido de Deus é cada um de nós.”

Deus fez-se escrever a história por nós – disse o Papa Francisco - porque Deus é humildade, é paciente é...amor. Um Deus que nos dá tanto amor e ternura:

A sua alegria, foi partilhar a sua vida conosco. O Livro da Sabedoria diz que a alegria do Senhor está entre os filhos do homem, connosco. Aproximando-se o Natal, podemos pensar: se Ele fez a sua história connosco, se Ele ficou com o nosso apelido, se Ele deixou que nós escrevêssemos a sua história, pelo menos deixemos que Ele escreva a nossa história, E aquela é a santidade: ‘Deixar que o Senhor nos escreva a nossa história’. E este é um desejo de Natal para todos nós. Que o Senhor te escreva a história e que tu deixes que Ele a escreva, Assim seja!” (RS) 
 
Fonte: Rádio Vaticana


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Padre Boran apresenta os quatro pilares da evangelização da juventude

Eclesiologia, discipulado, missionariedade e capacitação de lideranças e assessores. Estes são os quatro pilares que devem nortear a evangelização da juventude, como ressaltado, na tarde desta sexta, 13, pelo Padre Jorge Boran, cssp, do Centro Cultural Missionário. “Este tem sido um esforço único da Igreja em se aproximar dos jovens no país”, destacou o sacerdote que foi um dos redatores do Documento 85 da CNBB. Padre Jorge também apontou que a JMJ não pode ser vista como ponto de chegada, mas como um “vento favorável” aos jovens, o que pode ser concretizado com a estruturação dos setores de juventude nas dioceses.
No tocante à eclesiologia – a verdade sobre a Igreja -, o sacerdote destacou que a instituição é necessária, pois sem uma organização a missão não é perpetuada através dos tempos. Contudo, a instituição deve favorecer a unidade, mesmo em meio ao leque de expressões existentes na Igreja, além de saber chegar e aprender a linguagem do jovem.
Um importante exemplo recente de vivência eficaz desta eclesiologia é o Papa Francisco, de acordo com o redator do documento: ele escolheu morar num quarto semelhante ao de hotel, andar em carro mais simples, ir ao encontro de todos e apresenta uma linguagem que atrai os jovens. “Ele tem ganhado, cada vez mais, uma grande credibilidade dentro e fora da Igreja”, afirmou.
A verdade sobre Jesus Cristo. Este é o segundo pilar que tem o discipulado de Jesus como uma proposta ao jovem. “Cristo deve ser apresentado como aquele que caminha junto e não de forma apenas teologal ou intelectual, mas vivencial”, explicou o sacerdote.
O terceiro pilar da evangelização da juventude é a missionariedade e a ida às periferias existenciais. A partir do conceito da verdade sobre a sociedade, padre Boran ressaltou que a justiça social é um elemento constitutivo da evangelização. Além disso, esta não pode ser realizada de forma reducionista, categorizada por aspectos psicológicos ou espirituais ou só políticos. Contudo, a evangelização precisa acontecer de forma integral de modo a envolver todas estas categorias.
A última base, apresentada pelo sacerdote, é a formação integral e capacitação técnica dos assessores e responsáveis de juventude. “O assessor é um tipo de técnico de time de futebol”, exemplificou padre Jorge ao enfatizar que é necessário despertar no jovem o “encantamento” por Cristo e pela Igreja e levá-lo a perceber que está dentro de algo maior, da grande comunidade eclesial. Por fim, destacou que não basta ter boa vontade para evangelizar, mas é preciso também deter uma capacitação técnica.
Fonte: Jovens Conectados

domingo, 15 de dezembro de 2013

CNBB lança Livro Civilização do Amor (versão em língua portuguesa)


A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou o documento “Civilização do Amor: Projeto e Missão”, na última sexta-feira (13), no "Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil".
O documento, criado por diversas lideranças juvenis, faz parte do projeto de revitalização da Pastoral Juvenil na América Latina e Caribe, e busca empreender uma dimensão de vida e prática nova a partir da vida dos jovens nos diferentes contextos e de uma profunda conversão pessoal, pastoral e eclesial, com o intuito de incitar o caminho de discipulado missionário em cada um.
Assessor Nacional da Comissão para Juventude, padre Antônio Ramos Prado, destaca que o Documento possui oito linhas de ação, que propiciam a formação integral do jovem em todos os aspectos, pensando o ser humano em sua totalidade.
De acordo com o presidente da Comissão, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, esse material tem um conteúdo muito importante na área teológica e eclesial e auxilia a fundamentar os trabalhos junto aos jovens de diversas expressões. “Percebemos a vontade da Igreja em avançar cada vez mais nesses novos tempos com as várias expressões juvenis, como as Pastorais da Juventude (PJs), movimentos, novas comunidades, congregações religiosas e outras forças em vista da vida do jovem”, defende.
Para o presidente, a tradução a cada realidade do país deve se dar no conjunto e unidade dessas várias expressões, para possibilitar a criação de novas pistas de evangelização em unidade com a América Latina.
Dentro desse discurso da fomentação do fortalecimento de protagonismo juvenil católico, o bispo de Florianópolis (SC), Dom Vilson Bassos destaca a importância de que os líderes jovens e adultos propaguem e façam desse documento fonte de estudo. “É preciso que vocês carreguem a Bíblia, o Documento 85 e o Civilização do Amor. Se queremos construir essa Civilização, aqui tem o roteiro e manual”, ressalta.
Construindo a Civilização do Amor
Diversas expressões juvenis presentes no Encontro de Revitalização apresentaram suas perspectivas e anseios na utilização do Documento Civilização do Amor:
Luana Padilha, da Pastoral da Juventude, aponta que o Documento Civilização do Amor: Projeto e Missão é a continuidade de um caminho, já que existiu o estudo e vivência do Civilização do Amor: Tarefa e Esperança, um documento que embasou a caminhada da Pastoral ao longo dos anos.
Para ela, o documento chega num momento para agregar como Igreja no Brasil a outros grupos. “O que para nós como PJ já é cotidiano é muita riqueza e ternura pensar toda a proposta de Jesus Cristo inscrita nesse documento e agregar outros jovens a pensarem sob essa perspectiva; o mais importante é ir colocar o documento na mochila e ir ao encontro da juventude”, afirma.
Civilização do amor para Luana, é viver em uma sociedade muito negativa que não enxerga as coisas boas que estão acontecendo, porém, quando existe em um projeto que traz ao jovem Jesus que é a esperança.
Alex Bastos, da Juventude Franciscana (JUFRA) acredita que para sua expressão, o documento  é uma forma de unidade com a Igreja e a ideia para a aplicação desse material é um encontro em sintonia eclesial, se encaixando na essência do que se prega.
A Civilização do Amor para ele é uma realidade de vida plena. “Sonhamos com uma terra sem males, com harmonia, onde o jovem seja valorizado, tenha seu papel de protagonismo, construção e a busca da apresentação do rosto de Jesus Cristo para os outros jovens que precisam conhecê-lo integralmente”, deseja.
Fonte: Jovens Conectados