quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Juventude e Protagonismo Feminino

A juventude organizada tem um olhar perspicaz sobre a realidade, e sabe apontar para os caminhos de esperança que nos são dados de presente, dentro de um contexto de marcha teimosa e vigorosa, no universo poético e profético tecido pela Igreja, a partir das mãos do coração das jovens mulheres de nosso tempo. Ao trazer o protagonismo feminino no horizonte da juventude em seu todo, sentimos um canto novo no ar. É a ternura em doação, a beleza em curso, a constância do sorriso nas poeirentas estradas de nossas romarias e a sintonia das bandeiras, bordadas com as cores do coração e com as tintas da emoção bailando e tremulando nas avenidas, praças, Redes Sociais, Campus Universitário, meio Rural, espaços públicos e políticos, periferias, centros urbanos e templos religiosos. O protagonismo feminino, a partir da juventude, se tornou mais arrojado, propositivo e determinado, sem perder a ternura, o carinho, a beleza e a feminilidade própria da mulher. Não se trata de simples tomada de decisão, mas fortaleza diante dos propósitos escritos nas páginas da própria alma. Seu coração fala com liberdade, suas palavras arrancam aplausos com paixão e sua coerência vivencial lhe faz tomar partido diante das diferenças ideológicas que o mundo impõe. A mulher é líder. Até mesmo quando a mulher está “invisível”, não passa despercebida. Sua presença é notada na sutileza de seus gestos, na delicadeza das palavras e no olhar responsável, por isso é valorizada. A beleza continua sendo importante, pois toda mulher, pelo fato de ser mulher, traz consigo uma beleza irrenunciável, única, digna de nota e verdadeiramente encantadora. É na canção silenciosa composta por seu coração que nós aprendemos a escutar o som do universo que os sonhos ousam declamar.

Ao mergulhar no universo feminino encontramos a força de seu coração envolta pelo bálsamo da Água Viva (Jesus Cristo) revelar a Fonte do amor (Espírito Santo) que fala a partir do coração do próprio Deus (Pai). A vida é associada com a mulher, sempre pronta para ser mãe. Por causa da comunhão entre um homem e uma mulher, é fundamental a presença do homem na vida da mulher, mas apenas quando o amor está em destaque. Isso não significa que o homem pode dar-se o direito de empoderar-se das questões familiares pelo simples fato de haver uma aparente fragilidade no ser feminino. A mulher é verdadeiramente uma guerreira, sem perder a candura de sua feminilidade ou a firmeza de suas convicções. Mais do que nunca, a mulher soube conquistar seu espaço e garantir a sua presença nesse lugar que lhe foi proposto a partir de seu suor, que não vai mais ser “roubado” pela incompreensão machista de alguns ranços culturais arcaicos. O protagonismo da mulher passa pelo diálogo e evidencia-se na escuta, transcende com a ternura, debruça-se sobre o estudo, surpreende na dedicação, apresenta-se com o trabalho e agiganta-se no compromisso com o outro. O princípio da alteridade (preocupação com o outro, em especial os menos favorecidos) está desenhado em seu coração como uma realidade natural e normal. O protagonismo, mais do que nunca, está na capacidade de manifestar o pensamento de forma cuidadosa e inteligente, sem deixar de fora os princípios éticos. Sabemos que a mulher não é um ser superior e nem mais importante do que o homem, mas alguém que revela capacidade de inclusão a partir de sua própria presença feminina. A mulher ocupa seu espaço na condição de mulher e não se incomoda com a presença de outras pessoas. Não se trata de tirar os homens de seus postos para que as mulheres entrem, mas de mostrar o quanto há espaço para todos em lugares onde elas tinham pouco ou nenhum acesso. A mulher traz consigo o potencial da maternidade. A lógica do coração de mãe no contexto da família é o amor. Vivemos momentos importantes no cenário da Igreja. As mulheres estão nas pastorais, na Liturgia, na obras sociais, nas escolas, nas faculdades e, não poucas vezes, são forçadas a tomarem posições radicais no contexto familiar por não se sentirem amadas. Noutros tempos a mulher vivia no contexto familiar e “agüentava” as situações de sofrimento em silêncio. Não obstante essas situações, nós defendemos a família sempre e incentivamos o princípio misericórdia.

Tecer relações é ter a capacidade de olhar o diferente como uma presença que soma e encanta e não apenas como uma presença que ameaça. A mulher tornou a vida mais bela e o mundo mais esperançoso com seu protagonismo. Avancemos ainda mais. Agora é o tempo da evangelização. Maria, mãe de Jesus, é a protagonista por excelência, pois nos ensina a estar sempre ao lado de Jesus. Maria, a Mãe de Deus, ajuda seu próprio Filho a ser protagonista no primeiro Sinal das Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” Jo 2, 5. Que o Dia Nacional da Juventude seja um momento único de reflexão e de partilhar do universo feminino que está gerando vida nova a partir do seu incansável protagonismo.


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"O amor não tem fronteira, a paz não tem cor, mas a fome tem rosto. Seja solidário, partilhe seu pão".

Pe. Marcionei Miguel da Silva, CSJ



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Seguiremos em marcha, pela vida e pelo Reino”


O Dia Nacional da Juventude 2011 apresenta como tema: Juventude e protagonismo feminino e o lema: Jovens mulheres tecendo relações de vida. As reflexões de tema e lema são inerentes ao universo juvenil, e se encontram no foco das discussões do novo projeto nacional da Pastoral da Juventude o Tecendo Relações.

O projeto traz em seu nome o derivado da palavra tecer e também e se propõe a olhar sobre as relações. Relações que hora são tomadas pela beleza da resistência, por um mundo mais justo, humanizado e equânime e hora relações que são construídas pela imposição capitalista, patriarcal, homofóbica e racista, que produz a morte.

Eis o nosso desafio, resistir tecendo relações de vida, com protagonismo e ousadia, com práticas proféticas, pautando no dia-a-dia a superação da prostituição, da violência, do consumo desenfreado, do machismo e do preconceito.

Precisamos estar vigilantes, movimentando-se ao encontro da juventude e dos/as empobrecidos/as. Tecer relações é olhar pra nós mesmos, mas é principalmente olhar o clamor do povo, é alargar as tendas das relações.

Segundo as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 a 2015), “Como cidadãos cristãos, cabe nos empenharmos na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem estar das pessoas, famílias e povos. Urge que as comunidades e demais instituições católicas colaborem ou ajam em parceria com outras instituições privadas ou públicas, com os movimentos populares e outras entidades da sociedade civil, no sentido de reivindicar democraticamente a implementação e execução de políticas públicas voltadas para a defesa e promoção da vida e do bem comum, segundo a Doutrina Social da Igreja” (p. 76).

Falar do bem comum, é ajudarmos na construção de relações respeitosas, amorosas, igualitárias, dialógicas e horizontais, é buscar que tenhamos pão em todas as mesas, mas também beleza e arte.

Tecemos relações de vida, quando não banalizamos as relações, fazendo das mesmas descartáveis e utilitaristas, quando não desprezamos a necessidade do/a jovem de expor seus conflitos no campo da sexualidade, quando não nos afastamos do debate do projeto de vida, atribuindo a mídia essa responsabilidade.

O Dia Nacional da Juventude é assim, cheio de possibilidades, historicamente ligado a luta social da juventude, é o espaço da vivência processual de ampliação de conhecimento, sobre diversos temas. Em especial em 2011 trata de discussões em torno do gênero, portanto façamos desse mais um momento de ampliarmos nossos olhares sobre a afetividade e sexualidade, sobre os direitos das mulheres, sobre as questões que tecem as nossas vidas.

Fonte: Equipe do Projeto Nacional Tecendo Relações da Pastoral da Juventude

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

DNJ 2011

Oi pessoal!! Estamos aqui pra falar de algumas questões do Dia Nacional da Juventude, que iremos celebrar dia 30 de outubro. Relembrando o nosso tema: "Juventude e protagonismo feminino", e o lema "Jovens mulheres tecendo relações de vida".

1º -> Cartazes e Camisas
Já temos os cartazes, e eles estão no Arcebispado. Cada paróquia pode pegar 2 ou 3, dependendo de quantos acharem melhor. Já as camisas esperamos que final de semana já estejam distribuídas pelas paróquias. Vamos vender as camisas, no valor de 15R$, e somente teremos a cor vermelha, na Maria Artigos Religiosos, no Arcebispado, e no balcao do Fé Católica. Olha e se for possível, pedimos pras paróquias também irem imprimindo os cartazes, pois esse ano serão poucos.


2º -> Liturgia
Fizemos uma reunião pra resolver a liturgia, em que algumas paróquias estiveram presentes. Então vamos passar agora o que cada uma ficou de resolver na Liturgia. Aliás temos algumas sugestões sobre cada ponto, que iremos repassar por e-mail.

Música e Canto: Tanquinho
Ato penitencical: Antonio Cardoso
Glória: Amélia Rodrigues
Entrada da Palavra: Campo Limpo
Ofertório: Conceição da Feira
Santo: São José das Itapororocas
Ação de Graças: São Gonçalo

3º -> Material

Mandamos grupo do hotmail um material muito bom sobre o assunto. Então, quem não viu, leia e discuta nos grupos esse fim de semana, onde for posível. Se você é coordenador de grupo da PJ e não recebbeu esse material, mande um e-mail pra pjcomunica@gmail.com, que iremos te adicionar.

4º -> Fizemos esse fim de semana, formações sobre o tema do DNJ, em Conceição da Feira(Forania 4), e Santo Estevão(Forania 3). Momento de se fazer presente junto aos grupos de base. Podem esperar e cobrar, que temos muitas atividades, especialmente no verão, pra todos os pjoteiros e pjoteiras de nossa Arquidiocese.

Por enquanto é isso!! Paz e Bem!!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feira de Santana é sede do Portal do Sertão na etapa Territorial da Conferência de Juventude

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Éden Valadares, Soneide Rios (representate da prefeitura de Feira de Santana), o deputado Yulo Oiticica, o vereador Ângelo Almeida e membros da Cojuve

O município de Feira de Santana, sede do Portal do Sertão, recebeu ontem (09) jovens para realização da etapa territorial da Conferência de Juventude.

O evento aconteceu na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde os GTs elegeram os delegados e selecionaram propostas para a etapa estadual. Além disso, houve a eleição para escolher o delegado para etapa nacional.

Éden Valadares, assessor especial do Gabinete do Governador do Estado da Bahia, que foi coordenador da Cojuve na I Conferência de Juventude, falou da importância do espaço do diálogo que os jovens têm na conferência. “É um direito da sociedade civil organizada poder participar dos processos de decisão do Estado. E nós temos clareza que a gente acerta mais ouvindo a sociedade. Quem mais entende de juventude na Bahia do que a própria juventude?”, observou Valadares.

Durante os debates, os jovens chamaram a atenção para importância da união entre a grande diversidade da Juventude, uma vez que, embora haja uma segmentação (jovens rurais, mulheres, quilombolas, entre outros), quando há a luta é por uma só juventude, aquela quer ter poder de opinião e garantia dos seus direitos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O DNJ nos convida a sermos proféticos

Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias? (Jo 4, 29)

Pensar em profetismo pode parecer um pouco fora de lógica nestestempos de muitas transformações no campo religioso e social, mas a proposta do Dia Nacional da Juventude em 2011 (DNJ) “Juventude e Protagonismo Feminino” nos convida a ousarmos ser proféticos, como a iluminação bíblica – “Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa do testemunho que a mulher tinha dado: Ele disse-me tudo o que eu fiz”. (Jo 4, 39)
O diálogo da mulher samaritana com Jesus é uma conversa a priori simples, mas carregada de simbolismo para nossa juventude, pois tem um forte chamado de Jesus a sermos missionários também em nosso tempo, como a sagrada escritura narra com a Samaritana. Uma mulher, que no contexto histórico, não tinha vez nem voz na sociedade. Haviam muitos motivos para que ninguém ouvisse a relato da mulher que anunciava ter conversado com o Messias, porém, ela ousou e foi em missão.
Assim também a reflexão do DNJ nos convida a ousarmos mais pela juventude. Sobretudo pelo protagonismo feminino que em muito ampliou o seu espaço, mas que nem sempre veio acompanhado de direitos. A mulher tem um papel de destaque na Igreja, em especial nas comunidades eclesiais de base, pastorais e movimentos. A vigésima sexta edição do DNJ nos convida a tornarmos mais sensíveis a isto. Não apenas no espaço religioso, mas em toda a sociedade, é notável a presença feminina em espaços antes hegemonicamente masculinos.
A Pastoral da Juventude deseja que a juventude, lideranças e assessorias, organizadas em todos os cantos do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, celebrem o dia 30 de outubro com muita alegria, fé, unidade e profetismo. Que a Mãe Aparecida, abençoe os milhares de jovens que estão se dedicando para fazer do DNJ 2011 mais um momento missionário como vem sendo feito há 26 anos.
Autor: Deisy Rocha Farias – Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude NE 3