sexta-feira, 30 de março de 2012

15º Força Jovem será em Humildes

Neste último sábado (24/03), tivemos a 1ª reunião de preparação do 15º Força Jovem. E a Juventude pjoteira de nossa Arquidiocese, em especial das Foranias 4 e 5, irá se encontrar em Humildes. Nessa reunião esteve presente a coordenação do Grupo de Jovens ECV, que acolherá o encontro. Também esteve presente o vigário da Paróquia de Humildes, Padre Cristiano Fechinne, que ofereceu total apoio à nosso evento. Quem coordenou essa reunião foi o Coordenador da PJ, pela Forania 4 (Erik Nascimento). Então vamos para o que foi abordado nesse encontro! O nosso FJ 2012, será dia 27 de maio, e utilizaremos o Salão Paroquial para o momento dos shows e apresentações de nós, os jovens. O espaço para as nossas oficinas será em um colégio local. As camisas serão as camisa da PJ, como ano passado, com as cores vermelha, preta e amarela. Discutimos os temas para as oficinas, e por fim escolhemos um tema para esse nosso encontrão; será o mesmo do 10º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude: Somos Igreja Jovem. E como sub-tema teremos a parte de uma canção muito conhecida da nossa linda juventude: "É Missão de todos nós, Deus chama, quero ouvir a sua voz!" A próxima reunião será nesse sábado, dia 31/03.

Erik Nascimento - Coordenador da PJ - Forania 4

Comunicação e Secretaria da PJ

sábado, 24 de março de 2012

32 anos do martírio de Dom Oscar Romero

Dom Oscar Romero foi Arcebispo de El Salvador (país centro-americano com cerca de 21.000 Km² e atualmente com aproximadamente 7,1 milhões de habitantes) de fevereiro de 1977 a março de 1980, quando foi assassinado durante uma Eucaristia a que presidia.


Nessa época, a revolução cubana de Fidel Castro e a guerrilha de esquerda nos outros países da América Central empurraram o exército salvadorenho firmemente para a direita. A miséria no campo facilitou o surgimento de vários movimentos guerrilheiros de esquerda. Medidas repressivas e violação dos direitos humanos pelo exército durante os anos 70 e 80 eram comuns. Em 1972, foi eleito presidente Arturo Molina, e, em 1977, o general Carlos Humberto Romero. Em 1979, uma junta militar derrubou o presidente Carlos Humberto Romero. A junta não conseguiu unificar o país nem derrotar as guerrilhas, as quais controlavam parte do país. José Napoleón Duarte se uniu à junta e assumiu a presidência em dezembro de 1980.

Nesse clima de guerra civil, pobreza extrema e grande sofrimento do povo salvadorenho, o Pe. Rutílio Grande Garcia, nomeado pároco de Aquilares em 1971, passa a realizar um trabalho de conscientização do povo para que as pessoas se tornassem, conforme suas próprias palavras, "...conscientes da própria vocação humana, capazes de se tornarem protagonistas do seu próprio destino individual e social, alavancas de transformação." Seu trabalho e suas homilias passaram a incomodar o poder salvadorenho da época, mas a resposta do padre foi: "Aquilo que preocupa estes assim chamados católicos conservadores é o “deus dinheiro”, um deus construído pelas mãos do homem, amassado com o sangue dos irmãos inocentes... Eu amo-os e as acusações gratuitas a nosso respeito não têm fundamento. Estou disposto a dar a vida...”

O Pe. Rutílio repete a mesma denúncia em 13 de Fevereiro de 1977, sublinhando: “A Eucaristia que estamos a celebrar alimenta este nosso ideal de uma mesa comum para todos, com um lugar para cada um e Cristo no meio”. Em 12 de Março, quando se dirigia para a sua terra natal com outros cristãos para preparar uma festa religiosa, foi morto por uma rajada de metralhadora.

Diante da violenta morte do Pe. Rutílio e de parte do grupo de romeiros que o acompanhavam, Dom Oscar Romero abandona sua posição conservadora e insiste vigorosamente no esclarecimento do crime e no julgamento dos culpados, passando a denunciar em suas homilias as numerosas violações de direitos humanos em El Salvador e manifestando publicamente sua solidariedade com as vítimas da violência política.
De pessoa fortemente conservadora, introvertida e pouco aberta às aspirações do seu povo, despertou para a gravidade da situação de injustiça e violência que se vivia e compreendeu que a sua missão de pastor era tornar-se defensor do povo, a voz dos sem voz. Sua pregação começou a dar frutos na Arquidiocese, na união do clero e dos fiéis em torno das suas palavras. A violência e a opressão da elite salvadorenha apoiada pelos Estados Unidos acentuou-se no final dos anos 70 e pela sua postura dura contra a violência e as injustiças de que o povo salvadorenho era vítima acabou por receber inúmeras ameaças de morte, tendo sido assassinado com um tiro no coração por um atirador de elite do exército salvadorenho, no dia seguinte a ter ordenado em nome de Deus o fim da repressão contra o povo, enquanto celebrava a Eucaristia na capela do Hospital La Divina Providencia na cidade de San Salvador, em 24 de Março de 1980.


Reproduzimos aqui as belas palavras do Pe. João Batista Libânio (sacerdote jesuíta, escritor, teólogo e professor da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte) sobre Dom Oscar Romero, publicadas originalmente no Jornal de Opinião, da Arquidiocese de Belo Horizonte:

"Marco simbólico do continente latino-americano. Responde bem à pedagogia de Deus. Não escolhe os grandes deste mundo, mas os pequenos para confundir os fortes. Assim, lá vivia em El Salvador um bispo conservador que assumiu o pastoreio sob o olhar complacente e feliz da burguesia.

Homem piedoso e honesto, sim, mas preso nas malhas da tradição, tecida por uma oligarquia impiedosa de longa data. Diante do corpo ensanguentado de Rutílio Grande, sacerdote jesuíta (1977), promotor da libertação dos oprimidos, dom Romero modifica radicalmente sua postura em face do Governo e urge a investigação do crime. Como este fora perpetrado por forças do próprio Governo, tal insistência só produzia ódio contra ele. Daí para frente o arcebispo enceta uma caminhada ao lado do povo sofrido até ser assassinado pelas forças repressivas do Estado em 1980.

Além do testemunho maravilhoso de vida, de coragem e de entrega, dom Romero deixou-nos magnífica coleção de homilias. Ele criou gênero próprio de pregações. Serviam simultaneamente de informação de fatos acontecidos no país, que a rigorosa censura escondia, e de alimento para a fé do povo simples no meio da terrível repressão e pobreza. Transparece nelas, de modo original e corajoso, uma espiritualidade aliada a sério compromisso político. O bispo de formação religiosa tradicional, sem perdê-la no que tem de piedade popular, assumiu uma linguagem de ponta na linha da libertação. Esta não nasceu de nenhuma crítica a partir da racionalidade moderna, mas da provocação que lhe veio da realidade sofrida de seu povo.

Ele se sentia verdadeiro mediador entre a Palavra de Deus lida na celebração e a comunidade eclesial da qual era pastor. Articulava maravilhosamente as interpelações nascidas da Escritura com a vida das pessoas. Esta lhe oferecia o olhar crítico para compor as homilias. Algo admirável por provir precisamente da mais alta autoridade eclesiástica do país, onde uma Igreja durante séculos compactuara com as classes dominantes. Agora se produzia a ruptura no espírito do Evangelho de Jesus. Bispo, ele se entendia no espírito do Concílio Vaticano como servidor do povo de Deus.

Mostrou enorme coerência entre a autenticidade de vida e as palavras até o extremo do martírio. Renunciara habitar luxuosa residência oferecida pela burguesia salvadorenha para ocupar modesto quarto do hospital dos cancerosos de San Salvador. Fazia ecoar, praticamente, a única voz de verdade e profecia naquele momento de censura rigorosa por parte do Governo, mesmo quando ele se dera conta das ameaças de morte. Proclamava-se a "voz dos sem voz" e não temeu cumprir tal missão. E por isso foi assassinado. Sofreu no interior da Igreja discriminação e incompreensão. Tal solidão o acompanhou até a morte em testemunho muito próximo ao de Jesus."

Fonte: https://sites.google.com/site/pastoralfeepolitica/especial/personalidade/oscar-romero

domingo, 11 de março de 2012

1ª Reunião da Comissão Pré JMJ

Neste último sábado (10), tivemos a primeira reunião da Comissão Arquidiocesana Para a JMJ 2013, na Casa São Paulo Apóstolo. Estiveram presentes coordenadores e integrantes representando: Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral Universitária (PU), Treinamento de Lideranças Cristãs (TLC), Movimentos de Encontro (Redescoberta da Senhor dos Passos), e também o vice-coordenador de Pastoral da Arquidiocese e Padre Referencial da PJ, Julio César Santa Bárbara. Após uma breve mística feita pela PJ, ouvimos um pouco mais de como surgiu da JMJ, como e por que começou, e sobre seu formato. Depois foi exposta como será a nossa metodologia, eixos que irão nos nortear (ação, formação, espiritualidade e articulação), e também os objetivos primeiros de nossa Comissão. Por fim, foi hora de colocarmos algumas ideias de atividade, de acordo com nossos eixos. A primeira atividade será um Seminário sobre o Documento 85, da CNBB, o "Evangelização da Juventude", documento este que muito irá contribuir em nossa caminhada. Quando tivermos local definido e também o dia, colocaremos aqui no blog. Por enquanto é isso, logo teremos mais novidades.


Erik Nascimento - Coordenador da PJ - Forania 4

Comunicação e Secretaria da PJ

sexta-feira, 9 de março de 2012

Livro sobre vida de Dom Hélder Câmara é lançado na CNBB

Livro_HelderResgatar a memória sobre dom Hélder Câmara. Este foi o principal objetivo da pesquisa do missionário redentorista padre Edvaldo M. Araújo, professor da Faculdade de Teologia e Ciências Religiosas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Ele é autor da pesquisa Dom Hélder Câmara: Profeta-peregrino da justiça e da paz, tese de doutorado que foi agora publica pela editora Ideias e Letras. A obra foi lançada oficialmente nesta quinta-feira, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília (DF).
O autor conta que a sua proposta na obra foi realizar um estudo do pensamento de uma pessoa interessante como dom Hélder Câmara. “Ele não era teólogo, nem especialista em nada, mas tinha uma visão de teologia pastoral muito grande”, explica Edvaldo. Sua principal fonte de pesquisa foi as mais de 500 conferencias proferidas pelo bispo entre 1964 e 1993, e que revelam o objetivo principal de sua missão: a realização plena do ser humano.

“Dom Hélder enfrentou este grande desafio na vida: evangelizar na realidade de injustiça. Um grande profeta de nossa Igreja, que passou por muitas situações na vida, mas sempre procurando discernir a vontade de Deus, procurando ser fiel também ao povo.
Edvaldo explica que seu estudo sobre dom Hélder revelou as suas propostas na área social e humana. “Percebi como ele teve como fonte em sua atuação o pensamento, o ensino, a doutrina da Igreja. É interessante como ele tentou colocar isso em prática” revela o autor.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Viva as Mulheres!

Selvino Heck
Viva as mulheres que trabalham, se afirmam todos os dias e não têm medo de nada, nem do escuro, nem da sombra.
Viva as mulheres que nos tanques da vida lavam a roupa suja da opressão, da desigualdade e da injustiça.
Viva as mulheres que lutam pela igualdade, pelos mesmos direitos que o homem, mesmo salário e mesmas oportunidades.
Viva as mulheres guerreiras que se aventuram nos espaços mais inusitados e mostram sua capacidade com ternura e firmeza.
Viva as mulheres que se doam, não dormem por seus filhos que estão fora de casa ou no hospital, que creem no amor e o vivem diariamente.
Viva as mulheres corajosas que enfrentam as turbulências da vida, às vezes a violência, e não se dobram, nem se curvam.
Viva as mulheres plantadoras da paz e do milho, dos frutos da humildade e da consciência cidadã.
Viva as mulheres que são belas e sorridentes, cantam e encantam, mexem com os corações e a alma.
Viva as mulheres com as mãos cheias de calos e feridas pelos tombos e quedas e que não se vergam ao cansaço e às tempestades.
Viva as mulheres, e sua incansável contribuição para o futuro de um outro mundo possível.
Viva as mulheres parteiras da liberdade, da democracia e da vida.
Viva as mulheres que anunciam o novo, e o regam e o cercam de flores e perfumes.
Viva as mulheres amantes, amigas, irmãs, mães, avós que não se entregam nunca ou se entregam totalmente.
Viva as mulheres e seu olhar de fogo e luz.
Viva as mulheres agricultoras e as que trabalham nas fábricas e nos lares, nas escolas e nas creches, nos hospitais e nos ônibus, nos campos de futebol e nas universidades, nos açudes e nos palácios, nas prisões e nas igrejas, na roça e na metrópole.
Viva as mulheres que choram e riem e deixam suas lágrimas rolar livremente.
Viva as mulheres que põem a semente na terra e no ventre e a conduzem à juventude e à maturidade.
Viva as mulheres guerrilheiras da esperança, da luta incansável por tempos de solidariedade e pelo alegre convívio dos diferentes.
Viva as mulheres donas do pedaço e do nariz.
Viva as mulheres governantes que cuidam de todos e todas, manhã, tarde e noite com dedicação e felicidade.
Viva as mulheres companheiras de todos os dias e todas as horas, na dor e na alegria, no sofrimento e na vitória.
Viva as mulheres cuidadoras do amanhã e suas incertezas, do que virá e suas belezas.
Viva as mulheres sonhadoras de uma utopia onde todos e todas são iguais, onde o amor seja o centro da vida e o construir junto forme a comunidade de irmãos e irmãs.
Viva as mulheres fazendo história.

Dilma Roussef, no seu primeiro discurso como presidenta eleita, disse: “...é uma demonstração do avanço democrático do nosso país, porque pela primeira vez uma mulher presidirá o país. Já registro, portanto, o meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num evento natural e que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis e nas entidades representativas de toda a nossa sociedade. A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Eu gostaria muito que os pais e as mães das meninas pudessem olhar hoje nos olhos delas e dizer: ‘Sim, a mulher pode’”

Fonte: Adital - o autor é integrante da Coord. Nacional do Movimento Fé e Política

Visto em: pj.org.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Saúde e Doença

A Campanha da Fraternidade a cada ano desafia mulheres e homens de boa vontade a se comprometerem com a vida humana a partir de um tema específico. Ao longo desses anos, mereceram destaque entre outras questões: a educação, a violência, o direito à vida, o menor abandonado, o negro, a comunicação, a mulher, o jovem, a moradia, a família, os idosos, o meio ambiente, a água...

NESSE ANO, o tema proposto é "Fraternidade e a Saúde Pública", com o lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8). A saúde integral é o que mais se deseja. Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas.

A VIDA, a saúde e a doença são realidades profundas, envoltas em mistérios. Diante delas, as ciências não se encontram em condições de oferecer uma palavra definitiva, mesmo com todo o aparato tecnológico hoje disponível. Assim, as enfermidades, o sofrimento e a morte apresentam-se como realidades duras de serem enfrentadas e contrariam os anseios de vida e bem-estar do ser humano.

O Sistema Único de Saúde (SUS), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços.

ENTENDENDO ser um anseio da população, especialmente da mais carente, um atendimento de saúde digno e de qualidade, a Campanha da Fraternidade 2012 aborda o tema da saúde propondo refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas em relação aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

A CAMPANHA da Fraternidade, objetiva também, alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.

A IGREJA, à luz da Palavra de Deus, deseja iluminar a dura realidade da Saúde Pública e levar os discípulos-missionários a serem consolo na doença, na dor, no sofrimento e na morte. E, ao mesmo tempo, exigir que os pobres tenham um atendimento digno em relação à saúde.