domingo, 24 de dezembro de 2017

Natal: a luz que ilumina a todos - desponta na história a partir dos últimos.

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Enfim, chegamos ao grande dia de natal. A festa de hoje é tão importante que temos na liturgia proposta de celebrações para vários momentos. Aqui apresentaremos nas leituras da celebração, que popularmente chamamos de missa do galo (noite de natal). Contudo, se  tiver tempo vale a pena você não deixar desapercebido as leituras do dia.
Para mergulharmos no mistério de hoje, convém lembrar que não celebramos a nascimento de Jesus. A data certa em que Jesus nasceu é desconhecida. A festa de hoje tem origem numa festa dos deuses gregos. Dia 25 de dezembro era a festa do Deus Apolo. Onde os romanos celebravam o sol vencedor! Noites mais curtas. Mais tempo de luz solar durante  o dia eram características deste período no ano naquela região. Por volta de terceiro século da nossa era os cristãos da época aproveitaram a mesma data para celebrar quem para eles era o ‘sol vencedor”: Jesus Cristo. No nascimento Dele a luz de Deus desponta na história da humanidade. É isso que celebramos. É muito mais do que um aniversário.

“O  povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1)

O profeta Isaias olhando para a realidade que o circundava aponta um futuro de esperança (Is 9,1-6). Provavelmente ele está reconhecendo nas mudanças políticas de sua época cenários que favorecem os mais pobres. Os primeiros cristãos olharam para estes textos e viram deles um testemunho da pessoa de Jesus de Nazaré. Seus primeiros versículos traduzem com uma beleza poética encantadora o que o Cristo é para nós: “O  povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1). Jesus é a grande luz que apareceu não horizonte da história humana. A luz nos ajuda a reconhecer quem somos, com nossas belezas e misérias. A luz nos ajuda a reconhecer onde estamos. A luz nos ajuda a fazer escolhas… As imagens que seguem mostram um cenário onde a violência terá um fim!!! (Is 9,3-4). Ser cristão e compactuar com qualquer forma de violência é uma contradição sem precedente. Somos pessoas que sonham com a paz, que constroem iniciativas de paz.
Para o profeta tudo isso acontecerá porque “nasceu para nós um menino”. Ele vem inaugurar um tempo de paz. Como nos discípulos de jesus podemos ler estes textos sem nos implicarmos com este tempo? Será que é possível dizer que somos discípulos do “príncipe da paz” (Is 9,5) sem fazermos escolhas que garantam a paz? Por fim o profeta nos diz que “O zelo de Javé dos exércitos é quem vai realizar isso” (Is 9,6) ou como nos apresenta uma outra tradução “O amor zeloso de javé dos exércitos há de realizar todos estas coisas”. Será que eu e você ou ouvirmos estes textos esta noite nos sentimos chamados a deixar que o “amor zeloso” de Deus gere estas coisas a partir de nós? Ser luz e não compactuar com as formas de  violência eis um convite fundamental destes dias.
Na segunda leitura temos as comunidades de tradição paulina nos testemunhando com elas entenderam a esperança cristã (Tt2,11-14). A manifestação da bondade de Deus na pessoas de Jesus de Nazaré nos convida a uma vida nova. Nossas escolhas devem ser iluminadas pela luz do natal.  Celebrar o nascimento do Menino é deixar que a sua luz ilumine todas as dimensões da nossa vida. Convém não olhar este texto somente do ponto de vista moral. É preciso lê-los também com suas implicações sociais…
O texto do evangelho que lemos neste dias esta numa parte do Evangelho de Lucas que é conhecida como evangelho da infância (Lc 1-2). Mais do que um relato histórico de como foi o nascimento e a infância de Jesus estamos diante de um testemunho de fé da comunidade lucana. É como se aqui se encontrasse um resumo de todo o evangelho!! A comunidade mostra como acolheu e entendeu a chegada do menino! Nos primeiros versículos o nascimento de Jesus é situado na história (Lc 2,1-3). Já a comunidade lucana entendia que não dá para acolher a pessoa e a proposta de Jesus se não for em sintonia com a história. Ele é Deus que mergulha na nossa história. Ele faz da nossa história, história da salvação. Ao mostrar Jesus na descendência de Davi (Lc 2,4) testemunha que o nascimento dele entendido como realização da grande esperança do povo de Israel. Ao mesmo tempo vemos Maria e José em meio as articulações daqueles que tempo poder. Já que recenciamentos aconteciam para favorecer a cobrança de imposto!
Manjedoura, alegria, pastores, menino… são elementos do texto que merecem nossa atenção. A narração do nascimento de Jesus nos diz que Maria envolveu seu filho primogênito em faixas e o deitou numa manjedoura (Lc 2,7). Ora mais não estamos falando da grande esperança de Israel? De um acontecimento fundamental para a fé cristã? Isso, mas é testemunhado assim, de forma simples. Eu e você somos convidados a reconhecer Deus na simplicidade e não na pirotecnia. Esse é o sinal dado aos pastores (Lc 2, 12). Nossa tradição cristã nestes dias diz que Deus quer nascer em nossos corações, mas será que estamos preparados para o receber do jeito que ele se apresenta, na simplicidade? Eu e você não corremos o risco de “tropeçar na manjedoura” e continuar esperando/procurando por sinais?
Pode passar desapercebido aos nossos olhares, mas a comunidade lucana nos apresenta o nascimento de Jesus sendo testemunhado primeiro aos pastores (Lc 2,8-14). É a partir deles que a humanidade é convidada a se aperceber da chegada Daquele que é a razão da nossa esperança. Na época de Jesus os pastores não eram pessoas bem vistas. A profissão deles os impedia de manter a pureza legal. Passavam o dia e a noite no meio dos animais!!! É a estes que é anunciado a nascimento de Jesus. É a estes que a glória de Deus envolve (Lc 2,9). Estes são chamados a ser os primeiros portadores da grande alegria. Jesus entra na história para iluminar a todos, mas o faz a partir dos últimos. Eis uma lição para quem quer seu discípulo. Lição que parece ter sido bem entendida pelo Papa Francisco.

Nasceu para nós um Salvador

É natal! Cada um de nós é chamado a acolher esta Boa Notícia: “nasceu para nós um salvador”. A luz de Deus ilumina a história humana. Eu e você somos chamados a fazer escolhas iluminados pela luz que desponta neste dia. Nossa alegria deve a certeza de que não estamos sozinhos! O menino de braços abertos no presépio dá as mãos aos últimos da história. Que as festas destes dias nos ensine a acolher e ser boa notícia. Que estes dias não sejam um tempo de simplesmente comer muito e beber muito! Que estes dias sejam mais do que um tempo de confraternização e afirmação de laços com a família e amigos. Que seja natal, celebração do mergulho de Deus na nossa história. Memória da luz ilumina as nossas escolhas. Profissão de fé em Jesus de Nazaré. Testemunho de nosso desejo de sermos seus discípulos e suas discípulas hoje e como ele boa notícia para todos, luz que desponta na história a partir dos últimos.
Por Joilson Toledo, FMS
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Conheça a Oração do 12º Encontro Nacional da PJ


Oração Oficial destacada
Desamarramos nossas canoas e seguimos pelas grandes artérias do coração da Amazônia: os rios. Seguir para um lugar onde beberemos de anseios, saciaremos e ampliaremos a nossa sede.

Se aproxima o 12° ENPJ, é hora de pegar nossas porongas e adentrar os caminhos rumo as terras acrianas para celebrar o bem-viver!
Disponibilizamos a toda juventude do Brasil a Oração Oficial do 12º ENPJ, convidamos cada um e cada uma a rezar conosco e sentir através dessa linda oração o sabor do Encontro.

ORAÇÃO OFICIAL DO 12º ENPJ

Senhor, somos jovens e assessoras/es da Pastoral da Juventude de todos os cantos do Brasil! Com a Tua graça, estamos nas terras do Acre, com a resistência e a força histórica desse povo.
Aqui, recuperamos nossa identidade latino-americana, superamos as fronteiras e comungamos da mística das/os nossas/os irmãs e irmãos andinos. Somos uma só Pátria Grande – um continente marcado pela dor, pela injustiça, pelos golpes à democracia, pela cultura patriarcal, mas, sobretudo, fincados na esperança do Teu Reino que já está no meio de nós e não nos deixa ficar paradas/os.
A voz do Teu filho Jesus ecoa em nosso corpo: “Sou Eu que estou falando com você! ”O Mestre e a mulher da Samaria são horizontes de encontros, diálogos, partilhas, poços, águas que transformam a vida. Queremos que esse Encontro Nacional da Pastoral da Juventude nos ajude a beber a água e a seiva das realidades juvenis e a voltar mais atuantes para as nossas comunidades. A resposta que damos ao Teu Filho é: Vamos as Galileias! Vamos Te encontrar crucificado-ressuscitado em cada jovem, em cada grupo, em cada pobre…
Senhor, também aqui queremos reavivar a força do protagonismo feminino. Basta de violência contra as nossas irmãs! Chega de ciclos continuados de morte das nossas companheiras!  Basta de relações pautadas pelo capitalismo patriarcal.
Não vamos descansar…
Nenhuma a menos!
Nenhuma a menos!
Vai florescer, nós confiamos, vai florescer o Teu Reino! Impelidas/os pelo Teu Espírito seremos sujeitas/os dessa primavera… Somos Txai! Somos índias/os! Somos seringueiras/os! Somos juventude que, fiel a Tua Palavra – seiva da nossa vida – se encontra, celebra, canta, dança, faz festa, busca o caminho da cultura do bem viver. Um dia, não vai tardar, veremos acontecer a Civilização do Amor,como um jardim florido, plenamente entre nós.
Amém, Axé, Aleluia, Awerê, TXAI!
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Confira o Hino do 12º Encontro Nacional da PJ



“Vem vê um pedacinho deste chão”! Com esse verso, a Juventude acreana convida todo Brasil para celebrar a grande festa do Bem-Viver do Encontro Nacional da PJ. E a atividade já tem hino oficial: a composição de Alesson da Silva Santos foi a grande vencedora do concurso nacional para escolha da obra. Letra e melodia produzidas a partir da realidade de Rio Branco/AC, onde reside o artista responsável pela música. A composição pode ser ouvida aqui.
O convite para conhecer o chão acreano é também um chamado para experimentar toda a grandeza da Amazônia e faz referência ao mesmo chamado feito por Jesus à Samaritana à beira do poço. A referência à iluminação bíblica do ENPJ se une à inspiração que vem dos diversos rostos de quem fez e faz história na terra dos seringais. “Além de chamar a juventude para ver e conhecer as terras acreanas, a letra chama a juventude para celebrar a festa do Bem-Viver juntamente com os povos da floresta, da utopia dos mártires (‘Chico guerreiro’), da utopia dos povos tradicionais (‘Huni Kuin’), do protagonismo feminino (‘índia’, “amazona”), semeando a Boa Nova da missão e alimentados pela ‘seiva da vida’: a seringueira”, ressaltou o autor.
O protagonismo feminino está em destaque na construção do ENPJ. O tema é logo lembrado na arte do cartaz, que traz a figura de uma índia guerreira. A referência também está na segunda estrofe da canção. Alesson explica que ele se inspirou em Iolanda de Lima Reis Fleming, a primeira mulher a governar um estado na história do Brasil. Além dela, a força das guerreiras acreanas foi iluminadora para abordar o tema e convidar os e as jovens a seguir na luta e enfrentamento aos ciclos de violência contra a mulher.
Construir o hino não foi fácil. Além de ter finalizado a obra durante a madrugada, Alesson passou por muito estudo e reflexão. Ele explica que consultou um livro sobre a história do estado do Acre para ajudá-lo a pensar na letra. A obra foi emprestada por D. Antônia, que é mãe de um de seus amigos, Eloi Júnior. Junto dele, outros corações ajudaram a inspirar a composição. O grupo musical “Traíras”, composto, além de Eloi, por Everton, Edwardy, Paulo e Kennon, a amiga Lorena e a namorada Fran foram algumas das pessoas lembradas pelo músico no agradecimento pelo apoio na construção da obra.
A escolha e a divulgação
            O hino foi escolhido depois da reflexão da Equipe de Animação e Cultura, que se reuniu no início de novembro, em Rio Branco. O grupo acolheu duas composições feitas para o concurso e que seguiram o orientativo preparado para subsidiar os músicos. Para Jhon Nobre, que integra a equipe, um fator foi decisivo para a escolha: a presença de fortes elementos da realidade local.
“O edital foi construído pela equipe e queríamos que o Hino contemplasse o feminino, o tema do encontro, que falasse de características presentes na cultura acreana e que fosse convidativo. Que chamasse, não só a Juventude do Acre, mas toda a juventude do Brasil para conhecer a nossa realidade, a nossa Galileia”, reforça Nobre.
O hino será rezado pelos grupos de base de todo país, além de ser a música oficial do ENPJ, que acontece pela primeira vez na história no Regional Noroeste (RO, AC e sul do AM), especificamente na Diocese de Rio Branco, de 7 a 14 de janeiro. Lá, jovens de todo país celebrarão a caminhada da Pastoral da Juventude com toda a mística e a sabedoria dos povos que construíram a história do Acre: chão amazônica da tríplice fronteira e sinal de esperança para quem acredita no Bem-Viver.

Boa Nova da Missão

Letra e melodia de Alesson da Silva Santos

Sou Eu que falo com você
Vem vê um pedacinho deste chão
Da Samaria até os fins da Amazônia
Deus te chama a conhecer o rosto do irmão

Pra celebrar com os povos da floresta
Pra semear a boa nova da missão
Da utopia do Chico guerreiro,
Da índia, do seringueiro,
Num só coração

Mulher que sonha e escreve sua história
Mulher guerreira: amazona tem vigor,
Vem juventude vem lutar com ela
Por um mundo de igualdade,
De justiça e Amor

Huni Kuin povo forte desta terra
A natureza é festa do bem viver
Da seringueira a seiva da vida
De um mundo que precisa
Txai: eu em você
Com informações de Pastoral da Juventude Nacional

sábado, 2 de dezembro de 2017

Campanha Nacional para a Evangelização 2017: Leigos e Leigas comprometidos/as



Campanha para a Evangelização, idealizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em harmonia com o tempo litúrgico do Advento, cujo início se dá neste domingo, dia 03. Em sintonia com o Ano do Laicato, a campanha tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).
A abertura da campanha foi realizada na Festa de Cristo Rei, no dia 26 de novembro, mesmo dia que a Igreja no Brasil fez a abertura do ano que será dedicado aos cristãos leigos e leigas. A campanha tem duração de três semanas e a conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 17 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a coleta para a ação evangelizadora no Brasil.
O objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.
“A Campanha para Evangelização é uma experiência que instiga a comunhão e partilha dos bens entre as Igrejas particulares, assim como acontecia nas comunidades primitivas do Novo Testamento, cujo relato encontramos nos Atos dos Apóstolos e nas cartas paulinas”, explica o secretário executivo da campanha, padre Luís Fernando da Silva.
A Campanha da Evangelização já está em andamento, todas as paróquias do Brasil receberam folders informativos sobre o tema e o lema da CE 2017 e os envelopes para a coleta. Além disso, já está à disposição o cartaz para ser adquirido ou baixado através do site da Edições CNBB.
Padre Luís Fernando da Silva lembra que “A Igreja no Brasil mais uma vez faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas em todo o país”.
Com a coleta desse ano pretende-se apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil promovidas pelos cristãos leigos e leigas no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.
A Campanha para Evangelização
Criada em 1997, durante a Assembleia Geral da CNBB, e iniciada em 1998, a Campanha para Evangelização tem como objetivo favorecer a vivência do tempo litúrgico do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional que ofereça recursos a serem aplicados na sustentação do trabalho missionário no Brasil. Tal iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.
O gesto concreto de colaboração na Coleta para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as dioceses, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB, que terão 20%; e a CNBB Nacional, que contará com 35% das contribuições.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Igreja no Brasil se prepara para celebrar o Ano Nacional do Laicato


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Após as comemorações do Ano Nacional Mariano, instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja no Brasil se prepara agora para celebrar a abertura do Ano do Laicato no próximo dia 26 de novembro. Com o tema “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, a iniciativa de acordo com o papa Francisco, deseja fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”.
“O Ano do Laicato nos empolga e fomenta em nós uma feliz e agradável expectativa, para juntos escutarmos o que diz o Espírito Santo aos nossos corações e assumirmos a ação transformadora na Igreja e no mundo. A obra é de Deus e de todos nós”, afirma o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen.
O bispo espera que no Ano do Laicato, a partir de cada reflexão, os leigos possam ouvir Jesus Cristo os chamando e os enviando para serem sal, luz e fermento na massa. “Vamos todos, através da oração e meditação da Palavra de Deus, de olhos abertos para a realidade onde vivemos, transformar as injustiças em relações de paz e amor”, exorta.
Para o bom êxito do Ano Nacional do Laicato, que seguirá até o dia 25 de novembro de 2018, o assessor da Comissão para o Laicato, Laudelino Augusto dos Santos Azevedo aponta que é preciso em primeiro lugar a abertura do coração, presença e participação de todos. “É participando que a gente vai adquirir conhecimentos, experiências, vai entender melhor a nossa identidade como cristão leigo e leiga, a nossa vocação, espiritualidade e missão”, garante.
Laudelino faz ainda um apelo para que todos contribuam com o sucesso do Ano do Laicato: “Você aí que é cristão leigo e leiga ou você que tenha algum ministério na igreja mesmo não sendo ordenado, religioso ou religiosa, diácono, bispo ou presbítero você pode com a sua presença, com a sua participação, levar o bom êxito para o Ano Nacional do Laicato.
Subsídios – Para vivenciar a proposta do Ano, a Comissão Especial para o Ano do Laicato preparou alguns subsídios que contém orientações metodológicas para as comunidades. Um deles é composto por orientações para os grupos de reflexões e o outro por propostas de celebração.
De acordo com a secretária da Comissão para o Laicato, Pietra da Silva os membros da Comissão Especial para o Ano do Laicato estão muito felizes com a procura do material pelas dioceses e paróquias. “A gente recebe muitos e-mails e telefonemas; todo mundo solicitando o material e é aí que a gente percebe que o Ano do Laicato está acontecendo e está acontecendo em todos os regionais e em todas as dioceses”, afirma.
Para ela, ter esse contato com o material é um momento também de aprendizado. “A partir do material que estamos produzindo, vamos aprendendo sobre qual é o nosso papel dentro da Igreja, dentro do mundo em que vivemos e também vamos passando isso para as pessoas que estão à nossa volta e as pessoas com as quais convivemos”, afirma.
Além dos roteiros para as comunidades, a Comissão disponibilizou também o cartaz oficial do Ano do Laicato, além de banners. Os materiais podem ser adquiridos no site da editora da CNBB – Edições CNBB.


Na Arquidiocese de Feira de Santana
Em Nossa Arquidiocese a Abertura do Ano Nacional do Laicato se dará na Paróquia Cristo Redentor, nesse dia 26 de novembro a partir das 16:00, quando se realizará também festa solene desta Rede de Comunidades. Também cada Paróquia deverá celebrar a abertura do Ano do Laicato. 

Com informações da CNBB e da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

PJ da Arquidiocese de Feira realiza formatura da Escola da Juventude 2017

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Aconteceu no fim de semana de 17 a 19 de novembro, a 5ª e última etapa da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara no ano de 2017. Mais uma vez a formação foi dada na Chácara Santo Inácio, em Feira de Santana.

Na sexta feira, a Mística Inicial foi conduzida pela Ir. Lilian Maria. No sábado, as atividades se iniciaram foi o Ofício Divino da Juventude. A formação de todo o sábado foi facilitada pela Ir. Joselene Linhares, que na parte da manhã falou sobre Documentos da Igreja, trazendo em especial a Encíclica do Papa Francisco Evangelii Gaudium. Documento este que traz inúmeras motivações pastorais à nossas comunidades, e também à juventude. Na parte da tarde, a Irmã Joselene facilitou a temática Análise de Conjuntura, trazendo elementos na perspectiva juvenil.

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O sábado à noite foi o momento da Formatura da Turma 2017 da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara. Esse momento foi conduzido pela Camila Dias, da equipe de coordenação arquidiocesana da PJ. A estudante da EJ, Jamile Silva publicizou o texto organizado pelos formandos, trazendo elementos que marcaram a todos durante as 5 etapas deste ano. Em seguida, os pjoteiros receberam seus certificados e também anéis de tucum de seus padrinhos/madrinhas. Momento de rememorar o compromisso com os pobres e os jovens. Logo após, a Tâmara Nunes conduziu a oração do Credo da Juventude, que foi realizada pelos formandos, padrinhos/madrinhas. Por fim, foi tirada a foto oficial da EJ 2017, cantada a música da turma (Tocando em Frente) e partilhado o bolo.

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O domingo começou com a Santa Missa, na Igreja Todos os Santos, que foi presidida pelo Padre Paulino SJ. Voltando á plenária, os pjoteiros/as recordaram as etapas de formação neste ano de 2017, com a condução de Erik Nascimento, e a colaboração da Larissa Aragão, membros da coordenação arquidiocesana da PJ. Foram dados os avisos, com algumas datas para o ano de 2018. A própria Larissa fez a oração de envio a todos e encerrou os trabalhos neste ano.

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Com informações de Erik Nascimento, pela coordenação da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana


domingo, 19 de novembro de 2017

Coisa de negro: suor de cada dia, peso do trabalho, mãos tomadas de calos


Coisa de negro: suor de cada dia, peso do trabalho, mãos tomadas de calos


No contexto do dia dedicado à Consciência Negra e de fatos preconceituosos expostos nas redes sociais, o arcebispo de Feira de Santana (BA) e referencial da Pastoral Afro-Brasileira, dom Zanoni Demettino Castro, convidou em artigo à reflexão sobre a vida, a fé, a cultura e a tradição do povo brasileiro afrodescendente.
Dom Zanoni parafraseou a canção “Canto Gemido”, do padre Valmir Neves, de Itapetinga (BA), para ressaltar o que é, realmente, “coisa de negro”:
“O suor de cada dia, o peso de nosso trabalho, as mãos tomadas de calos, coisa de negro. O que faço não é certo. Meu grito nunca fez eco. Senhor sou negro. E não nego. Venho ofertar minha dor. Senhor meu canto gemido. Dele nunca vou esquecer. Entre salmos e benditos. Venho vos oferecer”

Recordando o Documento de Aparecida, o arcebispo salienta a constatação da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, em Aparecida, no ano de 2007, de que a história dos afrodescendentes “tem sido atravessada por uma exclusão social, econômica, política e, sobretudo, racial, onde a identidade étnica é fator de subordinação social”. Para ele, embora o contexto atual não admita etnocentrismos, xenofobismos e preconceitos, os afrodescendentes “são discriminados na inserção do trabalho, na qualidade e conteúdo da formação escolar, nas relações cotidianas”. Para dom Zanoni, as consequências dos 300 anos de escravidão ainda não foram suficientemente reparadas.
Ainda citando o documento de Aparecida, dom Zanoni revela que há “um processo de ocultamento sistemático dos valores, da história e da cultura dos afrodescendentes”. Neste sentido, a Pastoral Afro-Brasileira tem colocado em pauta essas realidades. No dia 4 deste mês, aconteceu a 21ª Romaria das Comunidades Negras ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, os agentes refletiram sobre o extermínio de jovens negros, a presença do negro, da negra e da Pastoral Afro-brasileira na Igreja, além da garantia do comprometimento na continuidade do trabalho.
Os eventos e espaços também são aproveitados para mostrar a identidade negra e celebrar nas respectivas culturas, assim como fortalecer a caminhada conjunta com outras organizações contra a desigualdade, a discriminação e o racismo, a intolerância religiosa, a exclusão dos direitos dos negros e negras nas periferias.
A reflexão proposta por dom Zanoni, a partir da canção e do documento de Aparecida, deve favorecer o aprofundamento com vistas ao o IX Congresso Nacional das entidades negras católicas (Conenc), que acontecerá de 18 a 21 de janeiro de 2018, em Maringá (PR), e o XIV Encontro de Pastoral Afro-americana (EPA), em Cali, na Colômbia.
O encontro continental será celebrado de 15 a 19 de julho de 2018 com o tema “Espiritualidade cristã afro-americana e os desafios do século XXI” e o lema “Nossa espiritualidade, força transformadora da realidade”. O objetivo é chegar a uma síntese de quase quatro décadas de caminhada em um mundo cada vez mais desafiante. A reflexão, de acordo com os organizadores, será feita a partir da própria essência da identidade cultural e na fé em Jesus Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14,6).
Visibilidade na Igreja no Brasil
O membro da Pastoral Afro-brasileira e da secretaria de Pastoral Afro-americana, padre Jurandyr Azevedo Araújo, ressalta que, na Igreja no Brasil, a Pastoral Afro é aceita em suas estruturas de serviço e recebe um novo alento através do texto de estudo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) número 85. “Esse espaço conquistado pelos Afro-brasileiros enriquece o catolicismo com sua forma de expressar a sua fé nas manifestações da religiosidade popular e nas celebrações inculturadas. Assim, o povo negro ressuscita sua memória histórica, sua autoestima, sua cultura, enfim, sua identidade”, afirma.

Padre Jurandyr ainda sinaliza que os principais documentos da Igreja no Brasil registram o clamor do povo negro e que os negros e negras estão mais envolvidos nas diversas dimensões da vida e missão da Igreja, procurando conhecer e estimar o dom de Deus presente na negritude. Exemplos deste envolvimento é o secretariado de Pastoral Afro-brasileira; o Grupo Atabaque; a caminhada dos Conencs; as Romarias das Comunidades Negras; o Instituto Mariama, que conta com bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos, estudantes, exercitando a inteligência e o coração, para proclamar as maravilhas de Deus; o Grupo de Educadoras Negras; o Encontro de Pastoral Afro-americano e os diversos subsídios produzidos pela Pastoral Afro-brasileira. “Hoje é possível contemplar muitas iniciativas beneméritas de conhecimento, estudo, estima e defesa dos valores do povo negro”, enaltece.
Instituído pela lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, o Dia da Consciência Negra é data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares. Mesmo com a fixação no calendário oficial, desde a década de 1970 são realizadas celebrações e mobilizações no sentido de reflexão sobre o preconceito, homenagens aos afro-brasileiros, reconhecimento do fenômeno da eclosão do movimento de “consciência negra” no País, além de oferta de oportunidade de reflexão sobre suas origens, história e heróis.
Fonte: CNBB / Arquidiocese de Feira de Santana

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CNPJ e CRPJ do Regional Noroeste se reúnem em Rio Branco/AC

O início de novembro ganhou gosto especial para alguns jovens que aterrissaram em solo acreano. Vindos de todas as regiões do Brasil, a Coordenação Nacional (CN), Coordenação Regional (CR), Comissão Regional (CRA) e Nacional de Assessores (CNA), e o bispo referencial da juventude no Regional Noroeste, dom Benedito (Guajará-Mirim – Rondônia), se reuniram em Rio Branco, Acre, na chácara da Conferência das Religiosas do Brasil, entre os dias 2 e 5.
Não faltaram partilhas, sonhos e construções coletivas nesse período. Em reuniões paralelas cada coordenação rezou, refletiu e achou caminhos para pautas internas. A CR, representada por cinco das sete [arqui]dioceses do Regional Noroeste iniciou a preparação para a Assembleia Regional da Pastoral da Juventude (ARPJ) que será realizada de 1º a 3 de junho de 2018, além de se apropriarem ainda mais da construção do Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ).
O encontro dos coordenadores regionais também serviu para partilhar a realidade da caminhada em suas [arqui]dioceses e viabilizar novas formas de trabalho entre a CR. Valéria Santana, assessora regional da PJ, destaca a importância do contato pessoal nesse processo. “No momento em que a gente além de se ouvir, além de ler, a gente também se toca e se vê, o sentido passa a ser ainda mais amplo e mais bonito. Conseguimos perceber o Encontro sendo construído e encaminhado”.“A reunião CR e CN foi imprescindível para fazer a gente se aproximar e se apropriar ainda mais do Encontro Nacional, que vai receber tantos jovens com tantas experiências de Pastoral da Juventude”, pontuou o coordenador da PJ na Diocese de Ji-Paraná/Rondônia, Maycon Lucas da Silva.
Coordenação e assessoria nacional com o bispo diocesano dom Joaquín (Foto: Arquivo Pessoal).
Coordenação e assessoria nacional com o bispo diocesano dom Joaquín (Foto: Arquivo Pessoal).
Para Valéria, a capital do Acre se tornará uma grande casa de acolhida na mística que receberá os e as jovens vindos/as de todos os regionais. “Isso que é bonito. Fazer de Rio Branco e fazer do Regional o melhor lugar para se acolher, uma tenda em que a juventude de todo o Brasil vai poder rezar junta”, finaliza.
Já no encontro da CN e CNA o debate também girou em torno da caminhada a partir dos eixos da Ampliada Nacional no Crato/Ceará, de janeiro deste ano. Em um segundo momento, no encontro entre as coordenações e assessorias, todos puderam ampliar o olhar sobre a preparação do ENPJ. A visita do bispo diocesano dom Joaquín Pertiñez também serviu para avaliar o processo que está sendo construído e encorajar os organizadores.
O secretário nacional da PJ, Davi Rodrigues, considera que toda a reunião em Rio Branco foi essencial para entender que o Encontro Nacional já está acontecendo. “Faltam poucos meses para o Encontro Nacional, encontro esse que já está acontecendo na vida de muitos jovens que estão nas equipes de trabalho e também por todo o Brasil no preparar-se para suas viagens até o Acre”, disse.
Reunião com as equipes de trabalho (Foto: Larissa Oliveira)
Reunião com as equipes de trabalho (Foto: Larissa Oliveira)
Na oportunidade as coordenações e assessorias também se reuniram com os referenciais locais das equipes de trabalho, no local que sediará o Encontro, a Universidade Federal do Acre (Ufac). Os jovens mostraram toda dedicação e ousadia de quem está fazendo de maneira profética o Encontro Nacional acontecer. E na bagagem daqueles que chegaram como visita, cada um/a levou a esperança de em breve estarem de volta para celebrarem a Festa do Bem Viver em sua nova casa.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

terça-feira, 31 de outubro de 2017

DNJ 2017: 25 anos de história são celebrados em Santanópolis

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Aconteceu no último domingo (29) o Dia Nacional da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana, com a presença de diversas das identidades juvenis desta Igreja Particular, na Paróquia Senhor do Bonfim, em Santanópolis. A data recordou os 25 anos do próprio DNJ e também da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Feira de Santana.
A programação começou com a oração na entrada da cidade, conduzida por Padre Cláudio (pároco em Santanópolis), Cristiam Machado e equipe local, recordando a temática “Juventudes em defesa da Vida dos Povos e da Mãe Terra”. Em seguida se deu a caminhada, animada pela Banda Som de Vida, pertencente à Paróquia de Santanópolis. Na parada da caminhada, o José Íris, da cidade de Ouriçangas fez a memória dos 25 anos de DNJ e PJ na Arquidiocese. Recordou o Padre Miguel, missionário que iniciou a articulação tanto do evento, como da pastoral.
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Chegando ao espaço do Ginásio de Esportes a Banda Akua Viva recepcionou os jovens com muita animação. Durante todo o evento, especialmente no Ginásio, a Camila Dias e o José Conceição estiveram na condução dos trabalhos, como animadores. Em seguida foi o momento de apresentação do Setor Juventude. Nesse momento, jovens de várias identidades juvenis montaram um quebra cabeça com a logo do Setor Juventude. Momento marcante foi  a entrada da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que ficou durante todo o evento. Para refletir sobre a temática do DNJ 2017 (Juventudes em defesa da Vida dos Povos e da Mãe Terra), foi convidada a Vandalva, que atua no Movimento de Organização Comunitária (MOC) e que já passou pela Pastoral da Juventude e diversas outras organizações eclesiais. Ainda pela manhã, o grupo teatral Renascer fez uma apresentação de acordo com a iluminação bíblica do DNJ: "Os humildes herdarão a Terra". Em seguida, foi celebrada a Santa Missa, com a presidência de Padre João, vigário da Forania 7 (São João), que representou o arcebispo Dom Zanoni. Também estiveram presentes os padres Jonilson (referencial do Setor Juventude), Cláudio, Gerson, João Carlos e o Diácono Tatai. Importante ressaltar a presença dos seminaristas dos Seminários Maior e Menor no DNJ 2017. Durante o evento, também se fizeram presentes muitos outros sacerdotes, religiosos e religiosas, e lideranças leigas de nossa Arquidiocese.
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No período da tarde foi o momento das apresentações das bandas. A Banda Akua Viva, de Feira de Santana começou a animação nesse turno. Em seguida foi realizada uma apresentação de dança com jovens de Santanópolis. Logo após a Banda Manto Azul (da cidade de Conceição do Coité) se apresentou pela primeira vez no DNJ da Arquidiocese de Feira de Santana, e entusiasmou a toda juventude presente. E para fechar esse grande evento, a Liz e sua banda animaram a juventude com músicas pjoteiras entre outras, e ainda cantaram os parabéns para o DNJ e Pastoral da Juventude. Por fim, os padres Jonilson e Cláudio deram a benção final e encerraram o DNJ 2017.
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Com informações de Erik Nascimento, pela coordenação arquidiocesana da PJ

sábado, 28 de outubro de 2017

Pastoral da Juventude realizou formações sobre a temática do DNJ 2017 nas Foranias

A Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana se preparou para o DNJ 2017 a partir de formações em cada Forania sobre a temática (Juventudes em defesa da vida dos Povos e da Mãe Terra) e dos encontros com o subsídio em cada grupo de jovens e Paróquia. 

A primeira formação aconteceu no dia 23 de setembro na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição da Feira, Forania 5 (São Marcos). A facilitação ficou com José Conceição, militante da PJR. 

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A segunda formação foi realizada no dia 07 de outubro, com os jovens da Paróquia Nossa Senhora da Purificação dos Campos, em Irará (Forania 6, São Lucas). A assessoria ficou por conta de Ir. Lilian Maria.
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No dia 8 de outubro a formação foi realizada junto a PJ das Paróquias da Forania 4 (São Mateus). O evento foi realizado na comunidade de Santo Estevão Velho, da Paróquia Nossa Senhora do Resgate das Umburanas (Antônio Cardoso). A assessoria temática foi da Irmã Joselene Linhares.

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No dia 15 de outubro a formação aconteceu com os jovens da PJ da Paróquia Cristo Redentor, em Feira de Santana. A facilitação foi de Pedro Melo, pjoteiro da Diocese de Cruz das Almas.


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Por fim, as formações aconteceram na Paróquia Senhor do Bonfim, em Santanópolis (sede do DNJ 2017) com a articulação da Paróquia e PJ locais. O enfoque foi na encíclica do Papa Francisco, a Laudato Sí, sobre o cuidado da Casa Comum. https://www.facebook.com/erikjnc/videos/1706240442742864/

Agora é se preparar para celebrar a vida da juventude nesse domingo: 25 anos de Dia Nacional da Juventude em nossa Igreja Particular! 25 anos de Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Feira de Santana! 

Com informações de Erik Nascimento, pela coordenação arquidiocesana da Pastoral da Juventude

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Bispos repudiam Portaria nº 1.129 do Ministério do Trabalho do Governo Federal


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O Conselho Permanente da CNBB, reunido em Brasília, de 24 a 26 de outubro, emitiu nota oficial repudiando com veemência a Portaria 1129 do Ministério do Trabalho considerando que ela elimina proteções legais contra o trabalho escravo.
A agência de notícias do Governo Federal, a agência Brasil (AB), explicou o caso da seguinte forma: “Há uma semana, o Ministério do Trabalho publicou no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria 1.129, assinada pelo ministro Ronaldo Nogueira, na qual dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas de escravo, com o objetivo de disciplinar a concessão de seguro-desemprego a pessoas libertadas”.
A Portaria, segundo a AB, “além de acrescentar a necessidade de restrição da liberdade de ir e vir para a caracterização da jornada exaustiva, por exemplo, a portaria também aumentou a burocracia da fiscalização e condicionou à aprovação do ministro do Trabalho a publicação da chamada lista suja, com os nomes dos empregadores flagrados reduzindo funcionários a condição análoga à escravidão”. A portaria gerou reações contrárias de entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar (decisão provisória) na terça-feira, 24 de outubro, suspendendo os efeitos da Portaria. Segundo a AB, “A decisão da ministra foi dada em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) aberta pela Rede na semana passada. Rosa Weber acatou os argumentos do partido de que a referida portaria abre margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição, entre eles, o da dignidade humana, o do valor social do trabalho e o da livre inciativa”.
A Nota da CNBB é assinada pela Presidência e foi apresentada numa Entrevista Coletiva nesta quinta-feira, 26 de outubro, na sede provisória da Conferência, na Asa Norte, em Brasília (DF).
Leia a Nota.
NOTA DA CNBB SOBRE O TRABALHO ESCRAVO
“O Espírito do Senhor me ungiu para dar liberdade aos oprimidos” (cf. Lc 4, 18-19)

Reunido em Brasília-DF, nos dias 24 a 26 de outubro de 2017, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB manifesta seu veemente repúdio à Portaria 1129 do Ministério do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União de 16/10/2017. Tal iniciativa elimina proteções legais contra o trabalho escravo arduamente conquistadas, restringindo-o apenas ao trabalho forçado com o cerceamento da liberdade de ir e vir. Permite, além disso a jornada exaustiva e condições degradantes, prejudicando assim a fiscalização, autuação, penalização e erradicação da escravidão por parte do Estado brasileiro.
Como nos recorda o Papa Francisco, “hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa-humanidade – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável” (Papa Francisco, Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro de 2015). Infelizmente, esse flagelo continua sendo uma realidade inserida no tecido social. O trabalho escravo é um drama e não podemos fechar os olhos diante dessa realidade.
A desumana Portaria é um retrocesso que, na prática, faz fechar os olhos dos órgãos competentes do Governo Federal que têm a função de coibir e fiscalizar esse crime contra a humanidade e insere-se na perversa lógica financista que tem determinado os rumos do nosso país. Essa lógica desconsidera que “o dinheiro é para servir e não para governar” (Evangelii Gaudium, 58). O trabalho escravo é, hoje, uma moeda corrente que coloca o capital acima da pessoa humana, buscando o lucro sem limite (cf. Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, 2014).
Nosso País no qual, por séculos, vigorou a chaga da escravidão de modo legalizado, tem o dever de repudiar qualquer retrocesso ou ameaça à dignidade e liberdade da pessoa humana. Reconhecendo a importância da decisão liminar no Supremo Tribunal Federal que suspende essa Portaria da Escravidão e somando-nos a inúmeras reações nacionais e internacionais, conclamamos a sociedade a dizer mais uma vez um não ao trabalho escravo.
Confiamos a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, a proteção de seus filhos e filhas, particularmente os mais pobres.
Brasília, 26 de outubro de 2017
Cardeal Sergio da Rocha/ Presidente
Dom Murilo S. Krieger / Vice-Presidente
Dom Leonardo U. Steiner / Secretário-Geral