domingo, 30 de novembro de 2014

Papa despede-se da Turquia encontrando jovens refugiados

Istambul – O Papa Francisco Francisco concluiu na tarde deste domingo sua Viagem Apostólica à Turquia, a sexta viagem internacional de seu Pontificado. Os três dias intensos do Santo Padre no país de maioria muçulmana tiveram um forte caráter ecumênico e inter-religioso. O Airbus A320 da Alitália que trouxe o Pontífice, aterrissou no Aeroporto Ciampino, em Roma, por volta das 19h locais.
Ainda na Turquia, o Santo Padre despediu-se das Autoridades locais, do Patriarca Ecumênico e dos membros da Conferência episcopal Turca no Aeroporto Internacional Atatürk de Istambul, de onde partiu em por volta das 17 horas, horário local. Antes de retornar a Roma, o Pontífice visitou o Patriarca Armênio de Constantinopla Mesrob Mutafian, gravemente enfermo e internado no Hospital armênio São Salvado, em Istambul.
A última etapa da viagem do Papa Francisco na Turquia, no entanto, foi o encontro, na Catedral do Espírito Santo, em Istambul, com cerca de 100 jovens refugiados assistidos pelos salesianos. O encontro foi transferido para a Catedral devido à chuva. Os jovens - provenientes da Turquia e de vários países do Oriente Médio e da África - cantaram para o Papa em espanhol, árabe e inglês. Antes de dirigir-lhes algumas palavras, Francisco - bastante comovido - deu a mão para cada um dos que haviam falado. 
Ao saudar os jovens, muitos deles refugiados e deslocados, o Papa expressou sua participação em seus sofrimentos: “espero que esta minha visita, com a graça do Senhor, possa dar-vos um pouco de consolação na vossa difícil situação. Esta é o triste resultado de conflitos exacerbados e da guerra, que é sempre um mal e nunca constitui a solução dos problemas, antes pelo contrário cria outros”, disse ele.
Ao falar das condições degradantes a que são obrigados a viver os refugiados – algo intolerável – o Santo Padre lançou um apelo para uma “ maior convergência internacional que tenha em vista resolver os conflitos que ensanguentam as vossas terras de origem, contrastar as outras causas que impelem as pessoas a deixar a sua pátria, e promover as condições que lhes permitam permanecer ou regressar”.
O Papa agradeceu o trabalho das numerosas organizações  em favor dos refugiados e expressou “vivo reconhecimento” às autoridades turcas pelo grande esforço realizado na assistência aos deslocados,e especialmente sírios e iraquiano, esperando que não falte o necessário apoio também da comunidade internacional.
“Queridos jovens, não desanimeis! Com a ajuda de Deus, continuai a esperar num futuro melhor, apesar das dificuldades e obstáculos que estais a enfrentar agora”, concluiu Francisco, dizendo que de sua parte “juntamente com toda a Igreja, continuarei a dirigir-me confiadamente ao Senhor, pedindo-Lhe que inspire quantos ocupam cargos de responsabilidade a promover a justiça, a segurança e a paz sem hesitação e de modo verdadeiramente concreto”.
Fonte: Rádio Vaticana

sábado, 29 de novembro de 2014

Francisco a Bartolomeu I: "Somos irmãos na esperança"

Istambul (RV) – O Papa Francisco concluiu este segundo dia de atividades, em terras turcas, participando na igreja de São Jorge, no “Phanar”, sede do Patriarcado Ecumênico, de um encontro de Oração Ecumênica com o Patriarca Bartolomeu I.
Durante a doxologia, o Patriarca de Constantinopla fez uma breve alocução de saudação ao Santo Padre. A seguir, o Papa pronunciou seu discurso dizendo, inicialmente, que “a noite traz sempre um sentimento misto de gratidão, pelo dia vivido, e de entrega trepidante pela noite que cai. E acrescentou:
“Nesta noite, o meu espírito transborda de gratidão a Deus, que me permitiu estar aqui para rezar junto com Vossa Santidade e com esta Igreja irmã, no final de um dia intenso de visita apostólica; ao mesmo tempo, o meu espírito anela por aquele dia, que, liturgicamente, começamos: a festa de Santo André Apóstolo, Patrono desta Igreja”.
Com as palavras do profeta Zacarias, disse o Pontífice, o Senhor nos deu, mais uma vez, nesta oração vespertina, o fundamento que está à base da expectativa, de um dia fixar sobre a rocha firme, os nossos passos juntos, com alegria e esperança. E, dirigindo-se ao venerado e querido Irmão Bartolomeu I, o Papa disse:
“Sinto que a nossa alegria é ainda maior, porque a fonte está mais além, não está em nós, nem no nosso empenho, nem nos nossos esfoços, que existem, ... está na comum entrega à fidelidade de Deus, que lança as bases para a reconstrução do seu templo que é a Igreja. Eis a semente da paz! Eis a semente da alegria! Uma paz e uma alegria que o mundo não pode dar, mas que o Senhor Ressuscitado prometeu aos seus discípulos, no poder do Espírito Santo”.
André e Pedro ouviram esta promessa, receberam este dom. Eram irmãos de sangue, mas o encontro com Cristo transformou-os em irmãos na fé e na caridade. E nesta noite jubilosa, nesta oração de vigília, o Papa acrescentou: “irmãos na esperança”:
“Que grande graça, Santidade, poder ser irmãos na esperança do Senhor Ressuscitado! Que grande graça e que grande responsabilidade poder caminhar juntos nesta esperança, sustentados pela intercessão dos Santos irmãos Apóstolos, André e Pedro! E saber que esta esperança comum não desilude, porque está fundada, não sobre nós e nas nossas pobres forças, mas na fidelidade de Deus”.
Com esta jubilosa esperança, transbordante de gratidão e trepidante expectativa, o Santo Padre concluiu suas palavras, formulando, a Vossa Santidade, aos presentes e à Igreja de Constantinopla, seus votos cordiais e fraternos pela festa do Santo André, Patrono do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.
Depois deste momento de oração, o Papa Francisco manteve um encontro privado com o Patriarca ortodoxo, durante o qual lhe presenteou um mosaico extraído da imagem de Cristo, representado no nicho da Confissão de São Pedro, ou seja, do seu túmulo, onde estão custodiados os Pálios Sagrados, que se encontram sob o altar papal da Basílica vaticana.
Por fim, o Santo Padre voltou para a sede da Representação Pontifícia, em Istambul, concluindo assim suas atividades deste segundo dia da sua Viagem Apostólica à Turquia. 
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

“Cuide bem de você e de todos que você ama”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Pastoral da Aids e do Ministério da Saúde (MS), lançou na tarde desta quinta-feira, dia 27, a Campanha “Cuide bem de você e de todos que você ama”. A iniciativa visa a ampliação da testagem do HIV, vírus da Aids. O evento de abertura aconteceu na sede da CNBB, em Brasília (DF), e teve a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da instituição, dom Leonardo Steiner; do ministro da Saúde, Arthur Chioro; do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa; do coordenador do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita; dos secretário executivo e assessor da Pastoral da Aids, respectivamente, frei José Bernardi e frei Luiz Carlos Lunardi.
Na ocasião, dom Leonardo Steiner afirmou que "uma ação que tem por objetivo dar vida melhor às pessoas, não pode deixar de ter o apoio da CNBB". Ele recordou a atuação da Igreja com as pessoas que vivem com o vírus da Aids. “Talvez tenha sido a Igreja a primeira a acolher e ir ao encontro das pessoas. Nós estamos dando apenas continuidade e estamos dando um grande passo para que as pessoas possam, o quanto antes fazer o teste e assim serem acompanhadas”, disse.
De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que nos 30 anos de luta conta a Aids no Brasil aconteceram inovações tecnológicas e avanços no tratamento, fazendo com que atualmente haja uma naturalidade em relação às infecções. “É verdade que temos grupos na população que têm de 12 a 24 vezes mais chances de ter a infecção com o HIV, mas é importante que a sociedade brasileira, e particularmente os jovens, tenham a noção muito clara de que o HIV vai também expor à infecção pessoas que não fazem parte desses grupos”, ressaltou.
 Segundo dados do Ministério da Saúde, são 720 mil pessoas que vivem com HIV/Aids no Brasil e 350 mil estão em tratamento. Além disso, cerca de 150 mil pessoas vivem com HIV e não sabem.  A Pastoral da Aids orienta que, apesar da Aids não ter cura, “o diagnóstico precoce do HIV e o tratamento possibilitam que a doença não se desenvolva e a pessoa continue saudável”.
O secretário de Vigilância em Saúde do MS explicou que há efeitos positivos quando o teste anti-HIV é feito antes de que alguns sintomas se manifestem, pois beneficia a pessoa com o novo protocolo adotado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento e reduz o risco de novas infecções.
Cuidado
O slogan da Campanha, “Cuide bem de você e de todos que você ama”, teve destaque na fala dos presentes à mesa. O secretário executivo da Pastoral da Aids afirmou, ao apresentar os materiais, que há o desejo de “sensibilizar para o cuidado”. “Fazer o teste HIV é uma forma de cuidar de si e das pessoas que você ama. As peças da Campanha exploram essa ideia e acrescentam informações úteis sobre a epidemia, o HIV e a Aids, que muitas vezes são confundidas pela sociedade”. 
Para Chioro, o slogan remete a valores “essenciais na produção de uma sociedade mais justa, fraterna, solidária e saudável”. “É o conceito do amor e do respeito a cada um e ao próximo, isso é fundamental para a gente combater ainda os estigmas, o preconceito, a desinformação, que são produtores de muita dor, de muito sofrimento e muita doença”, afirmou.
Ao final da cerimônia, dom Leonardo Steiner convidou os presentes a repetirem o gesto do cartaz da campanha, que mostra uma pessoa com as mãos próximas, simbolizando cuidado e o lema “Cuide bem de você e de todos que você ama”.
Também participaram da cerimônia agentes da Pastoral da Aids e representantes de entidades, como a secretária executiva do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke.
Campanha
A iniciativa da Pastoral da Aids irá somar a organização da Igreja no Brasil, por meio da CNBB, às suas atividades de prevenção, informação e acompanhamento das pessoas que vivem com HIV/Aids. As dioceses, prelazias e paróquias irão incentivar a realização do teste pelas pessoas. O Ministério da Saúde informou que deixará disponível toda a Rede do SUS, com Centros de Saúde e de Aconselhamento, para atendimento dos interessados em diagnosticar o vírus e aqueles que precisam de tratamento.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PJ se reúne com Dom Leonardo, secretário executivo da CNBB


Na última quinta-feira, 20, a secretária nacional da Pastoral da Juventude, Aline Ogliari, e o assessor nacional, Ir. Paulo Martins, se reuniram com Dom Leonardo Ulrich Steiner, atual secretário executivo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A reunião aconteceu na sede da CNBB.
O primeiro momento da reunião foi dedicado para falar da caminhada da Pastoral da Juventude no ano de 2014, as percepções, os diálogos realizados com os movimentos de juventude, assuntos relacionados à secretaria nacional e comissão nacional de assessores/as, bem como o diálogo e presença da PJ no Conselho Nacional de Juventude, e da realidade da PJ nos regionais.
Fora partilhado o processo de construção do 11º Encontro Nacional da PJ, que acontecerá em Manaus em janeiro próximo – como as leituras que motivaram os primeiros passos, a atual organização metodológica com os 4 eixos que perpassarão a semana (Teológico, Missionário/Social, Espiritualidade, Arte/Cultura), o quadro de inscrições, convites feitos, e subsídio elaborado para os grupos de jovens.
Outro ponto fundamental foi a conversa sobre a pauta da Reforma Política. Como proposta oficial, a CNBB apresenta, junto a outras organizações, a Coalizão Democrática, com um projeto de lei de iniciativa popular, e apoia a proposta apresentada pela Campanha Constituinte. Foi um momento importante para reassumir o compromisso que, enquanto Igreja, se tem com essa urgência no Brasil.
Durante o ano, a Pastoral da Juventude se empenhou no debate sobre a Reforma Política, a partir de reflexões, na coleta de assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular, presença e corresponsabilidade ativa junto aos comitês da Campanha Constituinte. Para o ano de 2015, a pauta da Reforma Política será uma das prioridades no debate e formação política da PJ.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Escola da Juventude tem sua 5ª etapa e formatura



Entre os dias 21 e 23 de novembro foi realizada a ultima etapa da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara no ano de 2014. Os trabalhos foram iniciados na sexta à noite, com uma mística facilitada pelo assessor Johnny Santos. Esta mística nos recordou o cuidado e o aconchego que todos/as pjoteiros/as tem na Pastoral da Juventude. 
No sábado logo após a mística da manhã, em que se rezou o Ofício Divino da Juventude, aconteceu a facilitação da primeira temática, com o Padre Paulino, sj. Ele abordou a questão do olhar crítico, em especial na perspectiva do jovem. Trouxe situações que ajudaram os cursistas a entenderem vários aspectos que por vezes ficam velados em nossa sociedade. No sábado à tarde, o Johnny Santos facilitou a temática "O Jovem nos Documentos da Igreja", trazendo a figura juvenil presente nos documentos da Igreja presente na América Larina e no Brasil. 
Por fim, no sábado à noite, se teve a formatura dos cursistas da Escola da Juventude 2014. Antes de receberem os certificados, os alunos fizeram o juramento pjoteiro, deram sua palavra de agradecimento, através de Deleon, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, e também ouviram as palavras de encorajamento da Coordenação Arquidiocesana através da coordenadora Larissa Aragão. A equipe da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara recebeu um pouco de sal, como sinal de compromisso na continuidade do projeto e no serviço à Pastoral da Juventude, como nos pede Jesus de Nazaré para sermos "sal da terra e luz do mundo". Ainda aconteceram homenagens partindo dos pjoteiros, como o Fernando Trindade, que faz parte da PJMP na Diocese de Ruy Barbosa, que conhecendo o projeto veio participar junto com a juventude pjoteira da Arquidiocese de Feira de Santana. Este contou um poema que emocionou a todos os presentes. Depois, cantando uma música que falava de amizade e fé, os pjoteiros sopraram as velinhas de um bolo com a logotipo da PJ, celebrando assim os 10 anos da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara. 
No domingo, logo após a participação na Santa Missa juntamente com a comunidade de Todos os Santos, ao lado da Chácara onde a Escola da Juventude é realizada, tivemos o encerramento dos trabalhos, com a síntese dos assuntos abordados e os avisos pjoteiros. 

Autoria: Erik Nascimento - Coordenação Arquidiocesana pela Forania 4
Fonte: Pastoral da Juventude - Arquidiocese de Feira de Santana

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Arquidiocese de Feira de Santana se reúne em Assembleia

Nos dias 13 a 15 de novembro as lideranças de paróquias, coordenações arquidiocesanas e demais forças ativas da Arquidiocese de Feira de Santana estiveram presentes na Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. O tema central desse momento foi o mesma do Documento de Estudos 107, "Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade". Os trabalhos iniciaram-se na quinta, com a acolhida e a oração de abertura da Assembleia. 

O sexta começou com a Santa Missa, celebrada pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Itamar Vian. Em seguida, foram apresentadas por algumas lideranças, as urgências pastorais, que a Arquidiocese assumiu no biênio (2014-2015). São elas: 1) Igreja em estado permanente de Missão; 2) Iniciação à vida cristã; 3) Animação Bíblica da Vida e da Pastoral; 4) Ser uma Igreja Comunidade de Comunidades; 5) Ser uma Igreja á Serviço da Vida plena a todos e todas.
Pela sexta à tarde, aconteceram as reuniões das 5 foranias de nossa Arquidiocese, com o intuito de avaliar as ações neste ano de 2014, e pensar como atuar no ano de 2015. As contribuições das Foranias foram apresentadas na plenária e depois sistematizadas pelo Conselho de Pastoral. Ainda no sábado foi apresentada a temática da Campanha da Fraternidade 2015: Igreja e Sociedade. Este tema foi apresentado pelo Padre Mário de Carli, que é da Congregação da Consolata. 


O último dia de Assembleia começou com a oração das Laúdes. Nesta manhã houve o breve estudo do documento 107 de estudos da CNBB, Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade. Quem abordou essa temática foi o Padre João Eudes. Logo após as propostas sistematizadas pelas contribuições das Foranias foram apresentadas, pelo Coordenador de Pastoral, Padre José Carlos. Por fim, a Assembleia foi concluída com a Santa Missa, que também rememorou 30 anos de episcopado de Dom Itamar Vian, e os 10 anos do Seminário Maior Santana Mestra e Faculdade Católica de Feira de Santana. Nessa Assembleia da Arquidiocese, a representação da Pastoral da Juventude ficou com Erik Nascimento da coordenação e Ir. Jovelina Oliveira, da assessoria.

Por Erik Nascimento, Coordenação Arquidiocesana da PJ pela Forania 4. 


domingo, 16 de novembro de 2014

Todos recebemos algum dom de Deus. Para que servem os dons? (Mateus 25,14-30)


Marisa Thozzi, biblista e assessora do CEBI Grande SP, comenta a intenção original de Jesus, ao contar a parábola dos talentos, proposta para a liturgia deste final de semana.

Uma foi a intenção original da parábola quando Jesus a contou. Outra foi a intenção das comunidades, feita posteriormente como catequese, quando fazem dela uma interpretação alegórica.

Originalmente, Jesus denuncia os gananciosos inescrupulosos e ávidos por lucro, dos quais a Palestina e todo o império romano estavam repletos. Jesus está denunciando a crueldade do sistema econômico, onde lucros eram sempre bem vindos, venham de onde vierem e custem o que custarem, até a liberdade do devedor ou mesmo a sua morte. A parábola testemunha o repúdio de Jesus ao sistema econômico violento e leva-nos, hoje, a tomar posição em relação ao capitalismo igualmente cruel, exigindo que o dinheiro se reproduza a todo custo, sem a mínima preocupação com a ética mais elementar.

O servo reprovado pelos poderosos é, sem dúvida, o único que teve coragem de não compactuar com o sistema. E, tal como difunde hoje a mídia empresarial, os mais ricos alimentam ódio contra o servo, levando à morte. Ao fazer essa dura denúncia àquele sistema cruel, não é difícil entender o porquê de Jesus de Nazaré incomodar tanto, a ponto de sua morte ser desejada por todos os poderosos de ontem e de hoje.

Na sequência, Ir. Mercedes, Fr. Carlos e Orofino comentam a interpretação alegórica da parábola, proposta pelas comunidades de Mateus.

1  Situando
1. A “Parábola dos Talentos” (Mt 25,14-30) faz parte do 5º Sermão da Nova Lei. Ela está situada entre a “Parábola das Dez Moças” (Mt 25,1-13) e a “Parábola do Juízo Final” (Mt 25,31-46). As três parábolas orientam as pessoas sobre a chegada do Reino. A “Parábola das Dez Moças” insiste na vigilância: o Reino pode chegar a qualquer momento. A “Parábola dos Talentos” orienta sobre como fazer para que o Reino possa crescer. A “Parábola do Juízo Final” diz que, para tomar posse do Reino, se devem acolher os pequenos.
2. Uma das coisas que mais influi na nossa vida é a ideia que nós fazemos de Deus. Entre os judeus da linha dos fariseus, alguns imaginavam Deus como um Juiz severo que os tratava de acordo com o mérito conquistado pelas observâncias. Isso produzia medo e impedia as pessoas de crescerem. Sobretudo, impedia que elas abrissem um espaço dentro de si para acolher a nova experiência de Deus que Jesus comunicava. Para ajudar a essas pessoas, Mateus conta a “Parábola dos Talentos”.
2  Comentando
1.  Mateus 25,14-15: A porta de entrada na história da parábola

A parábola conta a história de um homem que, antes de viajar, distribuiu seus bens aos empregados, dando 5, 2 ou I talento, conforme a capacidade de cada um. Um talento corresponde a 34 quilos de ouro, o que não é pouco. No fundo, cada um recebeu igual, pois recebeu “de acordo com a sua capacidade”. Quem tem copo grande, recebe o copo cheio. Quem tem copo pequeno, recebe o copo cheio. Em seguida, o patrão viajou para o estrangeiro e lá ficou por muito tempo. A história tem um certo suspense. Nós não sabemos com que finalidade o proprietário entregou o seu dinheiro aos empregados, nem como vai ser o fim.
2. Mateus 25,16-18: O jeito de agir de cada empregado

Os dois primeiros empregados trabalham e fazem duplicar os talentos. Mas o que recebeu 1 enterrou o dinheiro no chão para guardar bem e não perder. Trata-se dos bens do Reino que são entregues às pessoas e às comunidades de acordo com a sua capacidade. Todos e todas recebem algum bem do Reino, mas nem todos respondem da mesma maneira!

3. Mateus 25,19-23: Prestação de contas do primeiro e do segundo empregados, e a resposta do Senhor

Depois de muito tempo, o proprietário voltou. Os dois primeiros disseram a mesma coisa: “O senhor me deu 512. Aqui estão outros 512 que eu ganhei!” E o senhor dá a mesma resposta: “Muito bem, servo bom e fiel. Sobre pouco foste fiel, sobre muito te colocarei. Vem alegrar-te com teu senhor!”
4. Mateus 25,24-25: Prestação de contas do terceiro empregado

Ele chega e diz: “Senhor, eu sei que és um homem severo que colhes onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste. Assim, amedrontado, fui enterrar teu talento no chão. Aqui tens o que é teu!” Nesta frase transparece uma ideia errada de Deus que é criticada por Jesus. O empregado vê Deus como um patrão severo. Diante de um Deus assim, o ser humano sente medo e esconde-se atrás da observância exata e mesquinha da Lei. Ele pensa que, assim, a severidade do legislador não vai poder castigá-lo. Desse modo pensavam alguns fariseus. Na realidade, uma pessoa assim já não crê em Deus, mas crê apenas em si mesma e na sua observância da Lei. Ela se fecha em si, desliga-se de Deus e já não consegue preocupar-se com os outros. Torna-se incapaz de crescer como pessoa livre. Esta imagem falsa de Deus isola o ser humano, mata a comunidade, acaba com a alegria e empobrece a vida.
5. Mateus 25,26-27: Resposta do Senhor ao terceiro empregado

A resposta do senhor é irônica. Ele diz: “Empregado mau e preguiçoso! Você sabia que eu colho onde não plantei, e que recolho onde não semeei. Então você devia ter depositado meu dinheiro no banco, para que, na volta, eu recebesse com juros o que me pertence!” O terceiro empregado não foi coerente com a imagem severa que tinha de Deus. Se ele imaginava Deus severo daquele jeito, deveria ao menos ter colocado o dinheiro no banco. Ou seja, ele sai condenado não por Deus, mas pela ideia errada que tinha de Deus e que o deixou mais medroso e mais imaturo do que devia ser. Nem seria possível ele ser coerente com aquela imagem de Deus, pois o medo desumaniza e paralisa a vida.
6. Mateus 25,28-30: A palavra final do Senhor que esclarece a parábola

O senhor manda tirar o talento e dar àquele que tem 10, “pois a todo aquele que tem será dado, mas daquele que não tem até o que tem lhe será tirado”. Aqui está a chave que esclarece tudo. Na realidade, os talentos, o “dinheiro do patrão”, os bens do Reino, são o amor, o serviço, a partilha. É tudo aquilo que faz crescer a comunidade e revela a presença de Deus. Quem se fecha em si com medo de perder o pouco que tem, este vai perder até o pouco que tem. Mas a pessoa que não pensa em si e se doa aos outros, esta vai crescer e receber de volta, de maneira inesperada, tudo que entregou e muito mais. “Perde a vida quem quer segurá-la, ganha a vida quem tem coragem de perdê-la”.
3  Alargando

A moeda diferente do Reino

Não há diferença entre os que recebem mais e os que recebem menos. Todos têm o seu dom de acordo com a sua capacidade. O que importa é que este dom seja colocado a serviço do Reino e faça crescer os bens do Reino que são amor, fraternidade, partilha. A chave principal da parábola não consiste em fazer render e produzir os talentos, e sim em relacionar-se com Deus de maneira correta. Os dois primeiros não perguntam nada, não procuram o próprio bem-estar, não guardam para si, não se fecham, não calculam. Com a maior naturalidade, quase sem se dar conta e sem procurar mérito, começam a trabalhar, para que o dom dado por Deus renda para Deus e para o Reino. O terceiro tem medo e, por isso, não faz nada. De acordo com as normas da antiga Lei, ele estava correto. Manteve-se dentro das exigências. Não perdeu nada e não ganhou nada. Por isso, perdeu até o que tinha. O Reino é risco. Quem não quer correr risco, perde o Reino!

Fonte: CEBI

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Assembleia Pastoral do Regional Nordeste 3 aborda a renovação paroquial

O Documento 100 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” que propõe reflexão e ações práticas para uma conversão pastoral da paróquia é o tema central da 52ª Assembleia Pastoral do Regional Nordeste 3. O texto que teve sua aprovação no último mês de maio revela uma contribuição para dinamização da vida de comunidade. O encontro iniciado na noite desta segunda-feira (10) reúne bispos, coordenadores diocesanos de pastorais e representantes regionais das pastorais e movimentos, em Salvador.

domleonardo
Dom Leonardo Steiner (Foto: Assessoria RNE3)

De acordo com bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, que assessora o encontro, as paróquias do Brasil são tomadas por comunidades demonstrando a importância, partir dos capítulos do Documento 100, de diretrizes essenciais para renovação destes espaços que trazem memórias e elementos de trabalho para evangelização. Entre os pontos abordados, um dos enfoques esteve acerca da presença dos leigos e sua importância renovadora de atividades na Igreja do Brasil. “Como a igreja sobreviverá sem a presença dos leigos?”, indagou dom Leonardo.
Tomando como auxiliar o trecho do Evangelli Gaudium (EG) o qual afirma que “a paróquia não é uma estrutura caduca, precisamente porque possui uma grande plasticidade, pode assumir formas muito diferentes”, dom Leonardo Steiner reforçou que o Documento 100 busca iluminar o ser Igreja.  “A conversão pastoral da paróquia consiste em ampliar a formação de pequenas comunidades de discípulos convertidos pela palavra de Deus e da urgência de viver em estado de missão”.

Fonte: CNBB - Regional Nordeste 3

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Atividades pelo Mês da Consciência Negra chamam a atenção para índices alarmantes de violência

Diariamente, inúmeros rostos tornam-se invisíveis dentro de um cenário onde o simples fato de nascer torna-se sentencial de morte. O que dizer de uma cultura em que a segregação racial naturalizou-se, tornou-se comum e beira as fronteiras da irracionalidade e da falta de humanismo, quando sair de casa acaba tornando incerto o retorno e o tom da pele é o que decide quem volta pra casa? É o que, tristemente, pode ser visto nas redes sociais e na imprensa brasileira.
Esta é a realidade retratada no vídeo de lançamento da mais nova campanha "Queremos ver os jovens vivos”, da Anistia Internacional.
Acesse aqui o vídeo da campanha da Anistia Internacional.
No Mês da Consciência Negra, instituições e movimentos sociais de todo país se preparam para discutirem as questões que envolvem, diretamente, a realidade da situação de discriminação e segregação racial no Brasil, com a finalidade de fortalecer a luta contra o preconceito racial e a inferioridade da classe na sociedade brasileira.

De acordo com a Anistia, em 2012, 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30 mil eram jovens entre 15 e 29 anos, sendo 77% negros. A maioria desses homicídios foi praticado por armas de fogo e menos de 8% chegaram a ser julgados. Apesar dos altos índices de homicídios de jovens negros, o tema é, em geral, tratado com indiferença pela agenda pública nacional.

Neste domingo, 09 de novembro, a Anistia Internacional lançou, na pista de skates do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a campanha "Jovem Negro Vivo!”, que campanha tem a finalidade de mobilizar a sociedade e romper a indiferença do tratamento que, hoje, é dado aos altos índices de violência contra o povo negro no Brasil. A organização de direitos humanos convida ainda todos a assinarem o manifesto que pede políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, entre outras, que contribuam para o enfrentamento das desigualdade no país. O manifesto pode ser assinado aqui.

O debate sobre desigualdade e racismo no Brasil tem se ampliado, tendo em vista que alguns governos e movimentos que lutam contra a segregação racial buscam levar essa reflexão para as redes formadas pela juventude negra, pois são estes os mais afetados pela violência no país e criminalizados pela sociedade.

Fonte: www.adital.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Uma faxina na casa de Deus: Jesus é o novo templo (João 2,13-25)

 
Situando: 1.  O início da atividade de Jesus foi apresentado dentro do esquema de uma semana. Agora, ao iniciar a descrição dos sinais que acontecem no sábado prolongado, o Quarto Evangelho adota o esquema das festas. Sábado é festa! Todos os sinais relatados por João estão relacionados, de uma ou de outra maneira, com festas importantes da vida do povo: casamento (Jo 2,1), Páscoa (Jo 2,13; 6,4; 11,55; 12,12; 13,1), Tendas (Jo 7,2.37), Pentecostes (Jo 5,1), Dedicação do Templo (Jo 10,22).
2.  Os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas colocam a expulsão do templo no fim da atividade de Jesus, pouco antes da sua prisão, como um dos motivos que levaram as autoridades a prender e matar Jesus. O Evangelho de João coloca o mesmo episódio no começo da atividade de Jesus. É para que as comunidades entendam que a nova imagem de Deus, revelada por Jesus, não está mais no antigo templo de Jerusalém, mas sim no novo templo, que é Jesus. Não se pode colocar remendo novo em pano velho (Mc 2,21).
2. Comentando
1.  João 2,13-14: Na festa da Páscoa, Jesus vai ao Templo para encontrar o Pai, e encontra o comércio
Os outros evangelhos relatam apenas uma única visita de Jesus a Jerusalém durante a sua vida pública, aquela em que ele foi preso e morto. O Evangelho de João traz informações mais exatas. Ele diz que Jesus ia a Jerusalém nas grandes festas. Ir a Jerusalém significava ir ao templo para encontrar-se com Deus. No casamento em Caná, apareceu o contraste entre o vazio do Antigo e a abundância do Novo. Aqui aparece o contraste entre o antigo templo, que virou casa de comércio, e o novo templo, que é Jesus.
2.  João 2,15-16: Jesus faz uma faxina no templo
No templo, havia o comércio de animais para os sacrifícios e havia as mesas dos cambistas, onde o povo podia adquirir a moeda do imposto do templo. Vendo tudo isso, Jesus faz um chicote de cordas e expulsa do templo os vendedores com seus animais. Derruba as mesas dos cambistas, joga o dinheiro no chão e diz aos vendedores de pombas: “Tirem essas coisas daqui! Não façam da casa do meu Pai uma casa de comércio!” O gesto e as palavras de Jesus lembram várias profecias: a casa de Deus não pode ser transformada em covil de ladrões (Jr 7,11); no futuro não haverá mais vendedor na casa de Deus (Zc 14,21); a casa de Deus deve ser uma casa de oração para todos os povos (Is 56,7).
3.  João 2,17: Os discípulos procuram entender o gesto de Jesus
Vendo o gesto de Jesus, os discípulos lembraram outras frases e fatos do Antigo Testamento: o salmo que diz: “O zelo de tua casa me devora” (Sl 69,10), e o profeta Elias que dizia: “Eu me consumo de  zelo pela  causa  de  Deus” (1Rs 19,9.14). Naquele tempo diziam: “A Bíblia se explica pela Bíblia”. Ou seja, só Deus consegue explicar o sentido da Palavra de Deus. Por isso, se os gestos de Jesus são Palavra de Deus, então devem ser iluminados e interpretados pela Palavra de Deus presente na Escritura. Isso ajuda a atualizar o significado das coisas que Jesus fez e falou, e a manter viva a sua presença no meio de nós. Aqui se percebe como é importante o mutirão de memória para lembrar outros textos da Bíblia.
4.  João 2,18-20: Diálogo entre Jesus e os judeus
Tocando no templo, Jesus tocou no fundamento da religião do seu povo. Os judeus, isto é, os líderes, perceberam que ele tinha agido com muita autoridade. Por isso, pedem que apresente os documentos: “Que sinal você nos dá para agir desse jeito?” Jesus responde: “Podem destruir esse templo e em três dias eu o levantarei!”.
Jesus falava do templo do seu corpo, que seria destruído pelos judeus e em três dias seria totalmente renovado pela ressurreição. Os judeus tomaram as palavras de Jesus ao pé da letra e zombaram dele: “Levaram 46 anos para fazer este templo e você o levantará em três dias!” É como se dissessem com desprezo: “Vá enganar outro!” Sinal de que nada entenderam do gesto de Jesus, ou não quiseram entendê-lo!
5.  João 2,21-22: Comentário do evangelista
Os discípulos também não entenderam o significado desta palavra de Jesus. Foi só depois da ressurreição que compreenderam que ele estava falando do templo do seu corpo. A compreensão das coisas de Deus só acontece aos poucos, em etapas.
A expulsão dos comerciantes tinha ajudado a entender as profecias do Antigo Testamento. Agora, é a luz da ressurreição que ajuda a entender as palavras do próprio Jesus. Jesus ressuscitado é o novo templo, onde Deus se faz presente no meio da comunidade.
6.  João 2,23-25: Comentário do evangelista sobre a fé imperfeita de algumas pessoas
Naqueles dias da festa da Páscoa, estando Jesus em Jerusalém, muita gente começou a crer nele por causa dos sinais que ele fazia. O evangelista comenta que a fé da maioria destas pessoas era superficial, só da boca para fora. Este breve comentário sobre a imperfeição da fé das pessoas deixa uma pergunta importante na nossa cabeça: “Então, como é que eu devo fazer para crescer na fé?” A resposta será dada na conversa de Jesus com Nicodemos, sobre a qual vamos meditar no próximo círculo.
3. Alargando
Jesus e o templo
Para os judeus do tempo de Jesus, o centro do mundo, o lugar onde o céu tocava na terra (Ez 5,5; 38,12; 43,7.12) era o “Santo dos Santos” no templo de Jerusalém. Sendo o lugar central da religião, o culto no templo regulava a vida cotidiana de todos. O judeu piedoso, não importando o lugar em que morasse, deveria ir ao templo uma vez na vida. Mesmo no lugar mais distante, quando fazia suas orações, a pessoa devia orientar seu corpo em direção a Jerusalém e ao templo (Sl 138,2; 1Rs 8,44). O templo era o lugar para onde convergiam as multidões de romeiros, três vezes ao ano, por ocasião das grandes festas nacionais (Ex 23,17; Jo 2,13; 5,1; 7,2).
Sendo de família judia, Jesus segue a prática religiosa de sua gente. Por ser o primogênito de José e de Maria, ele foi apresentado a Deus no templo quando nasceu (Lc 2,22-28). Aos 12 anos, fez o ritual de passagem para a vida adulta, lendo um trecho da Lei diante dos escribas do templo (Lc 2,41-45). Com seus familiares participava das romarias anuais por ocasião das festas (Lc 2,41; Jo 2,13). Durante sua vida pública, Jesus toma atitudes de verdadeiro profeta, denunciando os desvios do culto celebrado no templo. Seu gesto de expulsar do santuário os cambistas e os vendedores lembra as palavras de Miqueias (Mq 3,11-12), de Jeremias (Jr 26,1-18) e de Isaías (Is 66,1-4). Retomando as palavras de Oseias (Os 6,6), Jesus proclama a superioridade da misericórdia sobre os sacrifícios. 
Autoria: Mesters, Lopes e Orofino
Fonte: CEBI

terça-feira, 4 de novembro de 2014

CNLB disponibiliza material de reflexão para o Dia dos Leigos

Inspirado no Estudo 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),“Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) publicou o subsídio “Círculos de Reflexão”, para o Dia do Leigo e Leiga de 2014.
O subsídio do CNLB apresenta uma proposta de três encontros: o primeiro, reflete sobre a presença dos leigos e a realidade do mundo; o segundo reflete sobre o “sujeito eclesial, cidadãos, discípulos missionários”; e o terceiro aborda a ação transformadora como cristãos leigos na Igreja e no mundo. O material apresenta também um roteiro de sugestão para a celebração da Solenidade de Cristo Rei.
O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato e bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, faz um convite para a reflexão. “Convocamos a todos os batizados para participarem destes Círculos de Reflexão. Acreditamos em novos tempos e queremos iniciar o Advento com a conclusão do ano litúrgico homenageando e honrando a Cristo como o grande enviado d Pai para anunciar o Reino de paz, de justiça e de amor”, reforçou.
O material está disponível no site do CNLB: www.cnlb.org.br
Com informações e foto do CNLB

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Coordenação Nacional da PJ e Comissão Nacional de Assessores se reúnem em Brasília



A Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude e a Comissão Nacional de Assessores (CNA) estiveram reunidas na comunidade Marista de Taguatinga, na grande Brasília, entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro. Além da partilha de caminhada dos regionais, estruturação dos trabalhos dos Projetos Nacionais e avaliação dos encaminhamentos da última Ampliada Nacional, realizada em janeiro na Arquidiocese de Belo Horizonte, o grupo deu atenção especial à preparação do XI Encontro Nacional da PJ (ENPJ), que acontece de 18 a 25 de janeiro de 2015 na cidade de Manaus-AM.
Para facilitar o contato com a equipe de trabalho local do ENPJ, uma teleconferência foi realizada. Os membros da Coordenação Regional do Norte 1 (Amazonas e Roraima) e os membros da equipe local da Arquidiocese de Manaus conversaram durante toda a tarde de sábado (01) com o grupo reunido em Taguatinga. “Foi um momento muito importante, mesmo com a distância, o contato da Coordenação Nacional com a equipe local. A rede social e a teleconferência são formas de estarmos juntos e em plena sintonia. Todos e todas estão empenhados com muito amor e dedicação para construirmos esse belo encontro, onde a Juventude fará morada”, afirmou o representante da PJ do Sul 3(Rio Grande do Sul), Matheus Fernandes.
A reunião recebeu, além das visitas via teleconferência, a presença do Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), Pe. Toninho Ramos, do Assessor da Comissão do Laicato para o setor CEBS, Sérgio Coutinho e do Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
GENTE CHEGANDO E GENTE SE DESPEDINDO
A caminhada da Coordenação Nacional da PJ foi marcada por emoção em seu encerramento. Os jovens Gabriel Jaste (Regional Leste 1), Silvana Alves Silva (Regional Centro Oeste), Eveline Moerschbacher (Regional Noroeste), Carlinhos Andrade (Regional Nordeste 4) e o ex representante da PJ no Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), Edgar Mansur, se despediram do Serviço da CNPJ. Após homenagens e agradecimento do grupo, todos manifestaram a alegria de terem desempenhado a missão, mas foram unânimes em reafirmar que ela continua viva nas bases.
Enquanto alguns se despediram, outros foram acolhidos em sua primeira reunião. Rafael Martins (Regional Sul 1), Maurício Cunha (Regional Nordeste 5), Lidiane Cristo (Regional Norte 1) e o  novo representante da PJ no CONJUVE, Samuel Werneck, participaram de sua primeira atividade enquanto membros da Coordenação Nacional da PJ. O paulista Rafael Silva se disse feliz e surpreso com a acolhida e sintonia do grupo. “Nesse espaço vi a possibilidade de construir uma PJ em comunhão”, afirmou.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional