quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Arquidiocese de Mariana inicia processo de beatificação de dom Luciano


O processo para reconhecer como beato o ex-arcebispo de Mariana (MG), dom Luciano Mendes de Almeida, terá início nesta quarta-feira, 27, às 18h30, durante missa solene na Catedral Metropolitana de Mariana. A data recorda o falecimento de dom Luciano, em decorrência de falência múltipla de órgãos, em  2006. 
A celebração, que será presidida pelo arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, marcará o começo da fase arquidiocesana do processo, com a sessão de instalação do tribunal eclesiástico que dará início ao procedimento de beatificação, autorizado pela Congregação para a Causa dos Santos em 13 de maio. “Por parte da Santa Sé, não há nada que impeça, para que se inicie a Causa de Beatificação e Canonização de dom Luciano Pedro Mendes de Almeida”, informou a Congregação.
Monsenhor Roberto Natali, vigário judicial que será anunciado como advogado da causa de dom Luciano, adianta que se trata do início do processo. “Ainda estamos na fase de preparação para a abertura do processo na diocese”, declarou. Segundo o postulador, “essa primeira fase ocorre na arquidiocese de Mariana, onde dom Luciano atuou por 18 anos. A segunda fase, que é decisiva, será em Roma”.
Para que o bispo seja beatificado será necessário comprovar, por meio de documentos e depoimentos, que ele levou uma vida virtuosa, por meio da prática cristã como a fé, esperança, amor, prudência, fortaleza, temperança, humildade, pobreza, obediência e castidade.
Não há prazo determinado para a conclusão da primeira fase, mas a previsão é que deve demorar. “Não acredito que o fato dele ser jesuíta, como o papa Francisco, possa agilizar o processo de beatificação de dom Luciano que, graças a Deus, está começando agora. Já é um grande passo colocar a vida de dom Luciano em foco”, afirma o postulante. Caso a documentação seja aprovada em Roma, com um decreto do papa Francisco, dom Luciano passa a ser venerável. A partir deste título, se um milagre alcançado por sua intercessão foi provado, o religioso será reconhecido beato. A comprovação de um segundo milagre pode o tornar santo.
Para Monsenhor Natali, o maior desafio será reunir os casos das pessoas mais humildes, entre eles mendigos e doentes, de quem dom Luciano costumava cuidar pessoalmente nos hospitais. “Depois de um dia inteiro de trabalho nos afazeres como bispo, ele saía em silêncio e ia a pé socorrer drogados e doentes nos hospitais. São registros que só podem ser encontrados no livro da vida, direto com Deus”, disse o vigário judicial.
Dom Luciano
Nascido no Rio de Janeiro em 5 de outubro de 1930, dom Luciano tornou-se jesuíta ainda jovem, trabalhando na Companhia de Jesus, dos 17 aos 45 anos de idade, onde obteve destaque no trabalho com detentos nas cadeias em Roma. Foi bispo auxiliar de dom Paulo Evaristo Arns, em São Paulo, antes de ser nomeado arcebispo de Mariana, em 1988, onde permaneceu até 2006, quando faleceu aos 75 anos. Dom Luciano foi também secretário geral (de 1979 a 1986) e presidente por dois mandatos consecutivos (1987 a 1994) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em nota publicada por ocasião de sua morte, a Presidência da CNBB destacou entre as marcas que o religioso deixou na instituição o dinamismo, a inteligência privilegiada, a dedicação incansável e o testemunho de amor à Igreja.
Comenda Dom Luciano
Após a Sessão de Abertura do Processo de Canonização, a Faculdade Arquidiocesana de Mariana irá promover a entrega da Comenda dom Luciano Mendes de Almeida do Mérito Educacional e de Responsabilidade Social, no Centro Cultural Arquidiocesano. Criada em 2008, a comenda é entregue a personalidades e organizações que, por suas ações afirmativas, cumprem importante papel na área da responsabilidade social. Nesta edição, sentre os agraciados está o bispo de Xingu (PA),  dom Erwin Krätler, reconhecido por sua luta em favor de causas sociais e ambientais na Amazônia.  
Com informações da arquidiocese de Mariana

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CNBB promoverá debate com candidatos à presidência

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, fará a abertura do debate com presidenciáveis, no dia 16 de setembro, no Santuário Nacional de Aparecida, a partir das 21h30. O evento será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos, com a proposta de atingir o maior número de eleitores.
De acordo com dom Damasceno, o debate promovido pela CNBB quer proporcionar aos eleitores a oportunidade de conhecer melhor os candidatos que concorrem à presidência do Brasil, nas eleições do dia 5 de outubro.
“Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país, a partir do conhecimento das propostas que os candidatos irão apresentar. Desta forma, o debate oferecerá elementos para que o eleitor posso discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum”, explicou o presidente da CNBB.
O debate
Para esta segunda edição do debate foram convidados os candidatos Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Eduardo Jorge (PV), Eymael (PSDC), Luciana Genro (PSOL) e pastor Everaldo (PSC). No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.
No segundo bloco os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.
O debate terá duração de duas horas, com plateia de até 8 mil pessoas, composta por 350 bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. A mediação será realizada pelo jornalista e diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá de Jesus Moraes. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
Com informações do Portal A12. 

domingo, 24 de agosto de 2014

PJ realiza o 1º Encontro de Lideranças de Base, na Arquidiocese de Feira


A Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana realizou no último sábado (23) o seu primeiro Encontro de Lideranças de Base. Foram jovens das 5 foranias desta Igreja particular, representando seus grupos de base, ou as coordenações paroquiais da PJ. O tema central do encontro foi "Pastoral da Juventude: um jeito de ser e fazer", baseada na temática do subsídio "Somos Igreja Jovem", da PJ Nacional. 
Nossos trabalhos começaram com a mística que nos trouxe a realidade da vocação profética que todos/as pjoteiros/as estimamos. e queremos aprofundar em nossas vidas. Nessa mística foi feita a leitura da vocação do profeta Jeremias. Também tivemos uma breve apresentação de todos/as pjoteiros/as presentes. 
Logo após foi realizada uma formação sobre a Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Quem nos ajudou com essa temática foi o Secretário Regional da PJ, Bruno Conceição, que de maneira dinâmica e participativa colaborou para a compreensão da campanha e sobre o extermínio da juventude. Um momento forte foi a ciranda pela vida, em que nós todos gritamos: “Chega de Violência e Extermínio de Jovens”.

Tivemos também a formação que deu o título ao nosso encontro: sobre o subsídio "Somos Igreja Jovem", em que se discute de tudo da PJ: mística, identidade, princípios... O responsável por esse momento foi o Johnny Santos, nosso assessor arquidiocesano. Por fim tivemos os avisos sobre o Grito dos Excluídos, Dia Nacional da Juventude e Assembleia Arquidiocesana da PJ, que neste ano será eletiva. Também contamos com a presença de representantes do Comitê Regional do Plebiscito Popular, que nos falaram da importância dessa mobilização popular, que aliás é defendida pelas Pastorais da Juventude em todo o Brasil. 

Autor: Erik Nascimento - Coordenação Arquidiocesana pela Forania 4
Fonte: Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana

sábado, 23 de agosto de 2014

Converter-se é “buscar o rosto do Senhor” diante de nossos irmãos (Mt 16.13-20)


Converter-se é “buscar o rosto do Senhor” diante de nossos irmãos
Pedro Casaldáliga
(Mt 16.13-20) [João Artur Müller da Silva]
1. Primeiros pensamentos

A perícope de Mt 16.13-20 é sugerida como texto-base para a elaboração da prédica para o 11º Domingo após Pentecostes. Esse domingo será o dia 24 de agosto de 2014, um domingo como outro qualquer, sem uma distinção especial. Nesse aspecto reside a oportunidade para eleger dentre os temas que esta perícope oferece aquele que mais ouvidos e mentes abertas encontrará em sua comunidade.

Os textos que acompanham Mt 16.13-20 servem como fonte para a reflexão do/da pregador/pregadora. Como um aperitivo para estimular essa reflexão, compartilho o seguinte:

O Salmo 138 destaca a misericórdia e a verdade nas atitudes de Deus. O salmista confessa, a partir de sua experiência, que Deus é fiel e ouve suas súplicas. Ao final, o salmista sente-se parceiro de Deus em sua obra, mas reconhece que sem Deus não conseguirá levar “a bom termo” a obra de Deus. Já aqui podemos afirmar que a Igreja é essa obra de Deus. No entanto, ele necessita de nossa ação para realizar sua missão de vida no mundo. Também hoje, sem a força de Deus, a Igreja não realiza sua tarefa.

O apóstolo Paulo, em Rm 11.33-36, confirma e confessa que os pensamentos e caminhos de Deus são insondáveis. Por isso, recoloca as coisas em seu lugar. Ou seja: a glória e o louvor são para o nosso Senhor.

Na leitura e reflexão do Sl 138 e Rm 11.33-36, vamos ser confrontados com o conteúdo de nossa confissão de fé.


2. Aproximando-se de Mateus 16.13-20

Jesus leva seus discípulos para longe de Jerusalém, o grande centro de sua época. A região mencionada – Cesareia de Felipe – não deve ser identificada com a cidade portuária de Cesareia, que ficava na costa do Mar Mediterrâneo. A região de Cesareia de Felipe fica mais acima do Mar da Galileia, perto das fontes do rio Jordão. Podemos identificar essa região como a periferia de uma grande cidade, ou então, se preferirmos, identificá-la como uma região do interior, distante da capital.

Longe de tudo e de todos, Jesus reúne seus discípulos e quer saber quem ele é para o povo, num primeiro momento. Os discípulos começam a compartilhar com Jesus o que ouviram das pessoas que encontraram nas diferentes localidades em que andaram. Três nomes de personagens religiosos aparecem na lista do povo: João Batista, Elias e Jeremias. Uma resposta vaga aparece na expressão: “algum dos profetas”. A resposta dos discípulos revela a diversidade de opiniões, todas insuficientes para responder à pergunta: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” Nas respostas, encontra-se o anseio pelo cumprimento das promessas feitas por Deus ao seu povo. Nos diferentes encontros com Jesus, o povo rememora esses personagens da história. A menção de João Batista, Elias e Jeremias não desabona o ministério de Jesus, mas também não abarca a amplitude da missão do Filho do Homem. Sem dúvida, há elementos comuns entre João Batista, Elias, Jeremias e Jesus. Mas, Jesus significa mais do que uma simples inserção na tradição profética. Jesus representa mais do que a continuidade da velha aliança de Deus com seu povo. Ele é a nova aliança. E pelos indicativos recolhidos pelos discípulos, o povo não tinha se apercebido disso.

O evangelista Mateus não se detém nas respostas que os discípulos recolheram entre o povo e, por isso, o centro dessa perícope está no segundo momento da conversa de Jesus com eles.

“Quem dizeis que eu sou?”

Nesse segundo momento, Jesus encerra as especulações, as teorias a seu respeito, e provoca uma confissão de fé em seus discípulos. Seu interesse está em ouvir deles uma confissão, pois foram eles escolhidos para ser continuadores de sua obra. Pedro se apresenta-se como o porta-voz dos discípulos. Também em outras ocasiões, Pedro aparece como um representante dos demais. Penso que a atitude de Pedro não tem nada a ver com uma supremacia sobre os demais. Não creio que possamos encontrar argumentos para assegurar que Pedro é o principal, o maioral entre os demais. Entendo o destaque de Pedro como um recurso didático para os ouvintes do Evangelho de Mateus. Ao mencionar Pedro, Mateus quer exemplificar uma atitude a ser seguida pelos demais discípulos de Jesus ao longo dos tempos. Portanto, assim como Mateus elege Pedro para ser aquele que representa e incorpora toda a comunidade dos discípulos, também podemos aceitar que outro discípulo elaborasse a mesma resposta para a pergunta de Jesus.

Destaco ainda que a pergunta de Jesus é um convite para os discípulos irem além da especulação popular. A confissão de fé pode considerar aspectos da opinião popular, mas precisa abrir-se à realidade própria de Jesus.

A resposta de Pedro contém a cristologia de Mateus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Os discípulos reconhecem no homem de Nazaré (Filho do Homem) o enviado de Deus. Nunca é demais lembrar que Messias significa, em hebraico, o ungido, o escolhido; em grego, significa Cristo. Jesus é aquele que Deus ungiu para realizar sua obra (a Igreja) entre as pessoas. Jesus é o Deus-conosco.

A confissão de Pedro conduz para a bênção. Jesus o declara bem-aventurado (feliz/abençoado), porque na confissão de Pedro ele destaca o dom de Deus. A fé é um presente de Deus. Não chegamos ao entendimento de Jesus somente por nossa pesquisa, por nossa própria reflexão. Ninguém chega a entender “quem é Jesus” a não ser mediante o compromisso com as propostas do Reino de Deus. A fé é o caminho para chegar a Cristo. E este caminho é dádiva de Deus.

Tensões e conflitos vão existir no caminho dos discípulos de Jesus. Mas, o próprio Cristo garante que sua Igreja não será derrubada pelo inferno. Ele promete força e resistência à sua Igreja enquanto peregrina por este mundo.

A perícope de Mt 16.13-20 é o famoso texto que serve como fundamento para a discussão a respeito da base sobre a qual a Igreja está fundamentada. Não acho interessante enveredar por essa discussão. Sabemos que a relação de Pedro com a Igreja é bastante controvertida. Creio que o importante a destacar nessa perícope é o conteúdo da confissão de fé e a missão da Igreja, a missão que o próprio Cristo delega aos que comungam em sua Igreja. Fica claro em Mt 16.13-20 que a Igreja é de Jesus. O pronome possessivo – minha – no versículo 18 assegura para nossa compreensão que Jesus Cristo está falando em constituir a sua Igreja. É Jesus quem convoca a Igreja, quem a edifica, que lhe dá proteção. Aqui também fica entendido Igreja como assembleia de pessoas que têm comunhão na mesma fé. Podemos arriscar a dizer que Jesus constrói sua Igreja a partir da confissão da comunidade. Em cima da confissão da comunidade de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, ele, o Senhor, vai edificando a Igreja. Trata-se de um processo contínuo. Para nós, então, fica claro que pode haver uma Igreja sem Pedro, sem João, sem Maria, sem Vera. Mas não pode existir uma Igreja sem Jesus Cristo.

A missão da Igreja está simbolizada na entrega das chaves do Reino. As chaves do Reino, portanto, são símbolo desse ministério da Igreja. E nem de perto são símbolo de poder de uns sobre os outros na Igreja. Destaco aqui, mais uma vez, o caráter do serviço que é inerente ao ser Igreja neste mundo. A missão da Igreja neste mundo se percebe no serviço que ela presta às pessoas.

Por fim, essa perícope de Mateus apresenta o segredo messiânico. No contexto da época de Jesus, o pedido do Mestre se revestia de um cuidado. No entanto, depois de Pentecostes, deixa de ter sua razão esse cuidado com a revelação de que Jesus de Nazaré é o Cristo. O mesmo Pedro, em Atos, conclui sua pregação afirmando em alto e bom tom: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. A partir de Pentecostes, o segredo messiânico já pode ser revelado.

3. Aproximando-se da prédica

Enquanto estou preparando este auxílio homilético, apareceu na imprensa secular e eclesiástica a notícia do provável rosto de Jesus Cristo produzido por um computador, alimentado por estudiosos da Universidade de Manchester, Inglaterra. Li no jornal do CLAI (Conselho Latino-americano de Igrejas), Nuevo Siglo, de abril de 2001, a matéria com a manchete: “É correta a imagem que temos de Jesus Cristo?”. Ao lado da reportagem, há então a foto gerada pelo computador. No editorial desse mesmo jornal, encontrei o seguinte comentário: “Não obstante, algo de verdade pode haver nesta nova e seguramente antepenúltima tentativa de nos aproximar do rosto de nosso Senhor. Porque, como antecipou o profeta Isaías, não houve nele nem beleza nem esplendor e seu aspecto não tinha nada de atraente. Foi um desprezado e rejeitado por seus semelhantes, um homem cheio de dor e acostumado ao sofrimento”. E o editorial conclui: “Somente não se esqueça de que sua beleza e seu resplendor não estavam em seu rosto, mas sim em sua vida, para nos redimir do domínio do pecado e nos oferecer a promessa de uma vida diferente”.

A imagem que fazemos de Jesus Cristo está intimamente ligada à nossa confissão de fé. O ato da confissão não é apenas uma afirmação teórica, mas ela se concretiza no discipulado. Discipulado, por sua vez, tem a ver com vida, atitudes, valores, ações concretas emanadas do Evangelho. Esse é um tema interessante a ser compartilhado na prédica.

Outro tema que aflora nessa perícope é a edificação da Igreja de Cristo. Igreja entendida como a reunião das pessoas que respondem aos apelos que Deus lhes dirige por meio do Evangelho. Onde estão seus fundamentos? Sobre que base se ergue a Igreja de Cristo? Nessa perícope de Mateus, encontramos uma pista interessante: a partir do testemunho nasce a comunidade de Cristo. Jesus faz seus discípulos participarem da vida de sua Igreja e, por isso, repassa-lhes as chaves do Reino dos céus.

Como a nossa comunidade usa esse poder de perdoar ou não perdoar os pecados? Que ações desencadeia a partir dessa incumbência recebida? Como ela se entende e organiza a partir dessa tarefa recebida? Como celebra o perdão dos pecados? Faz sentido falar hoje em disciplina fraternal?

As chaves do Reino dos céus não têm semelhança com as chaves da cidade que são entregues ao Rei Momo na abertura do carnaval. Primeiro, porque aos discípulos não lhes é facultado reinar sobre os outros. Jesus Cristo é o rei, ele reina na Igreja e no mundo. Segundo, as chaves do Reino dos céus não abrem as portas para a folia descomprometida, mas abrem as portas para a conversão, para a reconciliação do povo com Deus e com as outras pessoas. Terceiro, a Igreja é expressão da comunhão e do compromisso de homens e mulheres que encontram em Jesus Cristo a verdade, o caminho e a vida.


Bibliografia

GORGULHO, Frei Gilberto, ANDERSON, Ana Maria. A justiça de Deus : Mateus : Círculos Bíblicos. São Paulo : Paulinas, 1981.
HENDRIKSEN, Guillermo. Comentario del Nuevo Testamento : exposición del Evangelio según Mateo. Grand Rapids : Subcomisión Literatura Cristiana, 1986.

Proclamar Libertação 27
Editora Sinodal e Escola Superior de Teologia

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Encontro definirá criação da Rede Eclesial Pan-Amazônia

Diversas entidades se reunirão em Brasília (DF) para propor a criação da Rede Eclesial Pan-Amazônia (REPAM), com a finalidade de articular a presença e cooperação fraterna nos trabalhos de evangelização desenvolvidos na região amazônica. As atividades do encontro acontecerão de 9 a 12 de setembro. Representantes de 11 países e mais de 60 convidados pela organização do evento já confirmaram presença.
De acordo com os organizadores, a Rede Eclesial Pan-Amazônia possibilitará estabelecer diálogo com os envolvidos na Missão da Igreja na região.
Entidades que incentivam o testemunho e a presença missionária no território amazônico são responsáveis pela iniciativa. O encontro é organizado pelo Departamento de Justiça e Solidariedade (Dejusol) do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e pela Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com apoio do Secretariado da América Latina e do Caribe da Caritas (Selacc), da Conferência Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (Clar) e do Conselho Pontifício para a Justiça e Paz do Vaticano.
O projeto da REPAM tem como objetivo geral "lançar as bases de uma Rede Eclesial na região Pan-Amazônica a partir do diálogo, da articulação e da construção de um consenso sobre a missão da Igreja na Amazônia", destaca o texto motivador do encontro. A iniciativa buscará incentivar, legitimar e consolidar um processo de articulação na região a curto, médio e longo prazos. Serão definidos pelas entidades dos países representados no encontro a meta principal da Rede, seus procedimentos e as principais estratégias, que podem levar à definição de responsabilidades, equipamentos, coordenação e uma agenda para o trabalho dos próximos anos.
Informações: amazonia@cnbb.org.br
Fonte:CNBB

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Simpósio faz resgate do movimento ecumênico no Brasil

Tem início hoje, 21, o Simpósio Ecumenismo e Missão, com o tema “Testemunho Cristão em um Mundo Plural”. O evento acontece na cidade de Vargem Grande Paulista (SP) e prosseguirá até dia 24. Trata-se de uma iniciativa do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), com apoio das Comissões para o Laicato, Ação Missionária e Ecumenismo da CNBB e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR).
Entre os temas previstos para reflexão estão o “Resgate da caminhada histórica do movimento ecumênico no Brasil: Conferência do Nordeste e Vaticano II” e “Missão e ecumenismo: documentos, perspectivas de ação em comum”. Durante o Simpósio haverá a apresentação do documento “Testemunho Cristão num mundo plural”, com a proposta de resgatar a trajetória do ecumenismo no país  e analisar dos desafios para a missão e o testemunho cristão, na perspectiva teológica de inclusão e diálogo.
Entre os debatedores estão: o bispo da diocese Anglicana de São Paulo (SP), dom Maurício Andrade, Zwinglio Motta Dias, padre Oscar Beozzo, Joanildo Burity, Ignes Costalunga, Roberto Zwestsch, pastor Walter Altmann, frei Carlos Mesters, Francisco Orofino, Wanda Deifelt, Marcelo Schneider e Cibelle Kuss.
Com informações das Pontifícias Obras Missionárias (POM)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Reforma Política: e a PJ com isso?

           
Na fidelidade ao projeto de Jesus que nos envia em missão para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10), ousamos olhar para as nossas realidades, enquanto jovens, e nos questionar: Por que a saúde e a educação pública tem tantos problemas, os professores recebem tão pouco e faltam creches? Por que o transporte é tão caro e de péssima qualidade? Por que o dinheiro que deveria ir pra área social vai para investimentos que favorece quem não mais precisa? Por que mesmo depois de alguns anos de democracia, temos uma segurança pública marcada pelo uso da violência militar, e que faz mais ações para controlar a população do que para trazer segurança a todos?
            Esses e outros dilemas atingem diretamente as nossas vidas, a vida da juventude e da população brasileira, e assim, ousamos nos questionar: Ninguém está vendo tudo isso que está acontecendo? As pessoas que estão com poder de decidir as coisas, não podem fazer nada? E eu? O que posso fazer?
A Igreja…
O bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão da CNBB responsável por acompanhar a Reforma Política, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, enviou uma Carta de Apoio ao Plebiscito Constituinte na tarde do sábado, dia 9 de agosto. Dizia nela:
“Estou certo que hoje somos todos desafiados a melhorar o Brasil em todos os aspectos, não obstante os reconhecidos avanços já conquistados. Isto exige um hercúleo esforço para melhorarmos nossa linguagem e formas de comunicação com a sociedade, particularmente com os pobres e com os jovens. [...] a Reforma Política no Brasil, (é a) mãe de várias outras reformas esperadas pelo povo. Estamos em campanha de conscientização e coleta de assinaturas pra o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática, da Coalizão pela Reforma Política e para o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política no Brasil. Sabemos que só alcançaremos as assinaturas necessárias se nos unirmos. Se nos unirmos, podemos melhorar a política e o Brasil”.
            Para a Pastoral da Juventude, na sua última Ampliada Nacional acontecida em janeiro na cidade de Ribeirão das Neves, Minas Gerais, os/as delegados/as deliberaram que a bandeira da Reforma Política seria uma das principais linhas de ação do projeto “A Juventude Quer Viver”, acreditando nela como uma ação pastoral muito concreta, bem como na mobilização popular para mudar o sistema político brasileiro.

Realidade Política hoje!

            No atual sistema político, as empresas financiam mais de 90% dos recursos das campanhas eleitorais, os eleitos e as eleitas são controlados/as pelos interesses dessas empresas e não dos cidadãos e das cidadãs que votaram. Além disso, existe uma grande distorção na democracia representativa atual.
            Temos uma questão presente na composição do Congresso no que diz respeito a representatividade. Mulheres, jovens, indígenas e negros acabam não tendo a devida representatividade nas casas. Se forem comparados a quantidade de mulheres que se tem na sociedade, e quantas estão no Congresso, percebe-se que os números são desproporcionais.
Mais da metade da população brasileira é composta por mulheres, enquanto ocupam apenas 8% dos mandatos na Câmara dos Deputados e 2% no Senado. Essa situação não difere se for comparada a representatividade da população negra na política institucional. No Brasil, 51% se autodeclaram negros(as), segundo o Censo 2010 do IBGE, porém apenas 8% do total de parlamentares se denominam como tal. Os jovens também não ficam de fora: há mais de 80 milhões de jovens entre 15 e 34 anos no país, de acordo com o IBGE, ao representarem 42% do eleitorado. Entretanto, menos de 3% no Congresso Nacional se enquadram nessa faixa etária.
Quando a ditadura foi derrubada em 1985, no movimento das massas afirmou a necessidade de novas instituições no país, mas foi contido pelos acordos entre as cúpulas da ditadura e dos partidos Arena e MDB. Assim, a atual Constituição (1988) é parte dessa contenção, da “transição conservadora”, sem rupturas. Os parlamentares eleitos com as regras herdadas da ditadura para o Congresso Nacional eram os mesmos que participavam da Assembleia Constituinte. Além disso, ela não tinha soberania, pois estava sob tutela do Judiciário e do Governo saídos da transição conservadora e ditatorial.
Apesar de alguns poucos avanços no papel, a Constituição de 1988 preservou muitas instituições criadas ou aprofundadas pelo regime militar, como a polícia militarizada, que assassina a juventude nas periferias e os moradores de rua no centro das cidades, a manutenção da estrutura fundiária, o pagamento da dívida pública, a anistia aos torturadores e assassinos etc. O resultado disso é um sistema político antidemocrático e de restrita participação popular.
            Em junho de 2013, a juventude foi às ruas, cansada com tamanhas injustiças e com as instituições do país, e deu o seu recado: o atual sistema político não nos representa! Logo em seguida, houve um pronunciamento da presidenta Dilma, que falou da importância e urgência de uma Reforma Política. A maioria dos/as deputados/as e senadores/as barraram imediatamente a convocação de uma Constituinte Exclusiva proposta pela presidenta, pois querem manter tudo como está.

Quais são as campanhas e plebiscitos?

O projeto de lei de inciativa popular para Reforma Política é uma iniciativa da CNBB e da OAB, junto a vários movimentos sociais, e que deu origem à Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas, e que hoje já é apoiada por quase cem entidades e por 170 parlamentares.
O projeto pretende proibir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas, com implantação do financiamento público e de pessoas físicas, ambos limitados; adotar o sistema eleitoral proporcional em dois turnos, no qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário (lista fechada) e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido; promover a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos (paridade de gênero), para aumentar o número de representações femininas nas casas legislativas, que hoje é de apenas 8% dos parlamentares; e fortalecer os mecanismos de participação popular como Plebiscito, Referendo e Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
A outra mobilização é o Plebiscito Popular. Trata-se de uma iniciativa de diversos Movimentos Sociais Brasileiros, apoiado por diversas Pastorais Sociais e busca recolher votos para fazer com que haja a convocação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva e Soberana para Reforma Política. A mobilização, segundo consultores da Semana Social Brasileira, pode ajudar no trabalho de educação política, com esclarecimento à população sobre o funcionamento dos poderes públicos e processos ali desenvolvidos.
Será realizada a Semana Nacional pela Reforma Política, com diversas ações, coleta de assinaturas e votos. Essa semana será na Semana da Pátria, de 01 a 07 de setembro, e acontecerá em todo o país.
Rafael Martins
Historiador, Agente de Pastoral e

Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude
pelo Regional Sul 1 (SP)


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pastoral da Juventude na luta pela Reforma Política

No final de julho, foi definida a Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática, que será de 01 a 07 de setembro. Esse encaminhamento foi dado na reunião entre representantes da Coalizão pela Reforma Política e Democrática e Eleições Limpas, e da Campanha Nacional pelo Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, acontecida na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Brasília. A mesma reunião unificou as duas iniciativas, que agora mais do que nunca, somam todas as suas forças para o processo de reforma urgente e necessária do sistema político brasileiro.
É preciso observar alguns pontos que são hoje grandes problemas no sistema político, e que nos fazem acreditar na Reforma Política como a reforma central para se destravar as outras tantas reformas que emperram no Congresso devido à correlação de força, especialmente da grande ala conservadora (ruralistas e empresários/patronais). Esses pontos críticos hoje são a influência do poder econômico nas decisões eleitorais, que elege facilmente seus representantes; o privilégio dado às pessoas e não às propostas para se enfrentar os problemas do país (através da votação em listas “abertas”); a sub-representação de minorias (que na verdade são a grande maioria do povo brasileiro, como a classe trabalhadora, as mulheres, jovens, negros/as, indígenas…); e a fragilidade dos mecanismos de democracia direta, com pouca participação popular.

Como alternativas, são apresentadas e defendidas a questão do financiamento democrático das campanhas eleitorais; as eleições proporcionais em dois turnos (primeiro no partido e depois no/a candidato/a); a paridade de gênero nas listas de candidatos/as; a representatividade das minorias; e o fortalecimento dos mecanismos de participação popular direta.

Acreditamos que somente a mobilização popular é que vai conseguir tornar a Reforma Política real. É preciso que toda a sociedade civil organizada some suas forças nessas duas iniciativas construídas com muitas mãos. Contamos ainda com um tempo favorável que é o tempo de campanha eleitoral, pois é preciso fazer com que os candidatos e as candidatas assumam os compromissos com a Reforma Política. Aquelas e aquelas que não o fizerem não são dignos de nossos votos, pois representam os setores conservadores da sociedade que compactua com com o nosso sistema político falido.

No último final de semana, 09 e 10 de agosto, aconteceu a 5ª Plenária Nacional dos Movimentos Sociais para analisar e encaminhar os passos que serão dados nessa reta final, até a Semana da Pátria. Aos poucos, serão disponibilizadas as orientações detalhadas para o processo de votação (que exige maiores detalhes), bem como todas as informações para que a coleta de assinaturas e a coleta de votos sejam as mais proveitosas possíveis.

A partir de hoje, a Pastoral da Juventude Nacional passará a contribuir diariamente com a divulgação e as orientações da Campanha do Plebiscito Popular e da Coalizão, visando intensificar ainda mais os processos para a Reforma Política nessa reta final. Além de somar mais ainda com os espaços já construídos nesse período, queremos atingir de forma mais direta as jovens e os jovens da Pastoral da Juventude que estão espalhados e espalhadas pelo Brasil inteiro, e motivar para que se unam a comitês já existentes ou que ajudem a criar comitês nas suas cidades, ruas, bairros, escolas, comunidade/paróquia.

Motivamos também que nesse tempo, jovens de todo o Brasil enviem fotos e informações das atividades da Campanha que estão acontecendo em suas realidades, de qual lugar e como a PJ está contribuindo, da mesma forma que depoimentos e reflexões sobre do por que é necessário mudarmos esse sistema político.
 
Vamos juntas e juntos: “é hora de transformar o que não dá mais!”
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Papa Francisco viaja à Coreia e fala sobre a paz na península


Em sua terceira viagem internacional, o papa Francisco chegou quinta-feira à Seul, na Coreia do Sul. Francisco deverá permanecer na Ásia até a próxima segunda-feira, dia 18. Ele é o segundo papa que visita o país asiático. O primeiro foi João Paulo II, que esteve na Coreia do Sul em 1984 e em 1989.
O compromisso é uma prioridade do Vaticano, uma vez que é interesse do papa apoiar as igrejas minoritárias, mas dinâmicas, na região. De acordo com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, a viagem representa uma mensagem para o futuro da Ásia. Em entrevista ao Centro Televisivo do Vaticano, o cardeal, responsável pela diplomacia, destacou que "esta visita do papa ao Extremo Oriente tem especial importância", dado o papel da região "na política e na economia mundiais".
Em sua chegada, após celebrar uma missa na Nunciatura, onde ficará hospedado, o papa foi à sede da presidência e reuniu-se com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, e outras autoridades. Em seu primeiro discurso na capital, na presença da presidente do país, ele elogiou “os esforços feitos a favor da reconciliação e da estabilidade na península, o único caminho para uma paz duradoura”. Ao falar em inglês pela primeira vez em um evento oficial, Francisco evitou cuidadosamente citar o regime comunista norte-coreano, embora tenha feito referência às injustiças, perseguições e mobilização de forças que fizeram alusão à Coreia do Norte. À tarde, ele também se reuniu com os bispos coreanos na sede da Conferência Episcopal.
A visita do pontífice foi marcada para coincidir com a 6ª Jornada Asiática da Juventude, que ocorre entre os dias 13 e 17 de agosto, em Daejeon, a 150 quilômetros de Seul, para onde viaja nessa sexta-feira, 15. Em Daejon, o papa celebrará a missa de início da Jornada em um estádio e depois deve visitar o santuário de Solmoe, onde se reunirá com jovens de 23 países asiáticos. Segundo o Vaticano, seis mil jovens irão participar da Jornada.
No sábado, 16, o papa celebrará em Gwanghwamun a missa de beatificação de Paul Yun Ji-Chung e outros 123 mártires, todos assassinados entre 1791 e 1888 por usa fé no cristianismo, que chegava à Coreia. No encontro, Francisco destacará o dinamismo da Igreja na região, apesar de os católicos serem apenas 10% da população. Após a missa, ele ainda irá a Kkottongnae para visitar um centro de recuperação de incapacitados, a Casa da Esperança, onde se reunirá com comunidades de religiosas e membros do apostolado laico.
No domingo, 17, o pontífice se deslocará até Haemi, onde se encontrará com os bispos da Ásia no santuário da cidade e, em seguida, presidirá a missa de encerramento da Jornada da Juventude asiática.
Uma missa para “a paz e a reconciliação” será celebrada na segunda-feira, 18, na catedral de Myeong-dong, em Seul. De lá, o papa retornará a Roma. 
Fonte: CNBB

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Em todo o país, milhares saíram às ruas na luta pelo Plebiscito Constituinte

Somado ao Dia Internacional da Juventude, o Dia Nacional de Luta pela Constituinte, foi realizado em mais de 80 cidades em todo o país, com representatividade em todos os 27 estados, mobilizando cerca de 10 mil pessoas, que agitaram as atividades.
Saída do ato de rua em São Paulo 
O dia 12 de Agosto foi escolhido para representar em todo país a juventude que saiu às ruas em junho de 2013. Com suas reivindicações e sonhos nas manifestações encontraram um grande obstáculo: as organizações do sistema político herdadas da ditadura militar. Instituições e estruturas arcáicas que não dialogam com o espaço tempo da geração., assim como são o Congresso e Senado Nacional, mostrando que há um fosse imenso entre seus representantes e representados.
“Esse é o momento de divulgar o Plebiscito Constituinte é fundamental para que as pessoas que ainda não conhecem a campanha, que está movimentando todo o país, conheçam e se convençam da necessidade urgente que temos de mudar o sistema político brasileiro”, enfatizou Lucas, da Secretaria Nacional do Plebiscito pela Constituinte.
 Durante os atos e panfletagens, os representantes dos movimentos conversaram com os transeuntes, explicando a importância da campanha. “Precisamos melhorar, fazer algo para que os políticos sejam obrigados a cumprirem o que prometem. Se for para fazer isso, vou participar dessa campanha”, ressaltou Everton Fernando, morador de Itaquera e ambulante. 
Comitê ParisMas as mobilizações não ficaram somente no Brasil. O comitê da campanha, junto à brasileiros residentes na França, engajados na luta por justiça social, realizaram panfletagens em frente ao Consulado Geral do Brasil em Paris e na Casa do Brasil na França (Maison du Brésil), na Cidade Internacional Universitária.
Os atos fazem parte da campanha para chamar atenção para o assunto e motivar a participação no plebiscito popular, que visa coletar 10 milhões de votos entre 1 à 7 de Setembro, com o objetivo de pressionar o governo sobre necessidade de uma reforma política. 
A pauta da Constituinte foi proposta pela presidenta Dilma Rousseff logo após as jornadas de junho do ano passado, mas o tema perdeu força na agenda político-partidário. Então, desde agosto de 2013, mais de 370 organizações, movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos trabalham pela construção da campanha. Atualmente, já foram criados cerca de mil comitês populares em todo o Brasil.
Fonte: Plebiscito Constituinte

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Presidente da comissão da CNBB que acompanha a Reforma Política envia carta de apoio ao Plebiscito Constituinte



O bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, enviou uma Carta de Apoio ao Plebiscito Constituinte na tarde deste sábado, 9 de agosto. A Carta foi lida durante a IV Plenária Nacional do Plebiscito Constituinte, que reúne representantes de 25 estados que constroem a campanha nacionalmente.

Leia Carta na íntegra:

"Belo Horizonte, 8 de agosto de 2014
Prezados irmãos e participantes da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais
É com alegria que, por esta mensagem, como presidente da Comissão da CNBB que acompanha a Reforma Política, saúdo a todos os participantes da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais reunidos em São Paulo. Os Movimentos Sociais são um eficiente termômetro da participação popular imprescindível à condução do Brasil pelas estradas da justiça e da paz, da vida digna para todos, da partilha dos frutos do desenvolvimento sustentável, da democracia e da liberdade, do respeito à diversidade e aos princípios éticos. É desnecessário lembrar que os Movimentos Sociais só cumprem seu nobre papel e executam suas árduas tarefas, se conseguirem praticar a arte da unidade naquilo que é essencial e se souberem colocar à frente o interesse comum, a comunidade brasileira. A ferramenta de trabalho, ao alcance de todos, é o diálogo permanente entre os múltiplos movimentos, que alimenta a esperança das conquistas sonhadas.
Estou certo que hoje somos todos desafiados a melhorar o Brasil em todos os aspectos, não obstante os reconhecidos avanços já conquistados. Isto exige um hercúleo esforço para melhorarmos nossa linguagem e formas de comunicação com a sociedade, particularmente com os pobres e com os jovens. O resultado deste esforço será a maior adesão consciente e lúcida do povo, que evidencia a legitimidade dos Movimentos Sociais e os confirma como sociedade civil organizada.
Desta Plenária Nacional esperamos, como exercício da democracia, o apoio dos Movimentos Sociais é urgente e indispensável para a Reforma Política no Brasil, mãe de várias outras reformas esperadas pelo povo. Estamos em campanha de conscientização e coleta de assinaturas pra o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática, da Coalizão pela Reforma Política e para o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política no Brasil. Sabemos que só alcançaremos as assinaturas necessárias se nos unirmos. Se nos unirmos, podemos melhorar a política e o Brasil.
Recebam meu fraterno abraço.
Contem com nosso apoio.
Cordialmente,
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, Presidente da Comissão da CNBB que acompanha a Reforma Política".
Fonte: Plebiscito Constituinte

domingo, 10 de agosto de 2014

Segura na mão de Deus! (Mateus 14,22-33)



O texto da reflexão de hoje descreve a travessia no barco e a tempestade no lago. De vez em quando, há momentos na vida em que tudo parece dar o contrário. O medo nos assalta. Nada dá certo. Boa vontade não falta, mas já não adianta. Parecemos com um barco que vai afundando no mar.
 1  Situando 
1. Entre o Sermão das Parábolas (Mt 13) e o da Comunidade (Mt 18), está novamente uma longa parte narrativa (Mt 14 até 17). O Sermão das Parábolas chamava a atenção para a presença do Reino nas coisas da vida. A parte narrativa mostra como este Reino está presente nas contradições da vida, provocando reações a favor ou contra. Um dos episódios narrados é a travessia no lago. Depois de ter reunido o povo no deserto (Mt 14,13-14) e ter instituído a mesa comum, por meio da partilha que multiplicou o pão, Jesus sente a necessidade de ficar a sós com o Pai. Ele manda os discípulos fazerem a travessia para o outro lado do mar, despede a multidão e sobe a montanha para rezar.
2. Esta travessia do mar simboliza a travessia que as comunidades tinham de fazer no fim do século I: sair do mundo fechado da antiga observância da Lei para o novo jeito de observar a Lei do amor, ensinada por Jesus; sair da consciência de pertencer ao único povo eleito, privilegiado por Deus entre todos os povos, para a certeza de que em Cristo todos os povos se fundiam num único povo diante de Deus; sair do isolamento da intolerância para o mundo aberto do acolhimento e da gratuidade. Travessia perigosa, mas necessária.
 2    Comentando 

1.    Mateus 14,22-24: Iniciar a travessia a pedido de Jesus
Jesus forçou os discípulos a irem para o outro lado do mar, onde ficava a terra dos pagãos. A barca simboliza a comunidade. Ela tem a missão de dirigir-se aos pagãos e de anunciar também entre eles a Boa Nova do Reino que gera um novo jeito de viver em comunidade. Mas a travessia é perigosa e demorada. A barca é agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Apesar de terem remado a noite toda, falta muito para chegar a terra. Faltava muito para as comunidades fazerem a travessia para os pagãos. Jesus não foi com eles. Ele queria que aprendessem a superar as dificuldades da vida juntos, unidos e fortalecidos pela fé. O contraste é grande: Jesus junto de Deus na paz da montanha, e os discípulos meio perdidos lá embaixo, no mar revolto.
2.    Mateus 14,25-27: Jesus se aproxima, e eles não o reconhecem     
Na quarta vigília, isto é, entre as 3 e 6 da madrugada, Jesus foi ao encontro dos discípulos. Andando sobre as águas, chegou perto deles, mas eles não o reconheceram. Gritavam de medo, pensando que fosse um fantasma. Jesus os acalmou dizendo: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!” A expressão “Sou eu!” é a mesma com que Deus fortaleceu Moisés quando o enviou para libertar o povo do Egito (Ex 3,14). Para as comunidades, tanto de ontem como de hoje, era, e é, muito importante ouvir repetidamente: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!”
3.    Mateus 14,28-31: Entusiasmo e fraqueza de Pedro
Pedro pede para andar sobre as águas. Quer experimentar o poder que domina a fúria do mar. Um poder que, na Bíblia, é exclusivo de Deus (Gn 1,6; Sl 104,6-9). Jesus permite que ele participe deste poder. Mas Pedro tem medo. Pensa que vai afundar e grita: “Senhor! Salva-me!” Jesus segura-o e repreende-o: “Homem fraco na fé! Por que duvidou?” Pedro tem mais força do que ele imagina, mas tem medo das ondas contrárias e não acredita no poder que existe nele. As comunidades não acreditam na força do Espírito que existe dentro delas e que atua por meio da fé (Ef 1,19-20).
4.    Mateus 14,32-33: Jesus é o Filho de Deus
Jesus entra na barca e a ventania para. Os discípulos ficam maravilhados e ajoelham-se diante Dele, reconhecendo que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. Quando reconhecemos a presença de Jesus em nosso meio, já não temos medo das tempestades e marés da vida. Ficamos segurando firmes em sua mão e enfrentamos os ventos contrários.

3    Alargando
1.    A Comunidade: um barquinho boiando no mar da vida
O canto diz: “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai!” As ondas do mar provocam medo e pavor. Era esta a situação em que se encontravam os discípulos e discípulas na época de Mateus, boiando no mar da vida dentro do barquinho da comunidade. Ninguém tem a possibilidade de controlar a força das ondas a não ser Deus (Gn 1,2). Mateus relata a caminhada de Jesus sobre as águas para que as comunidades não se assustem nem afundem como Pedro, mas tenham a firme convicção de que em Jesus ressuscitado a força criadora de Deus as sustenta.

2.    A dúvida de Pedro e a fé dos discípulos em Jesus
Diante da onda que avança sobre ele, Pedro afunda na água por falta de fé. Depois que Jesus o salvou, são os discípulos que confessam a fé em Jesus, Filho de Deus. Mais tarde, Pedro terá a mesma fé em Jesus, Filho de Deus (Mt 16,16). Assim, Mateus sugere que não é Pedro que carrega a fé dos discípulos, e sim é a fé dos discípulos que carrega a fé de Pedro.
3.    Travessia
Como os discípulos de Jesus, as comunidades estavam numa travessia difícil e perigosa, saindo do mundo fechado das observâncias e dos sacrifícios para o mundo aberto do amor e da misericórdia. Também nós estamos numa travessia difícil para um novo tempo e uma nova maneira de ser igreja, o que exige coragem e muita confiança.
Fonte: CEBI

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Questões sobre transgênicos são apresentadas à CNBB

O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, recebeu ontem, 7,  na sede da instituição, em Brasília (DF), o líder do Movimento Sem Terra (MST), o economista João Pedro Stedile, e o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSC), Rubens Nodari. Na ocasião, os representantes dos movimentos sociais e cientistas entregaram ao secretário cópia de uma carta enviada ao papa Francisco, no mês de abril.
O texto trata da temática dos transgênicos e seus impactos sobre as populações rurais e urbanas. O material, organizado pela Via Campesina, contou com a participação de oito cientistas e especialistas de seis países, que estudam o assunto por décadas e que se posicionam contra o uso dos transgênicos.
Na carta, é pedido o apoio de Francisco neste debate. “Acreditamos que seria de enorme transcendência e de grande valor para todos que Vossa Santidade se expresse criticamente sobre os transgênicos e em apoio à agricultura camponesa, o que seria uma importante ajuda para salvar os povos e o planeta da ameaça que significa o controle da vida por parte de empresas que monopolizam as sementes, chave de toda rede alimentar”, diz o texto.
Dom Leonardo disse que o papa está aberto a novas discussões e tem se dedicado a ouvir e acolher os diferentes posicionamentos sobre questões diversas, principalmente se voltadas aos valores éticos e humanos. O secretário recordou, ainda, do interesse de Francisco nos debates em favor da vida e do pobre.  “Ele é uma pessoa que tem posições e tem destacado que a economia não pode se sobrepor à pessoa humana", afirmou. 
Fonte: CNBB

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Participação estudantil na construção do projeto popular para o Brasil

Queridas e queridos!

É com muito orgulho que as Pastorais da Juventude da CNBB (PJ, PJE, PJMP e PJR), lança o subsídio oficial de encontros da Semana do/a Estudante 2014 (SdE)!
Este material foi preparado com muito carinho por uma equipe de jovens, e revisado por Pe. Antônio Ramos do Prado e Mons. Antônio Luiz Catelan.
Nesta edição, a SdE traz como tema "Participação estudantil na construção do projeto popular para o Brasil", como lema "Eu vou à luta é com essa juventude, que não corre da raia à troco de nada", e como iluminação bíblica a passagem de Mateus 5, 13-14 ("Vocês são o sal da terra e a luz do mundo").
Com isso, a SdE provoca os/as jovens a refletirem sobre a importância da construção de um projeto popular para o nosso país. E vai além: convida os/as  próprios jovens estudantes a participarem, a serem protagonistas nesta transformação da nação pelo poder popular.
Quer conhecer mais sobre o Projeto Popular? Quer saber como você, jovem estudante, pode participar? Reuna seu grupo, prepare um encontro, faça o download do material, e participe você também!
Para fazer o download do subsídio da Semana do/a Estudante 2014, clique aqui.

cartaz_oficial_sde2014_m.jpg


















































Fonte: Pastoral da Juventude Estudantil

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Samaria é lugar de encontro - no grupo de jovens, na comunidade, nos pobres, nos Sacramentos


“De noite iremos, de noite, iremos buscar a fonte, 
só nossa sede nos guia, só nossa sede nos guia...” 
[Cântico de Taizé]

Nesse caminho por Samaria somos interpelados pela mística que brota a beira de um poço. Lugar que tem sido espaço de encontro com a juventude, com a Boa-Nova e com o mesmo Senhor que se apresenta a nós. O encontro do Mestre com a samaritana (Jo 4), por exemplo, suscita muita vida para nós que desejamos ser seguidores/as Dele e servidores /as da juventude, rumo a Jerusalém, a doação total da vida. 

Nesse mês, Samaria quer nos provocar nos lugares que temos para nos encontrar com o Senhor. Um poço. Meio dia. Sol forte. Jesus cansado da viagem se senta (Jo 4, 6). Em seguida, uma mulher samaritana, sedenta de água e da Água viva se aproxima (Jo 4, 7a). Um pedido: “Dá-me de beber” (Jo 4,7b). Eis um encontro! O poço se faz lugar não somente de buscar água. Mesmo com as diferenças entre judeus e samaritanos (Jo 4, 9). Apesar da rejeição da mulher na sociedade judaica, com a abertura e disposição de Jesus e da samaritana um encontro acontece. A mulher não seria mais a mesma. Encontrou-se, pois, com o Messias (Jo 4, 29)

Contemplar a cena desse momento nos leva a rezar e pensar nos encontros com o Senhor, nos lugares onde o buscamos. Onde temos buscado Jesus? Temos nos encontrado com Ele? Como? Onde? De que modo? O grupo de jovens é sem dúvida espaço propício onde encontramo-nos com o Senhor. Podemos encontrá-Lo habitando no meio de nós, no meio da juventude. O grupo de jovens pode e deve nos ajudar a fazermos a experiência de encontrarmos o Mestre na comunidade e em comunidade.

Aqui vale a pena dizer dos históricos momentos de retiro que as Pastorais da Juventude sempre cuidaram em seus planejamentos. Espaços de silêncio, de vivência de uma mística de profundo encontro com Jesus, através da oração, do Ofício divino da Juventude, das celebrações, da partilha de vida, da revisão de vida, na memória dos mártires, etc...

O caminho percorrido pela Igreja desde o Vaticano II foi nos ajudando a reconhecer Cristo nos pobres e a vivermos a opção preferencial por eles, firmada na América Latina desde Medellín. Cabe aqui perguntar-nos: reconhecemos nos pobres o rosto de Cristo e o rosto deles no rosto de Jesus? Nos pobres há sempre um encontro profundo com o Mestre. Encontro que não nos deixa ficar parados. Que nos move nas causas da justiça, da partilha, do bem-comum. 

Os Sacramentos, igualmente, são espaços/lugares fecundos de encontro com o Senhor. Que bonito percorrermos nossos grupos de jovens pela América Latina e testemunharmos a juventude vivendo os sacramentos. Que beleza testemunhar a experiência do abraço misericordioso de Deus no sacramento da Reconciliação. Que maravilha a ação de tantos/as jovens vivendo radicalmente seu Batismo e sua Confirmação no seguimento a Jesus. Que esperançoso a juventude fazendo a experiência da presença amorosa e cuidadosa de Deus nos momentos de doença e enfermidade. E que mistério grandioso ver jovens se colocando a serviço no Matrimônio ou no Sacerdócio. 

Sem dúvida alguma, também, a Eucaristia, memória pascal de Cristo, se faz por excelência o lugar de encontro com o Senhor, pois, é o “cume e ápice da vida da Igreja”. Encontro que nos coloca em Comunhão com Ele e com toda a humanidade. Que boniteza percorrermos os grupos de jovens e comunidades de nossa Igreja e nos encontrarmos com jovens que além de participarem das celebrações em muitíssimas comunidades, animam a liturgia. Além disso, vermos tantas escolas e cursos de liturgia acontecendo em nossos países. 

Samaria, contudo, não deixa de nos incentivar a fortalecer espaços que contribuam para que a juventude melhor celebre o mistério pascal de Cristo e melhor ajude nossas comunidades na vivência da fé. Engana-se quem pensa que a juventude não vive os Sacramentos. Todavia, Samaria, nesse tempo de revitalização, nos motiva a incentivar e fortalecer a vivência Deles com a os jovens. 

Como temos cultivado nossos encontros com o Senhor? Na beira do poço, gastemos um tempo refletindo e pensando sobre nossos encontros com Ele. O certo é que Ele vem até nós. Na medida em que caminhamos pra Ele, Ele se antecipa até nós e nos surpreende. 

Que de nosso poço brotem correntes que nos levem a vivermos sempre mais os encontros com o Senhor e que nossos baldes estejam sempre cheios de esperança e de vida nova.


“Na vida em comunidade,
Nos encontramos com o Senhor...
Com o Senhor, com o Senhor...”

Cladilson Nardino, estudante de Eng. Civil, membro da coordenação arquidiocesana da PJ de Curitiba/PR
Luis Duarte Vieira – Noviço Jesuíta e Militante da Pastoral da Juventude
Maicon André Malacarne – Padre, assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim/RS

Fonte: Cajueiro