sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Plenária Popular sobre o Grito dos Excluídos neste sábado (22), em Feira


No próximo sábado (22), será realizada em Feira de Santana a Plenária Popular da Constituinte e Grito dos Excluídos. Organizada por movimentos sociais e entidades populares, o evento tem como objetivo reunir lideranças comunitárias, organizações e pessoas de Feira e região interessadas em buscar saídas democráticas para a crise do país no intuito de discutir a atual conjuntura política e construir um calendário unitário de lutas. Dentre os movimentos presentes, estarão a Consulta Popular, o Levante Popular da Juventude, a Cáritas Arquidiocesana, o Movimento de Pequenos Agricultores e a Marcha Mundial das Mulheres.


Segundo Thays Carvalho, direção nacional da Consulta Popular, “a Plenária acontece num momento delicado do cenário político nacional, em que o avanço de uma política conservadora ameaça os direitos dos trabalhadores e a própria democracia do país”. Para Reginaldo Dias, da Cáritas, “o evento busca também reunir igreja e comunidade para apresentar o Grito dos Excluídos, que este ano traz o tema: Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome”. A Igreja Católica também apoia o evento, e o Arcebispo-coadjutor de Feira, Dom Zanoni, gravou um vídeo convidando a população para a Plenária. “É um momento importante, participe conosco, refletindo sobre a tão necessária reforma política para melhorar a qualidade de nossos políticos. É o nosso dever, é o nosso compromisso”, afirma o bispo.

A programação inclui não só a análise da política nacional, com a presença de representantes da igreja, movimentos sociais e sindicatos, como também a discussão das questões locais, como mobilidade urbana. À tarde, será organizado um calendário unitário de ações entre as entidades e municípios presentes.

A Plenária tem início às 9h, e será realizada na Chácara Santo Inácio, localizada no bairro Queimadinha. As inscrições e almoço são gratuitos e abertos para toda população. A organização solicita a doação de 1kg de alimento não perecível aos que puderem contribuir. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Grito dos Excluídos: nenhum trabalhador sem direitos

O Grito dos Excluídos/as, que se realiza anualmente no dia 7 de setembro em todo o Brasil, chega a sua 21ª edição. Em 2015, o lema questiona “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” e chama a atenção para a situação de violência que afeta sobretudo as juventudes das periferias, bem como alerta para o poder que os meios de comunicação exercem na manipulação da sociedade.

Eixo trabalho
Embora a classe trabalhadora seja sujeito de fundamental importância no desenvolvimento da nação, historicamente é alvo vulnerável de violação de direitos e da exploração do capital. Violação e exploração que se concretizam nas condições precárias de trabalho e na falta de acesso aos direitos básicos da família, como educação, saúde, moradia, lazer, levando milhões de brasileiros à exclusão social.
Na última década houve avanços no Brasil, como a redução dos índices de desemprego; facilitação de crédito e incentivo ao consumo; implementação de políticas de distribuição de renda que contribuíram para que o país saísse das primeiras posições no mapa mundial da miséria. No entanto, é sabido que o capitalismo se reorganiza no mundo, o que exige organização dos trabalhadores por seus direitos, bem como reformas estruturais que possam transformar essas melhorias em mudanças.
Até porque, mesmo com a inclusão de milhões de excluídos e excluídas, direito reservado até então para uma pequena elite, não houve ruptura com as estruturas que geram desigualdades sociais, e consequentemente sem tetos, famintos, sem terras, sem escolas, sem transporte, sem serviços dignos de saúde, enfim.
Como alerta o ditado popular, os direitos não são dados, mas conquistados. A luta de resistência e de organização dos trabalhadores desde, principalmente o final do século XIX, confluiu para a fixação de legislações com vistas a garantir os seus direitos e frear a sede de exploração dos empregadores. Assim, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), sancionada por decreto de Getúlio Vargas, em 1943, apesar de limitada, regulamentava as relações de trabalho.

Ataques aos direitos trabalhistas
Na década de 1990, a CLT começa a sofrer ataques que continuam ainda hoje. O governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso se propunha a “atualizar” toda a legislação trabalhista, vista na época como atrasada e pouco flexível (do ponto de vista do patronato). Impedido pelo movimento social, partiu-se para introduzir modificações pontuais, que flexibilizavam a forma de contratação, o tempo de trabalho e a remuneração dos trabalhadores.
Para completar a negação de direitos veio o PL 4330 de 2004, Projeto da Terceirização, que visa desregulamentar a CLT e tornar precárias ainda mais as relações trabalhistas. A flexibilização das leis trabalhistas contribui também para o aumento dos índices de acidente de trabalho (80% dos casos seguidos de morte são em empresas terceirizadas). Dados do Anuário Estatístico da Previdência Social mostram que, no Brasil, em 2013, foram registrados 717.911 acidentes com 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades permanentes. Além disso, os/as trabalhadores/as terceirizados tem uma remuneração em média 24% menor e trabalham em média 3 horas a mais que os empregados formais.
Os ataques às leis trabalhistas contribuem ainda para que se perpetue a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Sem falar das medidas provisórias 664 e 665 que mexem com os direitos de auxílio-doença, pensão por morte, seguro-desemprego, legislação previdenciária; a PEC 215 sobre a homologação das terras indígenas; a ausência leis que viabilizem a reforma agrária.
A luta pela dignidade humana vai além da luta pelo trabalho/emprego, ou pelos direitos trabalhistas. O conflito capital-trabalho perpassa todos os direitos dos trabalhadores/as. É preciso promover o trabalho para além da produção e geração de renda; deve ser fortalecido enquanto um ato político, e que os/as trabalhadores/as ajudem a determinar os rumos da sociedade.
Neste sentido, se faz necessário unir todas as pessoas na luta por garantia de direitos trabalhistas, sociais, pela garantia ao acesso à saúde pública, à educação pública e de qualidade, ao direito a moradia digna, salário e emprego, ou seja, direitos básicos é mais um dos eixos que norteiam o Grito deste ano e cabe a todos nós exigir que o Estado assuma suas responsabilidades na garantia de direitos básicos dos seus cidadãos e cidadãs.

Na Arquidiocese de Feira de Santana
O Arcebispo Coadjutor Dom Zanoni Castro convida os representantes das pastorais e movimentos sociais e todas lideranças da Arquidiocese para a Plenário do Grito dos Excluídos neste sábado (22), a partir das 9h, na Chácara Santo Inácio (Jesuítas). Confira o convite no vídeo abaixo: 


Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Papa institui na Igreja Católica "Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação"



Cidade do Vaticano – O Papa Francisco enviou uma carta ao Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e ao Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na qual afirma que, compartilhando com o amado irmão o Patriarca Ecumênico Bartolomeu as preocupações pelo futuro da criação e, acolhendo a sugestão de seu representante, o Metropolita Ioannis de Pérgamo, que se pronunciou na apresentação da Encíclica Laudato Si sobre o cuidado da casa comum, decidiu instituir também na Igreja Católica o "Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação" que, a partir do ano corrente será celebrado em 1° de setembro – assim como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa.

Motivação

Como cristãos, - escreve o Papa - queremos oferecer a nossa contribuição à superação da crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isto devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, recordando sempre que para os que creem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós, «a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia» (ibid., 216).

A crise ecológica – reafirma Francisco - nos chama, portanto, a uma profunda conversão espiritual: os cristãos são chamados a uma «conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus» (ibid., 217). De fato «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (ibid).

Protetores

O Santo Padre destaca em seguida que o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado todos os anos, oferecerá aos fieis individualmente e às comunidades a preciosa oportunidade de renovar a pessoal adesão à própria vocação de custódios da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos. A celebração do Dia, na mesma data, com a Igreja Ortodoxa, será uma ocasião profícua para testemunhar a nossa crescente comunhão com os irmãos ortodoxos.
O Papa Francisco recorda que vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, aos quais, para resultar mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isto, é seu desejo que tal Dia possa envolver, em qualquer modo, também outras Igrejas e Comunidades eclesiais e ser celebrado em sintonia com as iniciativas que o Conselho Mundial de Igrejas promove sobre este tema.

Tarefas

Ao Cardeal Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, o Santo Padre pede para levar ao conhecimento das Comissões Justiça e Paz das Conferências Episcopais, bem como dos Organismos nacionais e internacionais comprometidos no âmbito ecológico, a instituição do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, para que, em harmonia com as exigências e as situações locais, a celebração seja devidamente organizada com a participação de todo o Povo de Deus: sacerdotes, religiosos, religiosas e fieis leigos. Para este objetivo, será de responsabilidade deste Dicastério, em colaboração com as Conferências Episcopais, implementar oportunas iniciativas de promoção e de animação, para que esta celebração anual seja um momento forte de oração, reflexão, conversão e uma oportunidade para assumir estilos de vida coerentes.

Já ao Cardeal Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, pede para realizar os contatos necessários com o Patriarcado Ecumênico e com as outras realidades ecumênicas, para que tal Dia Mundial possa tornar-se sinal de um caminho percorrido conjuntamente por todos os que creem em Cristo. Será responsabilidade, além disto, deste Dicastério, cuidar da coordenação com iniciativas similares tomadas pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Enquanto faz votos da mais ampla colaboração para o bom início e desenvolvimento do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Papa Francisco invoca a intercessão da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e de São Francisco de Assis, cujo Cântico das Criaturas inspira tantos homens e mulheres de boa vontade a viver no louvor do Criador e no respeito pela criação. 

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Francisco: o único modo de vencer uma guerra é não fazê-la!



Cidade do Vaticano - O Papa Francisco recordou, no Angelus deste domingo, que 70 anos atrás, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945,  se verificaram os “terríveis bombardeios atômicos” sobre Hiroshima e Nagasaki. Repropomos as palavras do Santo Padre:

“À distância de tanto tempo, esse trágico evento ainda suscita horror e repulsão. Ele tornou-se o símbolo do desmedido poder destrutivo do homem quando faz uso destorcido dos progressos da ciência e da técnica, e constitui uma advertência perene para a humanidade, a fim de que repudie para sempre a guerra e proíba as armas nucleares e toda arma de destruição em massa. Essa triste data nos chama, sobretudo, a rezar e a empenhar-nos pela paz, para difundir no mundo uma ética de fraternidade e um clima de serena convivência entre os povos. De toda a terra se eleve uma única voz: não à guerra, não à violência, sim ao diálogo, sim à paz! Com a guerra sempre se perde! O único modo de vencer uma guerra é não fazê-la!

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Francisco: casais de segunda união fazem parte da Igreja

Cidade do Vaticano – O Papa retomou nesta quarta-feira (5/8), na Sala Paulo VI, as Audiências gerais após um mês de pausa. Francisco prosseguiu com o tema da Família cujo contexto, desta vez, foi forjado a partir de uma nova questão sobre as “famílias feridas”.
O Pontífice convidou a refletir como se pode cuidar das pessoas que, diante do “irreversível fracasso” do casamento, partiram para uma segunda união. “Estas pessoas não foram absolutamente excomungadas – não foram excomungadas – e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, disse o Papa.

Olhar de mãe
“A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão. Todavia, o seu olhar de mestra parte sempre de um coração de mãe; um coração que, animado pelo Espírito Santo, procura sempre o bem e a salvação das pessoas. É por isso que a Igreja sente o dever, ‘pelo amor da verdade’, de ‘discernir bem as situações’”, afirmou Francisco.

Olhar dos filhos
O Papa recordou ainda que, se a questão das segundas uniões passa a ser observada a partir da percepção dos filhos – um grande número de crianças e adolescentes que são os que mais sofrem, destacou o Papa –, torna-se ainda mais urgente “desenvolver nas nossas comunidades uma verdadeira acolhida das pessoas que vivem tais situações”, exortou o Pontífice.
“Como poderíamos recomendar a estes pais que façam tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade?”, questionou Francisco.
“Não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar” prosseguiu o Papa, afirmando ainda que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.
Igreja no tempo
Francisco também disse que, nas últimas décadas, a Igreja não ficou “insensível” e “preguiçosa” em relação à questão das segundas uniões graças ao aprofundamento levado adiante pelos Pastores e confirmado pelos seus predecessores.
“Cresceu muito a conscientização de que é necessária uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, aos batizados que estabeleceram uma nova convivência após o fracasso do matrimônio sacramental”, destacou Francisco.

Por fim, afirmando que a Igreja deve estar com as portas sempre abertas, o Papa convidou todos os cristãos a imitar o exemplo do Bom Pastor colaborando com Ele nos cuidados às famílias feridas.

Fonte: Rádio Vaticano

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Roda de conversa é lançada para o processo da PJ na 3ª Conferência Nacional de Juventude

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O processo de preparação e fortalecimento das bases para participar da 3ª Conferência Nacional de Juventude ganha novo subsídio. É a 1ª Roda de Conversa que a Pastoral da Juventude lança para que os grupos de jovens e coordenações discutam duas das bandeiras prioritárias assumidas pela PJ: a bandeira do Enfrentamento à Violência e ao Extermínio da Juventude, e a bandeira Contra a Redução da Maioridade Penal.
Essas duas pautas, que optamos em colocar como prioridade na ciranda desse processo, dialogam diretamente entre si e precisam ser compreendidas nas suas complexidades. São duas bandeiras delicadas e urgentes. A defesa da vida de nossa juventude nos exige que dialoguemos abertamente sobre elas, e é por isso que essa roda de conversa pode ser realizada para além do processo da #PJna3ConfJuv.
Nos próximos dias lançaremos a 2ª Roda de Conversa, abordando as nossas outras duas bandeiras prioritárias – Reforma Política e Democratização e Regulamentação da Mídia, que também estão interligadas.
#PJna3ConfJuv
Tamo Junto pra mudar o Brasil!
Para baixar a roda de conversa, clique aqui
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional