sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Papa recebe, em mãos, documentos sobre a situação das prisões brasileiras



O Papa Francisco recebeu na sexta-feira, 24 de fevereiro, documentos da Pastoral Carcerária sobre as condições prisionais do Brasil e a proposta para um mundo sem prisões.
“Entreguei a ele uma série de documentos: a Agenda Nacional pelo Desencarceramento, outros documentos, como as posições que nós tomamos, notas que fizemos como Pastoral [especialmente sobre as recentes chacinas em as chacinas em Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte], e entreguei também o relatório sobre torturas nas prisões que fizemos recentemente”, detalhou à rádio Vaticano o Padre Gianfranco Graziola, vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária, que concelebrou no Vaticano a missa com o Papa na capela da Casa de Santa Marta.

Segundo o Padre Gianfranco, participar da missa com o Papa Francisco “foi um momento muito intenso, singelo, momento de uma simplicidade muito grande, de uma compenetração muito grande”, e também de oração por todos que tem de algum modo as vida
s atreladas às prisões. “Foi um momento em que eu levei um pouco todos os presos e as presas, todos os agentes que fazem o nosso dia a dia, que entram diariamente nos cárceres”, detalhou.

Padre Gianfranco relatou, ainda como foi o diálogo com o Papa ao entregar os documentos da Pastoral Carcerária. “Eu disse a ele que o cárcere não reabilita ninguém e que é uma máquina de morte. Ele concordou e expressou sua solidariedade, sua proximidade, e mandou a todos a sua bênção, transmitindo sua proximidade, todo o seu carinho”.
VEJA A ENTREVISTA DO PE. GIANFRANCO À RÁDIO VATICANO

Fonte: Pastoral Carcerária

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Movimentos do campo apresentam impactos da Reforma da Previdência à CNBB


Os impactos da Reforma da Previdência na vida dos trabalhadores do campo e das comunidades tradicionais, que constituem o grupo dos segurados especiais da Previdência Social, foi tema de duas audiências do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, na última quinta-feira, 16 de fevereiro. Os representantes de movimentos sociais do campo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) falaram sobre as consequências da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16.
Dom Leonardo Steiner reiterou a prática da CNBB em sempre receber os diferentes grupos que comparecem à entidade para apresentar as necessidades e preocupações. A questão da Reforma da Previdência tem sido acompanhada pelo episcopado brasileiro, por pastorais e organismo ligados à Conferência. “Estamos estudando e elaborando uma possível manifestação e com a apresentação feita pelos diversos grupos, estamos coletando dados, ouvindo, para que assim possamos chegar a uma conclusão que seja madura, equânime, mas que também favoreça as pessoas de menor renda, os pobres”, afirmou dom Leonardo.
Estão entre os segurados especiais do campo os pequenos agricultores, os pescadores artesanais e os povos tradicionais, como indígenas e quilombolas. De acordo com os movimentos, com a alteração das regras, haverá no país o estímulo ao êxodo rural, principalmente da juventude; impacto negativo na produção de alimentos e na economia local dos pequenos e médios municípios. Um dos representantes presentes na reunião explicou que municípios de pequeno porte tem nos aposentados um fator decisivo para a movimentação da economia local. Com as novas regras, tais localidades poderão perder a principal fonte que movimenta a economia e gera recursos ao governo em forma de impostos. 
Fonte: CNBB

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Papa aos Movimentos Populares: ignorar os pobres é uma fraude moral

O Papa Francisco enviou uma mensagem, nesta sexta-feira (17/02), aos participantes do encontro dos Movimentos Populares em andamento na cidade de Modesto, na Califórnia (EUA). A reunião teve início, nesta quinta-feira (16/02), e prossegue até sábado, 18. 
“As feridas sociais causadas por um sistema econômico desumano e difundido podem ser tratadas e curadas com o comportamento do bom samaritano, fazendo-se próximo de quem precisa”, afirma o Papa no texto. 
Segundo o Pontífice, “os bons samaritanos, aqueles que têm a capacidade autêntica de estar próximo de quem sofre, salvarão o mundo, e não a hipocrisia daqueles quem enchem os bolsos ignorando, com estilo, as chagas sociais, para depois manipular as consciências quando as feridas são evidentes e não se pode mais fingir de não vê-las”.

Indiferença

Como acontece muitas vezes quando os interlocutores do Papa são as “elites” das periferias, neste caso os movimentos sociais, Francisco encontra expressões fortes para desmascarar as falhas do que ele chama de “paradigma imperante”, um “sistema econômico que causa sofrimentos enormes para a família humana”, porque é baseado no lucro e não na solidariedade.
O Papa conta aos participantes do encontro, em Modesto, a Parábola do Bom Samaritano. O contraste entre o “estrangeiro, pagão e impuro” que se inclina sobre um moribundo agredido por assaltantes e cuida dele, e a indiferença do sacerdote e do levita, expoentes ligados ao Templo, que viram as costas ao homem ferido e à lei de Deus que pedia para prestar socorro em casos como esse. 

Fraude moral

“As feridas causadas pelo sistema econômico que coloca no centro o deus dinheiro e às vezes age com a mesma brutalidade dos assaltantes da parábola foram transcuradas culposamente”, afirma o Papa, denunciando o “estilo elegante usado para desviar o olhar de forma recorrente. Sob a aparência de ser correto na Política ou das modas ideológicas, se olha para quem sofre sem tocá-lo, distante, vendo-o na televisão, e se adota um discurso de aparência tolerante e cheio de eufemismos, mas nada se faz de sistemático para curar as feridas sociais e enfrentar as estruturas que deixam muitos irmãos ao longo da estrada”.
“Trata-se de uma fraude moral que antes ou depois se descobre e dissipa-se como uma miragem. Os feridos existem, são uma realidade. O desemprego é real assim como a violência, a corrupção, a crise de identidade, o esvaziamento das democracias, a crise ecológica”, diante da qual o Papa Francisco exorta povos indígenas, pastores e governantes a “defenderem a criação”, confiando na ciência, mas sem crer na existência de uma “ciência neutra”.

Gangrena

Segundo o Papa, “a gangrena de um sistema não pode ser camuflada eternamente porque antes ou depois se sente o mal cheiro e quando não pode ser mais negada pelo próprio poder que criou este estado de coisas, nasce a manipulação do medo, a insegurança, a raiva, incluindo a indignação das pessoas, e se transfere a responsabilidade de todos os males a um que não está próximo”.

Esta é uma tentação grande que alimenta “este processo social em andamento em muitas partes do mundo” e que para o Papa Francisco “é uma ameaça séria para a humanidade”: a tentação de “classificar as pessoas em próximas ou não” e “aquelas que podem se tornar vizinhas de casa ou não”.

Sofrer com o outro

Jesus ensina outra maneira. Ensina a “tornar próximo daqueles que precisam”, atitude possível se no próprio coração existir “compaixão e capacidade de sofrer com o outro”. A Igreja acrescenta: deve ser “como o dono da pensão ao qual o samaritano confia, no final da parábola, a pessoa que sofre. Os cristãos e  todos os homens de boa vontade devem viver e agir agora, porque muito tempo precioso foi perdido sem resolver essas realidades destruidoras”.

“Da participação ativa das pessoas, em grande parte realizada pelos movimentos populares, depende a maneira em que se pode resolver essa crise profunda.” 
O Papa repete o que disse no último encontro com os Movimentos Populares: “nenhum povo é criminoso e nenhuma religião é terrorista. Não existe o terrorismo cristão, nem o judeu ou muçulmano”. Enfrentando o terror com amor trabalhamos pela paz e nisso “se encontra a humanidade verdadeira que resiste à desumanização manifestada em forma de indiferença, hipocrisia e intolerância”.

Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Papa condena tráfico humano: crime vergonhoso e intolerável



“Encorajo as pessoas que, de algum modo, ajudam os menores escravizados e abusados a se libertarem desta opressão. Auspicio aos que têm responsabilidade de governo que combatam com decisão esta chaga, dando voz aos nossos irmãos mais pequeninos, humilhados em sua dignidade. É preciso fazer todo esforço para debelar este crime vergonhoso e intolerável.”
Essa é a exortação do Papa no dia em que a Igreja reza e reflete sobre o tráfico de seres humanos, por ocasião da memória de Santa Josefina Bakhita, vítima do tráfico ainda quando criança.
“Esta jovem escravizada na África, explorada e humilhada não perdeu a esperança e levou adiante a fé e acabou por chegar como migrante na Europa. E ali sentiu o chamado do Senhor e se fez freira. Rezemos Santa Josefina por todos os migrantes, refugiados, explorados que sofrem tanto, tanto”, disse Francisco.
Mianmar
O Pontífice pediu uma oração especial pelos rohingya, grupo étnico expulso de Mianmar. “Vão de um lugar a outro porque ninguém os quer. Não são cristãos, mas são nossos irmãos e há anos sofrem, torturados, assassinados, simplesmente por levarem avante sua tradição e a fé muçulmana. Rezemos por eles”, pediu Francisco recitando um Pai-Nosso com os fiéis.
O tráfico no Brasil
Na Audiência Geral, estava presente um grupo da Talitha Kum, a rede mundial de religiosas que combate este fenômeno. A coordenadora desta rede é a Ir. Gabriella Bottani, que adquiriu sua experiência neste campo sendo missionária no Brasil.
No país, o tráfico assume inúmeras conotações, sendo as mais conhecidas para exploração laboral e sexual. Mas não se engane: o tráfico pode estar por trás da servidão doméstica, ainda muito comum em alguns Estados brasileiros. Ouça acima um testemunho extraído do Livro “Tráfico de Mulheres na Amazônia”.
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PJ da Arquidiocese de Feira elege nova coordenação em Assembleia


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Aconteceu no último fim de semana (03-05/02) a Assembleia da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana/BA, que teve como tema: “Ser tão PJ: romper barreiras, renovar a esperança e celebrar a vida”; e como iluminação bíblica: “Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão. (Mt 28,10b)”. As atividades se derão na Chácara Santo Inácio, bairro Queimadinha. Nesta edição, além de avaliar os últimos dois anos de evangelização, e planejar os próximos anos, através do Plano Pastoral, a PJ da Arquidiocese de Feira de Santana também elegeu sua coordenação e assessoria arquidiocesanas e seus articuladores das 5 foranias.
As atividades se iniciaram na sexta, com a Mística Inicial, conduzida pelo facilitador da Assembleia, Bruno Conceição, que é pjoteiro natural de Salvador,e ex secretário regional da PJ.
No sábado pela manhã, os trabalhos continuaram com a reza do Ofício Divino da Juventude, onde houve a recordação de fatos e pessoas que marcaram a história da PJ desta Arquidiocese. Em seguida foi feita uma breve memória da caminhada da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana, com os pjoteiros Cristiam Machado e Erik Nascimento. História essa que se iniciou em 1992, por iniciativa do padre Miguel, espanhol e apaixonado pela causa das juventudes. Portanto são 25 anos de caminhada que celebramos em 2017.
Em seguida, se dividiu a plenária em grupos, para responder “o que temos” e “o que queremos” nos meios eclesial, social e politico. Já no sábado pela tarde, Lizandra e Ramon fizeram uma partilha sobre a caminhada da coordenação arquidiocesana nesses últimos dois anos. Logo após, os pjoteiros foram novamente divididos em grupos, para trabalhar os locais bíblicos e ver luzes em alguns documentos da Igreja, que pudessem ajudar na construção do plano pastoral. O final da tarde foi momento de celebrar, com a Santa Missa, presidida pelo Padre Avelino. Em sua homilia, o padre destacou a importância dos jovens pjoteiros serem “sal da terra” e “luz do mundo”, fazendo a diferença dentro desta realidade de cultura de morte e descarte. Para fechar o sábado, os pjoteiros se reuniram num luau e entregaram os certificados aos jovens que concluíram a formação da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara.
No domingo pela manhã, logo após a mística os trabbalhos focaram na construção do plano pastoral, que foi aprovado e agora será tocado pela equipe ampliada da PJ. Por fim foi o momento de escolher os nomes que estarão nos serviços, em favor dos grupos de jovens presentes nas comunidades desta Arquidiocese. Para a  Coordenação Arquidiocesana (colegiada)  foram escolhidos: Larissa Aragão, Camila Dias e Erik Nascimento. Para a assessoria arquidiocesana ficaram Irmã Márcia e Cíntia. Nas articulações das 5 foranias, em ordem crescente, foram confirmados : Lúcio Gomes, Paulo Vitor, Jorlan Neri, Franciel Santana e Cristiam Machado. E por fim, na assessoria da Escola da Juventude: Ir. Lilian e Tarcísio. E na assessoria financeira a Irmã Eulediane. A Mística de Envio foi momento de agradecer a vida doada dos que estiveram na coordenação no último período e que nessa assembleia deixaram o espaço (Lizandra e Ramon). Também momento de agradecer aos que vão exercer essa articulação pjoteira, nos variados serviços, rezando para que tudo seja muito frutífero. A PJ da Arquidiocese de Feira de Santana também agradece à disponibilidade de Bruno, e a todos delegados e delegadas que construíram essa Assembleia Arquidiocesana.
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Com informações de Erik Nascimento

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Do Crato para todo o Brasil: flores da ANPJ


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O Cariri cearense acolheu um momento marcante para a história da Pastoral da Juventude no Brasil. A Ampliada Nacional da PJ (ANPJ), realizada de 22 a 29 de janeiro, no Centro de Expansão “Dom Vicente de Araújo Matos”, no Crato, definiu as prioridades para a ação pastoral nos próximos 3 anos, além de garantir uma reflexão da missão pejoteira na Evangelização das Juventudes.
Os 120 delegados e delegadas representantes dos 18 regionais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), além de convidados e convidadas, refletiram as chamadas “Galileias Juvenis”. O título é uma referência à iluminação bíblica adotada pela atividade: “Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão” (Mt 28, 10). Segundo a secretária nacional da PJ, Aline Ogliari, a ideia de chamar as diferentes realidades juvenis de “Galileias” foi uma forma de contemplar as Juventudes a partir de cada chão específico, retomando o agir missionário de Jesus como uma forma de iluminar as ações junto a cada contexto.
Após a reflexão das inúmeras realidades e da experiência orante, que contou até com peregrinação ao Horto de Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte, a Ampliada Nacional elencou quatro prioridades, sendo uma para cada eixo da PJ, além de uma prioridade transversal. São elas:
ESPIRITUALIDADE
Reafirmar a espiritualidade libertadora (ofício, Leitura Orante da Bíblia, escolas populares de liturgia, Bíblia, etc) visando despertar a espiritualidade do cuidado.
AÇÃO
Promover uma campanha para enfrentamento dos ciclos de violência (simbólica, psicológica, financeira, doméstica, sexual e midiática) contra as mulheres.
FORMAÇÃO
Repensar a forma como trabalhamos a formação integral, considerando a importância e necessidade de aproximar, conhecer as diversas Galileias Juvenis, dinamizando as ações, adotando os direitos humanos como um tema transversal/gerador que perpasse as dimensões.
ARTICULAÇÃO
Aproximar e estabelecer parcerias com as pastorais e organismos sociais que possibilite uma ação transformadora nas várias realidades juvenis e ao mesmo tempo garantir viabilidade e fortalecimento de nossa organização e formação ampla.
TRANSVERSALIDADE NOS EIXOS QUE NORTEIAM A VIDA PASTORAL
Formação bíblico-teolólica para redescobrir o ser humano a partir da sua integridade, com um olhar especial para o feminino.
O assessor metodológico da Ampliada e membro do Instituto Paulista de Juventude (IPJ), Rogério de Oliveira, avaliou de forma positiva o resultado dos trabalhos. Para ele, as prioridades são desafios concretos e reais. “A reflexão sobre o enfrentamento da violência contra as mulheres é um marco real e que precisa ser discutido em nossas instâncias. A reafirmação de uma espiritualidade libertadora, centrada na missão e na pessoa de Jesus, vivida no cotidiano dentro das comunidades e pequenos grupos colabora na reafirmação de nossa identidade, bem como o novo olhar necessário para nossa formação integral em vista da missão do cristão e da cristã junto à sociedade. Melhor ainda é reafirmar que sabemos que não podemos fazer isso sozinhos, mas em parcerias. Dezenas de possibilidades passam pela minha cabeça, desde essas temáticas diretas, passando pela produção de materiais e chegando em encontros que debatam e sistematizem as experiências concretas”, refletiu.
A delegada do regional Sul 3 (RS), Luciana Troyano, fez questão de valorizar a mística utilizada no processo de escolha das prioridades. O texto das propostas estava registrado em pétalas floridas que, após serem escolhidas, formaram uma grande flor das prioridades. Para ela, o caminho agora deve ser se muito trabalho: “um dos primeiros cuidados é defender essas prioridades na fala e na prática; não se contradizer. E levar para as bases a flor que foi construída através do diálogo, do conhecer, da formação e o desejo de que ela continue florindo a partir de cada jovem”.

PROJETOS NACIONAIS
Os Projetos Nacionais da PJ foram avaliados pela Ampliada. A plenária entendeu a importância dos mesmos para a organização da PJ, reconhecendo que eles têm grande incidência nos grupos de jovens. No entanto, depois do período inicialmente proposto para a duração dos mesmos, que iria até a Ampliada de 2017, a PJ propõe que os mesmos sejam compreendidos como linhas de ação.
AJURI, Tecendo Relações, Caminhos de Esperança, Mística e Construção, Teias da Comunicação e A Juventude quer Viver continuam existindo nas suas principais incidências, porém como linhas de ação, ou seja, sem a necessidade de uma organização mais ampla a nível nacional. A natureza das propostas continuarão orientando os grupos de jovens e darão suporte para que as prioridades do triênio sejam executadas.

ESCOLHA PARA OS SERVIÇOS
O processo de escolha para a composição dos serviços da Secretaria Nacional e da Comissão Nacional de Assessores acabou não ocorrendo. A plenária preferiu encaminhar para a Coordenação Nacional, que se reúne no final de março, em São Paulo/SP, a decisão a partir da abertura de um novo processo de indicações.
A ANPJ avaliou as funções de cada serviço e buscou aprovar estratégias para humanizá-los. No caso da CNA, foi decidida uma nova forma de composição: ao invés de 6 pessoas, o grupo passará a contar com 5 assessores e assessoras, sendo um de cada região geográfica do país. Para o serviço da Secretaria Nacional, foi proposto que as ações missionárias sejam partilhadas com os demais membros da Coordenação Nacional.
Até a próxima reunião, a secretária nacional, Aline Ogliari, continua na representação da PJ, também para garantir a transição. Loide Almada e Alberto Chamorro, que fazem parte da Comissão Nacional de Assessores (CNA), também permanecem para auxiliar no acompanhamento das indicações.
Os novos instrumentais de indicação devem ser divulgados ao longo do mês de fevereiro e a escolha será conhecida após o término da primeira reunião da CNPJ, no dia 2 de abril.

JUVENTUDE DO CEARÁ AGRADECE CONFIANÇA
Ao final da Ampliada, os e as jovens das equipes de serviço agradeceram aos delegados e delegadas de todo Brasil a confiança e o carinho. Foi a oportunidade para que todos e todas agradecessem a doação de todo Regional Nordeste 1 (Ceará), que garantiu a realização da atividade.
A representante do regional na Coordenação Nacional da PJ, Ludmilla Yana, agradeceu a todas as lideranças que assumiram a missão de acolher a Ampliada. Segundo ela, todo o ano de preparação valeu à pena e a união de todos foi o fator fundamental para o sucesso.

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PJ traça seus próximos passos na Ampliada Nacional


ANPJ
A Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude foi regada da espiritualidade que liberta, que cuida, que desinstala, que move, cria laços, inquieta e embriagada de afetividade, de profetismo e amor/caridade. 
No caminho seguimos rodando os chapéus, rodopiamos as saias, e discutimos na dança da vida as Galileias, potes cheios de vinho – no inaugurar de um nova teologia – A TEOLOGIA DAS JUVENTUDES. 
Elencamos demandas, fizemos grito ecoar, e no passo da Igreja em saída, que é comunhão, foram escolhidas as prioridades para a missão:

ESPIRITUALIDADE: 
Reafirmar a espiritualidade libertadora (ofício, Leitura Orante da Bíblia, escolas populares de liturgia, Bíblia, etc) visando despertar a espiritualidade do cuidado.

AÇÃO: 
Promover uma campanha para enfrentamento dos ciclos de violência (simbólica, psicológica, financeira, doméstica, sexual e midiática) contra as mulheres.

FORMAÇÃO: 
Repensar a forma como trabalhamos a formação integral, considerando a importância e necessidade de aproximar, conhecer as diversas Galileias Juvenis, dinamizando as ações, adotando os direitos humanos como um tema transversal/gerador que perpasse as dimensões.

ARTICULAÇÃO
Aproximar e estabelecer parcerias com as pastorais e organismos sociais que possibilite uma ação transformadora nas várias realidades juvenis e ao mesmo tempo garantir viabilidade e fortalecimento de nossa organização e formação ampla.

TRANSVERSALIDADE NOS EIXOS QUE NORTEIAM A VIDA PASTORAL: 
Formação bíblico-teológica para redescobrir o ser humano a partir da sua integridade, com um olhar especial para o feminino.
Rezamos a palavra, comungamos do mesmo pão, semeamos a libertação. Avaliamos os projetos nacionais, mudamos a compressão, todos agora são linhas de ação.