quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ir. Alois de Taizé: mártires de nosso tempo imploram para estarmos juntos



Em entrevista concedida à Agência Sir, o Prior da Comunidade de Taizé, Ir. Alois, trata das principais questões que estão sacudindo o mundo.
Síria e Iraque
“A nossa impotência é terrível”, afirma, ao falar da guerra na Síria. “Recentemente telefonei aos franciscanos que vivem em Aleppo oeste. Aquilo que descrevem, é muito sofrimento. Mesmo assim, existem pessoas que não desistem e fazem tudo o que podem, sobretudo pelas crianças. A presença deles permite a nós não cair no desencorajamento. Mas é essencial apoiar estas pessoas com a nossa oração e ajudar o trabalho deles. Existem pessoas na mesma situação também em outros locais como em Mosul”, no Iraque.
Em função disto, o Ir. Alois fará um apelo em Riga para que, por meio de uma coleta chamada “operação esperança”, se possa expressar solidariedade às pessoas que vivem em Aleppo e Mosul.
Ucrânia e Berlim
Mas “a nossa solidariedade com a Síria e o Iraque não deve fazer com que esqueçamos de outros países em dificuldade. Vemos que a violência aumenta na Europa. Experimentamos isto há poucos dias em Berlim.
Em relação à Ucrânia, não se veem soluções no horizonte. É então fundamental que os jovens da Ucrânia e da Rússia conversem entre si, coloquem-se à escuta uns dos outros. A diplomacia será impotente sem similares encontros pessoais.
Visita à comunidade copta no Egito
Pudemos ver em Taizé, nestes últimos dois anos, o quanto encontros deste tipo, muitas vezes difíceis no início, permitem aos jovens optar por um caminho” - explica o Prior - que anuncia outro encontro para 20017:
“Em setembro próximo, com alguns irmãos e com jovens de diversos países, realizaremos uma peregrinação ao Egito e faremos uma visita, em particular, à comunidade copta-ortodoxa. O Bispo Thomas, um dos responsáveis por esta Igreja, esteve em Taizé no verão de 2015. Nos disse o quanto estas visitas são importantes para apoiar os cristãos. O aumento da violência nos obriga a estarmos juntos. São os mártires de nosso tempo, tão numerosos, que imploram por isto”.
Educar para a paz e a esperança
As novas gerações devem ser educadas para a paz, a esperança, “dando a eles confiança, dando a eles responsabilidades. Os encontros de jovens que fazemos em Taizé ou em outras partes do mundo são sustentados por eles, diz Ir. Alois, sublinhando a importância de “ajudá-los também a aprofundar a sua fé, a sua confiança existencial em Deus. Para resistir à instabilidade angustiante da nossa época, é necessário ter raízes profundas e estas raízes têm necessidade de tempo para desenvolverem-se pouco a pouco”.
Mensagem pelos 80 anos de Francisco
Pelos 80 anos do Papa Francisco, o Prior da Comunidade de Taizé assim escreveu a ele: “Gostaria de testemunhar ao senhor o que vemos em Taizé. Muitíssimas pessoas, jovens em particular, e não somente católicos, mas também protestantes, ortodoxos e pertencentes a outras religiões, às vezes até mesmo não-crentes, são sensíveis ao seu coração de pai, à sua generosidade, à abertura que o senhor manifesta por todos os homens. O senhor torna o Evangelho transparente aos seus olhos. Pedimos a Deus para lhe dar saúde por ainda muitos anos, permitindo-lhe assim, de prosseguir neste ministério difícil”.
(JE/Osservatore Romano)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Fé e Cidadania: Arquidiocese articula primeira turma para 2017

O curso de Fé e Cidadania se constitui como uma oportunidade para a compreensão da realidade sócio-política, econômica e cultural à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja.

1. OBJETIVOS DO CURSO

1.1 GERAL:
Interpretar a realidade sócio-política, econômica e cultural à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, visando formar pessoas conscientes da sua responsabilidade cristã na ótica da transformação social e na edificação do Reino de Deus.
1.2 ESPECÍFICOS:
  • Capacitar lideranças locais e regionais no âmbito do exercício da fé e da cidadania;
  • Despertar o interesse pelo conhecimento sistemático da Doutrina Social da Igreja;
  • Proporcionar a experiência e o conhecimento da pessoa de Jesus Cristo no contexto atual;
  • Conhecer o processo de formação histórico, social, político e cultural da sociedade brasileira;
  • Formar agentes conscientes no seu papel multiplicador da mensagem social do evangelho para a formação de novos líderes locais;
  • Despertar para o compromisso efetivo, com a divulgação dos valores do Reino de Deus, visando a transformação da sociedade.

2. CARGA HORÁRIA: 

90 horas.

3. PERIODICIDADE: 

Um final de semana por mês (sábado das 08:00 às 17:00hs / domingo das 08:00 às 12:00hs).

4. PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 

de fevereiro a junho de 2017.

5. PÚBLICO ALVO:

Interessados na temática, agentes de pastorais (Sacerdotes, Pastores, Diáconos, Seminaristas, religiosos (as), consagrados (as) e leigos, movimentos e organismos eclesiais, lideranças cristãs, movimentos sociais, sindicatos e lideranças jovens).

6. NÚMERO DE VAGAS: 

40 vagas

9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

MÓDULO I (Datas: 10,11 e 12/02/2017)
Análise de conjuntura social e política do Brasil

MÓDULO II (Datas: 18 e 19/03/2017)
Bíblia I - Projeto de Deus no Antigo Testamento (perspectiva histórica)
Bíblia II - Projeto de Deus no Antigo Testamento (Profetismo)

MÓDULO III (Datas: 08 e 09/04/2017)
Bíblia III – Projeto de Deus no novo Testamento. (Jesus Cristo)
Bíblia IV – Projeto de Deus no Novo Testamento (Seguimento de Jesus)

MÓDULO IV (Datas: 13 e 14/05/2017)
Doutrina Social da Igreja
Ação Social da Igreja e projeção na sociedade civil.

MÓDULO V (Datas: 10 e 11/06/2017)
Constituição e Democracia.
Liderança e Dinâmica de Trabalho com o povo.
Seminário Temático.

10. METODOLOGIA:

O curso está organizado em encontros presenciais com aulas expositivas, participativas, projeção de vídeos, problematização de textos, atividades em grupos, relatos de experiências pessoais e apresentação de soluções para diversas problemáticas.
Os participantes terão que desenvolver uma atividade em cada disciplina e um seminário temático ao término do curso.

11. CERTIFICAÇÃO: 

Receberá o certificado o cursista que cumprir as atividades propostas e tiver o mínimo de 75% de frequência em todo curso.

12. CORPO DOCENTE: 

Professores convidados

13. INVESTIMENTO:

Taxa de Inscrição online R$ 64,79 para o curso (este valor corresponde à primeira parcela do valor total do curso de R$ 304,79). O restante será parcelado em até 4 x R$ 60,00 ou pago em forma de mensalidade, no total de 4 (quatro) no decorrer do curso. O pagamente online da inscrição poderá se efetivado mediante cartão (Visa ou Mastercar) ou boleto bancário. 
OBSERVAÇÃO: Não está incluído no valor da inscrição nem o valor da alimentação e nem da hospedagem. A alimentação e hospedagem é por conta do aluno. (Existem casas religiosas ou de encontro e hotéis com preços bastante acessíveis em Feira de Santana).

15. INFORMAÇÕES:
(75) 3626-0977 | 3626-3529| whatsapp 98191-9161
www.catolicadefeira.com.br

16. PARCERIAS:

Faculdade Católica de Feira de Santana
Arquidiocese de Feira de Santana
Cáritas – Arquidiocesana de Feira de Santana e Regional NE III
CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil – Arquidiocesano e Regional NE III
CRB – Conferencia dos Religiosos do Brasil (Arquidiocese de Feira de Santana)
Pastorais Sociais da Arquidiocese de Feira de Santana


domingo, 25 de dezembro de 2016

Papa: "é tempo que as armas se calem definitivamente"



Ao meio-dia deste domingo de Natal, o Papa Francisco assomou ao balcão central da Basílica de São Pedro para a tradicional bênção Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo) do Pontífice.
Em suas intenções de paz, o Papa recordou as regiões em guerra e incentivou as negociações aos países que buscam a concórdia. Francisco também recordou as famílias que perderam entes queridos em atos de terrorismo.

Abaixo, a íntegra da mensagem de Francisco.
***
Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Hoje, a Igreja revive a maravilha sentida pela Virgem Maria, São José e os pastores de Belém ao contemplarem o Menino que nasceu e jaz em uma manjedoura: Jesus, o Salvador.
Neste dia cheio de luz, ressoa o anúncio profético:
«Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da Paz» (Is 9, 5).
O poder deste Menino, Filho de Deus e de Maria, não é o poder deste mundo, baseado na força e na riqueza; é o poder do amor. É o poder que criou o céu e a terra, que dá vida a toda a criatura: aos minerais, às plantas, aos animais; é a força que atrai o homem e a mulher e faz deles uma só carne, uma só existência; é o poder que regenera a vida, que perdoa as culpas, reconcilia os inimigos, transforma o mal em bem. É o poder de Deus. Este poder do amor levou Jesus Cristo a despojar-Se da sua glória e fazer-Se homem; e o levará a dar a vida na cruz e ressurgir dentre os mortos. É o poder do serviço, que estabelece no mundo o reino de Deus, reino de justiça e paz.
Por isso, o nascimento de Jesus é acompanhado pelo canto dos anjos que anunciam:
«Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).
Hoje este anúncio percorre a terra inteira e quer chegar a todos os povos, especialmente aos povos que vivem atribulados pela guerra e duros conflitos e sentem mais intensamente o desejo da paz.
Paz aos homens e mulheres na martirizada Síria, onde já demasiado sangue foi versado. Sobretudo na cidade de Aleppo, cenário nas últimas semanas de uma das batalhas mais atrozes, é tão urgente assegurar assistência e conforto à população civil exausta, respeitando o direito humanitário. É tempo que as armas se calem definitivamente, e a comunidade internacional se empenhe ativamente para se alcançar uma solução negociada e restabelecer a convivência civil no país.
Paz às mulheres e homens da amada Terra Santa, eleita e predileta de Deus. Israelenses e palestinos tenham a coragem e a determinação de escrever uma página nova da história, onde o ódio e a vingança cedam o lugar à vontade de construir, juntos, um futuro de mútua compreensão e harmonia. Possam reencontrar unidade e concórdia o Iraque, a Líbia e o Iêmen, onde as populações padecem a guerra e brutais ações terroristas.
Paz aos homens e mulheres em várias regiões da África, particularmente na Nigéria, onde o terrorismo fundamentalista usa mesmo as crianças para perpetrar horror e morte. Paz no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, para que sejam sanadas as divisões e todas as pessoas de boa vontade se esforcem por embocar um caminho de desenvolvimento e partilha, preferindo a cultura do diálogo à lógica do conflito.
Paz às mulheres e homens que sofrem ainda as consequências do conflito no leste da Ucrânia, onde urge uma vontade comum de levar alívio à população e implementar os compromissos assumidos.
Concórdia, invocamos para o querido povo colombiano, que sonha realizar um novo e corajoso caminho de diálogo e reconciliação. Tal coragem anime também a amada Venezuela a empreender os passos necessários para pôr fim às tensões atuais e edificar, juntos, um futuro de esperança para toda a população.
Paz para todos aqueles que, em diferentes áreas, suportam sofrimentos devido a perigos constantes e injustiças persistentes. Possa o Myanmar consolidar os esforços por favorecer a convivência pacífica e, com a ajuda da comunidade internacional, prestar a necessária proteção e assistência humanitária a quantos, delas, têm grave e urgente necessidade. Possa a Península Coreana ver as tensões que a atravessam superadas num renovado espírito de colaboração.
Paz para quem perdeu uma pessoa querida por causa de brutais atos de terrorismo, que semearam pavor e morte no coração de muitos países e cidades. Paz – não em palavras, mas real e concreta – aos nossos irmãos e irmãs abandonados e excluídos, àqueles que padecem a fome e a quantos são vítimas de violência. Paz aos deslocados, aos migrantes e aos refugiados, a todos aqueles hoje são objeto do tráfico de pessoas. Paz aos povos que sofrem por causa das ambições econômicos de poucos e da avidez insaciável do deus-dinheiro que leva à escravidão. Paz a quem suporta dificuldades sociais e econômicas e a quem padece as consequências dos terremotos ou de outras catástrofes naturais.
Paz às crianças, neste dia especial em que Deus Se faz criança, sobretudo às privadas das alegrias da infância por causa da fome, das guerras e do egoísmo dos adultos.
Paz na terra a todas as pessoas de boa vontade, que trabalham diariamente, com discrição e paciência, em família e na sociedade para construir um mundo mais humano e mais justo, sustentadas pela convicção de que só há possibilidade de um futuro mais próspero para todos com a paz.
Queridos irmãos e irmãs!
“Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado”: é o “Príncipe da Paz”. Acolhamo-Lo!
***
[depois da Bênção]
A vocês, queridos irmãos e irmãs, reunidos de todo o mundo nesta Praça e a quantos estão unidos conosco de vários países por meio do rádio, televisão e outros meios de comunicação, formulo os meus cordiais votos.
Neste dia de alegria, todos somos chamados a contemplar o Menino Jesus, que devolve a esperança a todo o ser humano sobre a face da terra. Com a sua graça, demos voz e demos corpo a esta esperança, testemunhando a solidariedade e a paz. Feliz Natal a todos!
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PJ é eleita para compor gestão do CEJUVE/BA (2017-2018)


A imagem pode conter: 10 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e pessoas em pé

A Assembleia Eleitoral do Conselho Estadual de Juventude (Cejuve), realizada na tarde da última terça-feira (13), elegeu as 40 organizações da sociedade civil que irão participar da gestão do biênio 2017/2018 (clique aqui e confira os eleitos). A reunião aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa da Bahia e elegeu os ocupantes das vagas de titulares e suplentes para as cadeiras Artísticas e Culturais, de Comunidades Tradicionais, Cultura e Educação, Do Campo, Estudantis, Feministas, Fóruns e Redes, Hip-Hop, Juventude Negra, Juventude Religiosa, LGBT, Mídia e Comunicação, Políticos Partidários, Saúde, Trabalho e Renda e Beneficiários de PPJ.


Na avaliação do coordenador de Políticas de Juventude da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Jabes Soares, “a renovação do Cejuve abriu espaço para a entrada de novas entidades, muitas do interior do estado, ampliando e diversificando as vozes que representam a juventude de toda a Bahia”, disse.
Segundo o atual presidente do Cejuve, Agnaldo Almeida, foram 70 entidades inscritas para o processo eleitoral, “número que superou a última assembleia eleitoral do Cejuve, o que demonstra a forte mobilização da juventude baiana e vontade de participar das decisões políticas. Nesse sentido, temos muito o que comemorar”, disse.
PJ presente na gestão 2017-2018 do CEJUVE
A Pastoral da Juventude continuará representada na composição do Conselho Estadual de Juventude, representada por Camila Borges, natural de Cruz das Almas. Segue abaixo partilha feita por ela sobre o processo da eleição: 
"A cadeira de juventude religiosa foi disputada pela Pastoral da Juventude, pela Cáritas e pela Aprisco, por meio de eleição foi escolhido a PJ como titular e a Cáritas como suplente, mandato é de dois anos, no primeiro ano (2017) a PJ será titular e a Cáritas a suplente, em 2018 será o inverso. 
A PJ indicou meu nome para representá-la. Eu faco parte da Pastoral da Juventude do Recôncavo a quase 10 anos, sendo que hoje estou no serviço da assessoria jovem. Tenho 25 anos, sou assistente social e mestranda em Ciências Sociais. 
A PJ vem a muito tempo fazendo o enfrentamento politico para a construção de politicas publicas de juventude, fazendo parte dos processos de construção, como as conferências de juventude. A PJ é uma rede de proteção da juventude, defende a vida plena. Para mim é muito gratificante poder estar representado essa pastoral tao qualificada. 
Entendo o conselho como um espaço de participação e controle social no acompanhamento da execução de politicas de juventude, estou representando esse coletivo e estarei em constante diálogo com a PJ. Pessoas da PJ que já fizeram parte desse conselho irão me ajudar nesse processo como Mailson, Michele, Jadeilson e Marcos. Agradeço a PJ pela indicação e a Mailson e demais pejoteiros que me incentivaram a assumir esse serviço." A PJ da Bahia também agradece a Mailson pelo serviço prestado junto ao CEJUVE durante o atual período, sempre assumindo a defesa da vida da juventude, como nossa pastoral prega.
A imagem pode conter: 8 pessoas, pessoas em pé
Com informações de Portal Abrantes e Camila Borges

domingo, 11 de dezembro de 2016

Coordenação da PJ NE3 se reúne em Valentim (Diocese de Jequié/BA)


Foi realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro a segunda reunião do ano da coordenação regional da Pastoral da Juventude, da Bahia e Sergipe (Nordeste 3). Esta foi realizada no distrito de Valentim (município de Boa Nova), pertencente à Diocese de Jequié. Na sexta aconteceu a acolhida, oração inicial, e partilha de vida.
O sábado pela manhã se iniciou com a mística conduzida pela Região Pastoral 4 (Sudoeste Baiano), que trouxe os 4 elementos para ajudar nessa oração. Em seguida a coordenação partilhou a caminhada do regional no ano, a partir de palavras-chave, como Dia Nacional da Juventude, Grito dos Excluídos, Semanas da Cidadania e do Estudante e Encontro Regional da PJ. Logo após, foi o momento de fazer a partilha da caminhada da coordenação nacional, secretaria regional e dos articuladores das Regiões Pastorais. Também foi feita a partilha da preparação para a Ampliada Nacional da PJ, que será em janeiro na Diocese de Crato (CE), feito pelo nosso CN, Tiago Medeiros. Importante ressaltar que é a primeira CRPJ da nova secretária regional, Samantha Gadêlha.
No turno da tarde foi momento de analisar o Plano Pastoral da PJ NE3, a partir de grupos de trabalhos. Na parte da noite discutiu-se sobre as questões para a preparação do 14º ERPJ, que será na Diocese de Jequié, entre os dias 8 e 10 de setembro de 2017, com a colaboração da equipe diocesana da PJ. Teremos como tema: “Juventude e Espiritualidade – Com a Mãe Negra Aparecida, em defesa da Vida”; e o lema: “Hoje eu estabeleço você sobre nações e reinos, para construir e plantar” Jr 1,10.
O domingo teve como pauta questões como o calendário regional, e outras demandas a nível de Bahia e Sergipe. A mística final ficou por conta da RP 5 (Oeste Baiano), quando os pjoteiros rezaram em meio à natureza, junto ao rio local.
Com informações de Erik Nascimento

terça-feira, 29 de novembro de 2016

“A consolação da esperança cristã”, pede o Papa às vítimas do acidente aéreo


O Papa Francisco enviou uma mensagem de pesar ao Cardeal Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, pelas vítimas da tragédia aérea na Colômbia na madrugada desta terça-feira.
Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre, “consternado pela trágica notícia do acidente aéreo na Colômbia, que causou numerosas vítimas no Brasil”, pede a Dom Sérgio que transmita “suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados, ao mesmo tempo que encomenda a Deus Pai de Misericórdia os falecidos”.
Francisco pede “ao céu conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos os atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e procuram remediá-lo, uma propiciadora Bênção Apostólica”.
Da mesma forma, o Pontífice enviou sua mensagem de pesar ao Bispo de Sonsón Rionegro, Colômbia, Dom Fidel León Cadavid Marín, território onde ocorreu a tragédia.
Na mensagem – assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin – o Santo Padre “eleva orações pelo eterno descanso dos falecidos”, ao mesmo tempo que pede a Dom Marín que transmita seu “sentido pesar aos familiares e a todos que choram tão sensível perda, junto com expressões de afeto, solidariedade e consolo aos feridos e afetados pelo trágico acontecimento”.
Por fim, o Papa Francisco pede ao Senhor “que derrame sobre todos eles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã” e concede de coração a Bênção Apostólica.
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

CNBB lança Doutrina Social da Igreja para os Jovens



Com 12 capítulos, o livro apresenta temas que se referem ao amor humano, a família, economia e política
A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quarta-feira, 23 de novembro, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja para os Jovens – Docat. A cerimônia ocorreu na sede da CNBB, em Brasília (DF) e reuniu a presidência da entidade, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e representantes do Youcat Foundation. 
Na cerimônia, o vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger contextualizou o surgimento da Doutrina Social da Igreja (DSI). “A Doutrina Social da Igreja se olharmos bem tem princípios lá no Antigo Testamento com o ensinamento dos profetas, mas foi Jesus que nos apresentou em pontos claros o que a Igreja deve ensinar a todos. A partir de Leão XIII, no final do século 19, essa Doutrina da Igreja foi sendo solidificada, apresentada de forma muito clara, especialmente através das encíclicas papais, e com o resultado de toda essa caminhada surgiu a Doutrina Social da Igreja".
Para dom Murilo, a DSI é a base do Docat, apresentado pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Cracóvia, na Polônia. “Um jovem lendo esse catecismo, estudando e refletindo vai poder saber o que a Igreja espera dele como alguém que é ‘Sal da Terra e Luz do Mundo’. Esse presente que o papa deu aos jovens e que muito ajuda a Igreja é colocado agora também nas mãos dos jovens brasileiros”, sublinhou o bispo. 
Com uma adaptação atraente e ilustrativa, o Docat é um pequeno manual dos Ensinamentos Sociais da Igreja. O livro foi idealizado pelos mesmos criadores do Catecismo Jovem (Youcat). Seu principal objetivo é ensinar numa linguagem dialógica, com perguntas e respostas, como os jovens cristãos podem mudar o mundo através da ação social e política, com base nos ensinamentos do Evangelho.  
A elaboração e a ilustração do livro contou com a participação de jovens de diferentes países, inclusive do Brasil. Um deles é o missionário e responsável pelo Youcat Center Brasil, Jeronimo Lauricio, que esteve presente na abertura de lançamento. Para ele, a experiência de colaborar na elaboração do Docat é de “gratidão”. O diretor executivo do Youcat Center, Dr.Christian Lerman também participou da cerimônia. 

Interatividade

Visando aproximar mais ainda os jovens da DSI, o Docat também pode ser acessado por celulares e outros dispositivos móveis, por meio de um aplicativo (app). De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude da CNBB, padre Antônio Ramos Prado, a versão traz a íntegra do documento, que é organizado em 12 capítulos. Além disso, há uma área de jogos, que testa o conhecimento do usuário e também proporciona interatividade entre eles.
O livro já disponível na ‘Edições CNBB’. Acesse o site da editora e confira o lançamento.
Fonte: CNBB

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Para CNBB, é "inadequado e abusivo" que reforma do Ensino Médio seja feita por MP



Conselho Episcopal Pastoral (Consep) aprovou nota sobre a Medida Provisória 746/16 que pretende reformar o Ensino Médio.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), nos dias 22 e 23 de novembro, aprovou a nota sobre a chamada "Reforma do Ensino Médio", apresentada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na forma de Medida Provisória. Para os bispos, são louváveis as iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar a realidade do ensino brasileiro, mas "assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução". A entidade acredita que "questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais".
No texto, os bispos ressaltam que a educação deve formar integralmente o ser humano. "O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental", afirmam na nota.  
Leia na íntegra:


NOTA DA CNBB SOBRE A “REFORMA DO ENSINO MÉDIO” – MP 746/16

“A fim de que os estudantes tenham esperança!”
(Papa Francisco, 14 de março de 2015)

 

O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, manifesta inquietação face a Medida Provisória 746/16 que trata da reforma do Ensino Médio, em tramitação no Congresso Nacional.
Segundo o poder executivo, a MP 746/16 é uma proposta para a superação das reconhecidas fragilidades do Ensino Médio brasileiro. Sabe-se que o modelo atual, não prepara os estudantes para os desafios da contemporaneidade. Assim, são louváveis iniciativas que busquem refletir, debater e aprimorar essa realidade. 
Contudo, assim como outras propostas recentes, também essa sofre os limites de uma busca apressada de solução. Questão tão nobre quanto a Educação não pode se limitar à reforma do Ensino Médio. Antes, requer amplo debate com a sociedade organizada, particularmente com o mundo da educação. É a melhor forma de legitimação para medidas tão fundamentais. 
Toda a vez que um processo dessa grandeza ignora a sociedade civil como interlocutora, ele se desqualifica. É inadequado e abusivo que esse assunto seja tratado através de uma Medida Provisória.
A educação deve formar integralmente o ser humano. O foco das escolas não pode estar apenas em um saber tecnológico e instrumental. Há que se contemplar igualmente as dimensões ética, estética, religiosa, política e social. A escola é um dos ambientes educativos no qual se cresce e se aprende a viver. Ela não amplia apenas a dimensão intelectual, mas todas as dimensões do ser humano, na busca do sentido da vida. Afinal, que tipo de homem e de mulher essa Medida Provisória vislumbra?
Em um contexto de crise ética como o atual, é um contrassenso propor uma medida que intenta preparar para o mercado e não para a cidadania. Dizer que disciplinas como filosofia, sociologia, educação física, artes e música são opcionais na formação do ser humano é apostar em um modelo formativo tecnicista que favorece a lógica do mercado e não o desenvolvimento integral da pessoa e da sociedade.
Quando a sociedade não é ouvida ela se faz ouvir. No caso da MP 746/16, os estudantes reclamaram seu protagonismo. Os professores, já penalizados por baixos salários, também foram ignorados. Estes são sinais claros da surdez social das instâncias competentes. 
Conclamamos a sociedade, particularmente os estudantes e suas famílias, a não se deixar vencer pelo clima de apatia e resignação. É fundamental a participação popular pacífica na busca de soluções, sempre respeitando a pessoa e o patrimônio público. A falta de criticidade com relação a essa questão trará sérias consequências para a vida democrática da sociedade.
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por nós.

 

Brasília, 23 de novembro de 2016.


Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Presidente em Exercicio da CNBB

Dom Guilherme A. Werlang, MSF
Bispo de Ipamerí
Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Papa apresenta carta apostólica na conclusão do Ano Santo da Misericórdia

Texto divulgado nesta segunda-feira indica perdão e caridade
Após o encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, foi apresentada a Carta Apostólica do papa Francisco “Misericórdia e mísera”. A carta, disponível em português, é dividida em 22 pontos e começa com a explicação do título: misericórdia e mísera são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera. O perdão e a caridade são os dois eixos centrais do documento divulgado nesta segunda-feira, dia 21 de novembro.
No texto, o papa Francisco explica o título que recorda a abordagem de Santo Agostinho da passagem do encontro de Jesus com a mulher adúltera.  “Esta página do Evangelho pode ser considerada como ícone de tudo o que celebramos no Ano Santo. (...) No centro, não temos a lei e a justiça legal, mas o amor de Deus. (...) Não se encontram o pecado e o juízo em abstrato, mas uma pecadora e o Salvador. (...) A miséria do pecado foi revestida pela misericórdia do amor”, escreve o pontífice.
Francisco recorda que ninguém pode pôr condições à misericórdia. “Esta permanece sempre um ato de gratuidade do Pai celeste”. Concluído o Jubileu, há o convite para se olhar para frente e compreender como se pode continuar experimentando a riqueza da misericórdia divina.
Alguns pontos foram destacados do texto do papa pela Rádio Vaticano:

Celebração eucarística

Em primeiro lugar, Francisco aponta a celebração da misericórdia através da missa. Dirigindo-se aos sacerdotes de modo especial, o Papa recomenda a preparação da homilia e o cuidado na sua proclamação. “Comunicar a certeza de que Deus nos ama não é um exercício de retórica, mas condição de credibilidade do próprio sacerdócio”, adverte o pontífice. O papa faz algumas sugestões, como de um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, em prol de sua difusão, conhecimento e aprofundamento.

Perdão

O pontífice dedica amplo espaço na Carta Apostólica para falar do sacramento da Reconciliação, “que precisa voltar a ter o seu lugar central na vida cristã”. Francisco agradece aos “missionários da misericórdia”, que ele instituiu no início deste Jubileu para aproximar os fiéis da confissão. De fato, determinou que este ministério não termine com o fechamento da Porta Santa, mas permaneça até novas ordens. Aos confessores, o papa pediu acolhimento, disponibilidade, generosidade e clarividência. “Não há lei nem preceito que possa impedir a Deus de reabraçar o filho. Deter-se apenas na lei equivale a invalidar a fé e a misericórdia divina”, escreve, pedindo que seja reforçada nas dioceses a celebração da iniciativa “24 horas para o Senhor”, nas proximidades do IV domingo para a Quaresma.

Absolvição do aborto

Neste contexto, se encontra a grande novidade da Carta Apostólica. A partir de agora, o pontífice concede a todos os sacerdotes a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. “Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário. Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai. Portanto, cada sacerdote faça-se guia, apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes neste caminho de especial reconciliação.”

Fraternidade de São Pio X

Na mesma linha, o papa estende a absolvição sacramental dos pecados aos fiéis que frequentam as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X, instituída no Ano Santo. “Para o bem pastoral destes fiéis e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar a plena comunhão na Igreja Católica, estabeleço por minha própria decisão de estender esta faculdade para além do período jubilar, até novas disposições sobre o assunto, a fim de que a ninguém falte jamais o sinal sacramental da reconciliação através do perdão da Igreja.”

Caridade

Francisco fala ainda da importância da consolação, principalmente na família e no momento da morte, mas é à caridade que dedica outra grande parte da Carta Apostólica: “Termina o Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração permanece sempre aberta. (...) Por sua natureza, a misericórdia se torna visível e palpável numa ação concreta e dinâmica”.
O papa cita algumas iniciativas deste Ano Jubilar, como as sextas-feiras da misericórdia, para agradecer aos inúmeros voluntários que dedicam seu tempo ao próximo. Mas para incrementar essas iniciativas, o Pontífice pede que se “arregace as mangas”, com imaginação e criatividade. As obras de misericórdia – escreve – têm “valor social” diante de um mundo que continua gerando novas formas de pobreza espiritual e material, que comprometem a dignidade das pessoas.
“O caráter social da misericórdia exige que não permaneçamos inertes mas afugentemos a indiferença e a hipocrisia para que os planos e os projetos não fiquem letra morta”. Para Francisco, com as obras de misericórdia se pode criar uma verdadeira revolução cultural.

Dia Mundial dos Pobres

No final da Carta Apostólica, como mais um sinal concreto deste Ano Santo Extraordinário, o papa Francisco institui para toda a Igreja o Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no 33º Domingo do Tempo Comum. “Será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres. Será um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho e tomar consciência de que não poderá haver justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa. Além disso este Dia constituirá uma forma genuína de nova evangelização”, explicou.
Com informações da Rádio Vaticano
Foto: ANSA/L’Osservatore Romano

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Papa à Cop 22: combater as mudanças climáticas e a pobreza

O Papa Francisco enviou, nesta terça-feira (15/11), uma mensagem aos participantes da 22ª sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (Cop 22), em andamento até o próximo dia 18, em Marrakech, no Marrocos.
A nota foi enviada ao Ministro das Relações Exteriores e da Cooperação do Reino do Marrocos, Salaheddine Mezouar, Presidente dessa reunião sobre o clima.
Degradação ambiental
“A situação atual de degradação ambiental, fortemente ligada à degradação humana, ética e social que, infelizmente, vivemos todos os dias, interpela a todos nós, cada um com suas funções e competências, e nos reúne aqui com um renovado sentido de consciência e responsabilidade”, frisa o Papa na mensagem.

O Reino do Marrocos acolhe a Cop 22 poucos dias depois da entrada em vigor do Acordo de Paris, adotado menos de um ano atrás. “A sua adoção é uma forte tomada de consciência. Diante de temáticas complexas como as mudanças climáticas é necessário dar uma resposta coletiva responsável a fim de realmente colaborar na construção da nossa casa comum”, sublinha ainda o pontífice.

Tecnologia
Por outro lado, “a rápida entrada em vigor do acordo reforça a convicção de que podemos e devemos veicular a nossa inteligência para encaminhar a tecnologia, cultivar e limitar o nosso poder, e colocá-los “a serviço de um outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”, capaz de por a economia a serviço da pessoa humana, construir a paz e a justiça, e salvaguardar o ambiente”.
O Acordo de Paris traçou um percurso claro que toda a comunidade internacional é chamada a se comprometer. “A Cop 22 é uma etapa central deste percurso que incide sobre toda a humanidade, em particular sobre os mais pobres e nas gerações futuras que são a componente mais vulnerável do impacto preocupante das mudanças climáticas e nos lembra a responsabilidade ética e moral de agir sem demora, de forma livre de pressões políticas e econômicas, superando interesses e comportamentos particularistas.”
Solidariedade
“Uma das contribuições do Acordo de Paris é incentivar a promoção de estratégias de desenvolvimento nacional e internacional baseadas numa qualidade ambiental que podemos definir como solidária”, observa o Papa. O acordo incentiva “a solidariedade para com as populações mais vulneráveis e se baseia nas fortes ligações existentes entre a luta contra as mudanças climáticas e a pobreza. Embora sejam muitos os elementos técnicos chamados em causa nesse âmbito, estamos conscientes de que não se pode limitar tudo à dimensão econômica e tecnológica: as soluções técnicas são necessárias mas não suficientes; é essencial e necessário considerar atentamente os aspectos éticos e sociais do novo paradigma de desenvolvimento e progresso”.
Francisco destaca na mensagem dois campos fundamentais: o da educação e da promoção de estilos de vida capazes de favorecer modelos de produção e consumo sustentáveis. Recorda a necessidade de crescimento da consciência responsável para com a nossa casa comum. “A esta tarefa são chamados a dar sua contribuição todos os Estados, a sociedade civil, o setor primado, o mundo cientifico, as instituições financeiras, as autoridades de cada país, comunidades locais e populações indígenas.”

Cultura do cuidado 
O Papa faz votos de que os trabalhos da Conferência de Marrakech incentivem as pessoas a promoverem seriamente a “cultura do cuidado que permeie toda a sociedade”, o cuidado da criação, mas também do próximo, vizinho ou distante no espaço e no tempo.
“O estilo de vida baseado na cultura do descarte é  insustentável e não deve ter espaço em nossos modelos de desenvolvimento e educação. Este é um desafio educacional e cultural que deve responder também ao processo de implementação do Acordo de Paris”, conclui Francisco. 

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 15 de novembro de 2016

PJ NE3 expressa apoio às ocupações de escolas e universidades


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A Pastoral da Juventude do Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe) vem por meio desta carta, expressar seu apoio, sintonia e encorajamento às juventudes que estão participando direta e indiretamente das ocupações das escolas e universidades, demonstrando luta e resistência frente à onda de retrocessos que ameaçam a qualidade da nossa educação (reforma do ensino médio e PEC 241 (atual PEC 55). Repudiamos os ataques e ameaças midiáticas em que os movimentos sociais e movimentos estudantis vêm sofrendo, por estarem organizados e em manifestação pela garantia dos nossos direitos. Esses movimentos lutam historicamente e são responsáveis por diversos direitos que hoje possuímos, não podemos nos omitir e/ou perder de vista o objetivo coletivo que deve sobressair aos interesses individuais que impedem e comprometem a ampliação de melhorias em nossa sociedade.
Acreditamos, que a proposta de reforma do ensino médio (via medida provisória) e PEC 241, assim como todo o projeto Temer de gestão, a saber reforma trabalhista e previdenciária por exemplo, não favorecerá o desenvolvimento do nosso país, pois compromete o acesso aos direitos duramente conquistados e garantidos até então pela Constituição Federal de 88. Educação e Saúde não são gastos, são na verdade investimentos, principalmente quando se fala dos setores que atendem especificamente os brasileiros mais pobres, como é o caso do setor público. Cortar verbas da educação pública é uma afirmação clara de que se pretende criar uma sociedade com maiores índices de desigualdade e pobreza, a saída da crise deveria ser mais verba para educação das nossas crianças e jovens.
Reafirmamos nosso compromisso, na defesa pela garantia dos direitos à todos e todas. Como cristãos e cristãs não podemos nos silenciar diante desse cenário de ataque sobretudo, aos mais empobrecidos. A precarização e sucateamento da coisa pública só crescerá se não ousarmos lutar. É preciso se posicionar, pois não fazê-lo é apoiar o sistema opressor, que já muito têm nos ferido. Iluminados/as pela passagem do evangelho que anuncia: “bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois serão saciados (MT 5, 6), afirmamos que o nosso lado é o dos que estão sendo perseguidos, presos e mortos nas reivindicações e também ao lado daqueles/as que estão nas ocupações lutando contra todo tipo de poder que tenta intimidar e calar.


– Coordenação da Pastoral da Juventude – Regional NE3
– Assessoria da Pastoral da Juventude – Regional NE3

sábado, 12 de novembro de 2016

CELAM cria Conselho da Mobilidade Humana e dos Refugiados



Nasce no coração do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) um novo organismo pastoral. Trata-se do Conselho Latino-americano da Mobilidade Urbana e dos Refugiados (CLAMOR).
A decisão, comunicada na quinta-feira (10/11) pelo CELAM, consta na ‘Declaração de Honduras’, que segue o recente seminário realizado em Tegucigalpa por iniciativa do Departamento Justiça e Solidariedade do CELAM (Dejusol), dedicado aos migrantes, aos refugiados, ao tráfico de pessoas.
Na Declaração é evidenciada “a grave situação vivida por milhares de irmãos e irmãs que viram-se obrigados a emigrar, encontrando muros físicos, políticos, religiosos e culturais ao invés de portas abertas”.
Em particular, são trazidos alguns exemplos, como “as 15 mil pessoas, mexicanas, turcos, paquistaneses, togoleses, sírios, haitianos, eritreus e congoleses, bloqueadas nos últimos quatro meses em Tijuana”, na fronteira entre o México e a Califórnia.
Ou também, “os mais de 26 mil menores chegados nos últimos seis meses – segundo a UNICEF – no norte do México e nos Estados Unidos, pedindo asilo”.
Todavia, “não é menos dramática a situação dos cubanos bloqueados no Panamá ou Costa Rica e não menos dilacerante a situação de milhares de haitianos que fogem da pobreza, obrigados a percorrer rotas perigosas e enfrentar fortes discriminações”.
O CLAMOR, nas intenções da Igreja latino-americana, terá a missão de articular e coordenar “os esforços das diversas realidades da Igreja “que se ocupam da questão.


Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Papa aos sem-teto: perdão por cristãos que lhes desviam o olhar

Peço-lhes perdão pelas pessoas da Igreja que não olharam para vocês, que voltaram o olhar para o outro lado: foram palavras do Papa Francisco acolhendo ao meio-dia desta sexta-feira (11/11), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de quatro mil pessoas provenientes de muitos países europeus que viveram ou que vivem na rua, presentes estes dias em Roma para celebrar o seu Jubileu da Misericórdia.
Várias associações que assistem pessoas em grave situação de precariedade e sem-teto aderiram ao evento promovido pela Associação francesa “Irmão”.
As palavras pronunciadas pelo arcebispo de Lion, Cardeal Philippe Barbarin, abrindo o encontro, foram precedidas dos calorosos cumprimentos e abraços entre Francisco e seus convidados.
“Vimos encontrar a Igreja e o próprio Cristo”, disse Etienne Villemain da Associação Irmão dirigindo-se ao Papa, a quem agradeceu por habitualmente recordá-los desse modo. Também nós queremos experimentar a ternura de Deus, disse, expressando ao Pontífice um grande desejo: de que possam ser organizadas Jornadas mundiais dos pobres.
Em seguida, Christian e Robert deixaram o seu testemunho: dois sem-teto, repletos de gratidão para com aqueles que os ajudaram e para com o Papa, por levar consigo os pobres em seu coração.
O Pontífice iniciou dizendo ter anotado algumas palavras que tinha acabado de ouvir. As seguintes: “como seres humanos  não nos diferenciamos dos grandes do mundo. Temos nossas paixões e nossos sonhos, que buscamos levar adiante dando pequenos passos”.
A paixão e os sonhos: duas palavras que podem ajudar. “Não deixem de sonhar”, recomendou o Santo Padre, falando espontaneamente aos presentes, ou seja, sem texto previamente preparado.
“A pobreza está no coração do Evangelho. Aquele que tem tudo não pode sonhar! As pessoas, os simples foram até Jesus porque sonhavam que os haveria de curar, de libertar, de servir e seguiram-no e Ele os libertava.”
Uma segunda palavra: “A vida é tão bela”. O que significa que a vida seja bela mesmo nas situações piores? – perguntou-se o Papa. Isso significa dignidade! A mesma dignidade que teve Jesus que nasceu pobre, que viveu como pobre:
“Sei que muitas vezes vocês encontraram pessoas que queriam explorar a pobreza de vocês... porém, sei que este sentimento de ver que a vida é bela, este sentimento, esta dignidade, salvou-os de ser escravos. Pobre sim, escravo não! A pobreza está no coração do Evangelho, para ser vivida. A escravidão não está no Evangelho para ser vivida, mas par ser libertada.”
Sempre encontramos pessoas mais pobres do que nós, a capacidade de ser solidários é um dos frutos que a pobreza nos dá: “obrigado por este exemplo que vocês dão. Vocês ensinam ao mundo a solidariedade!” Francisco disse ter ficado impressionado ao ouvir falar de paz. A pobreza maior é a guerra, afirmou, a guerra que destrói:
“A paz que, para nós cristãos, teve início numa estrebaria, a partir de uma família marginalizada; a paz que Deus quer para cada um de seus filhos. E vocês, a partir da pobreza, da situação em que vivem, podem ser artífices de paz. A guerra se faz entre ricos, para ter mais, para ter mais território, mais poder, mais dinheiro. Precisamos de paz no mundo! Precisamos de paz na Igreja; todas as Igrejas precisam de paz; todas as religiões precisam crescer na paz.”
Agradeço a vocês por terem vindo aqui visitar-me, disse, por fim Francisco, pedindo perdão se alguma vez os ofendeu com suas palavras ou por não ter dito as coisas que deveria dizer:
“Peço-lhes perdão por todas as vezes que nós, cristãos, diante de uma pessoa pobre ou de uma situação pobre olhamos para o outro lado. O perdão de vocês, a homens e mulheres da Igreja, que não querem olhar ou não quiseram olhar para vocês, é água benta para nós, é limpeza para nós, é ajudar-nos a voltar a crer que no coração do Evangelho está a pobreza como grande mensagem e que nós – os católicos, os cristãos, todos – devemos formar uma Igreja pobre para os pobres.”
Ao término do encontro, o Papa, colocando-se de pé, recitou uma invocação ao Senhor: “Deus, Pai de todos nós, de cada um de vossos filhos, peço-vos que nos dê força, que nos dê alegria, que nos ensine a sonhar para olhar adiante; que nos ensine a ser solidários, porque somos irmãos; e que nos ajude a defender a nossa dignidade”.
Em seguida, Francisco deteve-se ainda por um momento intenso de oração silenciosa, circundado de homens e mulheres que lhe puseram as mãos em suas costas. Um gesto que expressou, mais do que as palavras, a amizade entre o Papa e os pobres. (AM/RL


Fonte: Rádio Vaticano