terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal !



A Pastoral da Juventude deseja a todos/as um feliz Natal e 2013 repletos de fé, esperança e amor!

na ternura jovem,

Pastoral da Juventude Nacional

Fonte: Teias da Comunicação Nacional



Confira também o cartão de Natal da Pastoral da Juventude da Arquidiocese: 


Autoria: Coordenação Arquidiocesana da PJ

domingo, 23 de dezembro de 2012

O menino e o mendigo



O casal instalou-se numa das únicas mesas livres do restaurante. Para o pequeno Maurício foi providenciada uma cadeira especial. O almoço nem havia começado e Maurício batia palmas animado: já conseguira um amigo. Tratava-se de um mendigo, velho esfarrapado e sujo.
MAURICIO estava encantado com seu novo amigo. Cada um deles, em intervalos regulares, fazia algumas micagens e criancices e ambos riam felizes. Os frequentadores do restaurante, discretamente, acompanhavam a cena insólita. Só os garçons fingiam não perceber. O casal estava constrangido. Era possível que logo, logo, o mendigo tocasse no filho, tamanha era a familiaridade.
O ALMOÇO foi abreviado e com um sentimento de alívio, dirigiram-se ao caixa, já com o menino no colo. O mendigo, felizmente, desapareceu. A mãe, mentalmente, rezou a Deus: ajuda-me a sair daqui antes que ele apareça! A oração foi inútil, pois o mendigo estava na porta do restaurante. Evidentemente, queria despedir-se.
O MENINO ficou feliz com a vista de seu amigo e num gesto significativo estendeu os braços na direção do velho. Antes que a mãe pudesse impedir, Maurício jogou-se nos braços do amigo. Suas velhas mãos maltratadas o acolheram com ternura infinita. O velho homem, com o menino nos braços, olhou para os pais e disse com voz segura: cuidem deste menino! E continuou: Deus vos abençoe; vocês me deram um grande presente!
O CARRO partiu silenciosamente e para disfarçar a emoção foi ligada uma música, por ironia, uma música natalina. Rompendo o silêncio, o pai disse: que Deus nos perdoe! Ele havia acabado de perceber e entender o amor de Cristo através da inocência de uma criança que não viu a sujeira, que não fizera nenhum juízo. Onde os adultos viram apenas um monte de roupas sujas e uma vida indigna, o menino viu um irmão. Era véspera de Natal.
O NATAL provoca o milagre do renascimento humano e espiritual porque, para além de todos os aspectos visíveis e materiais, nele contemplamos o grande milagre da história: Jesus veio morar entre nós. O povo, que andava na escuridão viu uma grande Luz (j 1,14). Nesse dia, cada criança é o rosto de Deus e a face de Deus é a de uma criança.
PEÇAMOS aos pastores que nos ajudem a ter ouvidos para ouvir cantos de anjos, a recuperar a sensibilidade a nós concedida por Deus quando nos criou à sua imagem e semelhança. Vamos pedir a Jesus menino um coração de criança para reconhecer em cada pessoa um irmão, uma irmã e dizer com toda a verdade de nossa vida: Feliz Natal!


sábado, 22 de dezembro de 2012

Outro Natal é possível



Indignados pela total manipulação que nesses dias se faz do Natal, queremos manifestar que nos roubaram o verdadeiro Natal. A loucura de anúncios e adornos natalinos que invadem as ruas, pouco ou nada têm a ver com o significado do nascimento de Jesus.
Estamos fartos do bombardeio constante a que somos submetidos pela publicidade, incitando-nos a consumir e a comprar o que não necessitamos e a gastar o que não temos, utilizando o Natal simplesmente como um meio para aumentar vendas e benefícios.
Percebemos como esse neoliberalismo selvagem no qual estamos imersos produz valores contrários ao Natal e à mensagem de Jesus, e fazemos um chamado firme a recuperar os verdadeiros valores que o Natal implica e a denunciar a hipocrisia desse sistema que utiliza Deus para promover o benefício empresarial, enquanto esquece os pobres, que são os preferidos do Pai. Hoje, para o pobre José, para a pobre Maria e para o pobre Jesus não haveria lugar nos centros comerciais, nem nos supermercados, nem nos hoteis de luxo.
Queremos denunciar que esse sistema neoliberal no qual vivemos exclui as maiorias e beneficia aos mais ricos e às grandes empresas nacionais e transnacionais. Nada mais distante da mensagem de amor, solidariedade e fraternidade, que o nascimento de Jesus nos traz.
"E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura” (Lucas 2,10-12).
Imaginamos "outro Natal possível”, mais próximo a esse Menino Jesus, nascido humildemente em um presépio... e que continua nascendo hoje nos mais pobres e excluídos. Não queremos esse Papai Noel comercial, interessado somente em promover esse consumismo exacerbado. Queremos abrir corações e portas à chegada salvadora do Menino Deus. A solidariedade e a ternura abrirão caminho ante o individualismo, egoísmo e consumismo.
Imaginamos um Natal onde aproveitamos para fazer uma viagem ao interior de nosso espírito, lá onde habita o Deus da Vida e lhe pedimos que nos ajude a reconhecê-lo hoje entre os mais pobres e excluídos e a lutar com eles por uma vida digna, como Ele quer para todas/os as/os seus filhas/os.
Imaginamos um Natal simples, solidário, alegre..., sem luxos, onde estarão presentes em nossos corações todas as pessoas que sofrem e que são as preferidas de Deus Pai e Mãe: crianças das ruas, trabalhadoras exploradas nas montadoras, desempregadas/os, doentes sem acesso à saúde, camponeses do interior e moradores de tantos bairros que passaram mais um dia com fome, nossos irmãos trabalhadores migrantes que passarão o Natal longe de suas famílias, as mulheres golpeadas e abusadas em tantas casas, as mulheres que também no Natal, para sobreviver e levar o pão a suas crianças, estão na prostituição.
Sonhamos, desejamos que nossos corações não possam permanecer impassíveis ante tanta dor e injustiça e nos moverão a caminharmos em busca de maneiras para que essas situações, escandalosas aos olhos de Deus, cessem de uma vez por todas.
E em nossas comunidades, queremos um Natal Missionário. Não queremos celebrar o Natal fechados em nós mesmos; nem reduzi-lo a nossas famílias. Desde nossas famílias e comunidades queremos ir além e levar a Boa Notícia de Jesus e celebrá-la pelo menos com outros vizinhos, em outros setores de nossos bairros e também com os que, de alguma maneira, estão excluídos.
Imaginamos e queremos outro Mundo possível, outra América possível, outra Pátria possível... justa, fraterna e solidária, como é o nascimento de Jesus.

Arnaldo Zenteno S.J.
Da Equipe de Serviços da CNP. Comunidades Eclesiais de Base de Nicarágua
Fonte: Adital

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PJ lança edital para escolha do hino e da logo da ANPJ



Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2014 lança o edital para o concurso do hino e logomarca da mesma, através de sua Comissão Executiva.

A Ampliada tem como tema “Somos Igreja Jovem: 40 anos construindo a Civilização do Amor” e a iluminação bíblica “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4, 20). Todas as juventudes dos estados de Espírito Santo e Minas Gerais estão convidadas a participar da construção desse importante momento da PJ.

As inscrições irão até o dia 18 de fevereiro de 2013. Devem ser feitas, exclusivamente, pelo e-mail: pastoraldajuventudedebh@gmail.com




Comissão Regional para a Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2014
 Fonte: Teias da Comunicação - Leste 2

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estatuto da Juventude deverá abranger jovens dos 15 as 29 anos


Representantes da PJ participaram do debate sobre o Estatuto da Juventude, no Senado. Entre eles, Jardel Santana (o segundo a partir da direita).
Representantes da PJ participaram do debate sobre o Estatuto da Juventude, no Senado. Entre eles, Jardel Santana (o segundo a partir da direita).
O relator do projeto de lei que institui o Estatuto da Juventude, senador Paulo Paim (PT-RS), decidiu definir entre 15 e 29 anos a faixa etária compreendida pela norma. O senador ressaltou que este é um dos pontos polêmicos do projeto e preferiu adotar a opinião da maioria dos participantes da audiência pública que discutiu o assunto nesta terça-feira (18) no Senado. O projeto foi discutido em reunião conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
A decisão de Paim ratifica o parecer do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Segundo Randolfe, sua posição segue recomendação da Convenção Iberoamericana de Juventude.
O projeto de lei da Câmara (PLC 98/2011) está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual Paim é relator, e depois será encaminhado às comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Posteriormente, a proposta será examinada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na qual poderá ser novamente relatada pelo senador Randolfe Rodrigues.
A decisão ainda é preliminar, ressaltou o senador Paim, uma vez que seu relatório será amplamente discutido entre os senadores e em audiências públicas com especialistas. Pela sua importância, na visão de Paim, a matéria deverá ser aprovada no primeiro semestre de 2013.
O projeto de lei poderá receber sugestões legislativas e comentários por meio da página e-Cidadania, lembrou o presidente da CAS, senador Jayme Campos (DEM-MT). Os cidadãos também podem contribuir pelo Alô Senado (Telefone 0800-612-211).
Pastoral da Juventude
Para o representante da Coordenação da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Brasília, Joaquim Alberto Andrade Silva, o estatuto deve contemplar as diferentes juventudes – encarcerada, negra, pobre, entre outras. Ele observou ainda que a definição de 15 a 19 anos para a faixa etária de cobertura do Estatuto da Juventude não se contrapõe ao Estatuto da Criança e da Juventude (ECA), mas o complementa.
- O Estatuto da Juventude garante emancipação dos jovens e o ECA garante proteção – avaliou.
Outro integrante da PJ que participou da reunião foi Jardel Santana, que falou aos senadores e demais participantes da reunião sobre as campanhas desenvolvidas pela Pastoral da Juventude em prol dos jovens, como A Juventude Quer Viver e a Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.
Violência
Na avaliação da senadora Ana Rita (PT-ES), a discussão do Estatuto da Juventude retoma outros temas, como o da violência. Ela reafirmou sua oposição à redução da maioridade penal, que, em sua visão, não resolve o problema da violência. Ela informou que o Brasil poderá perder 37 mil adolescentes entre 12 e 18 anos, até 2016, segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro feito em parceria com o fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em 2010, ressaltou, 45% das mortes de jovens foram causadas por homicídio. Para ela, a solução do problema da violência passa por investimentos em educação.
- Que o estatuto seja um instrumento de defesa da nossa juventude. É um marco e um vetor de políticas para a juventude – disse.
Ao destacar que os jovens representam mais de um quarto da população brasileira, o representante da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República, Bruno Elias, disse ser o momento de fortalecer políticas públicas que garantam direitos aos jovens, e não para restringi-los, como seria no caso da redução da maioridade penal. Ele informou que a secretaria vem discutindo o tema com diferentes ministérios e as observações serão enviadas ao senador Paim.
Emprego
Também contrário à redução da maioridade penal, na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), André Luís Machado de Castro, o estatuto deve incluir medidas para os presidiários, uma vez que a maioria do sistema carcerário brasileiro é composta por jovens. Ele observou que a cada ano, ingressam 70 mil jovens no sistema prisional. Após a liberação, observou, 70% dos ex-presidiários retornam ao cárcere como reincidentes, segundo ele, por falta de oportunidade. Quando é oferecido emprego, afirmou, mais de 80% deles não reincidem no crime.
- Emprego e renda é muito importante para a juventude. Essa é uma discussão muito mais acertada do que discutir a redução da maioridade penal – argumentou André de Castro.
O desemprego entre os jovens é tema discutido em todo o mundo, observou o coordenador da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego, Diego Gomes Santos Mesquita. Ele observou haver um “hiato” entre a extrema qualificação de jovens com nível superior e pós-graduação e os que estão muito desqualificados. O Ministério do Trabalho, disse, defende acesso ao emprego a todos os jovens.
Com informações da Agência Senado

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Prorrogado prazo de inscrição para Festival na JMJ 2013


jmjO prazo para as inscrições no Festival da Juventude foi prorrogado até o dia 25 de dezembro. Aqueles que querem mostrar seu talento na Jornada Mundial da Juventude Rio2013 podem se inscrever no Festival através do site oficial da Jornada (rio2013.com). 
Essa é a chance de cantores, músicos, atores, dançarinos e expositores mostrarem o seu trabalho para a juventude do mundo todo, nos diversos locais, espalhados pela cidade, onde se realizará o festival. 
Diversas inscrições já foram feitas, seja de pessoas e grupos que vão participar pela primeira vez do Festival da Juventude, seja daqueles que já participaram em outras JMJs e querem viver novamente a experiência. 
Para participar do Festival da Juventude, os grupos podem se inscrever nas categorias de Música, Artes Cênicas (teatro e dança) ou Exposição. Qualquer grupo pode participar, mesmo que não tenha se apresentado em outras JMJs. As inscrições estão sob a responsabilidade do Setor de Atos Religiosos e Culturais do Comitê Organizador Local (COL). 
Na seleção, serão contemplados, como critérios principais, a coerência com o Magistério da Igreja e a qualidade técnica. Para apresentações musicais, serão aceitas as cristãs, em qualquer ritmo. As bandas, grupos e exposições irão se apresentar em diversos teatros da cidade e em palcos distribuídos pelos bairros. Os participantes dos grupos que forem aprovados para participar do Festival da Juventude não precisam ser peregrinos.
Fonte: CNBB

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Definidos tema e lema da Campanha Missionária 2013


A equipe responsável pela Campanha Missionária 2013 se reuniu nesta quinta-feira, 13, na sede nacional da POM em Brasília para definir a organização e produção dos subsídios do evento.
Os principais pontos já foram definidos, entre eles o tema “Juventude em Missão” e o lema “A quem eu te enviar, irás (Jr 1, 7b)”. Conforme acontece anualmente, a Campanha Missionária dá continuidade à temática trabalhada pela Campanha da Fraternidade (CF) da CNBB, que em 2013 tem como tema “Fraternidade e Juventude”.
O secretário nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, padre Marcelo Gualberto, explicou o sentido do tema proposto para a Campanha Missionária. “Juventude em Missão significa que o jovem caminha em missão e que ele quer continuar essa caminhada, se fortalecendo nessa perspectiva”, disse. Com relação ao lema escolhido, a sugestão foi acatada pela equipe reunida por que a passagem relata o temor do jovem Jeremias de encarar a Missão lhe confiada por Deus, mas o próprio Deus o encoraja a suportar os obstáculos que aparecem. Também por que o texto complementou o lema da CF-2013, “Eis-me aqui, envia-me (Is 6, 8)”.
Durante as discussões, o diretor nacional da POM, padre Camilo Pauletti, destacou os pontos positivos e negativos do material da Campanha Missionária de 2012, enviado a toda a Igreja no Brasil, com base nas avaliações que chegaram à sede nacional. “A novena vem sendo elogiada e bastante usada; o mesmo acontece com o DVD que tem sido bem utilizado por que conta com os testemunhos dos missionários presentes em diversas realidades. Percebemos que um material vem complementando o outro”, disse.
Para a produção do material da Campanha de 2013, a equipe sugeriu que o foco tenha um apelo nas questões que envolvem diretamente a juventude. “A juventude é envolvida por temas muito específicos como trabalho, educação e segurança. Esta última se divide em segurança pública e familiar”, sugeriu Thiesco Crisóstomo, secretário nacional da PJ. “Temos que ter em mente que a Campanha é voltada para a Igreja no Brasil, mesmo que tenha na juventude o seu foco, portanto, precisamos ter presentes alguns pontos: sensibilizar os cristãos para a solidariedade, a partilha e ao compromisso”, pontuou padre Jaime Patias, secretário nacional da Pontifícia União Missionária.

Os testemunhos continuarão a ser destaque no material da Campanha Missionária, como vem acontecendo nos últimos anos, de modo especial, no DVD. E em 2013, o testemunho de jovens missionários deverão estar presentes com o objetivo de incentivar a missão além-fronteiras. “O protagonismo dos próprios jovens deverão estar presentes no material, como meio de incentivar as Missões”, sugeriu padre Camilo. Alguns temas que serão desenvolvidos no material: Juventude Missionária (atividade da Pontifícia Obra da Propagação da Fé); jovens missionários estrangeiros no Brasil; jovens brasileiros em missão ad gentes; os desafios da juventude hoje; Santas Missões Populares; jovem e a vocação missionária; Amazônia e Dia Nacional da Juventude (DNJ). 

Nos folhetos dos quatro domingos do Mês Missionário (outubro) ficaram definidos os seguintes temas: 1º domingo, Infância e Adolescência Missionária; 2º, motivações para a coleta; 3º Amazônia e 4º Dia Nacional da Juventude. A produção do material já foi definida e uma nova reunião deverá acontecer no dia 20 de fevereiro de 2013.
A equipe que organiza a Campanha Missionária 2013 é composta pela direção e secretários das Pontifícias Obras Missionárias (POM); pelos assessores da CNBB para Dimensão Missionária, irmã Dirce Gomes, e para a Missão Continental, padre Sidnei Dornelas; pelo  secretário nacional da Pastoral da Juventude, representante da Comissão para a Juventude da CNBB, Francisco Crisóstomo (Thiesco) e Nelson Tyski, da Verbo Filmes.
Fonte: Pontifícias Obras Missionárias

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Inscrições para o Festival da Juventude vão até 15/12


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Todos os jovens artistas que desejam mostrar seu talento na Jornada Mundial da Juventude Rio2013 têm até o dia 15 de dezembro para se inscreverem no Festival da Juventude.
As categorias de participação foram divididas em música, artes cênicas, exposição, encontros e atividades religiosas. O festival representa uma integração entre culturas por meio da arte e da fé. Sua criação se deu em Paris em 1997 e foi inserido dentro da programação da JMJ. Segundo cantores, atores e expositores que participaram do evento naquele ano, o caráter de união permanece até hoje.
Na última JMJ, realizada em Madri no ano de 2011, a jovem Lilian Yamamoto passou por uma forte experiência no Festival. Ela apresentou a peça “O Canto das Írias” juntamente com a equipe de atores que fazia parte. O espetáculo foi realizado em português, espanhol e árabe. Segundo Lilian, o que mais a impressionou foi ver a esperança e a fé presente em cada olhar daqueles que a assistiam.
Além de promover a união entre os povos, o Festival da Juventude é também uma oportunidade para evangelizar e agregar valores à carreira artística. As apresentações e exposições não precisam ser necessariamente ligadas à religião, mas devem atender a alguns critérios, como coerência com o Magistério da Igreja e ter qualidade técnica. Já as apresentações musicais só serão aceitas as católicas, podendo ser de qualquer ritmo.
Não é difícil participar. Por exemplo, se você tem um grupo de dança na sua Igreja, reúna as melhores coreografias já apresentadas, filme e publique o vídeo na web e inscreva-o no festival. Se você trabalha com telas de pintura, uma boa dica é montar uma exposição sobre a história da Igreja no Brasil, ou então elaborar uma oficina de pintura aberta ao público. Existem várias formas de mostrar seus dons no Festival da Juventude. É só usar a criatividade! Para se inscrever, basta entrar no site oficial da JMJ Rio2013 e acessar o link referente ao Festival da Juventude.

Fonte: Jovens Conectados

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nota de repúdio contra a redução da maioridade penal



Diante da tramitação da Proposta de Emenda a Constituição PEC 33 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que visa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a Pastoral da Juventude (PJ) vem a público expressar seu repúdio à esta medida que atinge diretamente a vida de nós, jovens e adolescentes brasileiros.
A criminalidade e a violência, da qual estão inseridos/as adolescentes e jovens, são frutos de um modelo neoliberal de produção e consumo que opera na manutenção das injustiças socioeconômicas, e devem urgentemente ser transformadas, especialmente a partir da construção de políticas que garantam direitos básicos à juventude e adolescentes, como o direito à educação e saúde de qualidade, moradia digna e trabalhos decente. Além disso, o Estado brasileiro não tem efetivado a aplicação mais ajustada das medidas socioeducativas que estão previstas no  ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e  poucas são as iniciativas de execução de políticas públicas para a juventude, que são essenciais para uma vida digna e segura.  
Trancar jovens com 16 anos em um sistema penitenciário falido que não tem cumprido com a sua função social e tem demonstrado ser uma escola do crime, não assegura a reinserção e reeducação dessas pessoas, muito menos a diminuição da violência. A proposta de redução da maioridade penal é considerada inconstitucional e violação de cláusula pétrea, além de fortalecer a política criminal e afrontar a proteção integral.
Ser favorável a esta medida é também ferir o nosso desejo e horizonte de vida em plenitude para toda a juventude.  Por isso conclamamos a sociedade a compreender que é tarefa de todos/as trabalharmos pela cultura de paz, priorizando o cuidado, a escuta e o compromisso com a vida da juventude, adolescentes e crianças para um Brasil pleno de paz, justiça e dignidade. 

Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”
Coordenação e Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da juventude

Fonte: Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nota de solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga

Ao se aproximar a desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsèdè, após mais de 20 anos de invasão, quando os não-indígenas estão para ser retirados desta área, multiplicam-se as manifestações de fazendeiros, políticos e dos próprios meios de comunicação contra a ação da justiça.

Neste momento de desespero, uma das pessoas mais visadas pelos invasores e pelos que os defendem é Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, a quem estão querendo, irresponsável e inescrupulosamente, imputar a responsabilidade pela demarcação da área Xavante nas terras do Posto da Mata.
As entidades que assinam esta nota querem externar sua mais irrestrita solidariedade a Dom Pedro. Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região.
Em relação à terra indígena Marãiwatsèdè, dos Xavante, os primeiros moradores da região nas décadas de 1930, 40 e 50 são testemunhas da presença dos indígenas na região e como eles perambulavam por toda ela.  Foi com a chegada das empresas agropecuárias, na década de 1960, com apoio do governo militar, que a Suiá Missu se estabeleceu nas proximidades de uma das aldeias e  até mesmo conseguiu o apoio do Serviço de Proteção ao Indio para se ver livre  da presença dos indígenas. A imprensa nacional noticiou a retirada de 289 xavante da região os quais foram transportados em aviões da FAB, em 1966, para a aldeia de São Marcos, no município de Barra do Garças.
Em 1992, a AGIP, empresa italiana que tinha comprado a Suiá Missu das mãos da família Ometto, quis se desfazer destas terras. Por ocasião da ECO-92, sob pressão inclusive internacional, a empresa destinou 165.000 hectares para os Xavante que, durante todo este tempo, sonhavam em voltar à terra de onde tinham sido arrancados. Imediatamente  fazendeiros e políticos da região fizeram uma grande campanha para ocupar a área que fora reservada aos Xavante, precisamente para impedir que os mesmos retornassem. Já no dia 20 de junho de 1992, algumas áreas tinham sido ocupadas e foi feita uma reunião no Posto da Mata, da qual participaram políticos de São Félix do Araguaia e de Alto Boa Vista e também havia repórteres. A reunião foi toda gravada. As falas deixam mais do que claro que a invasão da área era  exatamente para impedir a volta dos  Xavante. “Se a população achou por bem tomar conta dessa terra em vez de dá-la para os índios, nós temos que dar esse respaldo para o povo” (José Antônio de Almeida – Bau, prefeito de São Félix do Araguaia).  “A finalidade dessa reunião é tentarmos organizar mais os posseiros que estão dentro da área... Se for colocar índio no seu habitat natural, tem que mandar índio lá para Jacareacanga, ou Amazonas, ou Pará...” (Osmar Kalil – Mazim, candidato a prefeito do Alto Boa Vista). “Nós ajudamos até todos os posseiros daqui serem localizados... Chegou a um ponto, ou nós ou eles (os Xavante) porque nós temos o direito... Dizer que aqui tem muito índio? Aqueles que estão preocupados com os índios que tem que assentar. Tem um monte de país que não tem índio. Pode levar a metade... Na Itália tem índio? Não, não tem! Leva! Leva pra lá! Carrega pra lá! Agora, não vem jogar em nós, não... ( Filemon Costa Limoeiro, à época funcionário do Fórum de São Félix do Araguaia)
A área reservada aos Xavante foi toda ocupada por fazendeiros, políticos e comerciantes. Muitos pequenos foram incentivados e apoiados a ocupar algumas pequenas áreas para dar cobertura aos grandes. O governo da República, porém estava agindo e logo,  em 1993, declarou a área como Terra Indígena que foi demarcada e, em 1998 homologada pelo presidente FHC.  Só agora é que a justiça está reconhecendo de maneira definitiva o direito maior dos índios.  O que D. Pedro sempre pediu, em relação a esta terra, foi que os pequenos que entraram enganados, fossem assentados em outras terras da Reformas Agrária. Mas o que se vê é que, ontem como hoje, os pequenos continuam sendo massa de manobra nas mãos dos grandes e dos políticos na tentativa de não se garantir aos povos indígenas um direito que lhes é reconhecido pela Constituição Brasileira.
Mais uma vez, queremos manifestar nossa solidariedade a Dom Pedro e denunciar mais esta mentira de parte daqueles que tentam eximir-se da sua responsabilidade sobre a situação de sofrimento, tensão e ameaça de violência que eles mesmos criaram, jogando esta responsabilidade sobre os ombros de nosso bispo emérito.
5 de dezembro de 2012
Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Brasilia
Comissão Pastoral da Terra – CPT - Goiânia
Escritório de Direitos Humanos da Prelazia de São Félix do Araguaia – São Félix do Araguaia
Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção – ANSA – São Félix do Araguaia
Instituto Humana Raça Fêmina – Inhurafe – São Félix do Araguaia
Associação Terra Viva – Porto Alegre do Norte
Associação Alvorada – Vila Rica
Associação de Artesanato Arte Nossa – São Félix do Araguaia

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Votação sobre maioridade penal é adiada



A redução da idade penal para 16 anos no Brasil não é a solução para o fim da violência e vai contra os princípios de proteção aos direitos da criança e do adolescente. É o que defendem diversas organizações de direitos humanos sobre a votação da Proposta de Emenda Constitucional Nº 33, a PEC 33, que seria votada hoje no Senado, mas foi adiada.
O assunto tem gerado polêmica. O argumento básico é que e crianças adolescentes têm cometido crimes graves e deveriam ser tratados penalmente como adultos por isso. Mas nesse caso, para que serviria, então, o Estatuto da Criança e do Adolescente? É aí que entram os defensores de direitos humanos que atuam na área. Em recente passagem por Fortaleza (Ceará), num evento promovido pelo Ministério Público, a representante da Agência de Notícias pelos Direitos da Infância (Andi), Suzana Varjão, e demais representantes da área jurídica que estavam presentes foram claros: os adolescentes em conflito com a lei ainda estão em formação, além disso todas as questões de vulnerabilidade social devem ser levadas em conta.
Ainda ontem, a Fundação Abrinq enviou uma carta aberta aos senadores e senadoras da Comissão Constituição, Justiça e Cidadania sobre o tema. "A justificativa de que se valem os legisladores afetos à redução da maioridade penal segue no sentido de que o adolescente da atualidade é diferente do adolescente de outrora. Evidente que tal assertiva não considera a situação crítica em que se encontram, atualmente, os sistemas penal e carcerário, afirmou a carta.
Em material da Andi, o coordenador do Programa de Cidadania dos Adolescentes, no Unicef Brasil, Mário Volpi, descreve a iniciativa dos parlamentares como equivocada. Para ele, "os projetos focam o agravamento de pena e a redução da idade como se enviar um adolescente de 14 ou 16 anos para o sistema penal de adultos fosse resolver o problema da violência”.
Soluções
A solução para os adolescentes em conflito com a lei está nos projetos socioeducativos como os propostos pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, o Sinase.
"Estamos de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, no que se refere à natureza do trabalho socioeducativo, isto é, uma natureza transversal, intersetorial, complexa e especializada, que envolve diversos poderes, efetivando-se nas três esferas de governo”, escreve a Abrinq.

Por: Rogéria Araújo
Fonte: Adital

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Viemos para incomodar

Sei que corro o risco de parecer simplista demais, mas quero lhe fazer uma proposta. Olhe para a história da humanidade. Perceba como se deram as grandes mudanças. Normalmente giram em torno de três eixos possíveis:

- intervenção tecnológica,
- acordos entre os chefes das nações,
- lutas, conflitos e sangue.
Agora, olhe novamente para a história a partir de um ponto de vista social. Eu sugiro o olhar das classes menos favorecidas. Você crê, por exemplo, que todo o aparato tecnológico surgiu para facilitar a vida destas pessoas? Era este o intuito primeiro? Foi pensando nos pobres que surgiu a imprensa? Que aconteceu a revolução industrial? Que o ser humano foi para a Lua? Que inventaram o chip do cartão de crédito?


Você crê que todos os chefes das nações, eleitos ou impostos, fazem realmente as coisas pelos pobres porque acreditam na distribuição de renda, riqueza e saber? Você crê que estas classes mais desfavorecidas são somente recebedoras dos benefícios que o Estado tem a lhes oferecer? Você crê que os benefícios que hoje estas pessoas possuem vieram por uma atitude paternalista do governo, sem nenhum interesse além do bem estar social ou da justiça?
Você pode crer nisso. Fique à vontade. Mas eu acredito que nenhum benefício bem vindo é concedido aos mais pobres sem uma luta popular por trás. Olhe as histórias que existem no início de muitos bairros nas periferias das grandes cidades. São relatos de movimentos pela saúde, pela educação, pelo asfalto, pelo saneamento básico, pela segurança.
Nunca foi uma luta fácil. Ninguém abre mão dos privilégios sem tentar reagir. E isso não foi só no passado. Veja hoje como são retratados pela grande imprensa os movimentos sociais que querem chamar a atenção para o acúmulo de terras, para a falta de incentivo para a habitação popular, para a discriminação e abandono dos povos indígenas. São baderneiros, esquerdistas, vagabundos, arruaceiros.
E eu continuo a crer que só há mudança se houver pressão. Por que não é dado o mesmo tratamento ao sindicato que vai ao congresso pressionar por um aumento salarial e ao lobista que aborda o mesmo deputado para garantir mais fundos para esta ou aquela obra?
As camadas populares não tem o dinheiro dos lobistas, mas tem a pressão das pessoas que sentem na pele o descaso e a dor social. A mudança só acontece pela luta organizada. E em muitas delas a Igreja teve papel fundamental.
Existem arruaceiros, vagabundos, esquerdistas e baderneiros nas fileiras da Igreja Católica? Existem aqueles que querem modificar o “estado natural das coisas”? O que existe, meus caros amigos, é gente que estrutura sua ação motivada pelas palavras de Jesus e pelo exemplo das primeiras comunidades.
Jesus foi bem claro quando disse que veio para todos tivessem vida e vida em abundância. Como pode uma pessoa que se diz cristã, seguidora de Jesus, não se incomodar com tanta vida em falta por aí? Com gente sem ter o que comer, onde morar, como tratar da saúde, como ter melhores oportunidades de aprender. Sem isso, não há vida plena. As primeiras comunidades cristãs entenderam o recado. No meio delas, ninguém passava necessidade. Tudo era dividido e posto em comum.
Sensibilizar-se com o drama social e colocar em prática o assistencialismo é só um primeiro passo. É importante, mas não pode parar por aí. Em vários lugares somos nós, enquanto cristãos, que vamos contribuindo na organização popular pelas melhorias na qualidade de vida, seja fazendo abaixo-assinados, panelaços, ocupações, passeatas. Só grupos organizados e motivados conseguem mobilizar para as melhorias necessárias.
E por falar em pastoral, vida plena e desafios sociais, não se pode esquecer que milhares de jovens continuam vítimas da violência, seja matando, seja morrendo. Há uma campanha nefasta que tenta nos empurrar goela abaixo a tal da redução da maioridade penal como “solução” para este mal que aflige as famílias “de bem”. E você, pejoteiro, vai comprar esta história? E você, pejoteira, como pensa em organizar sua comunidade local quanto a isso? Seguindo os passos de Jesus de Nazaré, é preciso continuar incomodando os acomodados.

Por Rogério Oliveira

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nota da CNBB sobre a seca no Nordeste


cnbb“Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados” (2Cor 4,8)
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 27 e 28 de novembro de 2012, vimos manifestar nossa solidariedade aos irmãos e irmãs que sofrem com a seca no Nordeste. Esta situação, que se prolonga de forma desalentadora, exige a soma de esforços e de iniciativas de todos: governo, Igrejas, empresários, sociedade civil organizada - para garantir às famílias a superação de tamanha adversidade.
Os recursos liberados pelo governo e o auxílio das Cáritas Diocesanas e de outras entidades são, sem dúvida, imprescindíveis para o socorro imediato dos afetados por tão longa estiagem, considerada a pior nos últimos 30 anos. Estas iniciativas têm contribuído para diminuir a fome, a mortalidade infantil e o êxodo. Sendo, porém, a seca uma realidade do semiárido brasileiro, é urgente tomar medidas eficazes que possibilitem a convivência com este fenômeno. Considerem-se, para esse fim, o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a região e o aproveitamento das potencialidades das populações locais.
Preocupa-nos o risco de colapso hídrico urbano devido à falta de planejamento para um adequado fornecimento de água. Especialistas na área vêm nos mostrando que há meios mais baratos e de maior alcance social do que os megaprojetos, como a transposição dos recursos hídricos do Rio São Francisco, construção de grandes açudes, dentre outros.
No meio rural, as cisternas para a captação de água de chuva, iniciativa da Igreja Católica, mostraram-se eficientes para enfrentar períodos de estiagem prolongada. É importante ampliar essa iniciativa e também investir na construção de cisternas “calçadão” para a produção de hortaliças. Já a aplicação dos recursos financeiros e técnicos necessita ser ampliada e universalizada, levando-se em conta o protagonismo das populações locais e de suas organizações, no campo e na cidade. Torna-se necessário o controle para que os recursos sejam otimizados e cheguem realmente aos mais necessitados. Um planejamento adequado pode garantir soluções permanentes e duradouras que assegurem as condições de vida digna para todos.
A fé e a esperança, distintivos de nossos irmãos nordestinos, animem seus corações nesta hora de sofrimento e de dor. “Esperando contra toda esperança” (Rm 4,18), confiem-se ao Deus da vida e por seu Filho clamem: “Fica conosco, Senhor, porque ao redor de nós as sombras vão se tornando mais densas, e tu és a Luz; em nossos corações se insinua a desesperança, e tu os fazes arder com a certeza da Páscoa” (DAp 554).
Que o Divino Espírito Santo e Maria iluminem e inspirem a todos na esperança e na construção do bem.
Brasília, 28 de novembro de 2012.
Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Caminho da Campanha da Fraternidade 2013


Caderno 'A Caminho da Campanha da Fraternidade 2013'


A Igreja do Brasil também deseja, cada vez mais, estar entre as juventudes. Nessa perspectiva, vai realizar a Campanha da Fraternidade 2013, com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui. Envia-me.” (Is 6,8), e acolherá a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. 

A Província Marista Brasil Centro-Norte, em comunhão com a Igreja do Brasil, lançou o Caderno de Reflexões sobre as Juventudes, no desejo de contribuir com a formação dos agentes de pastoral que fazem do contato com as juventudes o lugar teológico da revelação de Deus.

Para fazer o download do documento acesse o link: http://goo.gl/NWlWv

Autor: Província Marista Brasil Centro-Norte

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Consciência Negra: reflexão sobre a identidade nacional


O dia 20 de novembro, por meio da lei 10.639/2003, é o dia nacional da Consciência Negra. A escolha desta data é uma referência ao líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, morto nesta data no ano de 1695. “A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial”, avalia o coordenador nacional da Pastoral Afro-Brasileira, Pe. Jurandyr Azevedo de Araújo.


“Ele foi morto defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil”, afirma Pe. Jurandyr. Zumbi recebeu, em 1996 o título de Herói nacional, e seu nome está inscrito no Livro do Aço, no Panteão da Liberdade e da Democracia, na praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

A comemoração do Dia da Consciência Negra é um momento importante de reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. De acordo com Jurandyr, os descendentes dos povos negros africanos colaboraram muito com a história do país em diversos aspectos. “A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão”, afirma o sacerdote.

O papa João Paulo II, durante a visita a Santo Domingo em 1992, recordou que "A estima e o cultivo dos vossos valores Afro-americanos, enriquecerão infalivelmente a Igreja”. Por este motivo, a Pastoral Afro-Brasileira atua no processo de cidadania do povo negro. A CNBB, no documento 65, intitulado “Brasil: 500 Anos de diálogo e Esperança”, publicado em 2000, afirma que "acolher, com abertura de espírito as justas reivindicações de movimentos - indígenas, da consciência negra, das mulheres e outros - (...) e empenhar-se na defesa das diferenças culturais, com especial atenção às populações afro-brasileiras e indígenas" (CNBB, Doc. 65, nº 59).


Fonte: cnbb.org.br

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Assembleia Nacional da Pastoral da Juventude será realizada em Belo Horizonte


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A próxima Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude, em 2014, será realizada na Arquidiocese de Belo Horizonte.  Segundo o padre Sebastião Corrêa Neto, assessor referencial do serviço regional de evangelização da juventude do Regional Leste 2 da CNBB, o projeto apresentado pela Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Belo Horizonte foi acolhido pela coordenação nacional da pastoral. Assim, o evento que reúne representantes da Pastoral da Juventude de todas as (arqui)dioceses do Brasil será realizado na capital mineira.

O tema da Assembleia Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude 2014 será “Somos Igreja jovem: 40 anos construindo a civilização do amor”. Trata-se de uma referência ao aniversário da Pastoral da Juventude. O lema é inspirado no Livro de Atos: “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4,10)

De acordo com o padre Sebastião, o evento ocorre a cada dois anos. Nele, serão decididos os caminhos e prioridades da Pastoral da Juventude. “Também é oportunidade para avaliar projetos”, explicou o sacerdote. A Assembleia será de 19 a 26 de janeiro de 2014.

Fonte: cnbb.org.br

sábado, 17 de novembro de 2012

Senado divulga pesquisa sobre percepção dos brasileiros sobre violência contra jovens e racismo



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Embora dados do Ministério da Saúde apontem os jovens de cor negra como as maiores vítimas da violência, os brasileiros tendem a achar que os homicídios atingem de maneira semelhante os jovens brancos e os negros. A constatação é de uma pesquisa realizada pelo DataSenado de 1º a 11 de outubro deste ano com 1.234 pessoas de 123 municípios do país, incluindo todas as capitais. Veja a íntegra da pesquisa.


Os resultados do levantamento vieram à luz nesta quarta-feira (07) durante solenidade na qual o Senado aderiu à campanha "Igualdade Racial é pra Valer", da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Diante dos números, a titular da Seppir, Luiza Bairros, adverte que eles não refletem apenas o grau de informação da sociedade, mas, acima de tudo, a influência dos valores étnicos na percepção dos problemas sociais.
Para a maior parte dos entrevistados (62,3%), jovens brancos e negros são mortos na mesma proporção, enquanto 31,4% concordam que jovens negros são mortos em maior proporção que os brancos. Apenas 26,3% dos participantes acreditam que a cor dos jovens tem influência no número de mortes.
As estatísticas oficiais, entretanto, revelam um quadro com outros contornos: 53% dos homicídios vitimam pessoas jovens, das quais mais de 75% são jovens negros, de baixa escolaridade, sendo a maioria do sexo masculino. O número de mortes de jovens negros passou de 14.055 em 2000 para 19.255 em 2010 – um crescimento de 37%.
Os resultados da pesquisa mostram que a disseminação de informações e a assimilação delas pela população está aquém do esperado. Ainda assim, os pesquisadores captaram entre os brasileiros a visão já consolidada de que, sem levar em conta a faixa etária, a violência atinge mais as mulheres e os negros. Os principais grupos vulneráveis à violência foram indicados por aproximadamente 67% dos entrevistados.
Renda
Segundo a diretora da Secretaria de Opinião Pública do Senado (Sepop), Elga Lopes, “a população parece aceitar com mais facilidade a ideia de que as mortes violentas estão associadas a fatores socioeconômicos do que a fatores raciais”. Um indício dessa afirmação é que 90,4% declararam acreditar que a violência mata mais pobres do que ricos.
Perguntados sobre as causas das mortes entre jovens, 63% dos entrevistados atribuíram a violência a aspectos sociais, enquanto 34,8% identificaram fatores comumente associados ao comportamento juvenil de risco. Quando inquiridos especificamente sobre a principal causa de morte entre os jovens, a maioria indicou o uso de drogas (56,2%), os acidentes de trânsito (22,4%) e os homicídios (19,8%).
A fim de evitar que as respostas a perguntas genéricas distorcessem uma percepção mais apurada do que os entrevistados pensam sobre a questão da violência, os entrevistadores apresentaram indagações mais específicas. Diante, por exemplo, da frase “homicídio é a principal causa de morte dos jovens negros”, 56,6% dos entrevistados se manifestaram favoravelmente. Percentual semelhante (55,8%) foi registrado para os que concordaram com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte violenta de um jovem branco”. E para 55,1% dos participantes da pesquisa é correto afirmar que “a principal causa de homicídios de jovens negros é o racismo”.
Elga Lopes chama a atenção para outros resultados que merecem análise. Os pesquisadores procuraram mensurar a consciência dos entrevistados sobre “o estigma da pele, uma marca de nascença que influencia a vida das pessoas e é carregada até à morte”. Questionados, quase 52% afirmaram que ser negro ou branco no Brasil, hoje, afeta a vida de uma pessoa – contra 46% que acreditam não afetar.
A diretora destaca, ainda, que a diferença de tratamento por policiais, experimentado por brancos e negros participantes da pesquisa, “chega a ser gritante”. Cerca de 20% dos brancos afirmaram ter se sentido ameaçados ou ofendidos por policiais, quando abordados. Esse mesmo percentual, entre os negros, chega próximo de 30%. Já o tratamento cordial e polido foi relatado por mais de 60% dos brancos – e por menos de 45% dos negros.
Imagens negativas
Na opinião da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, os dados mostram a dimensão da diferença de valor que têm as vidas dos brancos e negros no Brasil.
- Esses resultados decorrem dos vários estereótipos e das imagens negativas que o racismo cola na pessoa negra. Na verdade, o racismo é uma tentativa de desumanização daqueles grupos considerados inferiores - avaliou a ministra.
Luíza Bairros apontou como principal contribuição da pesquisa revelar que “os brasileiros estão perdendo o medo de revelar conflitos derivados do racismo na nossa sociedade".
- Isso é muito bom. Quando o problema é admitido, há mais condições de combatê-lo - observou.
Na opinião de 36,4% dos entrevistados, a principal ação para combater o racismo deve ser a melhoria do ensino nas escolas. A mudança nas leis foi assinalada por 22,7% ao passo que 20,8% consideraram, como principal ação, a garantia do cumprimento das leis.
– A partir da pesquisa, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário poderão fazer um trabalho de combate mais forte contra o preconceito. A própria pesquisa mostra que há dois caminhos: mais investimento em educação e a legislação. Por isso, aprovamos o Estatuto da Igualdade Racial e a política de cotas nas universidades - disse o senador Paulo Paim (PT-RS).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CNBB diz NÃO à redução da maioridade penal


Todas as vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos (...) foi a mim que o fizestes” (Mt  25,40)
   
“A redução da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias”. A afirmação está na declaração aprovada pela Assembleia da CNBB na tarde desta sexta-feira, 24, em Indaiatuba (SP). “Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional - Constituição Federal, art. 228­ - além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos”, continua a declaração.
Segundo os bispos, crianças, adolescentes e jovens são vítimas da violência e que “proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema... Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de  cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades."
  
Fonte: CNBB (cnbb.org.br)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CAJU elabora círculos bíblicos para a CF 2013


Leia o relato-síntese sobre o processo de elaboração dos subsídios para Círculos Bíblicos da Campanha da Fraternidade 2013.


A Igreja do Brasil realiza todos os anos a Campanha da Fraternidade, num esforço de gerar, durante o tempo quaresmal, um processo de conversão, que seja vivenciado a partir da fraternidade e da solidariedade. Em 2013, a Igreja convida seus fiéis a olhar para a Juventude, considerando os sinais que geram vida e morte.




O lema, inspirado na Profecia de Isaias 6,8: “Eis-me aqui, envia-me”, convida para assumir a missão do Reino de Deus, como norte que anima a vida da comunidade, a partir da experiência com Jesus. Para animar as comunidades a vivenciarem este tempo quaresmal e de fraternidade, com intensidade e compromisso, a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organiza uma série de instrumentos pedagógicos e orientações, como é o caso do texto base, dos círculos bíblicos, dos roteiros de encontros para jovens, crianças, escolas e catequese.

Durante o processo de produção e organização de materiais que sejam referencias para as comunidades vivenciarem a CF 2013, a CNBB tem convidado pessoas e instituições com histórico no serviço de evangelização da juventude para fazer parte deste caminho. A Casa da Juventude Padre Burnier – CAJU foi uma das instituições convidadas pela Comissão Bíblico-Catequética para colaborar na elaboração de Círculos Bíblicos com a temática da Campanha da Fraternidade 2013.
Os Círculos Bíblicos são momentos em que as comunidades se encontram para partilhar a vida, as dores e alegrias da semana, a experiência de ler a Bíblia com os olhos da fé e da vida. Herdado da Leitura Popular da Bíblia, os círculos bíblicos são experiências do cotidiano, de fazer teologia e leituras bíblicas a partir do corpo pessoal e comunitário. Nesse esforço de convocar (convidar com o coração) a comunidade a vivenciar com intensidade o tempo quaresmal, como tempo de converter na direção da juventude, a CAJU, obra apostólica da Companhia de Jesus, assumiu essa missão, como Igreja do Brasil, a “serviço da fé e da promoção da justiça”.
Para essa tarefa, nos reunimos em torno da mesa, como seguidores/as de Jesus, para pensar quais eram os caminhos que podíamos convidar as comunidades a percorrerem um caminho na direção da conversão e do compromisso com a juventude. Traçamos um itinerário de viagem, a partir dos lugares bíblicos: Belém, Nazaré, Betânia, Samaria, Jerusalém e Galileia. Um itinerário que provoca a comunidade a olhar para a pessoa do jovem, seu jeito de ser e se apresentar na sociedade de hoje, para construir relações marcadas pelo afeto; tecer redes de proteção, em defesa da vida da juventude empobrecida, vítima primeira do sistema capitalista; assuma com profetismo, a luta contra a violência e o extermínio de jovens e a favor da vida, num movimento de proclamar a vitória da vida sobre a morte e como comunidade proclamar “A Juventude Quer Viver”. Ao final desse caminho, há um convite para celebrar a conversão, a esperança e a solidariedade, num compromisso permanente com a vida da juventude.
A missão e o Seguimento de Jesus se dão na comunidade daqueles que se amam e se querem bem, crentes nesta opção politico-teológica, tecendo uma ciranda de mulheres e homens comprometidos/as com a causa da juventude, para colaborar na elaboração dos círculos bíblicos. São elas/eles: Aurisberg Leite Matutino, Carmem Lucia Teixeira, Débora da Costa Barros, Edina Lima Cardoso, Edinaldo Gomes Barbosa, Erika Pereira Santos, João Paulo Pucinelli, Katiuska Serafin Nieves, Lourival Rodrigues da Silva, Marcelo Antonio Lemos, Marcelo Igor de Sousa, Maria das Graças Figueiredo da Silva Mendes, Regina Marta Pereira Morais.
No subsídio lançado pela Editora CNBB, ainda que não apareçam os nomes das pessoas que colaboraram no caminho, nem da Casa da Juventude Pe. Burnier, ao tomarmos os textos nas mãos, reconhecemos as trajetórias, as pedagogias e as leituras de mundo que a CAJU carrega ao longo de 28 anos de serviço à Juventude, aos Empobrecidos, às Pastorais da Juventude e à Igreja do Brasil e da América Latina.
As comunidades que vivenciarem esses Círculos Bíblicos são convidadas a contar suas experiências, colaborando com a Casa da Juventude, na busca do Magis – do ser mais -, para a maior glória de Deus. Enviem sugestões e apontamentos, para o e-mail: caju@casadajuventude.org.br. Os Círculos Bíblicos podem ser adquiridos nas 

Carmem Lucia Teixeira e João Paulo Pucinelli
Casa da Juventude Padre Burnier
Fonte: Casa da Juventude Padre Burnier (casadajuventude.org.br)