terça-feira, 24 de junho de 2014

Pastoral da Juventude lança revista sobre a ANPJ


Como contar aos outros, aos milhares que se encontram por todo esse vasto país de várias cores, e sotaques, jeitos, sabores, e cheiros... sobre o que vivemos na Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude? Uma missão difícil! Cada um/a experimentou, de certo, os momentos daquela semana de janeiro (19 a 26), em Ribeirão das Neves/MG, de forma tão particular e, ao mesmo tempo tão coletiva, comunitária, que falar dessa experiência pra tanta gente, não é tarefa fácil.

Mas vamos lá, vamos fazer com que mais gente, além das que já conversamos e viram o brilho nos nossos olhos quando falávamos sobre a ANPJ, sentirem o sabor que foi mais uma Ampliada. Sabor porque estávamos em terras mineiras, de comida farta e marcante; de gente acolhedora. Sabor de celebrar 40 anos de história, de eternizar e externar sentimentos, de encontrar gente comprometida, sonhadora, pé no chão e disposta. 

Nas páginas que seguem, a partilha de muita gente que fez e faz a história da Pastoral da Juventude, mas, sobretudo, o desejo de que essa revista chegue até você animadora e animador dos mais de 9 mil grupos de jovens da PJ. É por vocês que estão nas bases, na lida diária que preparamos e sonhamos esse material. Leiam, partilhem, questionem e juntas e juntos construamos outros momentos bonitos dessa história, porque “o que a memória amou, ficou eterno”.

Boa leitura: http://goo.gl/fifJa4
Link para download: http://migre.me/k1JSo

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Divulgado subsídio oficial da Semana do Estudante 2014

A Semana do/a Estudante 2014 (SdE 2014) chega com tudo para sacudir e agitar nossas Escolas, Paróquias, Grupos de Base e Organizações Juvenis!
Neste ano, a SdE apresenta como tema Participação Estudantil na construção do Projeto Popular para o Brasil.
Mas o que seria um Projeto Popular? Segundo o movimento Consulta Popular, é a força social do povo brasileiro organizada,“lutando para executar seu programa político de mudanças estruturais na sociedade”. Portanto, “é um projeto que organiza o uso de sua capacidade criativa e produtiva, tendo em vista atingir um futuro desejado”.
E quem pode ajudar a construir o Projeto Popular para o Brasil? Todo mundo! Mas o convite, agora, se estende principalmente a nós, jovens estudantes! Por isso, nesta edição da SdE 2014, trazemos como lema: “Eu vou a luta é com essa juventude que não corre da raia à troco de nada”. Isso, porque o próprio Jesus uma vez nos disse “Vós sois o sal da Terra e a luz do mundo!” (Mt 5, 13-14). Com isso, Ele nos deu, por sua autoridade, o espírito protagonista e a força de vontade necessários para a luta na construção da Civilização do Amor que tanto sonhamos. O Papa Francisco, seguindo o convite ao Reino, feito por Cristo Jesus, também nos enviou: “Ide, sem medo, para servir!”.
Por que a participação Estudantil é importante? Segundo o site do movimento Levante!, “construir um Projeto Popular passa pela luta por mudanças profundas na educação brasileira, que garanta mais investimentos e condições de acesso, permanência e conclusão da formação. E, principalmente, nossa educação deve servir para estimular o questionamento, e não a acomodação, para que o povo brasileiro se torne protagonista de sua própria história”.
Fica o convite: considerando a força das juventudes de agir, de querer e de caminhar, é que devemos lutar por mudanças substanciais na educação, que nos serve de ponto de partida para todos nós.
Que esta Semana do/a Estudante seja um exercício ousado de cidadania que nos proponha a exercitar o protagonismo, para que nós, jovens estudantes, possamos assumir o compromisso de construir a educação e a sociedade que tanto sonhamos, a partir do sagrado chão que é a Escola.
Apresentamos este material, portanto, para auxiliar os grupos na preparação de encontros, conversas e atividades que possam aprofundar o tema que nos é provocado, e, assim, possam surgir importantes ideias de participação estudantil na construção deste Projeto Popular.
Contamos com a participação de todos/as na construção de uma importante Semana do/a Estudante em todo o Brasil! Aqui está o link do subsídio oficial da SdE: http://migre.me/jZKXI
Fraternalmente,
Pastorais da Juventude da CNBB
Pastoral da Juventude - PJ, Pastoral da Juventude Estudantil - PJE,
Pastoral da Juventude do Meio Popular - PJMP e Pastoral da Juventude Rural - PJR.
Fonte: Pastorais da Juventude

domingo, 22 de junho de 2014

Martiria - A espiritualidade do testemunho - Mt 10,26-33


O evangelho lido neste 12º domingo comum está dentro do discurso de Jesus sobre a missão da comunidade cristã (Mt 10,1-42). Portanto, são palavras dirigidas aos discípulos e discípulas que assumiram o apostolado, que acolheram o chamado e o envio em missão. Infelizmente são poucos os discípulos e discípulas que assumem o apostolado. Até hoje. Após a escolha e o envio (Mt 10,1-4), Jesus dá um rumo à missão da comunidade (Mt 10,5-15). A missão não é tanto ir para longe, mas preocupar-se com as pessoas que estão perto e que precisam de apoio, carinho, solidariedade, ajuda. A missão da comunidade é dar prosseguimento à prática de Jesus em favor dos marginalizados pela religião oficial da época dele: os doentes, os leprosos, os possessos. As pessoas enviadas em missão devem anunciar o Reino de uma maneira simples e despojada, sem muitos artifícios de retórica ou de intelectualidade, muito menos em busca de resultados imediatos. Deus tem sua própria lógica.
Mas a mensagem não será transmitida sem conflitos (Mt 10,16). Os apóstolos são como ovelhas em meio a lobos. A imagem de lobo nas passagens bíblicas aponta para as autoridades dentro do povo de Deus. Jesus deixa claro que os apóstolos terão dificuldades com as autoridades religiosas dentro do judaísmo. Por isso, as comunidades devem ser antes de tudo, simples como pombas e prudentes como serpentes. Se o próprio Jesus enfrentou dificuldades com as autoridades religiosas, o mesmo vai acontecer com seus seguidores e seguidoras.
Jesus fala então das dificuldades na missão (Mt 10,17-22). Estas dificuldades refletem a situação das comunidades cristãs na época em que o evangelho de Mateus foi escrito (por volta do ano 85 d.C.). No momento as pessoas que fizeram opção pela proposta de Jesus estão sendo açoitadas, caluniadas, perseguidas e enfrentando julgamentos civis (tribunais) e religiosos (sinagogas). As palavras de Jesus querem confortar estas pessoas dizendo que a perseguição apenas indicava a fidelidade delas aos ensinamentos do Mestre. Dando testemunho de Jesus em situação tão adversa, as comunidades estão experimentando a ação do Espírito Santo. Jesus garante que este mesmo Espírito Santo, que lhes foi dado em Pentecostes, é quem falará por elas diante dos reis e dos governadores. As comunidades enfrentarão e vencerão as hostilidades e as difamações com a força do Espírito.
Diante de tantas dificuldades, Jesus dá duas recomendações (Mt 10,23-25): em primeiro lugar, não perder tempo e dar murro em ponta de faca. Se você for perseguido num lugar, fuja para outro. Nunca irão nos faltar lugares a serem evangelizados. Segundo: não ter medo! Esta é a chave para a leitura do evangelho para este domingo!
No texto de nossa celebração deste final de semana (Mt 10,26-33), aparece por três vezes a recomendação não tenham medo! (vv. 26.28.31). Sinal de que o grande problema nas comunidades daquela época era justamente o medo. Medo de ser preso, de ser torturado, de ser expulso da comunidade religiosa, de entrar em conflito com os familiares de sua própria casa. Muitos conflitos! Diante de tantas dificuldades as pessoas fugiam de seus compromissos batismais, negando sua opção por Jesus e pelo Reino, fugindo da missão.
Ora, a vinda do Espírito Santo sobre a comunidade levou-os a superar o medo e a se expor nas ruas, transmitindo a novidade do Reino de Deus realizado no mistério de Jesus de Nazaré, morto e ressuscitado. Receber o Espírito e sentir medo é uma total contradição na vida de uma pessoa que passou pelo batismo. A presença do Espírito nos leva a trabalhar nossos medos e a buscar a coragem necessária para testemunhar abertamente a novidade do Evangelho de Jesus. Assim, um batizado não pode ter medo de se expor, de proclamar abertamente sua fé, de assumir publicamente uma posição. São atitudes assim que permitem que os outros conheçam a proposta de Jesus e os valores do Reino de Deus. Este testemunho corajoso é que identifica a profunda união entre Mestre e discípulo ou discípula. Este ato de testemunhar corajosamente se chama martiria. O que Jesus nos pede neste domingo é coerência com o Espírito recebido em Pentecostes. Somos todos e todas chamados a testemunhar nossa fé, mesmo diante dos ambientes mais desencorajadores. Nosso batismo nos pede a martiria, a força e a coragem de testemunhar a novidade que vem de Deus.
Podemos nos lembrar, em nossas celebrações deste domingo, de todas as comunidades cristãs que ainda hoje sofrem por testemunharem corajosamente o Evangelho de Jesus. Em nosso país, professar a fé não nos compromete em nada. Temos total liberdade de religião e de culto. Por isso, não podemos esquecer que, em muitos lugares, portar uma Bíblia ainda é causa de prisão ou que cantar abertamente em celebrações é motivo de perseguição. Podemos lembrar também aquelas comunidades que enfrentam fundamentalismos de todo tipo, vendo suas igrejas e templos serem queimados ou destruídos. Que estas comunidades possam se encorajar com as palavras de Jesus neste domingo:não tenham medo! Vocês valem mais que muitos pardais... (Mt 10,31).

Fonte: Francisco Orofino

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Missão para libertar: este é o tema da Campanha Missionária 2014

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) divulgaram, ontem, dia 17, o tema “Missão para libertar” e o lema “Enviou-me para anunciar a libertação” (Lc 4,18) da Campanha Missionária 2014, que será realizada em outubro. A reflexão recorda a temática da Campanha da Fraternidade 2014 que trata do Tráfico Humano.
Diante da realidade da escravidão, da exploração sexual, do comércio de órgãos e do tráfico de menores para adoção, os organizadores consideram que o trabalho missionário de defesa e promoção da vida continua de forma urgente e sem fronteiras.
Para o diretor das POM, padre Camilo Pauletti, “a temática surge hoje como um grande desafio para a Missão”. Ao recordar a passagem bíblica do Evangelho de São Lucas que inspirou a escolha do tema e do lema, padre Camilo afirma que a missão do Messias tem origem no Deus da vida e, por isso, Jesus traz libertação para quem sofre algum tipo de escravidão. “Hoje, Jesus nos desafia a assumirmos essa mesma Missão”, complementa. A campanha busca, ainda, criar comunhão entre os diversos aspectos da Missão e incentivar o compromisso das famílias e comunidades.
Alguns subsídios serão enviados às dioceses e prelazias do Brasil para distribuição. O cartaz, um livrinho da novena missionária, a mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões, uma oração missionária, um DVD com testemunhos, orações dos fiéis para os domingos do mês missionário, envelopes para a coleta e um marcador de páginas também estarão disponíveis, em breve, no site das Pontifícias Obras Missionárias (www.pom.org.br).
No Brasil, as POM têm a responsabilidade de organizar, todos os anos, a Campanha Missionária, e conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial,  da Comissão Episcopal para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).
Com informações da Assessoria de Imprensa das Pontifícias Obras Missionárias (POM)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Papa recebe representantes da Pastoral dos Ciganos


O bispo de Eunápolis (BA) e responsável pela Pastoral dos Nômades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Edson Santana Oliveira, foi recebido pelo papa Francisco, no dia 6 de junho, em audiência. Dom José Edson estava no Vaticano para participar do encontro mundial dos promotores episcopais e diretores nacionais da Pastoral dos Ciganos, promovido pelo Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes da Santa Sé. O diretor executivo da Pastoral dos Ciganos no Brasil, padre Wallace do Carmo Zanon, também participou do evento.
O encontro teve como tema “A Igreja e os ciganos: anunciar o Evangelho nas periferias” e o objetivo foi rever o empenho pastoral da Igreja a favor destes povos, a partir da situação atual. Os participantes prepararam, ainda,  o 50º aniversário da visita do papa Paulo VI a Pomezia, em Roma, por ocasião da peregrinação internacional dos ciganos, que aconteceu em setembro de 1965.
Participaram do encontro bispos, padres, religiosas, leigos, peritos, operadores pastorais e consultores representando 26 países da América, da Ásia e da Europa.
Audiência
O papa Francisco, ao recordar o tema do encontro, ressaltou a relação que existe entre a comunidade eclesial e o povo nômade. “A história de um caminho para se conhecer, para se encontrar; e ainda tem o desafio para o hoje, um desafio que se refere, seja à pastoral ordinária, seja à nova evangelização”, disse.
Em seu discurso, Francisco relatou casos em que os ciganos são desprezados, mantidos às margens da sociedade e vistos com hostilidade e desconfiança. Ele lembrou a falta de envolvimento dessa população nas dinâmicas políticas, econômicas e sociais do território. Para o papa os nômades são chamados a contribuir para o bem comum “por meio de caminhos adequados de co-responsabilidade, na observação dos deveres e na promoção dos direitos de cada um”, orientou.
Francisco também falou da situação de vulnerabilidade a que estão expostos e da necessidade de empenho das instituições locais e nacionais, bem como das comunidades internacionais para “para identificar projetos e atuações voltados ao melhoramento da qualidade de vida”.
“No que diz respeito à situação dos ciganos em todo o mundo, hoje é imprescindível desenvolver novas abordagens em âmbito civil, cultural e social, bem como na estratégia pastoral da Igreja para lidar com os desafios que surgem de formas modernas de perseguição, de opressão e, às vezes, até de escravidão”, destacou.
Para o secretário executivo da Pastoral dos Nômades da CNBB, padre Wallace do Carmo Zanon, o papa incentivou os promotores episcopais e diretores nacionais da Pastoral a estares junto dos ciganos. “O papa, com alto conhecimento, sabendo que os ciganos são um povo que necessita muito do carinho e do amor da Igreja, nos dá essa oportunidade de mostrar que nós devemos ter algo de concreto, mostrar aos ciganos a alegria do Evangelho”, disse.
Com informações da Rádio Vaticano e News.Va

sábado, 14 de junho de 2014

O que é o Plebiscito pela Constituinte?

O que é um Plebiscito Popular?



 Um Plebiscito é uma consulta na qual os cidadãos e cidadãs votam para aprovar ou não uma questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um Plebiscito.
 Apesar disso, desde o ano 2000, os Movimentos Sociais brasileiros começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversosem que qualquer pessoa, independente do sexo, da idade ou da religião, pode trabalhar para que ele seja realizado, organizando grupos em seus bairros, escolas, universidades, igrejas, sindicatos, aonde quer que seja, para dialogar com a população sobre um determinado tema e coletar votos.
 O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo.
 O que é uma Constituinte?
 É a realização de uma assembleia de deputados eleitos pelo povo para modificar a economia e a política do País e definir as regras, instituições e o funcionamento das instituições de um Estado como o governo, o Congresso e o Judiciário, por exemplo. Suas decisões resultam em uma Constituição. A do Brasil é de 1988.
 Porque uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?
 Nos meses de Junho e Julho de 2013 milhões de jovens brasileiros foram às ruas para lutar por melhores condições de vida, inicialmente contra o aumento das tarifas do transporte, mas rapidamente a luta por mais direitos sociais estava presente nas mobilizações, pedia-se mais saúde, mais educação, mais democracia. Nos cartazes, faixas e rostos pintados também diziam que a política atual não representa essa juventude, que quer mudanças profundas na sociedade brasileira.
 As mobilizações das ruas obtiveram conquistas em todo o país, principalmente com as revogações dos aumentos das tarifas dos transportes ou até diminuição da tarifa em algumas cidades, o que nos demonstrou que é com luta que a vida muda! Mas a grande maioria das reivindicações não foram atendidas pelos poderes públicos.
 Não foram atendidas porque a estrutura do poder político no Brasil e suas “regras de funcionamento” não permitem que se avance para mudanças profundas. Apesar de termos conquistado o voto direto nas eleições, existe uma complexa teia de elementos que são usados nas Campanhas Eleitorais que “ajudam” a garantir a vitória de determinados candidatos.
 A cada dois anos assistimos e ficamos enojados com a lógica do nosso sistema político. Vemos, por exemplo, que os candidatos eleitos têm um gasto de Campanha muito maior que os não eleitos, demonstrando um dos fatores do poder econômico nas eleições. Também vemos que o dinheiro usado nas Campanhas tem origem, na sua maior parte, de empresas privadas, que financiam os candidatos para depois obter vantagens nas decisões políticas, ou seja, é uma forma clara e direta de chantagem. Assim, o ditado popular “Quem paga a banda, escolhe a música” se torna a melhor forma de falar do poder econômico nas eleições.
 Além disso, ao olharmos para a composição do nosso Congresso Nacional vemos que é um Congresso de deputados e senadores que fazem parte da minoria da População Brasileira. Olhemos mais de perto a sua composição:
  • mais de 70% de fazendeiros e empresários (da educação, da saúde, industriais, etc) sendo que maioria da população é composta de trabalhadores e camponeses.
  • 9% de Mulheres, sendo que as mulheres são mais da metade da população brasileira.
  • 8,5% de Negros, sendo que 51% dos brasileiros se auto-declaram negros.
  • Menos de 3% de Jovens, sendo que os Jovens (de 16 a 35 anos) representam 40% do eleitorado do Brasil.
 Olhando para esses dados, é praticamente impossível não chegar a conclusão de que “Esse Congresso não nos representa!!!” e que eles não resolverão os problemas que o povo brasileiro, em especial a juventude, levou às ruas em 2013.
 E para solucionar todos esses problemas fundamentais da nossa sociedade (educação, saúde, moradia, transporte, terra, trabalho, etc.) chegamos a conclusão de que não basta mudarmos “as pessoas” que estão no Congresso.
 Precisamos mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. E isso só será possível se a voz dos milhões que foram as ruas em 2013 for ouvida. Como não esperamos que esse Congresso “abra seus ouvidos” partimos para a ação, organizando um Plebiscito Popular que luta por uma Assembléia Constituinte, que será exclusivamente eleita e terá poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através dessa mudança será possível alcançarmos a resolução de tantos outros problemas que afligem nosso povo.
Fonte: Plebiscito Constituinte

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Samaria: poço que gera partilha e memória!


 Na fidelidade ao caminho do seguimento de Jesus estamos indo para Jerusalém. Nesse ano nos encontramos com Jesus na “beira do poço” em terra de Samaria. E a mística desse lugar vai invadindo nossas vidas, nosso ser e nosso fazer evangelizador com a juventude. As Pastorais da Juventude desse continente, caminhantes, sedentas de água viva, trilham esse horizonte querendo aproximar seus passos aos do Mestre.
Já falamos sobre esse encontro, mas a partilha de Jesus e da Samaritana é extremamente profundo que exige, assim como toda Palavra de Deus, que escrevamos mais. Esse diálogo narrado pelas comunidades de João no capítulo 4 é como uma grande luz e motiva que a mulher da Samaria e, igualmente, também nós retomemos a história de nossas vidas.
A Samaritana e Jesus colocam sua vida diante do balde e do poço. É uma atitude de entrega e de confiança. Gesto de empoderar o outro na escuta e na vontade de contar, de dizer. Lendo o texto temos a tentação de interpretá-lo somente pelo viés de Jesus, esquecendo que Samaria é a terra da mulher. O estranho no local é Jesus. É Ele quem pede água.
Tivemos recentemente uma notícia que chamou atenção de todos os que acham que as religiões são pontos de encontro e diálogo e não subordinação: “Juiz declara que Candomblé e Umbanda não são religiões”. Mesmo tendo reconsiderado após grande pressão popular, a atitude aponta para uma dinâmica que nós todos, de alguma maneira, vivemos: gestos fundamentalistas e intolerantes. Jesus entra em espaço estranho e se faz “do outro”. Com sede, recebe água. O diferente que gera vida, partilha, comunhão, autonomia. Ela confia, deixa o cântaro e vai anunciar.
Somos convidados, em tempos de revitalização, a nos perguntarmos, assumirmos e partilharmos nossas histórias de vida. Não somente nós, mas todos os jovens desse continente, em rodas de liberdade e de protagonismo em que a memória seja um grande manancial de encontros.
Na preparação para o III Congresso Latino-Americano de Jovens, as Pastorais da Juventude, se colocaram a escutar as histórias de vida da juventude, tecendo uma grande rede. No Brasil, naquele ano, escrevemos aos/as jovens palavras que agora retomamos:  
“Todos trazemos em nós uma história de Vida, feita por muitos caminhos, marcada por muitas coisas... Temos histórias de morte, de dor, de superação, de luta, de garra, de encontros e desencontros, de violência, de sonhos, de enfrentamento, de alegria, de amizade, de superação, de dificuldades... A nossa história de vida é marcada por muitas pessoas (família, colegas de escola e faculdade, companheiros/as de trabalho, crianças, adultos/as, namorados/as, “casos”, idosos/as, amigos/as) e tanta coisa... Cada história de vida dos/as jovens é única,singular e por isso, mesmo, importantíssima. Cada história somos nós. No desejo de ouvir as histórias de Vida dos/as Jovens latino-americanos e caribenhos queremos convidar você amigo/a jovem a partilhar sua vida com os/as jovens da América Latina. É um convite para você contar sua história, suas dores e alegrias, seus sonhos, suas atividades, falar de sua família, de sua relação com os amigos/as, de sua relação e convivência com outros/as jovens, falar da participação nos grupos, da sua experiência de fé e de Deus. Coisa boa, não é? As histórias sempre ajudam, sempre animam...” 
O caminho da revitalização nos motivava em 2010 a escutar as histórias vitais da juventude. Samaria nesse ano e nesse mês nos motiva nessa mesma direção. Samaria quer ser um poço, onde possamos assumir e partilhar nossas histórias de vida. Assim, na partilha e na acolhida dos/as outros/as, tecer a nossa história comum.
Samaria nos convida ainda a retomar a história das Pastorais da Juventude. Conhecemos a história da Igreja Jovem de nosso Continente? Assumimos essa história? Sentimo-nos parte dela? A revitalização não se fará se não conhecemos e assumimos nossa história de presença, amor e serviço à juventude em nossa Pátria Grande. Não é por nada que a memória é uma opção que fazemos como Igreja Jovem do Continente no documento Civilização do Amor – Projeto e Missão. É um bom momento de desafiarmos você a conhecermos essa história. No livro citado acima, em outros tantos, ou mesmo em sites, blogs e espaços virtuais confiáveis você poderá encontrar dados para entender esse caminho. Vale o jargão: amamos mais a medida que conhecemos mais.
Da beira do poço, em Samaria, ressoa o convite para gerarmos uma grande rede na partilha de nossas histórias de vida e na retomada da história da ação evangelizadora com os/as jovens de nosso Continente. É o Mestre que nos convida e nos envia a isso. É Dele que aprendemos e assumimos a memória como opção, como causa. É Ele que nos envia e que desejar escutar nossas histórias vitais, pessoais e comunitárias, como Igreja. Nunca deixe em seu grupo de jovens, em sua roda de amigos, nos lugares de encontro, de ouvir a história do outro. De reconhecer o outro e aquilo que ele é feito. Somos nossas histórias. Somos nossas memórias. Reserve tempo para isso. É isso que nos faz ser mais gente.  
Vamos encher nossos baldes da presença do outro. Vamos beber com ele a sua história. Gerar juntos correntes e redes de partilha de vida. De memória profética. De amor.  
Mantra:  

“Conte-me sua vida,
histórias, sonhos, memórias.
 Confie e vá anunciar,
Com sorrisos, lutas... a causa.” 
   
Cladilson Nardino, estudante de Eng. Civil, membro da coordenação arquidiocesana da PJ de Curitiba/PR
Luis Duarte Vieira – Noviço Jesuíta e Militante da Pastoral da Juventude
 Maicon André Malacarne – Padre, assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim/RS
Fonte: Andança Jovem

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Papa envia mensagem sobre a Copa do Mundo aos brasileiros

“Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana", disse o papa Francisco em mensagem aos brasileiros por ocasião da Copa do Mundo 2014 que tem início hoje, 12.  
O papa afirmou ser preciso superar o racismo e que o futebol deve ser uma escola de construção para uma cultura do encontro, que permita a paz e a harmonia entre as pessoas. Disse, ainda, que “’para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo”.
No vídeo mensagem, Francisco chamou a atenção para que a grande festa do esporte seja motivo de “solidariedade” e “respeito” entre os povos.
Em outro trecho, o papa afirmou esperar que a Copa seja, além do esporte, festa de "solidariedade" entre os povos. “O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também - e eu diria sobretudo - um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna”, destacou Francisco
Ao final da mensagem, o papa convidou a todos para a promoção da paz no esporte. Lembrando que “o segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida”.
O jogo de abertura da Copa do Mundo 2014 será entre Brasil e Croácia, na cidade São Paulo. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 jogos. A partida final está marcada para 13 de julho, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Confira a íntegra do texto:
Queridos amigos,
É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também - e eu diria sobretudo - um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…
O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.
A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!
Fonte: CNBB

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pastorais da Juventude lançam cartaz da Semana do Estudante 2014


"Participação Estudantil na construção do Projeto Popular para o Brasil". Com esse tema a Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude Estudantil, Pastoral da Juventude do Meio Popular e Pastoral da Juventude Rural de todo Brasil vão se preparar para realizar mais uma "Semana do Estudante" de 5 a 11 de agosto. A temática está retratada no cartaz criado pelo artista amazonense Chiquinho D`almeida com diagramação do ex-secretário Nacional da Pastoral da Juventude, Thiesco Crisóstomo.


O subsídio de estudo para preparação de encontros e atividades será divulgado em breve nos sites e redes sociais das Pastorais da Juventude. O lema que vai motivar as Juventudes em 2014 vem da música "E vamos à lua" de Gonzaguinha: "Eu vou à luta é com essa juventude, que não corre da raia a troco de nada". A iluminação bíblica vem do Evangelho de Mateus: "Vocês são o sal da terra e a luz do mundo" (Mt 5, 13-14).

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional (pj.org.br)

domingo, 8 de junho de 2014

Para fazer a paz é preciso coragem!


Cidade do Vaticano (RV) - Realizou-se na tarde deste domingo, 08 de junho, nos Jardins Vaticanos, o encontro de oração pela paz entre o Papa Francisco e os presidentes de Israel e Palestina, respectivamente Shimon Peres e Mahmoud Abbas. 


"Com grande alegria vos saúdo e desejo oferecer, a vós e às ilustres Delegações que vos acompanham, a mesma recepção calorosa que me reservastes na minha peregrinação há pouco concluída à Terra Santa", disse o Papa Francisco que agradeceu aos presidentes israelense e palestino por terem aceitado o convite de rezar juntos, no Vaticano, para pedir a Deus o dom da paz. "Espero que este encontro seja o início de um caminho novo à procura do que une para superar aquilo que divide", destacou o pontífice. O Papa agradeceu também ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, por acolher com ele estes hóspedes ilustres. 

"Este nosso encontro de imploração da paz para a Terra Santa, o Médio Oriente e o mundo inteiro é acompanhado pela oração de muitíssimas pessoas, pertencentes a diferentes culturas, pátrias, línguas e religiões: pessoas que rezaram por este encontro e agora estão unidas conosco na mesma invocação. É um encontro que responde ao ardente desejo de quantos anelam pela paz e sonham um mundo onde os homens e as mulheres possam viver como irmãos e não como adversários ou como inimigos."

"Para fazer a paz é preciso coragem, muita mais do que para fazer a guerra. É preciso coragem para dizer sim ao encontro e não à briga; sim ao diálogo e não à violência; sim às negociações e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à duplicidade. Para tudo isto, é preciso coragem, grande força de ânimo", disse ainda o Santo Padre.

Eis um trecho da oração pela paz feita pelo Papa Francisco: "Senhor Deus de Paz, escutai a nossa súplica! Tentamos tantas vezes e durante tantos anos resolver os nossos conflitos com as nossas forças e também com as nossas armas; tantos momentos de hostilidade e escuridão; tanto sangue derramado; tantas vidas despedaçadas; tantas esperanças sepultadas. Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão."

O Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, proferiu as seguintes palavras: "Reconciliação e paz, Ó Senhor, são as nossas metas. Deus, em seu Livro Sagrado disse aos fiéis: "Fazei a paz entre vós!" Nós estamos aqui, Senhor, orientados em direção à paz. Tornai firmes os nossos passos e coroa com o sucesso os nossos esforços e nossas iniciativas. Vós sois o promotor da virtude e aquele que previne o vício, o mal e a agressão."

O Presidente de Israel, Shimon Peres, disse: "O nosso Livro dos Livros nos impõe o caminho da paz, nos pede que trabalhemos por sua realização. Diz o Livro dos Provérbios: Suas vias são vias de graça, e todas as suas sendas são paz. Assim devem ser as nossas vias. Vias de graça e de paz. Nós todos somos iguais diante do Senhor. Nós todos fazemos parte da família humana. Por isso, sem paz nós não somos completos e devemos ainda realizar a missão da humanidade. A paz não vem facilmente. Nós devemos trabalhar com todas as nossas forças para alcançá-la. Para alcançá-la rapidamente. Dois povos – os israelenses e os palestinos – ainda desejam ardentemente a paz. As lágrimas das mães sobre seus filhos ainda estão marcadas em nossos corações. Nós devemos pôr fim aos gritos, à violência, ao conflito. Nós todos necessitamos de paz. Paz entre iguais".

Fonte: Rádio Vaticano

sábado, 7 de junho de 2014

A missão da comunidade - João 20,19-31

 
1. Olhar de perto os acontecimentos da nossa vida

No evangelho de hoje, vamos meditar sobre a aparição de Jesus aos discípulos e a missão que eles receberam. Eles estavam reunidos com as portas fechadas porque tinham medo dos judeus. De repente, Jesus se coloca no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês!” Depois de mostrar as mãos e o lado, ele diz novamente: “A paz esteja com vocês! Como o Pai me enviou, eu envio vocês!” Em seguida, lhes dá o Espírito para que possam perdoar e reconciliar. A paz! Reconciliar e construir a paz. Esta é a missão que recebem. Hoje, o que mais faz falta é a paz: refazer os pedaços da vida, reconstruir as relações quebradas entre as pessoas. Sobretudo agora neste ano do jubileu! Relações quebradas por causa da injustiça e por tantos outros motivos. Jesus insiste na paz. Repete várias vezes. As pessoas que lutam pela paz são declaradas felizes e são chamadas filhos e filhas de Deus (Mt 5,9).

     1.1 Situando

Na conclusão do capítulo 20 (Jo 20,30-31), o autor diz que Jesus fez “muitos outros sinais que não estão neste livro. Estes, porém, foram escritos (a saber os sete sinais relatados nos capítulos 2 a 11) para que vocês possam crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, acreditando, ter a vida no nome dele” (Jo 20,31). Isso significa que, inicialmente, esta conclusão era o final do Livro dos Sinais. Mais tarde, foi acrescentado o Livro da Glorificação que descreve a hora de Jesus, a sua morte e ressurreição. Assim, o que era o final do Livro dos Sinais passou a ser conclusão também do Livro da Glorificação.

2. Comentando

     2.1 João 20,19-20: A experiência da ressurreição

Jesus se faz presente na comunidade. As portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado. O Jesus que está conosco na comunidade não é um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão. As marcas da paixão estão hoje no sofrimento do povo, na fome, nas marcas de tortura, de injustiça. É nas pessoas que reagem, lutam pela vida e não se deixam abater que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.

     2.2 João 20,21: O envio: “Como o Pai me enviou, eu envio vocês!”

É deste Jesus, ao mesmo tempo crucificado e ressuscitado, que recebemos a missão, a mesma que ele recebeu do Pai. E ele repete: “A paz esteja com vocês!” Esta dupla repetição acentua a importância da paz. Construir a paz faz parte da missão. Paz significa muito mais do que só ausência de guerra. Significa construir uma convivência humana harmoniosa, em que as pessoas possam ser elas mesmas, tendo todas o necessário para viver, convivendo felizes e em paz. Esta foi a missão de Jesus, e é também a nossa missão. Numa palavra, é criar comunidade a exemplo da comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

     2.3 João 20,22: Jesus comunica o dom do Espírito
Jesus soprou e disse: “Recebei o Espírito Santo.” É só mesmo com a ajuda do Espírito de Jesus que seremos capazes de realizar a missão que ele nos dá. Para as comunidades do Discípulo Amado, Páscoa (ressurreição) e Pentecostes (efusão do Espírito) são a mesma coisa. Tudo acontece no mesmo momento.
 
     2.4 João 20,23: Jesus comunica o poder de perdoar os pecados

O ponto central da missão de paz está na reconciliação, na tentativa de superar as barreiras que nos separam: “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados serão perdoados e aqueles a quem retiverem serão retidos!” Este poder de reconciliar e de perdoar é dado à comunidade (Jo 20,23; Mt 18,18). No Evangelho de Mateus, é dado também a Pedro (Mt 16,19). Aqui se percebe a enorme responsabilidade da comunidade. O texto deixa claro que uma comunidade sem perdão nem reconciliação já não é comunidade cristã.

     2.5 João 20,24-25: A dúvida de Tomé


Tomé, um dos doze, não estava presente. E ele não crê no testemunho dos outros. Tomé é exigente: quer colocar o dedo nas feridas da mão e do pé de Jesus. Quer ver para poder crer. Não é que ele queria ver milagre para poder crer. Não! Tomé queria ver os sinais nas mãos e no lado. Ele não crê num Jesus glorioso, desligado do Jesus bem humano que sofreu na cruz. Sinal de que havia pessoas que não aceitavam a encarnação (2Jo 7; 1Jo 4,2-3; 2,22). A dúvida de Tomé também deixa transparecer como era difícil crer na ressurreição.

     2.6 João 20,26-29: Felizes os que não viram e creram


O texto começa dizendo: “Uma semana depois”. Tomé foi capaz de sustentar sua opinião durante uma semana inteira. Cabeçudo mesmo! Graças a Deus, para nós! Novamente, durante a reunião da comunidade, eles têm uma experiência profunda da presença de Jesus ressuscitado no meio deles. E novamente recebem a missão de paz: “A paz esteja com vocês!” O que chama a atenção é a bondade de Jesus. Ele não critica nem xinga a incredulidade de Tomé, mas aceita o desafio e diz: “Tomé, venha cá colocar seu dedo nas feridas!”. Jesus confirma a convicção de Tomé, que era a convicção de fé das comunidades do Discípulo Amado, a saber: o ressuscitado glorioso é o crucificado torturado. É neste Cristo que Tomé acredita, e nós também. Com ele digamos: “Meu Senhor e meu Deus!” Esta entrega de Tomé é a atitude ideal da fé. E Jesus completa com a mensagem final: “Você acreditou porque viu. Felizes os que não viram e, no entanto, creram!” Com esta frase, Jesus declara felizes a todos nós que estamos nesta condição: sem termos visto acreditamos que o Jesus que está no nosso meio é o mesmo que morreu crucificado!

     2.7 João 20,30-31: Objetivo do Evangelho: levar a crer para ter vida

Assim termina o Evangelho, lembrando que a preocupação maior de João é a Vida. É o que Jesus diz: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

3. Alargando Shalom: a construção da paz

O primeiro encontro entre Jesus ressuscitado e seus discípulos é marcado pela saudação feita por ele: “A paz esteja com vocês!” Por duas vezes Jesus deseja a paz a seus amigos.  Esta saudação é muito comum entre os judeus e na Bíblia. Ela aparece quando surge um mensageiro da parte de Deus (Jz 6,23; Tb 12,17). Logo em seguida, Jesus os envia em missão, soprando sobre eles o Espírito. Paz, Missão e Espírito! Os três estão juntos. Afinal, construir a paz é a missão dos discípulos e das discípulas de Jesus (Mt 10,13; Lc 10,5). O Reino de Deus, pregado e realizado por Jesus e continuado pelas comunidades animadas pelo Espírito, manifesta-se na paz (Lc 1,79; 2,14). O Evangelho de João mostra que esta paz, para ser verdadeira, deve ser a paz trazida por Jesus (Jo 14,27). Uma paz diferente da paz construída pelo Império Romano.

Paz, na Bíblia (em hebraico é shalom) é uma palavra muito rica, significando uma série de atitudes e desejos do ser humano. Paz significa integridade da pessoa diante de Deus e dos outros. Significa também uma vida plena, feliz, abundante (Jo 10,10). A paz é sinal da presença de Deus, porque o nosso Deus é um “Deus da paz” (Jz 6, 24; Rm 15,33). Por isso mesmo, a proposta de paz trazida por Jesus também é sinal de “espada” (Mt 10,34), ou seja, de perseguições para as comunidades. O próprio Jesus faz este alerta sobre as tribulações promovidas pelo Império tentando matar a paz de Deus (Jo 16,33). É preciso confiar, lutar, trabalhar, perseverar no Espírito para que um dia a paz de Deus triunfe. Neste dia, “amor e verdade se encontram, justiça e paz se abraçam” (Sl 85,11). Então, como ensina Paulo, “o Reino será justiça, paz e alegria como fruto do Espírito Santo” (Rm 14,17), e “Deus será tudo em todos” (1Cor 15,28).
 
Trecho extraído da publicação Raio-X da Vida. Círculos Bíblicos do Evangelho de João (24º Círculo Bíblico).

Fonte: CEBI

sexta-feira, 6 de junho de 2014

CRB promove caminhada contra tráfico humano durante a Copa


A capital do Brasil vai receber no próximo dia 11 de junho, uma quarta-feira, a Caminhada Jogue a favor da vida – Denuncie o tráfico de pessoas. O evento é uma das várias iniciativas da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) na prevenção e combate ao tráfico humano, que movimenta cerca de 32 bilhões de dólares em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas.
 Com a parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a rede internacional de religiosas contra o tráfico Talitha Kum, a caminhada tem a coordenação da rede Um Grito pela Vida, grupo pertencente à CRB, que trabalha há seis anos com a questão em vários estados e municípios brasileiros.   
Irmã Rosa Maria Martins, mineira consagrada à congregação das Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas, concedeu entrevista ao Zenit sobre a caminha e a questão do tráfico humano. Irmã Rosa trabalha como assessora executiva para comunicação da CRB e encontra no próprio carisma uma ligação muito forte com a campanha desenvolvida pela entidade. A congregação de São Carlos tem como missão acolher os migrantes que estão fora da pátria de origem e sofrem com o desemprego e preconceito, entre outros.
Logo que começou a adentrar o assunto de tráfico de pessoas, irmã Rosa participou da CPI de mesmo tema, no Congresso Nacional. Lá teve contato com a triste história de várias mulheres iludidas pelo sonho de serem modelos e trabalharem em países estrangeiros: elas acabaram caindo na mão de traficantes. “Nunca tive antes um contato mais próximo com pessoas que sofreram com o tráfico na própria pele. Na CPI pude conhecer esta chocante realidade e ter uma compreensão maior do drama destas meninas”, conta.
Além do convite para trabalho no exterior, outra ação comum entre os criminosos é a adoção ilegal de crianças nascidas em famílias carentes. Muitos pais também se deixam levar pela conversa de que os filhos levados por ‘pessoas de bem’ terão uma vida melhor do que a deles, que sofrem em meio às dificuldades da miséria.
Irmã Rosa conta que a CRB trabalha no sentido da conscientização destas pessoas. “As religiosas trabalham de forma discreta mas efetiva nas bases. As pessoas atingidas por este crime estão inseridas em uma realidade complexa, em que se tornam vulneráveis. Se o país não oferece educação e condições de sobrevivência, muitos acabam vendo nestes convites uma oportunidade. Mas em pouco tempo percebem que caíram em uma armadilha”.   
Segundo a irmã Rosa, as mulheres são as mais visadas neste crime lucrativo. Elas formam um perfil específico: em geral, são desempregadas, mães solteiras, têm baixa escolaridade, são menores de idade, moram em regiões periféricas e já sofreram abuso. Em todo o mundo, 30% das mortes de mulheres tem causa no tráfico de pessoas e exploração sexual.  
O Brasil é trânsito e destino para o tráfico interno e externo de milhares de crianças, adolescentes e jovens, na faixa etária de 10 a 29 anos. As regiões com maiores rotas de tráfico internacional e interestadual são o norte e nordeste, seguida de perto pela sudeste. A lucratividade desta atividade ilegal no país só perde para a do tráfico de drogas.  
A organização da campanha contra o tráfico humano durante a Copa começou após um diagnóstico revelar que os países sede das duas últimas edições da Copa (Alemanha e África do Sul), tiveram um significativo aumento da exploração sexual – decorrente do tráfico de pessoas – durante a realização do evento.
A caminhada
Marcada para começar às 19h, com concentração no Museu Nacional da República, a caminhada pretende reunir entre 500 e 1000 pessoas na Esplanada dos Ministérios. O itinerário começa com orações e reflexões de dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, presidente da CRB, e padre George Tarjra Albuquerque, assessor pastoral da arquidiocese de Brasília.
Os participantes da caminhada devem trazer lanternas e uma flor, que será colocada no gramado frontal ao Senado Federal. O ato simbólico quer trazer à memória crianças, jovens, homens e mulheres que morreram ou desapareceram como vítimas do tráfico de pessoas. Todo o percurso será silencioso e feito de forma oracional. De duas a três faixas do Eixo Monumental devem ser utilizadas para a caminhada.
A iniciativa nasceu em um retiro espiritual dos jesuítas, em que participaram integrantes da CRB. “A organização para a caminhada já está quase toda estabelecida. A caminhada tem a ação de Deus, é da vontade d’Ele. Aproveitamos a ocasião para oferecer a caminhada à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, padroeira de Brasília e também uma mulher, que entende o sofrimento das mulheres que passaram e passam pelo tráfico de pessoas”, explica irmã Rosa.  
A iniciativa também conta com o apoio das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM), Comunidade de Vida Cristã (CVX), Cáritas Brasileira, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, pastorais e movimentos da arquidiocese de Brasília e da Ação Episcopal Alemã Adveniat, entre outros.
Quem vier participar deve deixar o carro em estacionamentos próximos ao Teatro Nacional.
CPI do tráfico
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas no Brasil aprovou o relatório final, no fim de maio, e produziu o projeto de lei 6934/13, alterando diversos aspectos da legislação brasileira. Entre as propostas estão a criação de um tipo penal básico para o tráfico de pessoas.
As tipificações atuais na legislação nacional são voltadas para o crime de tráfico internacional de pessoas com fins de prostituição e o tráfico de crianças e adolescentes. Por outro lado, o tráfico para trabalhos forçados ou semelhantes à escravidão, assim como transplante de órgãos não têm tipo penal correto. As penas para os crimes mencionados também passam a ser mais rígidas.
As regras para adoção também ficam mais rígidas. O projeto de lei procura assegurar o respeito estrito à ordem estabelecida no Cadastro Nacional de Adotantes.
Tráfico em Portugal
Em relatório divulgado em maio pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH), do Ministério da Administração Interna de Portugal, o número de pessoas sinalizadas como prováveis vítimas de tráfico humano mais do que triplicou no país: passou de 81, em 2012, para 299, em 2013. O aumento chega a 269%. Assim como o Brasil, Portugal também é rota, destino e origem do tráfico de pessoas.
Entre as 299 pessoas, 49 são menores, 27 dos quais em investigação. A maioria é composta por estrangeiros, tendo os romenos mais representatividade com 185 sinalizações. Também há cidadãos da Guiné-Bissau, Nigéria, Bulgária e Brasil. Os portugueses são 31, dos quais 17 menores de idade.  
O acréscimo destas sinalizações pode ser explicado pelo aumento das denúncias relacionadas com exploração laboral, sobretudo as ligadas à agricultura.
Fonte: Conferência dos/as Religiosos/as do Brasil

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

 
Começou neste domingo, 1° de junho, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC). Em linhas gerais, a iniciativa busca integrar cristãos das mais variadas confissões / denominações por meio do diálogo e da oração. Este ano, a SOUC trabalha o tema “Acaso Cristo está dividido?”, baseado no texto de I Cor 1:1-17.
 
Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), as celebrações da Semana de Oração devem se estender até o dia 8 de junho - domingo de Pentecostes. 
 
Confira a carta das Igrejas que compõem CONIC:
 
Irmãos e Irmãs da Caminhada Ecumênica!
 
Nós, representantes das igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), nos dirigimos a vocês na paz e na graça do nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Mais uma vez estaremos unidos(as), celebrando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no período de 1 a 8 de junho. Refletiremos este ano o tema “Acaso Cristo está dividido?”, motivados pelo lema de 1 Cor 1, 1-17.
 
Esta Semana foi organizada pelos irmãos e irmãs do Canadá, país marcado pela diversidade de idiomas, cultura, clima e diversas expressões de fé. Nossos(as) irmãos(as) do Canadá afirmam: “A primeira carta aos Co­ríntios também aponta um caminho pelo qual podemos valorizar e acolher os dons dos outros, mesmo agora no meio das nossas divisões”.
 
Convidamos a cada um(a) de vocês a se unirem a este grande mutirão pela Unidade, que é a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Cada um(a) é chamado(a) a transformar a realidade onde vive e a construir um mundo melhor, vencendo preconceitos e buscando o respeito e a unidade.
 
Que a reflexão desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos anime a confiar, sempre mais, na transformação possível e no convívio fraternal. Que sejamos fortalecidos(as) na fé que brota da certeza que vem da vitória do Ressuscitado.
 
Com nossa benção e Fraterna Saudação,
 
Dom Francisco de Assis da Silva (Bispo Primaz da IEAB)
Pastor Dr. Nestor Paulo Friedrich (Pastor Presidente da IECLB)
Dom Leonardo Ulrich Steiner (Secretário Geral da CNBB)
Presbítera Anita Sue Wright Torres (Moderadora da IPU)
Dom Titos Paulo George Hanna (Arcebispo da ISOA)

Fonte: CONIC

quarta-feira, 4 de junho de 2014

CNBB lança Documento que trata da renovação paroquial

O Documento 100 da CNBB, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, propõe reflexão e ações práticas para uma conversão pastoral da paróquia. Após, aproximadamente, dois anos de estudo, os bispos reunidos na 52ª Assembleia Geral, no mês de maio, aprovaram o texto para publicação como Documento oficial da Igreja no Brasil.
De acordo com bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o texto quer contribuir para dinamizar a vida de comunidade. “Vai nos ajudar a sermos presença do Evangelho de maneira fecunda e samaritana, no anúncio do Reino de Deus”, afirma. Na apresentação do Documento, o secretário recorda que a Igreja tem sua origem na comunidade, por isso a “Igreja é comunidade”.
“O Documento busca iluminar o nosso ser Igreja, sermos comunidade dos que vivem de Cristo Jesus, iluminados e guiados pela força e suavidade do Espírito Santo, acolhidos pela bondade materna do Pai”, explica dom Leonardo.
A Comissão de redação do Documento contou com a colaboração de assessores, bispos e leigos, sendo presidida pelo arcebispo de Manaus (AM), dom Sérgio Castriani. Em 2013, durante a 51ª Assembleia Geral CNBB, os bispos tinham aprovado o Estudo 104 “Comunidades de comunidades: uma nova paróquia”. O texto foi enviado aos regionais e dioceses para que refletissem e enviassem suas contribuições, colaborando, assim, para uma nova versão. Para dom Sérgio,  a intenção da CNBB não foi apenas produzir um texto, mas oferecer reflexões que chegassem às bases e contribuíssem com a renovação paroquial. “O Documento n. 100 é uma nova redação, com contribuições do estudo. Houve inversão de capítulos, ajustes no texto e acréscimos a partir das sugestões enviadas pelas dioceses”, informou.
Proposta e capítulos
O Documento 100 “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia” é composto de seis capítulos, são eles: Sinais dos Tempos e Conversão Pastoral, Palavra de Deus, Vida, Missão nas Comunidades, Surgimento da Paróquia e sua Evolução, Comunidade Paroquial, Sujeito e Tarefas da Conversão Paroquial.
Logo no início é apresentada análise da realidade paroquial. Na sequência traz, também, reflexão histórica e teológica sobre a paróquia. Segue abordando a dimensão de comunidade, a partir da conversão paroquial e pastoral, com ideias do significado da paróquia como “casa do pão, casa da caridade e acolhida”. “É na paróquia, lugar para vivência da fraternidade, onde as pessoas reúnem-se em comunidade para celebrar os sacramentos e encontrar-se com o ministério de Cristo e da Igreja”, comenta dom Sérgio.
Ao final do documento, no capítulo 6, são apresentadas propostas práticas para conversão da paróquia, ou seja, as proposições pastorais. São pistas de ações que tratam da acolhida e vida fraterna, iniciação à vida cristã, leitura orante da palavra, liturgia e espiritualidade; incluindo o funcionamento da paróquia, seus conselhos, organização e manutenção.
A valorização e incentivo da participação do laicato e os ministérios leigos são indicados no documento. Orienta-se, também, a atenção e acolhida às famílias que residem em condomínios e conjuntos residenciais populares, na tentativa de estabelecer proximidade e integração na comunidade. Outro aspecto contido nas pistas de ações é incentivo às paróquias para utilizar dos recursos da mídia e novas formas de comunicação e relacionamento nas atividades de evangelização.
Para adquirir
O Documento 100 “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da paróquia” pode ser adquirido nas Edições CNBB, no site: www.edicoescnbb.com.br ou (61) 2193.3019.
Fonte: CNBB