quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Curso de Formação de Assessores do Regional, começa hoje em Feira de Santana

Olá povo pjoteiro! Depois de Bom Jesus da Lapa, na Ampliada da PJB, durante quatro dias Feira de Santana será a 'sede' das Pastorais da Juventude do Brasil, de nosso Regional NE 3. Teremos, depois de longa espera, o 1º CUFA (Curso de Formação de Assessores). Contaremos com a presença de representantes de inúmeras dioceses sendo eles padres, religiosos, religiosas, além de jovens de todas as específicas da PJB (PJ, PJMP, PJR, PJE). Durante esse evento, teremos discussões sobre o PPP (Plano Político Pastoral), feito conjuntamente pelas PJ's. O CUFA vem com a proposta de intensificar os estudos, reflexões e místicas que possibilitem uma instrumentalização para a execução das atividades nos grupos de jovens, em uma mesma dimensão – aquela pautada numa ação política evangelizadora. Dentre os objetivos do CUFA destacamos: aprimorar e aprofundar a formação teórica e metodológica dos/as assessores/as, como forma de oferecer mecanismos de qualidade e eficácia para o trabalho com a juventude do Regional NE3. O CUFA se estende até dia 26, pela tarde. Também teremos a alegria de lançar oficialmente o Site da PJB NE 3, portanto fiquem ligados e ligadas, que logo colocaremos o link deste portal! As atividades ocorrerão no Centro Arquidiocesano, no bairro do Papagaio.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Que a Saúde se difunda sobre a Terra" - CF 2012

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, abre, na Quarta-feira de Cinzas, 22, às 14h, na sede da Conferência, em Brasília (DF), a Campanha da Fraternidade-2012. O tema proposto para a Campanha deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, tirado do livro do Eclesiástico.

O ministro da saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, confirmou sua presença. Além dele, participarão do ato de abertura da CF o sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos; o Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança e membro do Conselho Nacional de Saúde, Clovis Boufleur, e o cirurgião e membro da equipe de assessoria da Pastoral da Saúde do Conselho Episcopal Latino-americano, André Luiz de Oliveira. O ato é aberto à imprensa.

A CF-2012 tem como objetivo geral “refletir sobre a realdiade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobiliza por melhoria no sistema público de saúde”.

Realizada desde 1964, a Campanha da Fraternidade mobiliza todas as comunidades catóilcas do país e procura envolver outros segmentos da sociedade no debate do tema escolhido. São produzidos vários materiais para uso das comunidades com destaque para o texto-base, produzido por uma equipe de especialistas.

A Campanha acontece durante todo o período da Quaresma que, segundo o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, “é o caminho que nos leva ao encontro do Crucificado-ressuscitado”.

Na apresentação do texto-base, dom Leonardo, eplica que, com esta Campanha da Fraternidade, a Igreja quer sensibilizar as pessoas sobre a “dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de saúde pública condizente com suas necessidades e dignidade”.

Fonte: www.cnbb.org.br

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Música e Cartaz da CF 2013


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está promovendo dois importantes concursos relacionados à Campanha da Fraternidade de 2013, cujo tema será Fraternidade e Juventude e o lema, “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Os concursos são para a escolha do cartaz e da música do hino da campanha. A letra do hino já foi escolhida.

Música
As inscrições no concurso para a escolha da música do hino da Campanha da Fraternidade de 2013 podem ser feitas até o dia 25 de março. Espera-se que a música tenha caráter vibrante e vigoroso, com melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembleia.

O material inscrito deve ser enviado por correio para a CNBB contendo apenas o pseudônimo do autor, no remetente. Dentro da correspondência, num envelope fechado, devem estar o nome verdadeiro do compositor, junto com o termo de Cessão de Direitos Autorais, preenchido e assinado.

Cartaz

As inscrições no concurso do cartaz podem ser feitas até o dia 10 de maio. O cartaz poderá conter fotos, desenhos, colagens, montagens, pinturas ou outras formas, no formato de 70 cm de altura por 50 cm de largura, ou de 50 cm de altura por 70 cm de largura. O cartaz deverá conter, além da figura criada, os seguintes textos: “Campanha da Fraternidade 2013”; “Fraternidade e Juventude” e “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).

No ato da inscrição do concurso, os participantes deverão apresentar a arte final do cartaz, já na forma e tamanho real de impressão e divulgação e um texto do autor explicando a concepção da obra, tudo encaminhado em envelope identificado apenas por pseudônimo, com as informações sobre o autor e o termo de cessão de direitos no interior.

A Campanha

Segundo o secretário executivo para a Campanha para a Fraternidade da CNBB, padre Luiz Carlos Dias, e a assessora da Comissão para a Comunicação, irmã Élide Maria Fogolari, a Campanha de 2013 tem como objetivo refletir a realidade das juventudes no contexto atual “marcado pela tecnologia e a cultura midiática”, mas também por “desigualdades e situações de violência, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, construir relações e estruturas que promovam a Vida”.

SERVIÇO

Concurso da Música

Regulamento

Prazo de inscrição: 25 de março de 2012

Endereço para envio do material:

CNBB - Setor Música Litúrgica

SE / Sul Quadra 801, Conjunto B

CEP 70.200-014

Brasília - DF

Prazo de inscrição: 10 de maio de 2012


Divulgação do vencedor: 25 de maio de 2012

Endereço para envio do material:

CNBB - Comissão Pastoral Episcopal de Comunicação

SE / Sul Quadra 801, Conjunto B

CEP 70.200-014

Brasília - DF


Fonte: jovensconectados.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Como foi a Ampliada da PJB 2012, em Bom Jesus da Lapa?

Olá pessoal, nesse fim de semana, tivemos a Ampliada Regional da PJB NE 3(Bahia e Sergipe). Nos reunimos nas terras de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, entre os dias 10 e 12 de Fevereiro. Foram dias de convivência entre as 3 específicas presentes(PJ, PJMP e PJR). A PJE, que está começando seu trabalho em nosso Regional, mas especificamente no Recôncavo da Bahia, não pode se fazer presente, mas se manteve conectado na internet e muito mais ainda em espírito. Somente o Erik Nascimento, coordenador pela Forania 4, pode estar lá, por nossa Arquidiocese. Tivemos como tema "CIRANDA DA COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO”, e como iluminação bíblica: “E como há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois participamos todos deste único pão.” (1 Cor 10, 17). Estiram presentes além de mais de 40 delegados, o Articulador da PJB, Eric Gamaliel, o padre referencial da PJB, Gilvan Ivo, o bispo referencial da Juventude de nosso regional, Dom César Valmoir, que também é bispo de Bom Jesus da Lapa, e a ex-secretária da PJ Nacional, Hildete Emanuelle.

Podemos ver as fotos dessa Ampliada, no Facebook da PJ: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.230215637071360.51240.100002487769629&type=3

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tecendo Relações

“Na medida em que cada um de nós aceita ser ele mesmo,
descobre não apenas que muda, mas que as pessoas
com as quais ele tem relações, mudam igualmente.”
(Carl R. Rogers)
Por que pensar em tecer relações?
No contexto pós-moderno as relações humanas se configuram de forma descartável, flexível, com poucas possibilidades de compromissos duradouros e respeitosos. Falta valorização da pessoa, do corpo e há pouca compreensão da sua importância social e eclesial.
As instituições (entendemos aqui a família, a escola, a Igreja) têm deixado de lado a discussão sobre afetividade e sexualidade, delegando essa importante tarefa aos meios de comunicação, os quais tratam do assunto ora com responsabilidade ora com banalidade.
A temática prioritária, nas rodas de conversas das juventudes, é, sem dúvida, as questões que tratam do corpo, da afetividade e da sexualidade. Na vivência dos grupos de base e fora deles há uma grande necessidade/curiosidade em assuntos relacionados à afetividade e sexualidade, porém muitas vezes falta uma discussão mais teórica e, ao mesmo tempo, empírica que atenda a essa necessidade.
O debate da diversidade também é demanda para a atuação do projeto e, por isso, gênero, etnia, deficiências, identidade, são temas ligados à vida humana. Quem nunca presenciou uma situação de preconceito? Uma atitude machista? Nas relações cotidianas nos defrontamos com mitos e estereótipos, situações que nos convocam a reagir, tendo como primado a prática de Jesus “amar uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12).
Nessa perspectiva das relações humanas é importante criarmos oportunidades para que as pessoas se relacionem, de modo que percebam uns aos outros e lutarmos para que todos sejam respeitados, de fato, valendo para essa prática o apontamento do sociólogo Boaventura Santos: “Temos o direito de sermos iguais sempre que a diferença nos inferioriza; e temos o direito de sermos diferente quando a nossa igualdade nos descaracteriza”.
Na juventude e adolescência muitos valores estão sendo questionados, reafirmados e construídos. Deparamo-nos, constantemente, nos grupos de jovens com questionamentos acerca do pensamento sobre o futuro. Sonhos, dúvidas, decepções, alegrias, perguntas, curiosidades e atitudes diante da vida, revelam o desejo da juventude em projetar, sendo, portanto, a construção didática do projeto de vida, uma possibilidade de trabalhar com a temática da afetividade e sexualidade, sempre presente na construção dos horizontes.
Entretanto, na construção do projeto de vida a dimensão da integralidade do sujeito deve ser incorporada. Devemos pensar holisticamente, integrando as dimensões humanas. A Pastoral da Juventude propõe esse trabalho quando considera que a formação deve ser integral.
Segundo Arruda:"na construção do conceito do ser humano, estabelece-se um diálogo com o Sri Aurobindo que afirma que o ser humano tem unidos, consciente e inconsciente, corpo, mente e psique, ego e sexualidade, afeto e agressão”. É essa perspectiva que pretendemos assumir no debate, ajudando os jovens a pensarem o sentido de suas vidas, em um processo de autoconhecimento, compromisso consigo e com o próximo.
A Igreja Católica insiste em que toda a ação com os jovens considere as questões ligadas à afetividade e sexualidade, apontando para a necessidade de trabalharmos sempre com todas as dimensões da pessoa humana: “O discipulado começa com o convite pessoal de Jesus Cristo: 'Vem e segue-me' (Lc 18,22). Na formação para o discipulado é necessário partir de uma formação integral. Quem trabalha na formação de jovens necessita estar atento às cinco dimensões: psicoafetiva, psicossocial, mística, sociopolítico-ecológica e capacitação. Trata-se de efetivar, pedagogicamente, um conceito que se encaixa no contexto da sensibilidade da cultura jovem e aponta para uma nova síntese que integre o racional com o simbólico, a afetividade, o corpo, a fé e o universo”.
Por essas razões fica evidente a necessidade de coordenadores e assessores qualificarem-se para tratar desses assuntos com liberdade e maturidade junto à juventude. Esse contexto exige que a Pastoral da Juventude contribua para a construção de relações equilibradas e maduras, tecendo novas relações a exemplo de Jesus rompendo com todas as formas de discriminação.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

AJURI: Conhecendo as realidades indígena, ribeirinha, quilombola e rural



“Sou uma pessoa marcada para morrer, mas por uma causa justa a gente morre…”
(Marçal de Souza Tupã-i)
Por que pensar em AJURI?
A diversidade cultural e social é um desafio constante para nossa prática pedagógica pastoral. A presença de diversos grupos indígenas espalhados por todo o território e populações que vivem às margens dos rios que são conhecidas como ribeirinhas, têm desafiado a Pastoral da Juventude, porque os clamores destes jovens têm chegado aos nossos ouvidos. Embora, nestes mais de 30 anos de evangelização, nossa maior experiência tenha sido a realidade urbana, há as realidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas que exigem nossa atuação pastoral.
É preciso integrar a realidade desses jovens, seu modo de viver e ver o mundo ao conjunto de nossas reflexões e ações. Eles exigem uma aproximação e queremos buscar em Jesus o modelo da encarnação para a construção de uma pedagogia que respeite essas realidades.
A identidade das culturas dessas populações tradicionais enriquecerá a todos nós. Sabemos que alguns indígenas, quando migram para a cidade, vivem consumidos pelo álcool por causa da falta de referência. Também são altos os índices de suicídios em algumas comunidades indígenas, sem contar com o preconceito vivido por essas populações no confronto com a sociedade dita “civilizada”.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Teias da Comunicação

“Então Jesus disse-lhes: Vão pelo mundo inteiro e anunciem a
Boa Notícia para toda a humanidade.”
(Mc 16, 15)
Por que pensar em comunicação?
“O jovem, como apóstolo de outros jovens, tem um poder de comunicação e de convencimento peculiar.”
(Doc. 85 da CNBB, n. 176)
A Pastoral da Juventude já atua na ação evangelizadora da juventude há mais de três décadas, sendo precursora de muitas ações pastorais desde o grupo de base, até grandes eventos nacionais, como encontros, assembleias e dias comemorativos, entre elas, o Dia Nacional da Juventude.
A tarefa de organizar, articular, acompanhar, formar e comunicar sempre foi, e ainda é, um grande desafio, tendo em vista as mudanças ante a pluralidade cultural existente no Brasil. A diversidade de cultura é, com certeza, um dos principais desafios, mas ao mesmo tempo enriquece o trabalho, trazendo experiências novas, diferentes, nunca vistas, e que pelo encanto da novidade, cativa, revigora, transforma e proporciona à juventude outro olhar da realidade.
As reflexões sobre a pós-modernidade, no olhar social e eclesial nos motivam e estimulam organizar novas ações ou aperfeiçoar as que já existem, adequando-as com a realidade presente nos lugares onde atuamos. Para a comunicação não é diferente. É essencial que tenhamos uma comunicação pensada de forma integral e, ao mesmo tempo, atual, estando aberta para possíveis e necessárias mudanças.
Com o intuito de aperfeiçoar a sua comunicação a Pastoral da Juventude criou o projeto “Teias da Comunicação”.
Sendo o Brasil um país de dimensões continentais, com peculiaridades únicas, percebemos que faltam ligações orgânicas entre as diversas experiências, instâncias e grupos da Pastoral da Juventude.
Analisando a realidade da ação da Pastoral da Juventude, podemos citar alguns elementos solicitados pelo episcopado brasileiro no Documento 85 para serem desenvolvidos pela área de comunicação. São eles: a necessidade de levar em conta a realidade social dos jovens, orientar a opção vocacional dos jovens, oferecer elementos para se converterem em fatores de transformação e proporcionar canais eficazes de participação ativa na Igreja e na sociedade para os jovens. Esses elementos, portanto, são considerados na elaboração da proposta da criação de uma Teia de Comunicação, isto é, de uma rede capaz de interagir com a juventude brasileira, adequada para abranger o ato de comunicar a ação da Pastoral da Juventude.
Entretanto, para acontecer a inserção na Igreja, é necessário:
  • um verdadeiro processo de educação na fé, cujo fundamento deve ser Jesus Cristo;
  • a formação dos jovens para a ação sociopolítica e para as mudanças de estruturas, formando neles o senso crítico por meio de uma pedagogia que tenha presente as diferenças psicológicas;
  • o estímulo da capacidade criadora dos jovens, facilitando-lhes os meios em que ponham em prática o seu compromisso.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Juventude Quer Viver



“É preciso amar as pessoas como se
não houvesse amanhã.”
(Renato Russo)

Por que pensar que “A juventude quer viver”?
O Projeto “A Juventude quer Viver” nasce na fidelidade ao projeto de Jesus que nos envia em missão para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10,10). Nasce da necessidade de no estágio da militância do Processo da Educação na Fé, e com base na rede de grupos de jovens em todo o Brasil, reunirem-se propostas e pautar políticas públicas e sociais de/com/para a juventude, como forma de promover sua participação e protagonismo, garantindo que os autores dessas instâncias sejam os próprios jovens promovendo a mobilização coletiva da PJ de forma mais organizada, orgânica e qualificada.
Segundo a pesquisadora Regina Novaes essa geração jovem tem três características comuns: “o medo de morrer”, referindo-se ao alto número de jovens vítimas da violência letal; o “medo de sobrar”, por causa dos índices de exclusão social e econômica a que os jovens se encontram submetidos em nossa sociedade, em especial no que tange à questão do desemprego e à marginalização social; e o “medo de ficar desconectado”, referindo-se ao risco de não pertencimento aos grupos sociais nos quais convive. Trata-se de três grandes marcas geracionais.
No que se refere à questão do “medo de morrer”, relacionado ao tema da violência, podemos falar num verdadeiro genocídio, principalmente contra a população jovem negra e masculina. Um problema grave que exige da Pastoral da Juventude um posicionamento público e uma ação mais efetiva em relação a algumas questões que afetam as suas vidas.
Do ponto de vista da Palavra do Magistério da Igreja, forte é a exortação no sentido do direito à vida e garantia da juventude:
Face à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social, à saúde e à participação social.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil propõem que as Comunidades deem atenção especial aos jovens e afirmam que o combate à violência e ao extermínio de jovens contribui com a vida plena da juventude, parcela tão importante de nossa Igreja e da sociedade.
Tendo em vista esses elementos da realidade juvenil, as palavras de Jesus e as orientações da Igreja, faz-se necessário um projeto nacional da PJ que possa centrar forças em ações mais específicas e diretas em relação à defesa da vida e na luta pela efetivação e acompanhamento de políticas públicas de juventude.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mistica e Construção


“Espiritualidade e profecia são duas palavras inseparáveis.
Só os que se deixam possuir pelo espírito de Deus são
capazes de plantar sementes do amanhã e renovar a face da terra.
Todo verdadeiro profeta é semeador de confiança, de amor e de alegria”.
(Maria Inês Millen)

Por que pensar em Mística e Construção?
Constata-se que há uma queda no interesse dos jovens em participarem dos grupos. A Igreja, em sua totalidade, tem sido afetada por um modelo de sociedade consumista e individualista, que afasta as pessoas de assumir uma vivência comunitária, favorecendo mais um modelo intimista da relação com Deus.
O imediatismo e a busca de satisfação imposta pela dinâmica da vida direciona as pessoas a centrarem-se em atividades de massa, muitas vezes até desvinculadas de qualquer processo que exige compromisso, “a abertura para o transcendente não significa, necessariamente, uma aceitação das religiões organizadas”. Esta dinâmica afeta a Pastoral da Juventude que prima pelo modelo de formação integral e pela prática processual.
Entretanto, novos modelos de participação social são reconhecidos pela juventude: ONGs, grupos culturais, mobilizações em torno de uma causa, campanhas por meio de redes sociais, movimentos reunidos em torno de identidade (negros, índios, mulheres etc.), ou seja, diversas situações que aproximam os jovens da proposta da PJ, que tem como por alguns dos seus pressupostos a convivência com o próximo, a transformação social e a espiritualidade encarnada na realidade.
Dentre todas essas mudanças sociais que ocorrem em torno da juventude, não podemos ignorar o grande interesse que tem revelado a juventude para as questões relacionadas à bíblia, à liturgia, à oração, ao Ofício Divino da Juventude e das Comunidades, ao método de Leitura Orante, fazendo com que,
a mística cristã nos envolva totalmente, ajudando-nos a renovar as expressões do anúncio. [...] Esta espiritualidade missionária sustenta a eficácia de nosso agir, fortalece nossa fidelidade ao Evangelho, marcando a autenticidade e ousadia de nosso testemunho, no meio dos próprios jovens da nossa sociedade.
A procura por essas atividades nos Regionais e na Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude faz com que voltem seu foco para essa dimensão.
Portanto, a prática pedagógica da vida em grupo, exige a vivência da espiritualidade e um olhar sobre o Processo de Educação na Fé sistematizado pela Pastoral da Juventude como ferramenta de acompanhamento. Assim como afirma Hilário Dick:
O processo de educação na fé, mais do que um simples método ou técnica tem originalidade e autenticidade que surgem no desejo do encontro da descoberta de um Deus que se revela em Jesus Cristo, na pessoa humana e na natureza. Esse processo possibilita que o jovem vivencie o projeto de Jesus Cristo, sendo apóstolo no meio de outro jovem, por meio da formação integral, com o jeito cristão de ser, na construção de uma sociedade mais justa, ética, solidária, sinal da civilização do amor.
O projeto Mística e Construção também nos remete a pensar a dimensão do seguimento de Jesus Cristo, na qual se encontra a dignidade do discípulo missionário (DA 153). Somos chamados à vivência dos sacramentos como processo de superação da acomodação. A proposta da iniciação cristã deve ser revolucionária. É o caminho profético, que nos faz discípulos missionários. Segundo as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora:
A iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo. Esta adesão deve ser feita uma primeira vez, mas refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir.
João batizava nas águas; Jesus batizava no Espírito Santo. Ser batizado é mergulhar na vida de Jesus e assumir seus critérios, seus sentimentos, seu jeito de ser. Somos, pelo batismo, “filhos no Filho”, filhos adotivos do Pai.
A espiritualidade está ligada à prática de todo cristão. Na Pastoral da Juventude assume-se por intermédio da concepção libertadora. Pensar meios de a mesma acontecer no cotidiano do grupo de jovens, é papel desse projeto nacional. Não podemos deixá-la na espontaneidade e na eventualidade. Os momentos de oração requerem planejamento e cuidado.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Caminhos da Esperança - Formação de Lideranças e Assessores

Durante essa semana, nosso blog vai esclarecer um pouco sobre os Porjetos Nacionais da Pastoral da Juventude. Então, aí vai nosso primeiro projeto: Caminhos da Esperança.

“A beleza de ser um eterno aprendiz.”
(Gonzaguinha)

Por que pensar em formação de lideranças e assessores?
A Pastoral da Juventude busca potencializar o acompanhamento aos grupos de base tanto em sua coordenação e articulação, como na presença de assessores capacitados que provoquem planejamento, sistematização da caminhada, subsídios, entre outras demandas. Sinalizou-se, igualmente, para os projetos de formação oferecidos tanto para líderes jovens, como para adultos que prestam assessoria precisam ser revistos, fortalecidos e potencializados tendo em vista o fortalecimento dos grupos de jovens que necessitam de lideranças, coordenações e assessores capacitados para a missão.
A PJ tem um maior acompanhamento aos grupos de base, por meio de suas coordenações e assessorias, procurando maior articulação entre os grupos e capacitação para a coordenação e assessoria, a fim de potencializar a construção de planejamentos, da sistematização da caminhada, da elaboração de subsídios, entre outras demandas, com o grande objetivo de fortalecer os grupos de jovens, suas lideranças, coordenações e assessorias.
O acompanhamento aos jovens, aos grupos de jovens e às instâncias organizativas é uma das opções pedagógicas da Pastoral Juvenil na América Latina, segundo o documento Civilização do Amor uma das oito linhas de ação do Documento 85 da CNBB. Nesse sentido, aqueles que se dispõem ao serviço da assessoria necessitam ter clareza no serviço do acompanhamento aos jovens e seus grupos, com planejamento, subsídios, preparação de encontros, formação de temas específicos, conforme os interesses dos jovens ao longo do caminho. Há uma necessidade de que a metodologia do trabalho com a juventude respeite a diversidade cultural e as realidades juvenis procurando inovar com recursos atualizados e possíveis com propostas atrativas para os jovens.
Os jovens que assumem o papel de coordenar os grupos de jovens e as instâncias organizativas da PJ necessitam de formação específica para tal. Formação que lhes permita coordenar, preparar, executar, planejar e avaliar sem dificuldade uma reunião de grupo ou uma atividade da PJ. Formação que trabalhe a realidade juvenil, eclesial e social, a metodologia pastoral, a metodologia do trabalho com a juventude, o domínio e o debate sobre diversas temáticas ligadas à juventude e à PJ, o planejamento e o que é ser coordenador e liderança. Formação que construa jovens protagonistas de sua vida, da PJ, da Igreja e da sociedade.
É preciso, ainda, que a formação de lideranças, coordenadores e assessores trabalhe e ajude a manter viva a memória da PJ. A memória não é só uma das opções pedagógicas da PJ na América Latina segundo o documento Civilização do Amor, mas uma “energia” que aprendemos da Sagrada Escritura.

Onde queremos chegar?
Potencializar as iniciativas de formação de lideranças e assessores em todo o Brasil, tendo em vista a opção da PJ de trabalhar com a formação integral, respondendo às demandas que hoje se apresentam na formação, acompanhamento, assessoria, nucleação e coordenação dentro da PJ.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)