segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Mistica e Construção


“Espiritualidade e profecia são duas palavras inseparáveis.
Só os que se deixam possuir pelo espírito de Deus são
capazes de plantar sementes do amanhã e renovar a face da terra.
Todo verdadeiro profeta é semeador de confiança, de amor e de alegria”.
(Maria Inês Millen)

Por que pensar em Mística e Construção?
Constata-se que há uma queda no interesse dos jovens em participarem dos grupos. A Igreja, em sua totalidade, tem sido afetada por um modelo de sociedade consumista e individualista, que afasta as pessoas de assumir uma vivência comunitária, favorecendo mais um modelo intimista da relação com Deus.
O imediatismo e a busca de satisfação imposta pela dinâmica da vida direciona as pessoas a centrarem-se em atividades de massa, muitas vezes até desvinculadas de qualquer processo que exige compromisso, “a abertura para o transcendente não significa, necessariamente, uma aceitação das religiões organizadas”. Esta dinâmica afeta a Pastoral da Juventude que prima pelo modelo de formação integral e pela prática processual.
Entretanto, novos modelos de participação social são reconhecidos pela juventude: ONGs, grupos culturais, mobilizações em torno de uma causa, campanhas por meio de redes sociais, movimentos reunidos em torno de identidade (negros, índios, mulheres etc.), ou seja, diversas situações que aproximam os jovens da proposta da PJ, que tem como por alguns dos seus pressupostos a convivência com o próximo, a transformação social e a espiritualidade encarnada na realidade.
Dentre todas essas mudanças sociais que ocorrem em torno da juventude, não podemos ignorar o grande interesse que tem revelado a juventude para as questões relacionadas à bíblia, à liturgia, à oração, ao Ofício Divino da Juventude e das Comunidades, ao método de Leitura Orante, fazendo com que,
a mística cristã nos envolva totalmente, ajudando-nos a renovar as expressões do anúncio. [...] Esta espiritualidade missionária sustenta a eficácia de nosso agir, fortalece nossa fidelidade ao Evangelho, marcando a autenticidade e ousadia de nosso testemunho, no meio dos próprios jovens da nossa sociedade.
A procura por essas atividades nos Regionais e na Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude faz com que voltem seu foco para essa dimensão.
Portanto, a prática pedagógica da vida em grupo, exige a vivência da espiritualidade e um olhar sobre o Processo de Educação na Fé sistematizado pela Pastoral da Juventude como ferramenta de acompanhamento. Assim como afirma Hilário Dick:
O processo de educação na fé, mais do que um simples método ou técnica tem originalidade e autenticidade que surgem no desejo do encontro da descoberta de um Deus que se revela em Jesus Cristo, na pessoa humana e na natureza. Esse processo possibilita que o jovem vivencie o projeto de Jesus Cristo, sendo apóstolo no meio de outro jovem, por meio da formação integral, com o jeito cristão de ser, na construção de uma sociedade mais justa, ética, solidária, sinal da civilização do amor.
O projeto Mística e Construção também nos remete a pensar a dimensão do seguimento de Jesus Cristo, na qual se encontra a dignidade do discípulo missionário (DA 153). Somos chamados à vivência dos sacramentos como processo de superação da acomodação. A proposta da iniciação cristã deve ser revolucionária. É o caminho profético, que nos faz discípulos missionários. Segundo as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora:
A iniciação cristã não se esgota na preparação aos sacramentos do batismo, crisma e eucaristia. Ela se refere à adesão a Jesus Cristo. Esta adesão deve ser feita uma primeira vez, mas refeita, fortalecida e ratificada tantas vezes quantas o cotidiano exigir.
João batizava nas águas; Jesus batizava no Espírito Santo. Ser batizado é mergulhar na vida de Jesus e assumir seus critérios, seus sentimentos, seu jeito de ser. Somos, pelo batismo, “filhos no Filho”, filhos adotivos do Pai.
A espiritualidade está ligada à prática de todo cristão. Na Pastoral da Juventude assume-se por intermédio da concepção libertadora. Pensar meios de a mesma acontecer no cotidiano do grupo de jovens, é papel desse projeto nacional. Não podemos deixá-la na espontaneidade e na eventualidade. Os momentos de oração requerem planejamento e cuidado.

Fonte: pj.org.br ou Subsídio de Estudo Somos Igreja Jovem (ver com a Coordenação Arquidiocesana)


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