sexta-feira, 29 de abril de 2011

Poema: Eu visto a camisa da PJ

Eu visto a CAMISA DA PJ
Por que como diz Dom Hélder:
O segredo para SER JOVEM é ter uma Causa
para a qual dedicar a Vida
Eu sou jovem
e minha Causa é a Vida da Juventude

Nós vestimos essa Camisa
e esse P vem de Pastoral, de pastor
significa fazer o que Jesus fez
Esse J vem de Juventude
e significa ser jovem
e ‘por isso’ e ‘para isso’ somos
apóstolos e apóstolas dos jovens

Eu visto a CAMISA DA PJ
Por que acredito em Deus: terno, amigo, libertador
e sei que Ele já é real dentro de cada jovem
em seu modo de ser alegre, dinâmica, criativo e ousada

Quando vestimos essa Camisa
Sonhamos e fazemos juntos uma Igreja mais apaixonada
profética, evangelizadora, acolhedora, orante, missionária
ecumênica, transformadora e comprometida como Jesus com os pobres

Eu visto a CAMISA DA PJ
por que amo a Vida, mas sei que existe a Morte
é por isso que canto com Pe Gisley, mártir pjoteiro:
“Vamos juntos Gritar
Girar o mundo
chega de violência
e extermínio de Jovens


Nós vestimos a CAMISA DA PJ, vestimos Sim!
e atuamos também na sociedade
nos indigamos com as realidades de corrupção e miséria
e ouçamos propor projetos novos
como alternativa na construção da Civilização do Amor

Vestimos a Camisa
Somos jovens felizes, apaixonados, ternos e cheios de fé
somos arte, festa, corpo, cultura, sonhos.
Autor: Macico, Assessor da PJ

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Instituições católicas ampliam assistência ao povo haitiano


Prossegue o compromisso da comunidade católica na reconstrução das edificações primárias do Haiti, após o terremoto que abalou o país em janeiro de 2010. A Catholic Health Association e a Catholic Relief Services, Cáritas dos Estados Unidos, estão trabalhando no projeto de reconstrução do Hospital São Francisco de Sales, que uma vez terminada, oferecerá 200 leitos.

O presidente da Catholic Health Association, a religiosa Carol Keehan, explicou que o projeto pretende desenvolver uma parceria com os agentes de saúde haitianos a fim de melhorar os serviços de assistência.

O projeto quer favorecer também o retorno ao país de médicos e enfermeiros haitianos que atualmente trabalham no exterior. "A reconstrução do hospital é um dos melhores exemplos do compromisso da comunidade católica e vários são os projetos", ressaltou o núncio apostólico no Haiti, dom Bernardito C. Auza.

O núncio explicou que desde o fim de março, a comissão criada pela Igreja Católica para a reconstrução do Haiti (Proche – Proximité Catholique à Haiti et à son Eglise) iniciou as atividades. "Criamos essa comissão técnica para garantir que os trabalhos sejam bem feitos. Tenho certeza de que podemos ir adiante sempre com ajuda da Igreja, sobretudo das Igrejas locais", disse dom Bernadito.

Foram realizados vários progressos na ajuda às vítimas do terremoto, mas muita coisa ainda é preciso ser feita. Segundo estimativas recentes, cerca de 600 mil pessoas vivem nos campos de desabrigados ao redor das grandes cidades haitianas.

Fonte: cnbb.org.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

Espiritualidade PJoteira


A espiritualidade é o que nos alimenta e nos da vida. É o sopro de Deus que age em nosso ser. Todos nós temos já pela escolha de Deus um espírito que nos anima. Essa espiritualidade necessita ser alimentada no dia a dia e no contato íntimo com Deus através da palavra, que nos leva a se comprometer com o outro e a outra, com a comunidade e com a transformação de tudo que é contrário ao que Deus quer. Por isso dizemos que a espiritualidade da Pastoral da Juventude é:

Cristocêntrica – centrada em Jesus, amigo companheiro de caminhada.

Mariana – Maria se compromete com o projeto de Deus. É exemplo de fidelidade, disponibilidade, entrega.

Comunitária e eclesial – pois é no grupo e comunidade na que o jovem se identifica, partilha suas experiências e sonhos.

Leiga e Missionária – a presença do espírito nos grupos e comunidades instiga o jovem a servir os outros e a descobrir sua vocação missionária.

Encarnada e libertadora – O filho de Deus se encarna na realidade humana. Tem uma ligação de fé e vida. Tal presença é ativa e efetiva lutando pela libertação.

Orante – valoriza os momentos de oração pessoal e comunitária. A liturgia e as celebrações expressam a espiritualidade que nos alimenta e anima.

Celebrativa – a alegria da juventude manifesta-se na celebração da vida e do Espírito como festa inspirada na vitória pascal. A realização de encontros, festas, liturgia, caminhadas... são momentos de viver o Deus-felicidade que nos anima e revigora para a ação concreta.

A Teologia da Libertação é a nossa referência com a fundamentação da fé e o compromisso de luta e pé no chão. Nossa opção é de uma espiritualidade da libertação e da opção da Igreja pelos pobres. Podemos dizer então que a espiritualidade das Pastorais da Juventude é uma espiritualidade da alegria e anúncio de Jesus da vida, com a cara e o jeito da juventude.

Por isso necessitamos investir na nossa formação espiritual, participando e realizando momentos de estudo da palavra, Escolas Bíblicas e Litúrgicas e conhecimento do Ofício Divino das Comunidades e da Leitura Orante, para cultivar uma espiritualidade inculturada e ecumênica.

Espiritualidade e Mística - Construídas na auto-avaliação da PJ no seminário nacional da PJB em julho 2003

Falta a compreensão de qual é a mística da PJ; é necessário reafirmar nossa Espiritualidade Cristocêntrica e Mariana, encarnada na realidade de comunhão e participação; (Ajuda a entender que esse jeito se dá na prática. Não só entender mas ajudar a ver que nossa espiritualidade e mística são propostas que perpassam nossa vida e nosso cotidiano); Como fazer chegar à base os instrumentos pelos quais fazemos opção? Falta motivar para a criação de novos cantos e instrumentos e, também, fazer conhecer os existentes; Trabalhar uma fé que sustente para a luta; Ter clareza dos ritos (conhecer, entender e saber); Falta formação para espiritualidade; Falta um “lema”, um eixo comum. Uma “marca” da espiritualidade da PJ; Estabelecer mais parcerias (CEBs, Rede Celebra...) para proporcionar Escolas Bíblicas, Litúrgicas, Ofício Divino das Comunidades, Leitura Orante da Bíblica... A PJ deveria ter um CD de cantos, Ofícios, mantras... Estabelecer um “projeto” de espiritualidade nos moldes do SINM. Estudar Jesus a partir de indicativos relacionados por ano; Ter instrumentos com menos custos (ou grátis) e que cheguem; Que o próprio Jornal Juventude seja instrumento dessa ação, de forma sistemática e não com matérias.

sábado, 23 de abril de 2011

Ele ressuscitou e vai à vossa frente para a Galiléia.


O mistério pascal é o centro de nossa fé cristã. É o ápice do Tríduo Pascal e de toda a Semana Santa. Preparamo-nos durante toda a quaresma e os Dias Santos para esse momento culminante: a Páscoa. Páscoa quer dizer “passagem”. Deus se faz humano e passa entre a humanidade. A humanidade, antes escravizada, é liberta passando o Mar Vermelho e proclamando a independência do Povo de Deus. Assim Cristo continua a tradição profética passando da morte à Vida.

Na vigília pascal fazemos memória da salvação, desde a criação, passando pelo ato de libertação no Mar Vermelho, até o anúncio da ressurreição de Cristo. Jesus foi morto por um sistema político injusto e opressor. Mas Deus o ressuscitou. É o momento da passagem da tristeza para a alegria, da maldade para a graça, da escravidão à liberdade, do ódio ao amor, do temor à segurança, das trevas à luz, da morte para a vida.

Segundo o evangelista Mateus, depois da crucificação, quando Maria e Maria Madalena foram ver o corpo de Jesus, um anjo apareceu pedindo que não tenham medo, pois Cristo estava vivo. Havia ressuscitado dos mortos e estava indo a frente para Galiléia. Sendo assim elas deixaram o sepulcro, mas logo encontraram Jesus que disse: “Alegrai-vos! Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão.” E assim elas fizeram.

Vencendo a morte, Cristo se fez presente naquele momento, e se faz presente até hoje na comunidade através do mistério da comunhão. Pela fé e pelo batismo, o cristão deve participar dessa mística, dessa morte e ressurreição. É preciso morrer para participar da Vida. Ou melhor, é preciso passar por uma transformação radical, rompendo com tudo o que gera injustiça e morte, assim ressuscitando para uma vida nova, onde seremos homens e mulheres novos/as, a fim de construir uma sociedade justa e fraterna que promova a vida, que na PJ chamamos carinhosamente de Civilização do Amor.

Esta é a verdade central de nossa fé. E devemos ser propagadores do anúncio da ressurreição. Devemos continuar a expressar esta verdade, transformando o medo da morte na alegria da vida. Transformando o mundo em que vivemos em um lugar melhor. Combatendo toda forma de injustiça e opressão. Lutando contra a violência e o extermínio de jovens. Assim como Jesus, devemos também fazer esta passagem, esta Páscoa.


Cantem céus e terra, céus e terra cantem: Cristo, Jesus, O Ressuscitado!


Autor/Fonte: Walkes Vargas - Coordenador Nacional da PJ - Oeste 1


Fonte: pj.org.br

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pedaços de Ressurreição

Frei Petrônio de Miranda, O.Carm

Padre Carmelita da Ordem do Carmo. Estudante de Jornalismo da Fapcom (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, de São Paulo)

Convento do Carmo, São Paulo, SP. 18 de abril-2011.

Diante dos inúmeros casos de violência onde vidas são ceifadas no corre core das grandes metrópoles e no abandono da zona rural, muitas vezes esquecida pelos poderes públicos.

Diante da constatação da destruição do planeta e da sua biodiversidade em nome da modernidade, do crescimento populacional e da produção das grandes indústrias nacionais e multinacionais.

Diante de uma religião, muitas vezes farisaica, ultrapassada e fanática onde os dogmas, regras e o fanatismo predominam transformando-a em trampolim para homens e mulheres em constante fuga da realidade aprisionados e aprisionadas em verdadeiros castelos medievais revestidos com o nome de seminários, conventos, mosteiros ou muros paroquiais.

Diante de alguns políticos inescrupulosos, corruptos e assassinos deixando de lado a política do bem comum para construir castelos e império da comunicação, tendo como principal meta manipular o povo, seja no rádio, na TV, nos jornais ou na internet com o único objetivo de perpetuar no poder.

Diante da grande mídia na eterna luta pela falsa liberdade de expressão enquanto autodefesa de seus interesses econômicos, ideológicos e políticos, com o único objetivo da construção de seu império e controle social, transformando os leitores e telespectadores em verdadeiros fantoches.

Diante de homens e mulheres que usam da palavra de Deus para condenar grupos ou indivíduos em nome de um falso moralismo ou de uma devoção descomprometida com a vida, fechando os olhos para os 260 gays, travestis e lésbicas assassinados no Brasil em 2010, o trabalho escravo em fazendas de cristão e a total impunidade dos assassinatos de trabalhadores na zona rural e urbana, a exemplo de Unaí-MG.

Diante do alto índice de jovens usuários de drogas, das cracolândias das grandes cidades, da violência de alguns policiais ceifando vidas de negros, favelados, pobres e trabalhadores rurais, da vida subumana nos presídios e delegacias, algumas, transformadas em verdadeiros campos de concentração.

Diante do consumismo desenfreando da classe média e média alta, valorizando a vida e as relações a partir das marcas e produtos. Do endeusamento do Shopping Center enquanto templo do poder, do prazer e do ter.

Enfim, diante das noites escuras do medo, da fome, da miséria, da violência, da depressão, do desemprego e do individualismo, é quase impossível perceber os pedaços de ressurreição que perpassam em nosso caminhar e nos motivam a sonhar, enfrentar as marés da vida e não ter medo de construir novas trilhas.

São pedaços de ressurreição presentes em pessoas ou grupos na eterna teimosia do nascer do novo dia. A exemplo dos discípulos de Emaús, (Lc 24, 13-35), estas pessoas são realistas, mas se alegram com a possibilidade de recomeçar e construir uma nova vida a partir de gestos ou conquistas, mesmo sabendo que é necessário caminhar e sujar as mãos na construção do novo dia.

São Pedaços de ressurreição recolhidos dos vasos quebrados na família, no trabalho e na comunidade. Tal reconstrução acontece com o reconhecimento da fragilidade humana e a necessidade de se viver, caminhar e construir relações em grupo.

São pedaços de ressurreição costurados a partir de um gesto ecumênico, sincero e franco diante de questões não apenas religiosas, mas também sociais, políticas, étnicas, sexuais e morais.

São pedaços de ressurreição pintados e retocados a partir da necessidade de estender as mãos para o pobre, a viúva, o órfão, o mendigo, o sem terra, sem teto e sem dignidade enquanto ser humano, porém, amado e respeitado pelo Deus da vida.

Sim, que esta Páscoa nos ajude a encontrar os pedaços de ressurreição quebrados e jogados fora da nossa vida e da vida de grupos, ONGs, associações, sindicatos, conventos, seminários, pastorais, escolas, empresas e repartições publicas, afinal, Jesus Ressuscitou! E nós, temos força e coragem de ressuscitar com Ele?


Uilian Pizzoloto Dalpiaz
Jovem, Cristão, mIlitante da Pastoral da Juventude.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pastorais da Juventude discutem políticas públicas de juventude no Brasil com Secretaria Nacional de Juventude

pj_secretariajuventudeRepresentantes das Pastorais da Juventude (PJ) se reuniram no dia 15, em Brasília, com a nova secretária nacional de Juventude do Governo Federal, Severine Macedo. No encontro foram discutidas as perspectivas das políticas públicas de juventude no Brasil.

Participaram militantes da Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude Rural discutindo os temas centrais da política pública de juventude e apresentando uma plataforma para o trabalho da Secretaria e do Conselho Nacional de Juventude.

Segundo os participantes a reunião foi um primeiro contato com a Secretaria e representa mais um esforço de acompanhar o debate sobre políticas públicas de juventude no Brasil. “Ficamos felizes pela posse da companheira Severine, ex-militante da Pastoral da Juventude, como secretária nacional. Sem dúvida, esta reunião inaugura um novo período no debate das PJs com o governo federal”, afirmou Eric Moura, membro da coordenação nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular.

jovens_secretariajuventudeAlém da apresentação, da estrutura e dos objetivos da Secretaria Nacional de Juventude, nesta nova gestão, Severine ressaltou a importância das Pastorais da Juventude como espaço de formação, de tomada de consciência política, destacando a participação da PJ no Conselho Nacional de Juventude e a Campanha Nacional contra a Violência o Extermínio de Jovens, desenvolvida pelas PJs desde 2009. “As Pastorais da Juventude têm muito a colaborar neste campo das políticas públicas de juventude, por isso, estamos convidando-as para dialogar e trocar experiências”, afirmou a secretária.

Na reunião, as Pastorais da Juventude entregaram um Manifesto referente à violência e ao extermínio de jovens no estado de Goiás pedindo que a SNJ colabore nas investigações e acione a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Ministério da Justiça na perspectiva de resolução para o caso e punição para os responsáveis.

O Manifesto, composto por mais de 360 assinaturas de lideranças dos mais variados campos da sociedade civil e do poder legislativo, defende a vida e os direitos da juventude e exige uma rápida ação para o caso com “medidas rápidas na perspectiva de proteger os que estão ameaçados, e, o mais importante, a adoção de políticas sérias que coíbam a violência e promovam a formação, a fiscalização e a valorização das carreiras da polícia civil e militar.” afirma o manifesto.

Fonte: pj.org.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Filme “Homens e Deuses” estreia nos cinemas

poster_homens_e_deuses


Com o título original “Des hommes et des dieux”, o longa-metragem premiado no Festival de Cannes já conquistou mais de três milhões de espectadores, atraindo, principalmente, os jovens. No Brasil, ele estreia nas telonas nessa sexta-feira (15).

Baseado numa história real, o enredo do filme Os Homens e os Deuses se passa nos anos 90, no auge da guerra civil na Argélia. Oito monges franceses viviam para ajudar a população, dando consultas e oferecendo medicamentos. Um grupo fundamentalista islâmico começa uma onda de massacres pelo território argelino, e os monges, que viviam pacificamente com a comunidade local, tem a opção de voltar à França. No entanto, preferem viver o sofrimento e o martírio para continuar ajudando a população.

O filme mostra homens frágeis, que também têm medo, mas que acredita muito mais no chamado de Deus, verdadeiro motivo da salvação de suas almas. Com a inspiração divina, se tornam muito mais fortes e capazes de lutar pela paz.

Ao longo de todo o filme, se vê a força do prior do mosteiro, que, apesar de sua fraqueza humana, reforça em cada um de seus irmãos a coragem para o sacrifício.

Assista ao trailer do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=IQRk2efSSNY&feature=player_embedded

Fonte: jovensconectados.org.br

domingo, 17 de abril de 2011

Homilia do Papa no Domingo de Ramos - Dia da Juventude

Amados irmãos e irmãs,
Queridos jovens!

A mesma emoção se apodera de nós em cada ano, no Domingo de Ramos, quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando O acompanhamos pelo caminho que leva para o alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas a idades aclamam-n’O gritando: «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor!».
Mas, quando nos integramos em tal procissão – na multidão daqueles que subiam com Jesus a Jerusalém e O aclamavam como rei de Israel –, verdadeiramente o que é que fazemos? É algo mais do que uma cerimónia, do que um louvável costume? Porventura terá a ver com a verdadeira realidade da nossa vida, do nosso mundo? Para encontrar a resposta, temos antes de mais nada de esclarecer o que é que o próprio Jesus realmente quis e fez. Depois da profissão de fé que Pedro fizera em Cesareia de Filipe, no extremo norte da Terra Santa, Jesus encaminhara-Se como peregrino na direcção de Jerusalém para as festividades da Páscoa. Caminha para o templo na Cidade Santa, para aquele lugar que, de modo particular, garantia a Israel que Deus estava próximo do seu povo. Caminha para a festa comunitária da Páscoa, memorial da libertação do Egipto e sinal da esperança na libertação definitiva. Jesus sabe que O espera uma Páscoa nova, e que Ele mesmo tomará o lugar dos cordeiros imolados, oferecendo-Se a Si mesmo na Cruz. Sabe que, nos dons misteriosos do pão e do vinho, dar-Se-á para sempre aos seus, abrir-lhes-á a porta para um novo caminho de libertação, para a comunhão com o Deus vivo. Ele caminha para a altura da Cruz, para o momento do amor que se dá. O termo último da sua peregrinação é a altura do próprio Deus, até à qual Ele quer elevar o ser humano.
Assim, a nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do facto que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida. Mas, nesta subida, como podemos andar no mesmo passo que Ele? Porventura não ultrapassa as nossas forças? Sim, está acima das nossas próprias possibilidades. Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de «ser como Deus»; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E todavia a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade.
Os Padres disseram que o homem está colocado no ponto de intersecção de dois campos de gravidade. Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus. Por outro lado, há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto. O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade.
Depois da Liturgia da Palavra e logo no início da Oração Eucarística, durante a qual o Senhor entra no meio de nós, a Igreja dirige-nos este convite: «Sursum corda – corações ao alto!». O coração, segundo a concepção bíblica e na visão dos Padres, é aquele centro do homem onde se unem o intelecto, a vontade e o sentimento, o corpo e a alma; é aquele centro, onde o espírito se torna corpo e o corpo se torna espírito, onde vontade, sentimento e intelecto se unem no conhecimento de Deus e no amor a Ele.

Este «coração» deve ser elevado. Mas, também aqui, sozinhos somos demasiado frágeis para elevar o nosso coração até à altura de Deus; não somos capazes disso. É precisamente a soberba de o podermos fazer sozinhos que nos puxa para baixo e afasta de Deus. O próprio Deus tem de puxar-nos para o alto; e foi isto que Cristo começou a fazer na Cruz. Desceu até à humilhação extrema da existência humana, a fim de nos puxar para o alto rumo a Ele, rumo ao Deus vivo. Jesus humilhou-Se: diz-nos a segunda leitura. Só assim podia ser superada a nossa soberba: a humildade de Deus é a forma extrema do seu amor, e este amor humilde atrai para o alto.

O salmo processional número 24, que a Igreja nos propõe como «cântico de subida» para a liturgia de hoje, indica alguns elementos concretos, que pertencem à nossa subida e sem os quais não podemos ser elevados para o alto: as mãos inocentes, o coração puro, a rejeição da mentira, a procura do rosto de Deus. As grandes conquistas da técnica só nos tornam livres e são elementos de progresso da humanidade, se forem acompanhadas por estas atitudes: se as nossas mãos se tornarem inocentes e o coração puro, se permanecermos à procura da verdade, à procura do próprio Deus e nos deixarmos tocar e interpelar pelo seu amor.

Mas todos estes elementos da subida só serão úteis, se reconhecermos com humildade que devemos ser puxados para o alto, se abandonarmos a soberba de querermos, nós mesmos, fazer-nos Deus. Temos necessidade d’Ele: Deus puxa-nos para o alto; permanecer apoiados pelas suas mãos – isto é, na fé – dá-nos a orientação justa e a força interior que nos eleva para o alto. Temos necessidade da humildade da fé, que procura o rosto de Deus e se entrega à verdade do seu amor.

A questão de saber como pode o homem chegar ao alto, tornar-se plenamente ele próprio e verdadeiramente semelhante a Deus, desde sempre ocupou a humanidade. Foi objecto de apaixonada discussão pelos filósofos platónicos dos séculos terceiro e quarto. A sua pergunta central era esta: como encontrar meios de purificação, pelos quais o homem pudesse libertar-se do gravoso peso que o puxa para baixo e elevar-se à altura do seu verdadeiro ser, à altura da divindade. Santo Agostinho, na sua busca do recto caminho, durante um certo período procurou apoio em tais filosofias. Mas, no fim, teve de reconhecer que a sua resposta não era suficiente, que ele, com tais métodos, não chegaria verdadeiramente a Deus.

Disse aos seus representantes: Reconhecei, pois, que não basta a força do homem e de todas as suas purificações para o levar verdadeiramente à altura do divino, à altura que lhe é condigna. E disse que teria desesperado de si mesmo e da existência humana, se não tivesse encontrado Aquele que faz o que nós mesmos não podemos fazer, Aquele que nos eleva à altura de Deus, apesar de toda a nossa miséria: Jesus Cristo, que desceu de junto de Deus até nós e, no seu amor crucificado, nos toma pela mão e nos conduz ao alto.

Com o Senhor, caminhamos, peregrinos, para o alto. Andamos à procura do coração puro e das mãos inocentes, andamos à procura da verdade, procuramos o rosto de Deus. Manifestamos ao Senhor o desejo de nos tornar justos e pedimos-Lhe: Atraí-nos, Vós, para o alto! Tornai-nos puros! Fazei que se cumpra em nós a palavra do salmo processional que cantamos, ou seja, que possamos pertencer à geração dos que procuram Deus, «que procuram a face do Deus de Jacob» (Sal 24/23, 6). Amém.

Fonte: pj.org.br

sábado, 16 de abril de 2011

Domingo de Ramos

Este dia marca o início da Semana Santa, período em que Jesus Cristo se apresenta como o “Servo sofredor”, que dá sua vida em martírio na cruz. Ele mostra o caminho da não violência. A vida não é fruto de vingança, de projetos maquinados, mas de entrega e respeito fraterno.

Numa cultura marcada por tanta violência, o povo acaba perdendo o ânimo, caindo em prostração e desesperança. É hora de construir a esperança, que vem sendo minada com as atitudes desumanas e destruidoras, diariamente acontecendo ao nosso redor.

O que assistimos, a todo instante no cenário da violência, revela uma falta de fé e de confiança em Deus muito grande. É perda de sensibilidade humana, de respeito e de valor da pessoa na sua dignidade. Deus não abandona o seu povo, e é nele que devemos buscar socorro e força.

As pessoas de cabeça erguida devem demonstrar firmeza e determinação em profunda solidariedade com os abatidos e cansados. É hora de espalhar o fermento novo da justiça e da caridade. Tudo isto supõe escuta atenta da Palavra de Deus, que é fonte de vida.

O Domingo de Ramos abre caminho para o clima da Semana Santa, quando Cristo é recebido de forma triunfal em Jerusalém, acolhido pelo povo com ramos nas mãos. O seu jeito simples e coerente, montado em um jumento, atraía multidões, mas provocava a ira orgulhosa das autoridades judaicas.

Agora é, para ele, um caminho de mais sofrimento, mesmo tendo passado a vida fazendo o bem e sendo fiel ao projeto do Pai. Jesus, com todo o poder, tinha um lugar social diferente das autoridades do seu tempo. Despojado de poder, era solidário com os fracos e pequenos. Isto fazia a diferença.

As cenas da Semana Santa são de humilhação para o Servo sofredor. Jesus caiu nas mãos dos zombadores, foi desnudado, coroado de espinhos, cuspido no rosto e recebeu injúrias. O motivo principal é porque tinha que ia destruir o Templo, onde o Sinédrio alimentava seu poder e manipulava o povo.


Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto - SP

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Contatos da PJ Arquidiocesana

Saudações pjoteiros!!

Podem contactar a Pastoral da Juventude Arquidiocesana
através deste blog e de outras ferramentas:
Twitter: @pjfeira
E-mail: pjcomunica@gmail.com

Podem usar desses instrumentos sempre que necessário, valeu??

Abração!!
Paz e Bem!!

domingo, 10 de abril de 2011

Força Jovem 2011 em Conceição da Feira

Olá povo PJoteiro!!!
O Força Jovem este ano vai ser dia 29/05, em Conceição da Feira. Terá o tema: "PJ, venha conheça e ame"; e o lema:"Eu quero a vida de meu povo" (Est 7,3). Aliás a Coordenação das Foranias 4 e 5 esteve hoje (10/04), em C. da Feira para fazermos uma formação e encaminharmos algumas coisas. Aproveitamos o momento e colocamos a galera pra eleger a Coordenação Paroquial. Aliás tinha jovens de 9 comunidades e de diversos grupos. Foi muito proveitoso e agradecemos ao povo de lá pela acolhida desde já!! Vamos preparando as caravanas pra este 14º Força!!

Até Mais!!
Paz e Bem

Erik Nascimento
Coordenador da Foranias 4 e 5

Escola da Juventude 2011-2013



Macico, Elis, Erik, Neide, Pe Júlio, Cris, Binho e Geane na Casa de Cris. Reunião de Organização da Ejhec.


A Escola da Juventude Dom Hélder Câmara (Ejhec) estará iniciando em julho sua 5ª turma. E para que isso aconteça, a Coordenação Arquidiocesana e Assessoria estiveram reunidos na Casa de Cris, lá na Comunidade Lagoa da Camisa em São José das Itapororocas. Cada paróquia deve enviar 2 ou 3 membros da PJ's paroquias, ou caso não esteja estruturada, dos grupos de jovens da comunidade.


As maiores novidades foram o acréscimo de mais uma etapa (Teologia do/a jovem), e a criação de um "estágio missionário" que será praticado tanto no âmbito eclesial, como no social. Aproveitamos essa reunião também para dividir as equipes de trabalho para a Escola. Logo entraremos em contato com todo mundo que foi incluído na lista.



Até Mais povo!!
Paz e Bem