segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Francisco pede aos jovens a "coragem da misericórdia"

 
Cidade do Vaticano – Cerca de 30 mil jovens estão reunidos em Valença, na Espanha, para o 38º encontro europeu da Comunidade de Taizé.
De 28 de dezembro a 1° de janeiro, Valença acolhe a juventude europeia para uma nova etapa da “Peregrinação de Confiança através da Terra”, iniciada pelo irmão Roger no final dos anos 70.
O Papa Francisco enviou sua mensagem através do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, pedindo que os jovens criem em suas comunidades um “oásis de misericordia”, em especial para “os inúmeros migrantes que têm necessidade de acolhimento”.
O Papa – lê-se no texto – aprecia a escolha dos jovens de querer aprofundar, em seu encontro anual, o tema da Misericórdia  e lhes agradece pelo seu empenho nesse sentido, com todas as forças criativas e a imaginação próprias da juventude.
“Também vocês – prossegue a mensagem – desejam que a Misericórdia se manifeste em todas as suas dimensões, inclusive sociais. O Papa os encoraja a continuar neste caminho, a ter a coragem da Misericórdia, que os conduzirá não somente a recebê-la para si mesmos, em sua vida pessoal, mas também a estar próximos daqueles que estão em dificuldade. Vocês sabem que a Igreja está presente para toda a humanidade e onde há cristãos, toda pessoa deveria encontrar um oásis de Misericórdia. Isso é o que as suas comunidades podem se tornar”.
Por fim, Francisco recorda o Ir. Roger, fundador da Comunidade de Taizè: “Ele amava os pobres, os mais desfavorecidos, os que aparentemente não contam nada e soube demonstrar através de sua vida que a oração se conjuga com a solidariedade humana. Por meio de sua experiência de solidariedade e misericórdia – conclui o Pontífice – que vocês possam viver esta exigente felicidade, tão rica de significado, à qual o Evangelho os chama”.
Fonte: Rádio Vaticano

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Papa: "Onde nasce Deus, nasce a esperança e floresce a misericórdia"



Cidade do Vaticano – “Onde nasce Deus, nasce a esperança, nasce a paz e floresce a misericórdia”. Na tradicional Mensagem Urbi et Orbi por ocasião do Natal, o Papa Francisco rezou pela paz. Ao recordar os tantos conflitos em andamentos nas diversas partes do mundo e as situações que ferem a dignidade humana, pediu: “Ao contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as primeiras expressões do Menino que nos sussurra: A paz esteja contigo!”.
Assista a mensagem na íntegra no canal youtube
Diante de milhares de fieis reunidos na Praça São Pedro e adjacências, o Papa Francisco dirigiu-se “à cidade e ao mundo” da sacada central da Basílica de São Pedro, para anunciar que “Cristo nasceu para nós (…) Ele é o “dia” luminoso que surgiu no horizonte da humanidade. Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo”.
O presepio mostra-nos o “sinal” que Deus nos deu: “um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. E “juntamente com os pastores – convidou o Santo Padre -  prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração, todos temos necessidade”:
“Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis”.
Paz no Oriente Médio
“Onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra” – disse o Pontífice - recordando que “precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído”:
“Oxalá israelenses e palestinos retomem um diálogo direto e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira. Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque, Líbia, Iêmen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o patrimônio histórico e cultural de povos inteiros”.
Terrorismo e cristãos perseguidos
O Papa recordou ainda as vítimas dos “hediondos atos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egito, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis”, pedindo também  consolação e força ao Menino Jesus para os cristãos “perseguidos em muitas partes do mundo por causa de sua fé. São os mártires de hoje”.
África
O fortalecimento do diálogo na República Democrática do Congo, no Burundi e no Sudão do Sul foi ressaltado pelo Papa, “em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua”.
Ucrânia e Colômbia
O Papa referiu-se também à Ucrânia, pedindo que a verdadeira paz “inspire a vontade de cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país inteiro” e que ilumine os esforços do povo colombiano, para que “continue empenhado na busca da desejada paz”.
Dignidade humana ferida
O Papa recordou também da existência de “multidões de homens e mulheres que estão privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a pobreza e a rejeição dos homens”:
“Chegue hoje a nossa solidariedade aos mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico”.
Refugiados
O drama das milhares de pessoas que viajam “em condições desumanas”,  arriscando a própria vida em busca de segurança e de uma esperança foram recordados por Francisco:
“Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem”.
Desempregados
O Santo Padre também pediu que o Senhor dê esperança aos desempregados, que são tantos,  e sustente “o compromisso de quantos possuem responsabilidades públicas no campo político e econômico a fim de darem o seu melhor na busca do bem comum e na protecção da dignidade de cada vida humana”.
Encarcerados e misericórdia
Ao falar da misericordia, o Papa dirigiu-se aos encarcerados:
“Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Este é o presente mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados, experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o mal”.
E assim hoje, juntos, concluiu o Papa, “exultemos no dia da nossa salvação”, fixando o olhar nos braços abertos de Jesus no presépio, que nos mostra o abraço misericordioso de Deus” e que proclama: “A paz esteja contigo!”.
Após o Papa concedeu a todos a sua Bênção com a Indulgência Plenária na forma prevista pela Igreja. 
Ao concluir, Francisco dirigiu-se a todos os presentes na Praça São Pedro e àqueles que o acompanhavam pela rádio, televisão e outros meios de comunicação, para desejar as suas mais cordiais felicitações de Natal:
Misericórdia com os irmãos
“É o Natal do Ano Santo da Misericórdia, por isto desejo a todos que possa acolher na própria vida a misericórdia de Deus, que Jesus Cristo nos deu, para sermos misericordiosos com os nossos irmãos. Assim, faremos crescer a paz!”. 
Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A visita do anjo aos pastores - Paz aos Excluídos! (Lc 2,1-20)


1. Situando: O motivo que levou José e Maria a viajar para Belém foi o recenseamento decretado pelo imperador de Roma (Lc 2,1-7). Periodicamente, as autoridades romanas decretavam tais recenseamentos nas várias regiões do seu imenso império. Era para recadastrar a população e saber quanto cada pessoa tinha que pagar de imposto. Os ricos pagavam imposto sobre a terra e sobre os bens que possuíam. Os pobres pagavam pelo número de filhos. Às vezes, o imposto total chegava a mais de 50% dos rendimentos da pessoa.
Há uma diferença significativa entre o nascimento de Jesus e o nascimento de João. João nasce em casa, na sua terra, no meio dos parentes e vizinhos e é acolhido por todos (Lc 1,57-58). Jesus nasce desconhecido, fora de sua terra, no meio dos pobres, fora do ambiente da família e da vizinhança. "Não havia lugar para ele na hospedaria". Teve que ser deitado numa manjedoura. 
 
2. Comentando: 

2.1 Lucas 2,8-9: Os primeiros convidados
Os pastores eram pessoas marginalizadas, pouco apreciadas. Viviam junto com os animais, separados do convívio humano. Por causa do contato permanente com os animais eram considerados impuros. Ninguém jamais os convidava para vir visitar um recém-nascido. É a estes pastores que aparece o anjo do Senhor para transmitir a grande notícia do nascimento de Jesus. Diante da aparição dos anjos, eles ficam com medo.

2.2 Lucas 2,10-12: O primeiro anúncio da boa-nova
A primeira palavra do anjo é: "Não tenham medo!" A segunda é: "Alegria para todo o povo!" A terceira é: "Hoje!" Em seguida, vêm três nomes para identificar quem é Jesus: Salvador, Cristo e Senhor! SALVADOR é aquele que liberta todos de tudo que os amarra! Os governantes daquele tempo gostavam de usar o título de Salvador (Soter). CRISTO significa ungido ou messias. Era um título dado aos reis e aos profetas. Era também o título do futuro libertador. Significa que esse menino recém-nascido veio realizar as esperanças do povo. SENHOR era o nome que se dava ao próprio Deus! São os três maiores títulos que se possa imaginar. A partir deste anúncio do nascimento de Jesus como Salvador, Cristo e Senhor, você imagina alguém da mais alta categoria. E o anjo lhe diz: "Atenção! Tem um sinal! Você vai encontrar um menino deitado num barraco no meio dos pobres!" Você acreditaria? O jeito de Deus é diferente mesmo!

2.3 Lucas 2,13-14: Glória no mundo de cima, Paz no mundo de baixo

Uma multidão de anjos aparece e desce do céu. É o céu desabando sobre a terra. As duas frases do refrão que eles cantam dão o resumo do que Deus quer com o seu projeto. A primeira diz o que acontece no mundo lá de cima: "Glória a Deus nas alturas". A segunda diz o que vai acontecer no mundo cá de baixo: "Paz na terra aos seres humanos por ele amados". Se a gente pudesse experimentar o que significa realmente ser amado por Deus, então tudo mudaria e a paz viria morar na terra. E isto seria a maior glória para Deus que mora nas alturas.

2.4 Lucas 2,15-20: A palavra vai sendo acolhida e encarnada
A Palavra de Deus não é apenas um som que a boca produz. Ela é, sobretudo, um acontecimento! Os pastores dizem, literalmente: "Vamos ver esta palavra que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer!" Em seguida, Lucas diz que "Maria conservava estas palavras (acontecimentos) em seu coração" e as ruminava. São duas maneiras de se perceber  e acolher a Palavra de Deus: 1) Os pastores se levantam para ir ver os fatos e verificar neles o sinal que foi dado pelo anjo; 2) Maria conserva os fatos na memória e as confere no coração. Ou seja, ela conhece a Bíblia e tenta entender os fatos novos iluminando-os com a luz da Palavra de Deus.
 
3. Alargando: Novamente, ao longo da descrição do nascimento de Jesus, Lucas sugere que as profecias se realizaram! Eis algumas delas:
•    Apareceu a luz das nações, anunciada por Isaías! (Is 9,1; 42,6; 49,6).
•    Nasceu o menino, prometido pelo mesmo profeta (Is 9,5; 7,14).
•    O menino que devia nascer para dar alegria ao povo e trazer a salvação de Deus (Is 9,2).
•    Ele nasceu em Belém. Por isso é o Messias prometido, conforme anunciou Miquéias (Mq 5,1).
•    Chegou o tempo da paz anunciada por Isaías, em que animais e seres humanos vão se reconciliar e farão desaparecer da terra toda a violência assassina (Is 11,6-9).
O imperador romano pensava ser o dono do mundo. Na realidade, ele não passava de um empregado. Sem saber e sem querer, ele executava os planos de Deus, pois o decreto imperial fez com que Jesus pudesse nascer em Belém e realizar a profecia (Lc 2,1-7). 
O que chama a atenção neste texto são os contrastes:
•    Na escuridão da noite brilho uma luz (2,8-9)
•    O mundo lá de cima, o céu, parece desabar e envolver  nosso mundo cá de baixo (2,13).
•    A grandeza de Deus se manifesta na fraqueza de uma criança (2,7)
•    A glória de Deus se faz presente numa manjedoura de animais (2,16)
•    O medo provocado pela repentina aparição do anjo dá lugar à alegria (2,9-10)
•    Pessoas que vivem marginalizadas de tudo são as primeiras convidadas (2,8)
•    Os pastores reconheceram Deus presente numa criança (2,20)

Fonte: Texto extraído do Livro "O avesso é o lado certo" - Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Carta da PJ sobre a 3ª Conferência Nacional de Juventude

SiteCONFJUV_CartaFinal
Brasília/DF, 23 de Dezembro de 2015.
“Cremos ardentemente num céu novo e numa terra nova.
E pedimos com insistência que a Civilização do Amor seja muito em breve realidade entre nós”
(Credo da Civilização do Amor)

CARTA DA PASTORAL DA JUVENTUDE SOBRE A 3ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE JUVENTUDE
A Pastoral da Juventude, em seu anseio por uma Terra Sem Males e por vida digna e abundante para todos e todas jovens, tem ocupado, ao longo de sua trajetória histórica, diversos espaços de construção de Políticas Públicas de Juventudes (PPJs). Acreditamos que a defesa da vida plena perpassa por uma atuação concreta nos campos sociais, políticos, culturais, religiosos, econômicos e ambientais.
Diante disso, em 2015, desde o primeiro momento, estivemos presentes no processo de construção da 3ª Conferência Nacional de Juventude, seja nas etapas municipais, regionais, territoriais, estaduais, livres, digital e nacional, compondo as Comissões Organizadoras de muitas dessas etapas. Desafiamo-nos ainda, a realizar conferências livres com jovens encarcerados/as, em diversos presídios do Brasil, em uma parceria com a Pastoral Carcerária.
Levamos para o debate, especialmente as pautas do enfrentamento à violência e o extermínio de jovens, especificamente o genocídio da juventude negra; a luta contra a redução da maioridade penal; a urgente necessidade de regulamentação e democratização da mídia; a reforma política; e tudo aquilo que tange a vida das juventudes e a construção da Cultura do Bem Viver.
A partir desta intensa mobilização, chegamos à etapa nacional da 3ª ConfJuv – que aconteceu em Brasília/DF nos dias 16 a 19 de dezembro de 2015 – com o expressivo e simbólico quantitativo de mais de 120 jovens, entre delegados/as, observadores/as, convidados/as e pessoal de apoio técnico. Tal fato, reafirma que a verdadeira construção democrática participativa só é possível a partir da organização e do empoderamento das bases nos processos da luta. Contudo, todos/as nós, representantes da Pastoral da Juventude na Conferência, juntamente com toda a Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores/as da Pastoral da Juventude, de forma autônoma, legitimamos a presente carta, afim de esclarecermos nossas posturas e trazer nosso parecer sobre todo o processo que vivenciamos, pois, “não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos” (At 4, 20).
Primeiramente, ressaltamos os avanços no que tange a garantia da representação da pluralidade das juventudes desse país; o esforço na efetivação da paridade de gênero; o cumprimento do recorte étnico-racial; a construção coletiva de PPJs entre os participantes através de uma metodologia mais horizontal; e a aprovação das prioridades necessárias frente a conjuntura política que vivemos. O que nos angustia, porém, foram os sérios limites que prejudicaram o processo e a garantia do direito a participação das juventudes.
Em nosso entendimento, a ausência do protagonismo do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) como um todo, e especialmente da Comissão Organizadora Nacional (CON) foi uma falha grave, visto que o papel que a sociedade civil organizada cumpre nesse espaço é de extrema importância, basta lembrar todo o avanço das conquistas nas PPJs no Brasil.
Por termos feito parte da CON desde o início de sua composição, é nosso dever também denunciar que nas reuniões que antecederam a etapa nacional, os encaminhamentos vieram já direcionados e definidos pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), sem que houvesse uma construção coletiva anterior. Tal fato é sintomático e representa a externalização da falta de diálogo que a SNJ tem tido junto aos movimentos de juventude da sociedade civil, gerando muitas limitações para o avanço nas PPJs. Esse dado precisa ser superado urgentemente. A distância da SNJ dos movimentos e representações resultou no não esclarecimento dos processos que foram readaptados, na não coletivização dos problemas enfrentados, e na falta de explicação sobre o fechamento de espaços.
Além disso, nos deparamos com outros problemas graves, como a emissão de passagens que foi muito tardia e muitos dos bilhetes de retorno impediram que os/as delegados/as participassem dos momentos decisórios da Conferência, pois foram emitidos para o mesmo horário programado para a plenária final. Citamos ainda problemas na recepção das delegações, pois não haviam informações precisas e claras do destino e estadia, seja ainda no aeroporto ou já nos próprios hotéis, em alguns casos. Em todos esses casos, a dificuldade na liberação de recursos não pode e não deve ser usada como motivo para desorganização.
Continuamos apontando ainda que o caderno com as propostas construídas nas etapas estaduais e digital, não foi disponibilizado logo no credenciamento para que os/as delegados/as pudessem analisar o mesmo com mais atenção, sendo entregue apenas no terceiro dia. Outro problema foram as atividades que aconteceram de forma simultânea durante a programação, como foi o caso da leitura do regulamento da ConfJuv, feita enquanto os primeiros grupos de trabalho ainda estavam discutindo e escolhendo as suas propostas. Regulamento esse, que fora lido somente ao final do segundo dia, quando, na verdade, deveria ter sido lido e aprovado antes do início de qualquer atividade oficial.
A metodologia, como já dito, fora mais horizontal, tendo maior participação de fala dos/as delegados/as nos grupos, porém os momentos de contextualização das temáticas nos grupos foram muito longos. Quase não houveram momentos de plenárias, e as poucas que aconteceram, não foram participativas de fato, dando ampla voz para que os/as delegados/as se manifestassem.
Para finalizar nossa avaliação ainda compreendemos que, além de apresentar novas propostas, é fundamental que em um espaço de conferência sejam resgatadas as propostas elencadas em conferências anteriores, para se avaliar a execução de suas metas, se “conferindo” assim algo que já vem sendo desenvolvido. Na 3ª ConfJuv, isso não aconteceu. Não foram retomados nem alguns programas já existentes, como o Juventude Viva (principal programa de enfrentamento ao genocídio da juventude negra, e que se tornou um dos carros-chefes da SNJ desde que fora criado, mas que esteve em estado de inoperância em 2015), o Estação Juventude, o PROJOVEM, o Participatório, e nem foi contextualizado como está o andamento, regulamentação e aplicabilidade do Estatuto da Juventude, aprovado em 2013. Menos ainda se deram espaços para que fossem construídas sugestões para a melhoria dos mesmos.
Ainda em tempo, não podemos deixar de manifestar nosso repúdio à ação violenta e desnecessária da Polícia Militar do Governo do Distrito Federal, na noite de abertura da atividade. Isso só nos faz reafirmar com mais força que é urgente a necessidade de desmilitarizar a polícia! Da mesma forma também manifestamos repúdio à tentativa do Governo do DF em embargar a Conferência, ainda no início do dia 17, alegando descumprimento de horário para o término da mesma na noite anterior.
Gostaríamos de deixar claro que sempre seremos parceiros/as para pensar e cuidar da vida da juventude. Compreendemos a importância da conquista dos processos de Conferência e da garantia que a juventude deve ter de participação ativa. Jamais nos omitiremos de nos posicionar no intuito de parabenizar ou cobrar atitudes, posições e contextos. Jamais compactuaremos com projetos pequenos que visam o poder, ou sua manutenção, e que deixam a vida da juventude em segundo plano. Estamos dispostos/as a calar e ouvir, mas também de falar e sermos ouvidos/as em todos os processos de articulação e construção das PPJs no Brasil.
Por fim, queremos ecoar um apelo feito pelo Papa Francisco no encontro com os movimentos populares, na Bolívia: “Nenhum jovem sem perspectiva!”. Nosso desejo é que as juventudes brasileiras olhem para a 3ª Conferência Nacional de Juventude vislumbrando perspectivas reais de superar suas dores, e de construir seus sonhos.
#PJna3ªConfJuv!
Seguimos em marcha, pela vida da juventude!


Assinam:
PJteiros e PJteiras delegados/as, convidados/as, observadores/as e membros da equipe técnica presentes na 3ª Conferência Nacional de Juventude,
Secretaria Nacional, Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores/as da Pastoral da Juventude

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Dom Zanoni abre o Ano da Misericórdia na Arquidiocese de Feira

Neste domingo, dia 13 de dezembro, aconteceu a Celebração de Abertura do Ano Santo da Misericórdia na Arquidiocese de Feira de Santana, pelo Arcebispo Metropolitano Dom Zanoni Demettino Castro. A concentração aconteceu na Igreja Senhor dos Passos, onde após os ritos iniciais saiu a Procissão da Misericórdia em direção à Catedral Metropolitana de Santana. Lá o Arcebispo Dom Zanoni presidiu a Solene Celebração Eucarística, onde aconteceu o ritual de Abertura da Porta da Misericórdia. A Santa Missa contou com a presença de muitos presbíteros, religiosos, religiosas, diáconos, seminaristas e leigos das diversas paróquias da Arquidiocese. Um momento de graça, alegria e celebração da vida, buscando sermos semeadores e testemunhas da Misericórdia.
Neste domingo, o  Papa Francisco abriu a Porta da Misericórdia na Igreja de São João do Latrão, Catedral de Roma. Neste momento o Santo Padre nos afirmou: 
“Abrimos a Porta Santa, aqui e em todas as catedrais do mundo. Também este simples sinal é um convite à alegria. Inicia o tempo do grande perdão. É o Jubileu da Misericórdia. É o momento para redescobrir a presença de Deus e a sua ternura de Pai. Deus não ama a rigidez. Ele é Pai, é terno. Faz tudo com a ternura de Pai”. 

Fonte: Arquidiocese de Feira de Santana

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Papa abre a Porta Santa: começa o Jubileu da Misericórdia



Cidade do Vaticano – “Atravessar hoje a Porta Santa nos compromete a adotar a misericórdia do bom samaritano”: este é o espírito com o qual se deve viver o Jubileu Extraordinário, conforme disse o Papa Francisco na missa celebrada por ocasião da Festa da Imaculada Conceição (08/12), na Praça S. Pedro.
Com a cidade de Roma blindada e um forte aparato de segurança, com três mil agentes nas ruas da capital, o afluxo de peregrinos começou na madrugada nos arredores da Praça, que foi aberta às 6h30. Os controles policiais, com a passagem pelo detector de metais, tardaram o ingresso dos fiéis.  Cerca de 50 mil pessoas participaram da celebração.
Pecado e graça
Na homilia que antecedeu a abertura da Porta Santa, o Pontífice recordou o mesmo gesto realizado em Bangui (Rep. Centro-Africana) e ressaltou a primazia da graça: “A festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva”.
A própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa, explicou o Papa. “Se tudo permanecesse relegado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai.”
Também este Ano Santo Extraordinário é dom de graça, prosseguiu Francisco. “Entrar por aquela Porta significa descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele que nos procura, que vem ao nosso encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia.”
Para o Pontífice, é preciso antepor a misericórdia ao julgamento, se quisermos ser justos com Deus. “Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não corresponde a quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma”, exortou.
Concílio Vaticano II
Em sua homilia, o Papa fez um paralelo com outra porta “escancarada” 50 anos atrás pelos Padres conciliares. O Concílio, afirmou, foi primariamente um encontro; um encontro entre a Igreja e os homens do nosso tempo.
“Trata-se, pois, de um impulso missionário que, depois destas décadas, retomamos com a mesma força e o mesmo entusiasmo. O Jubileu exorta-nos a esta abertura e obriga-nos a não transcurar o espírito que surgiu do Vaticano II, o do Samaritano, como recordou o Beato Paulo VI na conclusão do Concílio. Atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a misericórdia do bom samaritano.”
Porta Santa
Após a comunhão, teve início o rito de abertura da Porta Santa, na entrada da Basílica de S. Pedro. O diácono convidou os fiéis para a inauguração do Jubileu Extraordinário da Misericórdia com estas palavras: “Abre-se diante de nós a Porta Santa. É o próprio Cristo que, através do mistério da Igreja, nos introduz no consolador mistério do amor de Deus".
Em procissão, os concelebrantes se posicionaram na entrada da Basílica. Também estava presente o Papa Bento XVI. Diante da Porta Santa, o Pontífice fez uma oração e recitou a seguinte fórmula: “Esta é a porta do Senhor. Abri-me as portas da justiça. Por tua grande misericórdia entrarei em tua casa, Senhor”.
O Santo Padre abriu a Porta Santa e se deteve em silêncio em sua entrada. Francisco entrou por primeiro na Basílica de S. Pedro, seguido por Bento XVI, pelos concelebrantes e por alguns representantes de religiosos e fiéis leigos – momento em que foi entoado o Hino do Ano Santo da Misericórdia. No Altar da Confissão, o Papa fez uma oração e concendeu a todos a sua bênção apostólica.
Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira conclui mais uma turma da Escola da Juventude



No último fim de semana (20 a 22) se realizou a 5ª e última etapa da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara, da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana. O encontro foi realizado mais uma vez na Chácara Santo Inácio, em Feira de Santana. O encontro se iniciou mais uma vez com a mística na sexta à noite.
O sábado foi iniciado com a reza do Oficio Divino da Juventude. Tanto pela manhã como pela tarde a assessoria temática foi facilitada por Murilo Rebouças, pjoteiro da Diocese de Barreiras. No primeiro período o tema foi Análise de Conjuntura, onde se foi discutida a realidade da juventude, do povo negro, das jovens mulheres, entre outros segmentos. Já a parte da tarde foi o momento de se estudar a juventude nos Documentos da Igreja. A abordagem enfocou os documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. O sábado à noite foi o momento de celebrar a formatura das/os pjoteiras/os que concluíram essa etapa de formação da PJ, que preza pela formação integral, como pedem os bispos em documentos do CELAM e da CNBB. Os jovens escolheram como padrinhos outros pjoteiros com uma caminhada um pouco maior, e se seguiu toda a questão da cerimônia de formatura.
Por fim, o domingo foi o momento de fazer a memória de toda a caminhada da Escola da Juventude no ano de 2015, através da sua síntese. Quem conduziu esse momento foi o pjoteiro Erik Nascimento, da cidade de Amélia Rodrigues. Logo após, a assessora arquidiocesana Ir. Lilian conduziu a avaliação deste ano de EJ em que foram feitas sugestões e também colocações do que se deve fortalecer neste espaço de formação e espiritualidade pjoteira.


Fonte: Erik Nascimento, pela articulação da PJB na Região Pastoral 3

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Equipe do Projeto Ajuri lança roteiro de encontro para o Dia da Consciência Negra

zumbi site
É com muita alegria que o Projeto Ajuri apresenta o Roteiro de encontro para Grupo de Jovens: “Resistência, Mística e Amor – Celebrando a luta de Zumbi, celebrando a nossa luta”.
O roteiro nos convida fazer memória da luta de Zumbi que também é nossa luta, e assim celebrar o Dia da Consciência Negra. Na memória desse dia refletimos sobre o/a negro/a no Brasil, sua presença na arte, na culinária, na fala, bem como, denunciamos o extermínio da juventude negra e o feminicídio que vitimiza na sua maioria mulheres negras, gritos esses que exigem de nós Resistência, Mística e Amor.

Clique aqui para baixar o roteiro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Papa nomeia Dom Zanoni como novo Arcebispo de Feira de Santana



Na manhã desta quarta-feira, 18 de novembro, o papa Francisco acolheu o pedido de renúncia apresentado pelo arcebispo da arquidiocese de Feira de Santana (BA), dom Itamar Vian, de acordo com o cânon 401, parágrafo 1, do Código de Direito Canônico. Na mesma data, o papa nomeou dom Zanoni Demettino Castro arcebispo desta Igreja Particular. Até o momento, dom Zanoni era arcebispo coadjutor da mesma diocese.
Dom Itamar Vian é natural de Roca Sales (RS). Nasceu em 27 de agosto de 1940. Cursou Filosofia em Ijuí (RS) e Teologia no Instituto Superior São Lourenço de Brindisi, na cidade de Porto Alegre. Possui aperfeiçoamento em Planejamento Educacional, Filosofia da Educação e Comunicação Social. 
Foi ordenado bispo em 8 de abril de 1984. Escolheu como lema “Somos todos irmãos”.  Na trajetória episcopal, dom Itamar foi bispo de Barra (1984 a 1995) e Feira de Santana (1995 a 2001), vice-presidente do regional Nordeste 3 e arcebispo de Feira de Santana (2002 a 2015). É autor de diversos livros, entre eles, “Personalidade e Ciência Social”, “Cinema e TV no Ensino”, “Luzes no Caminho”, “História de Vida” e a “Arte de Escolher”. 
Novo Arcebispo 
Dom Zanoni Demettino Castro nasceu em 23 de janeiro de 1962. É natural de Vitória da Conquista (BA). Foi ordenado presbítero em 28 de dezembro de 1986. A nomeação ao episcopado ocorreu em 3 de outubro de 2007 e a ordenação, em 24 de novembro do mesmo ano. Cursou Filosofia no Seminário Maior da Arquidiocese de Brasília (DF) e Teologia no Instituto de Ilhéus (BA). Possui mestrado em Teologia Sistemática pelo Pontifícia Universidade Católica (PUC/Rio). De 2007 a 2014, foi bispo da diocese de São Mateus (ES). No dia 03 de dezembro do ano passado, dom Zanoni Demettino Castro foi nomeado arcebispo coadjutor da arquidiocese de Feira de Santana. Tem como lema “Ecce mitte me”. 
Fonte: CNBB

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Coordenação Regional da PJ se reúne em Porto Seguro (BA)

Aconteceu entre os dias 07 e 08 de novembro, na cidade de Porto Seguro (na Diocese de Eunápolis) a segunda reunião anual da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude. Foram dias de mística, emoção e planejamento da caminhada. Essa foi a reunião de transição da CRPJ, em que os antigos CN e SR (Murilo Rebouças e Bruno Conceição) estiveram presentes para ajudar os novos jovens destes espaços (Pilha e Tiago Medeiros), que foram eleitos no 12º ERPJ em Amargosa, e neste período tocarão estes serviços na evangelização da juventude na Bahia e Sergipe.
Os trabalhos no dia 07 se iniciaram com atividades paralelas: enquanto a PJ da Região Pastoral 6 (Sul da Bahia) se reunia, os assessores fizeram sua reunião própria, bem como também o secretário regional e coordenador nacional também se reuniram com os que estavam nesses serviços.
Já na tarde começaram de fato os trabalhos da Coordenação Regional da PJ, com o CN, SR, Articuladores das Regiões Pastorais , assessoria e convidados. A reunião começou com a Mística Inicial, rezando o Ofício Divino da Juventude. Logo após foi feita a retomada da caminhada da PJ Regional nos últimos dois anos, incluindo a análise dos questionários mandados pelas Dioceses. No restante do sábado foram discutidos acréscimos e atualizações ao Plano Regional da PJ. Por fim, no  domingo foi finalizada a questão do Plano e foi terminado o Calendário da PJ no Nordeste 3 para o ano de 2016.

Fonte: Pastoral da Juventude - Regional Nordeste 3

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Pastorais Sociais, Pastorais da Juventude e Juventude Franciscana definem pauta em comum em defesa da vida da juventude

Por: Jardel Lopes
Neste final de semana (01 e 02 de novembro),  no Centro de Formação Sagrada Família, da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada por Santa Paulina, São Paulo,   aconteceu o 1º Seminário Nacional de Articulação das Pastorais Sociais, Pastorais da Juventude e Jufra: Construindo redes de enfrentamento da Criminalização e do Genocídio da Juventude.
A aproximação entre essas pastorais buscam um olhar em conjunto para a defesa da vida da juventude, categoria demográfica mais criminalizada e exterminada na sociedade brasileira. A criminalização da juventude, pautas sociais, políticas e religiosas conservadoras que excluem a juventude e o genocídio da juventude negra, pobre, e da periferia são os principais temas abordados pelas pastorais como urgências que demandam denuncias e anúncio de iniciativas em defesa da vida.
Segundo o Mapa da Violência 2014, o Brasil registrou, em 2012, 56.337 homicídios, atingindo a taxa de 29 assassinatos por 100 mil habitantes. Desse total, 30.072 foram pessoas jovens, o que faz a taxa de homicídios subir, tratando-se exclusivamente da população juvenil, para 57,6/100 mil, tendo o pico na faixa entre 20 e 24 anos de idade (nesta idade, a taxa chega à 66,9/100 mil). De acordo com o Mapa da Violência 2015, do total de óbitos de jovens de 16 e 17 anos em 2013, 46% foram causados por homicídios.
Os números são ainda mais alarmantes quando se referem à situação da juventude negra: enquanto 6.823 jovens brancos foram assassinados em 2012, 23.160 jovens negros tiveram suas vidas tolhidas. Isso significa que a taxa de homicídios do primeiro grupo chegou à 29,9/100 mil, ao passo que no segundo atingiu 82,3/100 mil. Naquele ano, portanto, foram mais de 63 jovens negros assassinados por dia. Neste contexto, ainda, ganha relevo a altíssima letalidade da polícia brasileira, explícita nos números de mortes causadas em suas intervenções e maquiada pelos grotescos “autos de resistência”. Evidencia-se o que tanto as Pastorais da Juventude como o que inúmeros Movimentos Sociais vêm gritando há anos: está em curso um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
Entre momentos de oração e de estudo, Vanessa Correa (Anchietanum)  ajudou a refletir a condição e situação juvenil, Ana Marcela (PJE)  provocou sobre a criminalização da juventude, destacando a redução da maioridade penal; Ana Rita (PJMP) falou sobre o genocídio da juventude negra, pobres e das periferias. Também a professora Celina (ITEPA)  ajudou com reflexões e críticas em relação à proposta. Para ajudar a iluminar essa realidade Thiago Valentim (CPT) e Jardel Lopes (PO)  ajudaram com a refletir sobre o pastoreio (Ez 34, 1-4) e os lugares de primordiais da ação de Jesus.
Dentre as ações propostas para o coletivo de pastorais preocupadas com a realidade que crucifica a juventude, sobretudo os pobres e negros. È preciso visibilizar a realidade e desenvolver ações conjuntas, construindo redes de ações que venham superar as estruturas que geram mortes. Em 2016 deveremos ter um seminário ampliado com outras pastorais e movimentos populares que defendem a causa da vida da juventude. Também deve haver publicações, Grupos de Trabalhos, além de dar visibilidade a essa realidade nas ações.
“Essa ciranda não minha só, ela é de todos nós” (Lia de Itamaracá). Por isso, a defesa da vida da juventude, sobretudo, é uma “missão de todos nós” que acreditamos na ação pastoral transformadora, motivados por uma “igreja em saída” como propõe o Papa Francisco.
Fonte: CNBB – Sul 2 (Paraná)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

DNJ 2015 é celebrado em Santo Estevão



Neste dia 1º de novembro, dia de Todos os Santos e Santas, a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana se reuniu em Santo Estevão, depois de 8 anos do primeiro DNJ nesta cidade, , para celebrar o Dia Nacional da Juventude 2015. Com o tema: Juventude construindo uma nova sociedade, e o lema: “Estou no meio de vós como aquele que serve”, a juventude de toda a nossa Igreja Particular pode celebrar a vida e recordar 30 anos de DNJ em nosso país!

A programação começou na Lagoa do Plínio (mesmo local onde se iniciou o DNJ 2007) onde a banda Força Missionária começou com a animação no trio que percorreu as ruas da cidade. Antes de iniciar a caminhada, jovens de Santo Estevão fizeram uma apresentação com a temática do DNJ. Ainda foi realizada também a Ciranda Contra a Violência e o Extermínio de Jovens.

Chegando na Praça 7 de Setembro, foi o momento de assistir algumas apresentações. Logo depois chegou o momento da Celebração da Santa Missa, que foi presidida pelo Arcebispo Coadjutor, Dom Zanoni Castro. Essa foi a primeira vez que Dom Zanoni celebrou a Missa do Dia Nacional da Juventude. Na homilia, nosso bispo recordou a importância da santidade nos dias atuais, que não é se isolar da restante do mundo, mas ajudar a construir um mundo novo, uma nova civilização. Também ressaltou a importância do Dia Nacional da Juventude, para a evangelização da juventude de toda a Arquidiocese.


Na parte da tarde foi o momento de celebrar a vida da juventude com a animação de algumas bandas. A primeira foi a Banda Ser de Deus, que tem jovens de diversas comunidades paroquiais de nossa Arquidiocese. Logo após, Lizandra Santana e sua banda animaram os presentes com músicas pjoteiras e também com um repertório bem eclético. Em seguida, foi lida uma carta feita pela Coordenação Regional da PJ, saudando os pjoteiros e pjoteiras presentes nesse grande encontro arquidiocesano, que é o DNJ. Por fim, a banda Alto Louvor fechou o DNJ 2015. Fica aqui o agradecimento a todos que contribuíram para este dia, em especial a juventude de Santo Estevão. Também já está decidida a sede do próximo DNJ, que será realizado na Paróquia Senhor do Bonfim, na cidade de Santanópolis.  

terça-feira, 27 de outubro de 2015

30 anos do Dia Nacional da Juventude, numa crônica de Pe. Hilário Dick


CHEGANDO AOS 30, A VIDA AINDA COMEÇA

Pe. Hilário Dick, sj
- Aí cê me pede pra falar dos 30 anos do Dia Nacional da Juventude (DNJ)… Muitos anos, muitos caminhos, não acha? Quem já era nascido então? Se eu já tinha 48 anos, vocês nem na imaginação…
- Mas sim. Fale. Por quê? Quando? E outras coisas…
- Aí vamos. 1985, esta é uma data. A juventude incomodando de novo porque incomodara muito no Maio de 1968, 47 anos atrás, tempo do seu vô. O Brasil saindo da ditadura de mais de 20 anos; grandes mobilizações querendo participação do povo, juventude levantando a cabeça. E a ONU declara:
- 1985, Ano Internacional da Juventude!
A Globo (veja só quem…) investe num encontrão de milhões de jovens no Rio para cantar, dançar, fumar, ouvir estrangeiros, mas nada de discussão de jovens ou sobre juventude. Seria o Ano Internacional da Juventude… Os jovens da Pastoral da Juventude com milhares de grupos articulados (no meu Estado havia mais de 4 mil grupos articulados), olhando firme para o Brasil, decidem:
- Com todos estes grupos espalhados pelo Brasil, nós é que vamos celebrar o AIJ… E foi. E decidiram. Nas paróquias, dioceses, regionais; com cartazes, muitas camisetas, painéis de metros e mais metros (ai como me lembro!), cantos, temas, subsídios, teatros.
- Temas?
- Sociedade nova (1985), terra, índio (1988), ecologia (1992), educação (1989), trabalho, AIDS (1993), tudo na reza, tudo com as mãos na realidade e não só no peito fazendo sinais da cruz… “Quero ver o novo no poder” (1996) – “Nas asas da esperança gestamos a mudança” (1998) – “Políticas Públicas para a Juventude” (2001 a 2006) – “Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida” (2009), tanta coisa… E não era de brincar.
- Muito jovem?
- Muito. Difícil de contar. Em São Paulo, no Maranhão, nas Amazonas, no Paraná, mais de 20 mil em Timbó, mais de 40 mil em Passo Fundo, mais de 50 mil em Santa Cruz, em tantos lugares, em tudo que é canto… Jesus! Que beleza.
- Verdade? Exagero…
- Exagero, nada. Pergunte os que estavam, antes que fiquem velhos e velhas demais, os que contavam os ônibus, os que viam a massa naqueles campos de futebol, os que estavam nas curvas desejando boas vindas, naquelas praças, naquela oktoberfest lotada, naqueles espaços enormes com bandeiras, barracas enormes. Era jovem de todo canto com suas alegrias e cantorias.
- E bispos?
Sempre alguns. Poucos, porque tinham muito trabalho. Alguns vibrando, outros meio desconfiados. Padres? Bem mais. Bonito ver as celebrações com cantorias de arrepiar, com tudo de direito. E não era só “viva Jesus” nem só “santa marias”, era isso e era grito de sonhos, de lutas, de direitos, de reclamações. Era reza com mãos na terra, olhando para os sonhos.
- E isso foi indo?
- Foi indo e mais indo e ao pé de certa figueira, aparecem algumas nuvens mais fortes. Ano muito forte foi o de 2007 onde aparece o melhor documento sobre a evangelização da juventude, mas também suas contradições. Quantos bispos leram este documento? Parece que só fala de Setor e o resto não interessa. Aí vem alguma tristura também para o que devia ser e era o DNJ porque, por vezes, as igrejas e autoridades têm medo destas coisas de juventude reclamando pelo direito de ser. E eles, com poder, sem muitas perguntas, foram proibindo, dificultando aos poucos, impondo, querendo coisas mais “piedosas”. Ainda falam de protagonismo, mas lá por trás ficam tomando conta do lugar do jovem porque é preciso ortodoxia, é preciso cuidado, não se pode incomodar os “endinheirados” e outros pensamentos que nem se dizem alto…
- Falar mais de Jesus?
- Sim, de um jeito que não é bem o de Nazaré, mas falar de Jesus. Acham bonito que haja aleluias, choros, esquecimento das nuvens escuras do social, muita dança, muito abraço deixando para os cantos os compromissos com as raças, os exterminados, as negritudes, as pobrezas e os que se amontoam nas periferias. Na questão de gênero, nem pensar. E o ano de 1989, ano da queda do Muro de Berlim e da superação de alguns medos morais, já passara.
- Certa tristezinha, né?
- Certa, sim. A falta de profecia, de pegar os problemas sociais nas mãos, fazendo com que não se vejam as infelicidades, as violências, as corrupções não só de uns, também das igrejas, as crueldades com a mulher, os meninos e meninas em busca de sua identidade, a deixação de lado dos pobres, das roças, dos índios, dos que vivem de desejar. Dói. Dói ver que se tem raiva do pobre e de quem tem carinho com os preferidos de Deus.
- E a festa?
- Pois, pois. Aprendemos que a vida, também a vida da história dos 30 anos do DNJ, que a vida é uma sopa de misturança de alegrias, esperanças, festas e choros, gritos, e lutas. O DNJ não foi fundado para rezar, está claro, mas assusta; foi fundado para que os jovens de fé mostrassem aos jovens que não tiveram ainda a graça de encontrarem um sentido divino de viver, que a vida é bonita, sim. No jovem se devem encontrar Juventude e Missão, ouvindo aquele de Nazaré dizer: levante-se, seja fermento! Mais ainda: aprender que fomos feitos para sermos livres, não escravos, nem submissos, nem dependentes, mas protagonistas, donos e donas de nossa caminhada.
- DNJ é isso?
- DNJ é caminhada, é concentração, é romaria nalgum lugar, é deixar a internet de lado por um tanto, é olhar para os lados e não ver só celular, com muito jovem, muita bandeira, muito canto, encenações, celebrações, diversas delegações com camisetas gritando coisas, com hinos, com bonés específicos, com coisas para vender, com visitas a serem feitas nos espaços, com grupos musicais e cantores cantando não só coisas de céu; é saber ser irmão e irmã e não exploradores/as de sentimentos, é palco, é grupo que anima e é muito jovem caminhando, cantando, ouvindo, todos girando em torno de uma sociedade que deve ser festa de todos, não dos mesmos.

sábado, 24 de outubro de 2015

PJ lança edital de candidatura para o 12º ENPJ



“Tome o remo nas mãos, temos que navegar!
na fraternura, seguir o jovem Bom Pastor
Pelas trilhas, com nossa bandeira
ao som da canção, na viola e tambor.”
Hino do 11º ENPJ, Manaus 2014
Depois de ter feito morada no último janeiro nas terras manauaras, por ocasião do seu 11º Encontro Nacional, e lá, ter partilhado “a vida, o pão e a utopia”, a Pastoral da Juventude abre espaço para que outras dioceses experimentem a alegria de acolher pjoteir@s de todo país em sua casa. Lançamos hoje o edital de candidatura para o 12º ENPJ e, com ele, as expectativas para esse grande encontro, em 2018, nalgum lugar desse imenso Brasil.
O Encontro Nacional da Pastoral da Juventude é uma grande celebração da vida, espaço de partilha que quer possibilitar um amplo olhar para a realidade da juventude brasileira, a partir dos grupos de base, da sua ação, missão, intervenção social e a construção da Civilização do Amor à luz do seguimento a Jesus de Nazaré.
“Acolher o 11º ENPJ era um sonho do regional Norte 1. A Pastoral da Juventude do regional tinha o desejo de mostrar o quão é rico evangelizar nessa desafiante realidade. Por isso mesmo, realizá-lo foi para nós uma tarefa motivadora”, conta Lidiane Cristo, da coordenação nacional da PJ pelo Regional Norte 1.
Lidiane conta ainda que o ENPJ “mobilizou grupos, pessoas e instituições que abraçaram esse sonho junto com a Arquidiocese e o Regional”. “Hoje temos uma igreja jovem muito mais fortalecida. Conseguimos articular grupos de jovens e o povo continua animado com a proposta e a identidade da PJ. São heranças mais do que organizativas. Mas que estão marcadas para sempre no coração daquel@s jovens que participaram ativamente da construção desde sonho”, lembra a jovem manauara.
E 2018 está logo ali. Que o desejo do (re)encontro motive sua diocese a pensar a possibilidade de sediar o 12º. De Manaus, para onde vai o trem da história da Pastoral da Juventude em 2018…?
Clique aqui, baixe o Edital e converse com sua diocese. Quem sabe aí será a próxima casa da PJ do Brasil!
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Coordenação e Assessoria Nacionais da PJ se reúnem em Chapecó (SC)



No oeste catarinense, na atual sede da secretaria nacional da PJ, a cidade de Chapecó, os jovens da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude, juntamente com a Comissão Nacional de Assessores, se reuniram para mais um encontro de partilhas, trabalhos e deliberações. O grupo permaneceu de 8 a 12 de outubro, encerrando as atividades na mística da padroeira do Brasil: Nossa Senhora Aparecida.
Com quem já havia chegado, no dia 08 foram feitas duas visitas, em dois lugares de resistência nessa região: o Assentamento Dom José Gomes, terra conquistada há poucos anos e que conta com 30 famílias assentadas; e a área indígena Toldo Ximbangue, primeira área indígena demarcada no Brasil, e onde a conquista é marcada por ameaças de morte, emboscadas, e a conquista do povo Kaingang.
A pauta da reunião foi extensa, com destaque para o olhar o processo que está sendo construído desde janeiro de 2014, no pós-ANPJ de Belo Horizonte. Nesse contexto, uma avaliação dos quatro serviços em que a PJ nacional se organiza: coordenação, secretaria nacional, representação no CONJUVE, e comissão nacional de assessores/as.

Outro destaque foi a escolha do próximo local que acolherá a ANPJ, em 2017. Após a apresentação das candidaturas de dois regionais – o Sul 3 (RS) e Nordeste 1 (CE) – e análise dos pré-projetos de ambos, houve um bonito momento de mística para a escolha. O local escolhido foi o chão nordestino. Para a ANPJ também, já foram criadas as equipes de metodologia e de executiva, e distribuição dos/as coordenadores/as nacionais em diversas equipes de serviço.
O ano de 2016 será um ano muito intenso, com dois processos em curso: o de “fechar” o processo da ANPJ de 2014, e de iniciar o processo para a ANPJ de 2017. A equipe de metodologia construirá um caminho  a ser percorrido até a janeiro de 2017, buscando envolver todos os regionais, suas dioceses, e grupos de jovens.
E como sempre é tempo de chegadas e partidas, nessa reunião três membros se despediram do serviço da coordenação nacional: Murilo Rebouças (Nordeste 3 – BA e SE), Uilian Dalpiaz (Sul 4 – SC) e Matheus Fernandes (Sul 3 – RS). A eles, agradecemos muito pela vida dedicada a esse espaço. Da mesma forma, acolhemos 5 jovens que passam a integrar a Coordenação: Tiago Medeiros (Nordeste 3), Tiago Arcego da Silva (Sul 4), Débora Ghiel (Sul 3), Aercilon Carlos Andrade (Centro Oeste – GO e DF), e Cleuton Moraes (Norte 2 – PA e AP). Desejamos boas vindas e agradecemos pelo “sim” a esse serviço.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Carta aberta da PJ Nacional pela permanência do lugar da juventude no Governo Federal



“Nenhum jovem sem possibilidades!”
(Discurso do Papa Francisco aos Movimentos Populares na Bolívia)
A Pastoral da Juventude, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com mais de 40 anos de articulação nacional, com acúmulo histórico no debate de políticas públicas de juventude, e tendo capilaridade em todos os estados brasileiros, vem, por meio desta carta, se manifestar sobre a possibilidade de extinção da Secretaria Nacional de Juventude/SNJ e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens/ProJovem, ambos do Governo Federal.
Este ano se celebra dez anos da conquista e execução de políticas públicas de juventude no país, fruto da incansável luta dos diversos movimentos juvenis, dentre eles a Pastoral da Juventude, e também pela prioridade dada à agenda de juventude por parte do governo eleito nas urnas e nas ruas em 2002. Podemos citar alguns exemplos de investimento em ferramentas e políticas públicas de juventude que foram sendo desenvolvidas nesse tempo, desde 2005, com a aprovação da Política Nacional de Juventude (que criou a SNJ, o ProJovem e o Conselho Nacional de Juventude/CONJUVE): novas Universidades Federais, ProUni, Pronatec, FIES, Ciência Sem Fronteiras, Estação Juventude, inclusão do termo “juventude” na Constituição Federal, Estatuto da Juventude, Participatório, Conferências Nacionais de Juventude (2008, 2011 e 2015), e o Plano Juventude Viva.
Porém, o cenário político, social e econômico que estamos vivendo no Brasil e no mundo nos aponta inúmeros desafios, sobretudo de manter a estabilidade do país garantindo aquilo que é direito e conquista do povo. Diante das dificuldades, a solução, para alguns, parece ser clara: reformar a estrutura organizacional a fim de preservar a governabilidade, reduzir gastos cortando políticas públicas conquistadas na luta, e elevar a taxa de juros e impostos para aumentar a arrecadação e manter a máquina girando.
Antes de mais nada, queremos lembrar que nem a juventude, nem os povos tradicionais, os camponeses e as camponesas, as mulheres, os negros e as negras, os trabalhadores e as trabalhadoras, nem os e as pobres devem pagar a conta de uma política econômica que serve somente o grande capital!
Neste contexto todo, a juventude brasileira, que soma 26% da população compreendida na idade entre 15 e 29 anos, se vê jogada para escanteio com a possível extinção da Secretaria Nacional de Juventude, órgão de governo na esfera federal que representa essa parcela significativa da população do país. Além da SNJ, também há a possibilidade real da extinção do ProJovem, responsável por profissionalizar e incluir jovens no mercado de trabalho.
Em carta aberta divulgada em janeiro deste ano, nós da Pastoral da Juventude reafirmamos nosso compromisso evangélico de seguir cuidando e lutando pela vida em plenitude também na dimensão do diálogo político com o Governo Federal, por meio da SNJ. Na ocasião, reafirmamos ainda que, sempre quando a vida de nossos/as jovens estivesse ameaçada e em jogo, seríamos um dos primeiros a criticar com autonomia todo descaso e incoerência dada pela pauta em andamento. A juventude brasileira foi historicamente excluída das políticas de desenvolvimento do país, sendo, bem pelo contrário, alvo frequente de políticas genocidas e higienistas de uma sociedade politicamente incorreta – o que, para nós da Pastoral da Juventude, são sinais do Anti-Reino de Deus. Cada passo foi arduamente conquistado, e não admitimos retrocessos.
Não admitimos, devido a interesses políticos e econômicos, pôr em xeque a vida na sua integralidade, a histórica conquista de direitos sociais e as políticas de juventude. Em pleno ano que acontece a 3ª Conferência Nacional de Juventude, não queremos fazer o enterro simbólico daquilo que, para nós, deveria ser fator potencial de cuidado e promoção da vida da juventude brasileira, e de execução de políticas afirmativas e transformadoras.
O Papa Francisco fala na carta que nos enviou por ocasião do nosso 11º Encontro Nacional que “em todo tempo histórico se falou pejorativamente dos jovens, mas também em todo tempo foi essa mesma juventude que dava testemunho de compromisso, fidelidade e alegria”. E é por essa fidelidade evangélica à vida da juventude que, enquanto Pastoral da Juventude, repudiamos qualquer tentativa de rebaixamento do lugar da Juventude no Governo Federal. Isso será uma medida arbitrária que fere o grito que as juventudes ecoam nas ruas; e que caso aconteça, acompanharemos – não em silêncio – a inexecução de diversas políticas públicas de juventude que estão em andamento, e a perda de conquistas que ainda não estão consolidadas na sua plenitude.
O espírito da paz inquieta não nos deixará esmorecer na luta em defesa das juventudes, do seu protagonismo e contra toda e qualquer forma de violência e extermínio de jovens.
Não recuaremos! Não retrocederemos! Nenhum direito a menos!
Secretaria Nacional, Coordenação Nacional e
Comissão Nacional de Assessores/as da Pastoral da Juventude
Chapecó/SC, 16 de outubro de 2015.