quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013: Juventude em pauta



Passadas mais de duas décadas, a Campanha da Fraternidade (CF) volta a ter como tema a Juventude. Com sua vocação profética, a CF não teme denunciar as estruturas que causam a morte, sendo sempre, contudo, momento fértil de anúncio da Boa Nova, do Reino de Deus, da Civilização do Amor.
Assim como em 1992 (ano em que a CF teve como tema a Juventude), é urgente a atenção de toda a sociedade com a vida e as demandas de milhões de jovens do nosso país, que representam quase 30% dos 190 milhões de brasileiros/as. Em 2013, a Campanha da Fraternidade se propõe a“acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz”[1]. Assim, é necessário perguntarmos: como é a vida da população jovem? Quais são as suas grandes demandas?

Condição e Situação Juvenil

A concepção que se tem de juventude e de ser jovem é fruto de um determinado momento histórico, de determinada cultura, de determinadas relações sociais. A noção de juventude pode variar, inclusive, dentro de uma mesma época, dependendo do país, da sociedade, do universo cultural e de questões sócio-econômicas. Além disso, dependendo da área do conhecimento (principalmente na psicologia e na sociologia), há grandes dificuldades na distinção entre adolescência e juventude.
No Brasil, nos últimos anos, devido ao maior debate sobre políticas públicas de juventude, vem se buscando uma melhor definição do tema. Atualmente, considera-se jovem a população entre 15 e 29 anos de idade. Mas apenas a questão etária não é suficiente para abarcar a condição juvenil. Conforme a socióloga Helena Abramo, “trata-se de uma fase marcada por processos de desenvolvimento, inserção social e definição de identidades, o que exige experimentação intensa em diversas esferas da vida. Essa fase do ciclo de vida não pode mais ser considerada, como em outros tempos, uma breve passagem da infância para a maturidade, de isolamento e suspensão da vida social, com a ‘tarefa’ quase exclusiva de preparação para a vida adulta. Esse período se alongou e se transformou, ganhando maior complexidade e significação social, trazendo novas questões para as quais a sociedade ainda não tem respostas integralmente formuladas”.[2]
Porém, viver essa condição, ou seja, viver a experiência de todos esses processos não é algo homogêneo para todas as pessoas entre 15 e 29 anos. Se podemos pensar em uma condição juvenil (que, não esqueçamos, muda de acordo com a sociedade e com o momento histórico), temos que falar em situações juvenis, onde devemos considerar questões como a de gênero, classe, etnia, escolaridade, mundo do trabalho, expressão cultural etc.[3] Nesse sentido, não podemos falar em Juventude, mas em Juventudes, levando em conta, assim, as várias faces do ser jovem, variando com os inúmeros contextos e experiências nas quais os/as jovens estão inseridos, além das diversas formas que se manifestam, seus valores, suas concepções e seus sonhos.

CF 2013 e a Vida das Juventudes

O contexto de desigualdades que vivemos leva um imenso contingente de jovens à privação de direitos, de uma vida digna e de uma formação e desenvolvimento integrais. Já alertava e convocava a CNBB em 2007:
“Face à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. (…) Um desafio urgente é garantir que todos os jovens tenham acesso aos direitos fundamentais, numa sociedade marcada por profundas desigualdades sociais, regionais, raciais e de gênero.”[4]
Em todas as áreas sociais, as juventudes sofrem com a ausência ou a insuficiência das políticas públicas. Na educação, por exemplo, levantamento do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que 1,5 milhão de jovens são analfabetos[5]. Em relação aos/às jovens entre 15 e 17 anos, apesar de avanços nos últimos anos, 83% frequentavam a escola em 2011, mas cerca da metade não estava no ensino médio, de acordo com o IBGE[6]. Sobre o ensino superior, também considerando melhorias na última década, apenas 17,6% de jovens entre 18 e 24 anos cursam ou concluíram uma graduação, de acordo com o Censo da Educação Superior 2011 (MEC).
No mundo do trabalho, além de constatarmos a grande quantidade de jovens desempregados, observamos que eles recebem, comparativamente a outras faixas etárias, os menores salários em média, além de ocuparem, em sua grande maioria, os postos mais baixos. Essa situação fica mais aguda quando se trata de jovens mulheres e negras que recebem, em média, os mais baixos vencimentos.
As altas taxas de homicídio no Brasil e o encarceramento em massa atentam cotidianamente contra a promoção de vida digna para as juventudes, onde destacadamente sofre a juventude negra, empobrecida e moradora das periferias. A taxa de homicídios no Brasil vem se mantendo, considerando a população toral, nos absurdos 26 assassinatos por 100 mil habitantes. Segundo o Mapa da Violência 2012[7], tendo como base o ano de 2010, as taxas atingem números chocantes quando consideramos apenas a população jovem, especialmente na faixa entre os 20 e 25 anos. Entre os jovens brancos, a taxa chega à 37,3/100 mil. Já entre os jovens negros, a taxa alcança 89,3/100 mil. Ao mesmo tempo, jovens entre 18 e 29 anos representam mais de 260 mil pessoas do total de encarcerados no Brasil[8], vivendo em condições precárias e humilhantes, como superlotação de celas, ausência de materiais para higiene pessoal, falta de estudo e de trabalho de qualidades, situações diversas de violências, falta de atendimento médico adequado, entre outros.
É imperativo, portanto, transformar a realidade excludente que marca a vida de tantos/as jovens, construindo as condições sociais para que sejam Sujeitos de Direitos. Comungando com a história e a vocação da Igreja na América Latina[9], a CF-2013 é um grande momento de renovarmos a evangélica e profética opção pelos pobres e pelos jovens, caminhando junto com os povos que mais sofrem e construindo uma nova sociedade, pautada pela justiça social e pela fraternidade. Nesse sentido, a CF “Fraternidade e Juventude” destaca:
“Na cultura atual, a noção de ‘direito’ representa a perspectiva da promoção da igualdade efetiva. A função dos direitos é proporcionar garantias das condições para que grupos sociais, como a juventude, possam existir e se desenvolver segundo suas potencialidades e necessidades, sem discriminações e exclusões.
Em relação à juventude, é essencial buscar a igualdade de condições com a valorização da diferença para a manutenção dos direitos de forma plena e libertadora. O desafio é levar a sociedade a perceber os jovens como sujeitos de direitos e protagonistas na promoção e recepção das políticas públicas.”[10]

Quaresma e CF, tempo de conversão

A Campanha da Fraternidade, em todos os anos, é vivida intensamente (não exclusivamente) na Quaresma. O espírito do período quaresmal é, marcadamente, de tempo de conversão, preparação para a festa da Páscoa, onde a Vida triunfa sobre a morte.
A Campanha da Fraternidade, que ocorre desde 1964, nunca se omitiu em denunciar as estruturas de morte que atingem o povo. Seu objetivo sempre foi o de mobilizar a Igreja e o conjunto da sociedade na construção efetiva de uma sociedade que promova a vida, convertendo as ideologias e as estruturas sociais, políticas e econômicas que levam à morte. Podemos tomar como exemplos mais recentes, as últimas CF’s. No ano passado, em 2012, o tema “Fraternidade e Saúde Pública” contribuiu muito para a valorização do SUS e para reafirmar a importância da participação popular na gestão da saúde pública, atuando, especialmente, nos conselhos gestores. Em 2009, com o tema “Fraternidade e Segurança Pública”, a CF denunciou, entre outras coisas, o encarceramento em massa e pautou a necessidade de uma segurança pública baseada nos direitos humanos. No ano de 2003, o tema foi “Fraternidade e Pessoas Idosas”. Essa CF foi determinante, não nos esqueçamos, para a criação, naquele mesmo ano, do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003). Isso só para darmos apenas três exemplos da última década.
Nesse ano de 2013, somos chamados a manter esse legado da CF, de compromisso com a Vida e com o povo. Lembremos, assim, das palavras de Dom Leonardo Ulrich Steiner, quando diz que “a Quaresma deve, portanto, vir iluminada pelo desejo de conversão. (…) a CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de conversão pessoal, comunitária e social”[11]. Desse modo, somos chamados à conversão e ao compromisso pessoal com a causa juvenil, especialmente com a mais desfavorecida e empobrecida. Ao mesmo tempo, somos igualmente convocados à promover a transformação das realidades sociais, políticas e econômicas que não consideram os jovens sujeitos de direitos, em vista da construção de uma sociedade fraterna pautada na vida, na justiça e na paz.
Marcelo Naves,
Agente de Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo, SP

[1] CNBB, Campanha da Fraternidade 2013 – Texto Base, §4 – Objetivo Geral.
[2] ABRAMO, Helena W., O uso das noções de adolescência e juventude no contexto brasileiroin “Juventude e adolescência no Brasil – referências conceituais, org. Maria Virgínia de Freitas. São Paulo, Ação Educativa, 2005. p. 31.
[3] Para o debate sobre condição e situação juvenil, ver: ABRAMO, Helena W., Condição juvenil no Brasil contemporâneoin “Retratos da Juventude Brasileira – Análises de uma pesquisa nacional”, org. Helena W. Abramo e Pedro P. M. Branco. Ed. Perseu Abramo e Instituto Cidadania, 2005.
[4] CNBB, Evangelização da Juventude – Desafios e Perspectivas Pastorais, Documento 85, 2007, ed Paulinas, § 230 e § 234.
[8] Conforme InfoPen, junho de 2012. http://mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_cor.pdf.
[9] Cf. Conferências Episcopais Latino Americanas de Medellín (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007).
[10] CNBB, Campanha da Fraternidade 2013 – Texto Base, § 334 e § 335.
[11] CNBB, Campanha da Fraternidade 2013 – Manual, Introdução, p. 7.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Conflitos de terra, ameaças e violência são temas comuns para comunidades tradicionais


violencia maranhao27022013A cidade de Luziânia (GO) recebe nestes dias cerca de 120 representantes de comunidades tradicionais de todo o país para o debate das problemáticas enfrentadas, as histórias de resistência e as leis governamentais que regem a titulação de seus territórios tradicionalmente ocupados.
Durante o evento, tem grande espaço a reflexão sobre os territórios tradicionais: conflitos, ameaças e violências. É comum entre os participantes o desejo de fortalecimento da luta e das articulações. Em todos os depoimentos, ficou clara a necessidade de unificação dos movimentos e organizações sociais, bem como o fortalecimento das parcerias em prol do sucesso em suas reivindicações.
Segundo indígenas presentes no evento, os conflitos pelo território tem prejudicado, até mesmo, sua cultura e tradições. É o caso dos quilombolas do Rio dos Macacos, na Bahia, denunciam a ação da Marinha e a violência contra a comunidade. Eles são proibidos, inclusive, de cultivar a terra. Os que resistem acabam apanhando.
Com a assessoria do advogado do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Adelar Cupsinski, houve o debate sobre a Constituição Federal e os direitos das comunidades tradicionais. Entre eles, a convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que discorre sobre povos indígenas e tribais.
De acordo com informações do advogado, a Constituição precisa ser analisada como um todo. Os direitos das comunidades já estão implícitos na Carta Magna, mas precisam ser melhor definidos. Para ao Movimento Quilombola do Maranhão, dos 1.838 territórios quilombolas mapeados até o dia de hoje, somente 121 possuem título.
Fonte: CNBB e Cáritas Brasileira

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

30 anos depois... A Casa da Juventude morre ou continua?


Foto da capa

Estamos vivendo um dilema com pelo menos duas perguntas: a Casa da Juventude Pe. Burnier morreu ou continua a sua missão? As respostas podem ser duas ou mais. Eu digo que morreu a Casa que iniciou em 1984. A Casa nasceu para ser da juventude. Dizia um dos fundadores, Padre Albano, sj: "Não há espaço para a formação da juventude nesta Igreja, por isto, iniciamos este espaço, para formar lideranças”. A sua vocação primeira era formar líderes, portanto, pessoas que já estão engajadas em grupos, comunidades. Essas lideranças tiveram, na Casa, um espaço para se prepararem para atuar na Igreja e na Sociedade, por 29 anos. Nasceu para ser um Instituto de Formação, Assessoria e Pesquisa em juventude.
A Casa nasce com duas forças: a fé e a justiça. Gente de fé, comprometida com a transformação da sociedade. A construção deste espaço de formação foi assumida ao longo desta história com três sujeitos eclesiais: jesuítas, religiosas/os de outras congregações e leigas/os. As equipes foram testemunhas destes 30 anos. Na maioria do tempo, foram desafiadas a encontrar, na criatividade, caminhos para a realização dos projetos por causa dos poucos ou nenhum recursos e gestar, no conflito das ideias, os caminhos.
O espaço sempre encantou a juventude porque uma casa tão bonita para os/as jovens, em uma Igreja que não oferecia espaços aos jovens ou oferecia com muita desconfiança, era muito difícil de encontrar. Cada ano era uma conquista. As avaliações realizadas nos conduziram à convicção e compreensão de um projeto de mundo mais justo. Os estudos sobre a realidade da juventude – seu perfil e sua condição – indicava sempre novas fronteiras.
Os caminhos percorridos de compromisso com a juventude empobrecida levaram a Casa para vários lugares da Igreja do Brasil e do Continente. Obrigou muitos a estudarem com afinco sobre a realidade da juventude, nos conduziu por pesquisas que abriram nossas mentes e nosso olhar para entender o que estava já posto no projeto inicial. Assim como a formação de lideranças e suas exigências a partir dasexperiências de acompanhamento também são indicadores deste caminhar.
Entendemos que a Espiritualidade é primordial e que alimenta a causa, portanto, constituidora da mística. Percebemos que, para construir um mundo de justiça, era preciso cada dia maior fidelidade ao Mestre de Nazaré. Foi por causa de Jesus que entendemos que o caminho da Salvação passa pela cruz. E que este é fruto de um posicionamento político, marcado por uma intencionalidades, pelo chão onde pisamos. Em Jesus entendemos que o Reinado de Deus é marcado por estas escolhas. Também entendemos que estas escolhas têm consequências tanto no mundo da religião como na organização social, politica e cultural.
Por isto, quando a Casa da Juventude, em 2013, deixa de lado este caminhar e os projetos que estão comprometidos com esta travessia, está morta. O Instituto de Formação, Assessoria e Pesquisa desaparece e assume em seu lugar um Centro de Assistência Social. Estes líderes, organizados na Igreja e na sociedade, ficam sem Casa. Esse é o grito de milhares de jovens, adultos e instituições comprometidas com a causa da juventude.
Alguns vão insistir que a Casa continua. Os projetos sociais e de assistência continuarão, sim. Ninguém diz o contrário. Nem pode. Eles cumprem uma política nacional de assistência social, uma ação que congregações e boa parte da Igreja fazem neste país para cumprir as leis da filantropia. Não se trata de uma caridade destes grupos, mas de uma politica pública, de atendimento a pessoas empobrecidas. Aliás, essa é a vocação que boa parte da Igreja traz com ela: cuidar das mazelas produzidas por este sistema. Há, inclusive, muitos grupos e instituições das classes dominantes que apoiam. Ajudam a aliviar os efeitos de um sistema capitalista excludente. Nunca foi proibido. Foi sempre apoiado e incentivado. Há muita gente que gosta. E a pergunta é, faz bem? Sim, faz muito bem para muita gente empobrecida. E também para muita gente enriquecida pela concentração da riqueza nas mãos de poucos.
Esse projeto de atender as políticas de atendimento das condições mínimas, segundo a assistência social, iniciou na Casa em 2003. De lá para cá não podemos esconder o bem que foi feito. A Casa chegou muito mais perto da juventude empobrecida. Muitos jovens que passaram pelos projetos de assistência transformaram suas vidas. Hoje muitos deles/as são profissionais. Muitos jovens das Igrejas e comunidades tiveram melhor capacitação, atendidos por estes projetos . Porém, temos que considerar a trajetória desta sociedade na qual estamos vivendo depois de 1988, com a promulgação da Constituição. Muitas leis foram constituídas para que os direitos fossem garantidos e respeitados. Essas mudanças exigem que as instituições que, historicamente, prestaram esses serviços de filantropia prestem um serviço de qualidade e considere a pessoa na sua integralidade. Superem a ideia de "caridade”, sempre associada ao serviço das igrejas, aos pobres. Essas mudanças provocam reações e, em muitas delas, ressurge o desejo de voltar ao tempo onde esse dinheiro era administrado ao modo particular de cada instituição. Esta verba é pública, portanto, de todos/as, e este valor para cumprir essas políticas é controlado como qualquer verba pública neste país. Isto já sabemos, por isto, não dá para dizer que as decisões que tomamos são devido a este controle e vinculada a um modelo de sociedade e de sistema que nela impera.
A Casa e os cinco projetos que continuam não tem a trajetória dos 28 anos de um Instituto de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude. Tem uma trajetória de 10 anos . Poderíamos dizer que cumprem parte desta determinação da lei, exigida por este dinheiro administrado pela instituição. Por isto, não fazem nada mais que manda a lei. No seu tempo, Jesus chamou a atenção do grupo religioso que só cumpria a lei. O jovem rico contou a Jesus tudo que ele fazia. E Jesus disse, vai e vende tudo... porque Ele quer o coração, a disposição, o discernimento para o MAIS. O Jovem entendeu, porém, seu apego o impediu de seguir a Jesus.
Por isto, "cumprir a lei” nunca foi princípio da Casa que nasceu em 1984, preocupada com a defesa dos direitos humanos, em conhecer as fronteiras do Centro Oeste, em garantir a formação de lideranças com formação sólida em todas as dimensões, em preparar gente de coração aberto.
Por isto, dizer que a Casa continua nos obriga a perguntar: que Casa? Digo sem medo de errar: não é a Casa da Juventude, o Instituto de Formação, assessoria e pesquisa. É a Casa dos Jesuítas, por isto, mudando o sujeito central da Casa e a sua finalidade. A Casa anterior está morta.
Podem dizer que é preocupação com emprego, ou, ainda, despeito de quem saiu, incompreensão do momento que vive a instituição (por falta de orçamento ou ajuste legal). Podem, até, nos acusar de não respeitar os colegas de trabalho que continuam ou outras calúnias que temos ouvido. Porém, digo que estas preocupações também são pequenas ou individualistas. O que estamos refletindo é o fim de um Instituto de Formação, Assessoria e Pesquisa que fez diferença na história da Evangelização da Juventude, tanto dentro da Companhia de Jesus como na Igreja.
Instaurar divisão não é uma prática que se sustenta no Evangelho. Por isto, seguir comprometido com as pessoas e os jovens empobrecidos é uma exigência. Respeitamos e queremos o bem de todos os profissionais que continuam como funcionários da Casa. Reconhecemos seus valores e o seu compromisso com a juventude empobrecida. Sabemos que continuarão dando o melhor de si para manter os projetos que garantem a vida desta juventude, que busca, com sede, oportunidades. As manifestações em torno do encerramento dos projetos – pastorais, de pesquisa, de assessoria, de formação para a cidadania e de construção de uma economia solidária, de preparação para entrada nas universidades – não são contrárias às pessoas e projetos que permanecem. Refletir sobre o significado de perder uma referência em Direitos Humanos, de luta pela vida da juventude, por uma Igreja fiel e seguidora de Jesus são maiores que nossos projetos pessoais. Pensar os significado de decisões e de escolhas ou de caminhos para a construção de Outro Mundo possível envolve todas as pessoas, inclusive quem nunca esteve envolvido/a com o projeto da Casa da Juventude.
Por isto, nossa tarefa de educadores/as de jovens não é pensar somente em técnicas, projetos, dinâmicas... Ao contrário, nossa tarefa, é pensar caminhos de construção de um mundo marcado pela fé e pela justiça do Reino, no qual todos e todas serão incluídos/as como sujeitos. A Casa foi um instrumento desta construção pelo caminho que percorreu nestes 29 anos. Toca a todos/as nós continuar a construção de uma sociedade com intencionalidade política clara, assim como Jesus que anunciava o Reino com urgência.

Quaresma de 2013.
Carmem Lucia Teixeira
Socióloga e Mestre em Ciências da Religião, membro do Centro de Assessoria em Juventude – CAJU Assessoria, ex- colaboradadora da Casa da Juventude Padre Burnier por 28 anos, professora da Rede Pública, pesquisadora em Juventude, Assessora da CNBB (1998 – 2003), Assessora da Seção Juventude do CELAM (1999 – 2003), da Equipe de Elaboração do Marco Referencial da PJ Latino Americana de – 2008 – 2012 e consultora da Seção para o tema da juventude. Professora da Pós Juventude.... Autora e co-autora de alguns livros sobre a temática da juventude e materiais para grupos de jovens.

Fonte: Adital

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular!


“Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular” é o lema do 19º Grito dos Excluídos

Durante a tarde de hoje, 21, em São Paulo, a coordenação do Grito dos Excluídos acolhendo as sugestões de vários grupos, comunidades, dioceses, movimentos, sindicatos, definiu o lema da 19º edição do Grito dos Excluídos: Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular.
O Próximo encontro nacional dos articuladores e articuladoras do Grito acontecerá nos dias 26 a 28 de abril , em São Paulo.
O que é o Grito dos Excluídos?
É uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Constitui-se numa mobilização com três sentidos: Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social; Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.
É realizado em um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças. As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.
Semana Social e Grito dos Excluídos
O Grito é parte do processo da 5ª Semana Social Brasileira e no ano passado trouxe o lema: Queremos um Estado a serviço da Nação, que garanta direitos a toda população!
Sobre a participação da juventude a coordenação nacional da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) divulgou na última sexta-feira, 15, um vídeo com o objetivo de mostrar como os jovens brasileiros podem se mobilizar no debate do tema “O Estado para quê e para quem?”
Informações             [11] 2272-0627      , ou acesse www.gritodosexcluidos.org

Fonte: CEBI Jovem

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Juventude na 5ª Semana Social Brasileira



A coordenação da 5ª Semana Social Brasileira divulga mais um vídeo com o objetivo de mostrar o rosto jovem do Brasil. O vídeo pode ser visto no seguinte link:


Com uma população estimada em cerca de 53 milhões de habitantes, a juventude brasileira é parte essencial para a mudança das realidades que se buscam para um mundo melhor e mais justo.

"Muitos de nós estamos inseridos/as em diversas frentes de luta por questões relevantes para a juventude brasileira, mas é necessário provocar nos jovens o desejo especial por participar desta 5ª SSB, pois ela nos ajuda a aprofundar o que parece ser mais essencial, que é a discussão e a possibilidade de construção de um novo Estado. Precisamos compreender nosso papel fundamental no futuro, mas também no presente da sociedade brasileira, construindo juntos/as este novo jeito”, convoca o folder da Semana.

Com base nos problemas enfrentados pelos jovens de todo o Brasil é que a 5ª SSB quer trazer para o debate o que vem sendo construído nos mais variados campos de organização promovidos pelas juventudes. Neste sentido, o vídeo quer mostrar a cara dos jovens, como eles se organizam e o que fazem participar de processo políticos e de transformação dos modelos que geram a morte de jovens.

De acordo com a organização da 5ª SSB os/as jovens devem ser entendidos/as também como sujeitos/as protagonistas da construção de uma sociedade de fato fraterna, justa e solidária. A parcela que mais sofre é a juventude, pois vive uma situação de desemprego, precarização do trabalho, educação precária, violência e extermínio, predominantemente a negra.

Nesse contexto, o maior responsável por essa situação que se encontra a juventude é o modelo desenvolvimentista implantado no Brasil, cujas bases encontram-se no modelo de produção e consumo capitalista-imperialista.

"Este modelo está baseado na acumulação do capital, especialmente pelos bancos e multinacionais, que aliados aos governos, promovem voraz ataque às riquezas e ao território, provocando injustiças socioambientais e o empobrecimento da juventude rural e urbana, em especial os jovens negros, mulheres e indígenas. Sabemos que o governo brasileiro tem avançado quando se trata de Juventude. Conseguimos, ao longo dos últimos anos, grandes conquistas, que só foram possíveis com a mobilização das organizações juvenis de todo o país”, expressa o material da Semana.

5ª Semana Social Brasileira
A 5ª SSB é um processo nacional que está em curso desde 2011 em todo o Brasil e promove a participação ampla de pessoas e entidades, a abertura ao ecumenismo e diálogo inter-religioso, o pluralismo de ideias e valores, o exercício do debate democrático em todas as instâncias e o ensaio coletivo de iniciativas transformadoras.

Agenda Juventude
• 2013: Campanha da Fraternidade "Fraternidade e Juventude”;
• Primeiro semestre de 2013: Seminários e Semanas Sociais Regionais;
• 23 a 28 de julho: Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro;
• 02 a 05 de setembro de 2013: Semana Social Brasileira, a nível nacional.

Mais informações acessar:

Fonte: Adital

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Plenária da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira




Mais de vinte movimentos que organizam a juventude no Brasil participam de uma plenária em São Paulo, no sábado (23/2), a partir das 9h, no auditório do Sindicato dos Químicos. O encontro tem como objetivo preparar uma jornada de jutas unificada no final de março em todo o país.

Movimentos ligados à pauta da educação, cultura, mulheres, combate ao racismo, esporte, transporte, como UNE, CUT, MST, Levante Popular da Juventude, Casa Fora do Eixo, estarão presentes na plenária nacional, que discutirá políticas e lutas para avançar em direitos para juventude.
Esse articulação é considerada inédita no país e deverá consolidar as principais bandeiras e reivindicações e discutir instrumentos de luta dos jovens brasileiros para pressionar os governos federal, estaduais e municipais.
A jornada tem o ineditismo de ser construída coletivamente com diversos movimentos de juventude. A intenção é unificar a mobilização, luta e pressão por mudanças para atender necessidades urgentes dos jovens. Os movimentos começaram as reuniões em novembro.
A jornada de lutas está prevista para acontecer de 25 de março a 1º de abril. Estão previstas grandes mobilizações em dez capitais brasileiras (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre).

REIVINDICAÇÕES

Entre os grandes consensos está a necessidade de investimento de 10% do PIB brasileiro na educação pública, além de 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal também no setor educacional.

Outra pauta urgente e unificada é combate à violência e extermínio da população jovem e negra no Brasil, principalmente nas periferias das grandes cidades. Dados recentes do Conselho Nacional de Juventude mostram que, do total de homicídios no país, 70,6% das vítimas são negras e 53,5% são jovens com idades entre 15 e 19 anos.
 
O direitos ao trabalho decente para a juventude brasileira urbana e rural, com garantia de todos seus direitos e a possibilidade de conciliação das suas atividades à formação educacional e cultural.
A realização da reforma agrária tem destaque entre as reivindicações, como instrumento para o desenvolvimento com justiça social no país aliada com políticas públicas que garantam o direito dos jovens rurais em permanecer no campo, estudar e trabalhar.

Outro tema prioritário para o movimento é a democratização dos meios de comunicação no país, combatendo o domínio dos grandes grupos econômicos sobre o setor e promovendo as novas alternativas de redes e conhecimento livre, rádios e TVs comunitárias, novas mídias e internet.
AGENDA DO ENCONTRO
Durante a parte da manhã, os movimentos realizarão um debate sobre a conjuntura nacional e os impactos sobre a juventude. Na parte da tarde, serão planejadas, de forma mais aprofundada, as manifestações da jornada de lutas em diversas cidades brasileiras. Ao final, haverá atividade cultural, a partir das 18h, na Casa Fora do Eixo. 
O Sindicato dos Químicos fica na rua Tamandaré, 348, Liberdade. A Casa Fora do Eixo fica na rua Scuvero, 282, também no bairro da Liberdade.
 
MOVIMENTOS PARTICIPANTES
ABGLT
ANPG
Apeoesp
Associação Cultural B
Centro de Estudos Barão de Itararé
Consulta Popular
Ecosurfi
Enegrecer
FEAB Federação Paulista de Skate
Fora do Eixo
Juventude da CTB
Juventude da CUT
Juventude do PSB
Juventude do PT
Juventude Pátria Livre
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres
MST
Nação Hip Hop Brasil
Pastoral da Juventude
PCR
REJU
Rejuma
UBES
UJS
UNE
UPES
Via Campesina

SERVIÇO

Plenária Nacional de Lutas da Juventude
Sábado, 23 de fevereiro
Debates, a partir das 9h
Local: Sindicato dos Químicos (Rua Tamandaré, 348, Liberdade)
Atividade Cultural, a partir das 18h
Local- Casa Fora do Eixo (Rua Scuvero, 282, Liberdade)
Todas as atividades são abertas ao público

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

UNE
Artênius Daniel - (31) 9387.1105
Patrícia Blumberg (11) 9 9927.6171
MST
Luiz Albuquerque
CUT
William
  
Fonte: Teias da Comunicação (pj.org.br)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Abertura da celebração dos 40 anos da PJ

Seminário marcará a abertura da celebração dos 40 anos da

Pastoral da Juventude


A abertura do ano celebrativo dos 40 anos da PJ acontecerá durante a reunião da Coordenação Nacional da PJ, com a realização de Seminário refletindo sobre o caminho trilhado pela PJ nesses 40 anos de evangelização juvenil.
A atividade acontecerá nos dias 9 e 10 de março de 2013, na cidade de São Leopoldo/RS, na Paróquia São João Batista. Na ocasião também será lançado o Selo Comemorativo em vista da celebração dos 40 anos da PJ.
O Seminário terá início na tarde do dia 9/3 e terá seu encerramento com o almoço do dia 10/3. Na programação da atividade está prevista a realização de oficinas temáticas, rodas de conversas, mesa de debate e celebrações.
A atividade é aberta a todos que desejarem participar. Porém, as vagas serão limitadas e sujeitas à confirmação posterior. A inscrição será simbólica, no valor de R$ 5,00. Para enviar sua inscrição, basta acessar o link e preencher o formulário: http://migre.me/dn4ZI.
Informações sobre a atividade ou o processo de celebração poderão ser obtidas pelo e-mail:secretarianacional@pj.org.br ou na página www.pj.org.br.
           
A Pastoral da Juventude convida para que possamos construir juntos e juntas este belo caminho de vida, história e celebração!

Fonte: Equipe do Ano Celebrativo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Guarani Kaiowá de 15 anos é assassinado



O Kaiowá Denilson Barbosa, de 15 anos, morador da aldeia Tey'ikue, foi encontrado morto no domingo, 17, no município de Caarapó (MS), em uma estrada vicinal a sete quilômetros do perímetro urbano da cidade, com um tiro na cabeça. Segundo relatos de testemunhas, Denilson e outros dois indígenas estavam indo pescar no sábado, 16, quando foram abordados por três pistoleiros ligados ao proprietário e arrendatário de uma fazenda vizinha à terra indígena de Caarapó, onde foi criada uma reserva no início do século XX.


Os indígenas correram dos homens armados, mas Denilson acabou apreendido pelos pistoleiros e assassinado - segundo as testemunhas, além do tiro confirmado pela perícia criminal da Polícia Civil de Caarapó, o jovem Kaiowá levou mais um tiro na cabeça e outro no pescoço. Por questões de segurança, os nomes das testemunhas serão omitidos nesta reportagem.


Revoltados, familiares e moradores da aldeia enterraram o corpo de Denilson na fazenda onde ocorreu o assassinato, arrendada para a criação de gado e o monocultivo de soja. A comunidade também planeja realizar uma série de protestos para denunciar a ação violenta. Conforme o relato dos indígenas sobreviventes e as características da morte, os indícios apontam para execução.



Denilson, uma criança de 11 anos e outro indígena saíram no final de sábado para pescar no córrego Mbope'i, cuja nascente fica dentro da terra indígena, e que cruza fazendas do entorno. Quando se aproximaram de um criadouro de peixes, foram abordados por três homens armados. Os sobreviventes identificam os três indivíduos - entre eles, um paraguaio - como ‘funcionários' de um arrendatário da fazenda.


Os três homens atiraram contra os indígenas, que saíram em fuga do local. Dois deles conseguiram se esconder. Denilson caiu e ficou preso no arame farpado de uma cerca. Os três homens, então, o pegaram e passaram a desferir coronhadas na cabeça e no estômago do Kaiowá, mandando que ele se levantasse. Segundo os sobreviventes, quando se pôs de pé, Denilson foi alvejado com três tiros: dois na cabeça e um no pescoço.


Fazenda evacuada

Os dois sobreviventes, ainda escondidos, viram, na sequência, os homens colocarem o corpo de Denilson na caçamba de uma caminhonete. Após a saída do veículo, os indígenas voltaram à aldeia para relatar o ocorrido à família. Impactado pela notícia, o pai de Denilson decidiu ir até a fazenda procurar o filho. Ao chegar ao local, conforme relatou, o pai do jovem assassinado não encontrou ninguém. A fazenda fora evacuada.


O corpo de Denilson foi encontrado por um caminhoneiro - segundo os indígenas, também funcionário de outra fazenda da região - que circulava pela vicinal, próxima à reserva, por volta das 5 da manhã de domingo, 17. Os indígenas acreditam que, após o assassinato, os pistoleiros desovaram o corpo de Denilson em uma estrada longe da fazenda, num entroncamento conhecido como "Pé de Galinha".


Segundo a perícia criminal da Polícia Civil, Denilson foi encontrado com um tiro abaixo do ouvido. O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML), contudo, ainda não foi concluído. A Polícia já iniciou as investigações, mas não quis dar detalhes sobre o caso.


Segundo relatos, essa não foi a primeira vez que jagunços ligados ao fazendeiro atiraram contra os indígenas. Também, o problema da pesca é recorrente entre os Guarani e Kaiowá da Terra Indígena de Caarapó, onde vivem confinadas aproximadamente cinco mil pessoas em 3594 hectares de terra. Desde a criação do território indígena pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), em 1924, os indígenas precisam pescar fora da área reservada, onde só há nascentes de córregos, mas não há peixes, sofrendo pressões e ataques de fazendeiros.


As reservas são áreas de confinamento - e depois da Constituição de 1988 uma categoria de terra indígena - criado pelo SPI durante o processo de espoliação dos Guarani e Kaiowá em decorrência da colonização do então Estado do Mato Grosso. O confinamento é apontado por especialistas como uma das principais causas dos suicídios e, consequentemente, da luta pela terra de ocupação tradicional travada pelos indígenas desde o início da segunda metade do século XX.
 Fonte: CIMI - Conselho Indigenista Missionário