sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ofícios Divino da Juventude – Rezando nosso Horizonte



Pedimos com insistência que a Civilização do Amor logo seja realidade entre nós.”

Credo da Civilização do Amor.





No desejo de ajudar os grupos de jovens a se apropriarem mais das riquezas e belezas do documento “Civilização do Amor – Projeto e Missão” oferecemos esse conjunto de Ofícios Divinos da Juventude. São roteiros para ajudarem os/as jovens a conhecerem mais e rezarem os marcos e as orientações do documento. Com música, poesia, textos bíblicos, fragmentos da síntese do documento, preces, salmos e orações queremos rezar e celebrar nosso Horizonte. 
 

Oxalá esses Ofícios nos aninem a viver radicalmente, em nossos grupos de jovens, o que nos propõem o “Civilização do Amor”, para fortalecermos assim nossa missão com a juventude e sermos mais fiéis a Jesus, aos pobres e ao Reino. Com os/as jovens sigamos rumo ao Horizonte, guiados por Aquele que se fez Caminho, animados pelo Espírito na construção da Civilização do Amor.



Com carinho,



Fonte: Cajueiro

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Dom Romero será beatificado em El Salvador


São Salvador – A Igreja Católica salvadorenha anunciou domingo, 22, que a beatificação do Arcebispo de São Salvador, Dom Óscar Arnulfo Romero, será celebrada na Praça do Divino Salvador do Mundo, na capital do país. A data da cerimônia ainda não foi definida. 
O Arcebispo de São Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, leu o comunicado da Conferência Episcopal aos fiéis em coletiva de imprensa na Catedral Metropolitana, após a missa. 
  De acordo com Dom Escobar, o Governo salvadorenho prometeu que o dia da beatificação será ‘feriado nacional’.
O Papa Francisco aprovou em 3 de fevereiro o decreto que reconhece o martírio de Dom Romero em ‘odium fidei’, ou seja, que foi assassinado em 24 de março de 1980 por ‘ódio à fé’ e por isto, será beatificado sem a necessidade de um milagre. 
O Arcebispo assinalou que a Igreja católica espera que a beatificação de Dom Romero seja este ano, mas descarta a data de sua morte, 24 de março, considerada ‘muito próxima’ para os preparativos. “É muito difícil em menos de um mês preparar tudo... esperamos que o Vaticano o preveja e a data seja anunciada com antecipação”, indicou. 
Para realizar todos os preparativos da beatificação, a Conferência Episcopal estabeleceu quatro comissões especiais: uma central, uma executiva, uma de espiritualidade e uma mista. 
Dom Romero foi assassinado por um franco-atirador enquanto celebrava missa na capela do Hospital do Câncer Divina Providência de São Salvador e em março de 1994 seu processo de beatificação foi aberto no Vaticano. 
O Arcebispo mártir se caracterizou por sua defesa dos pobres e pelas denúncias de abusos contra direitos humanos nos anos anteriores à guerra civil em El Salvador (1980-1992)
Fonte: News.va

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Pastorais da Juventude realizam Ampliada Regional, em Ruy Barbosa

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Entre os dias 20 e 22 de fevereiro, as Pastorais da Juventude do Brasil do Regional Nordeste 3 (BA e SE), estiveram reunidas nas terras de Ruy Barbosa (BA), para a Ampliada Regional da PJB. Foram dias de mística, planejamento, partilha e comunhão entre as PJs específicas. Os trabalhos foram pensados sobre o tema “Somos Povo de Deus, Somos Igreja Popular, Somos gente nova construindo Outro Mundo Possível” e sobre o embalo do baião “Somos gente novo vivendo a união, somos povo semente de uma nova nação”. O local da Ampliada foi o Centro de Treinamento de Líderes.
As atividades iniciaram com a Mística de abertura, na sexta, trazendo elementos bem próprios da PJMP da Diocese que acolheu a Ampliada. Logo depois da Mística, foi realizado o momento do “ver” a realidade das PJs nas Regiões Pastorais de todo o Regional. Também foi feita a acolhida oficial, do bispo diocesano Dom André de Whitte.
O sábado começou com a Oração Matinal, que foi desenvolvida por jovens de diversas dioceses. Em seguida foram iniciados os trabalhos do segundo dia de Ampliada. Nas mesas que foram realizadas na manhã, tivemos participantes das CEBs, Catequese, CTP, Cáritas, além de assessores da PJ e PJMP. Esse foi o momento de partilhar as realidades eclesiais e sociais: a análise de conjuntura.
No sábado a tarde aconteceram as oficinas que foram ligadas aos seguinte temas: Igreja e Sociedade, Questão Agrária, CEBs e Evangelização da Juventude. As partilhas destes momentos de aprendizado e partilha foram feitos na Celebração das Luzes, na parte da noite. Ainda pela tarde, foram realizadas as reuniões das específicas e das Regiões Pastorais. A noite foi o momento do “celebrar”, com a Celebração das Luzes e a noite cultural.
O domingo foi iniciado com a Santa Missa, celebrada na Catedral de Ruy Barbosa, e presidida pelo bispo diocesano, Dom André de Whitte, que recordou a importância de acreditar na juventude e em seu protagonismo. Voltando para o local do encontro, lidas as cartas dos companheiros que não puderam estar presentes na ARPJB, e logo após a apresentação do trabalho das Regiões Pastorais. A parte da manhã dominical foi o momento do “agir”, onde foram apresentadas propostas para o trabalho da PJB nos próximos períodos, a partir do planejamento na Ampliada anterior. Por fim, foi rezada a Mística Final e o envio para as Dioceses.

Fonte: Pastorais da Juventude do Brasil - Regional Nordeste 3

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade 2015 é aberta oficialmente

Secretário-geral da CNBB, dom Leopoldo Steiner (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
“Por ser Igreja, todo batizado é povo de Deus, está ali no meio da sociedade, no meio de todas as pessoas, ajudando na transformação, pessoas que levam os valores do Evangelho, levam os valores do Reino", disse o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, durante a abertura da Campanha da Fraternidade 2015, ocorrida hoje, 18, na sede da instituição, em Brasília.  Na ocasião, foi lida a mensagem do papa Francisco à Igreja no Brasil por ocasião da CF 2015 e da Quaresma. Francisco faz uma reflexão sobre o tema da Campanha, “Fraternidade: Igreja e sociedade”, e o lema, “Eu vim para servir".
 Em sua fala, dom Leonardo Steiner recordou que a CF 2015 resgata dois importantes documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II, encerrado há 50 anos: a Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição Pastoral Gaudium et Spes. 
Outro aspecto ressaltado por dom Leonardo a respeito dos objetivos da CF 2015 é a postura da Igreja e dos cristãos na sociedade como “presença viva de Jesus”. Ele desejou que a iniciativa da CNBB ajude o povo brasileiro a ser uma “Igreja atuante e sem medo, que dá o rosto, dá os valores, o que tem de melhor”.
O secretário geral da CNBB pediu, ainda, aos cristãos "atuantes e desejosos de transformação" para se engajarem na Campanha pela Reforma Política e Democrática. Informou que alguns bispos assumiram como ação concreta da CF 2015 o recolhimento de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. 
Na linha da promoção da pessoa, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, recorreu ao tema para afirmar que o Estado deve estar à serviço da sociedade, contribuindo para a “emancipação das pessoas”, a fim de que sejam “sujeitos de suas próprias vidas e histórias”. Ao lembrar uma passagem do Evangelho de São Lucas, em que Jesus exorta os discípulos para que o que governa “seja como o servo”, o ministro apresenta uma dimensão da política. “Estas palavras de Jesus nos colocam em face das relações  humanas e, por conseguinte, da política. Aqui a política emerge como serviço às pessoas, à sociedade, especialmente aos mais pobres, lembrando sempre a opção preferencial que a Igreja fez pelos pobres”, ressaltou.
Com desejos de uma campanha “frutífera, profética e de muito anúncio e promoção do diálogo e da Paz”, a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Bencke, afirmou que a temática proposta desafia as igrejas a adotarem uma “ética global de responsabilidades” que fortaleça os direitos dos povos, privilegie a solidariedade internacional e supere os egoísmos confessionais e nacionais. “Liberdade, direito, razão e dignidade humana fazem parte do nosso papel missionário e o tema deste ano nos ajuda a refletir sobre esse nosso papel enquanto igrejas e religiões”, disse.
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícios Furtado Coelho, destacou o refrão do hino da CF 2015. “A luta por dignidade, por justiça e por igualdade é o elo que deve nos unir”, disse. Para ele a igualdade não se dá apenas no tratamento formalmente igualitário de todos perante a lei, “mas por uma igualdade concreta, que se visualiza na proteção do mais necessitado, no acolhimento do mais pobre, que são medidas necessárias e urgentes para que possamos ter uma igualdade real, uma igualdade de fato”.
O advogado também falou sobre a iniciativa pela Reforma Política Democrática. “Esta coalizão, integrada por quase 100 entidades da sociedade, parte do pressuposto de que a reforma política passa, necessariamente, por mudanças nas regras eleitorais, sobretudo no tocante ao seu financiamento, por melhoria na representação do povo nos postos políticos, pelo fortalecimento da democracia participativa, por meio dos preceitos constitucionais do plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular”, informou.
Mensagem do papa
Em mensagem enviada à Igreja no Brasil, o papa Francisco recordou a Constituição Lumen Gentium e afirmou que a Igreja, enquanto “‘comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade’, não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor”. Num recorte da Gaudium et Spes, salientou que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.
No período da Quaresma, o papa Francisco propôs um exame de consciência para que, a partir de sua Doutrina Social, a Igreja realize suas tarefas prioritárias “que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano”. Francisco também destacou a necessidade do envolvimento de todos os cristãos. “É preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integra-se plenamente na sociedade, isto supõe estar atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-los”, escreveu.
Fonte: CNBB

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015



« Fortalecei os vossos corações» (Tg 5,8) 

Amados irmãos e irmãs!

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo 4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação,  gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.
1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26)– A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentámos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem. A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  Verifica-se  isto  quando  ouvimos  a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos,  nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que,  com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence  a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. « Assim, se um membro sofre,  com ele sofrem todos os membros; se um membro  é  honrado,  todos  os  membros  participam  da  sua  alegria » (1 Cor12,26). A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas  santas, aquilo que cada um possui, não o reserva  só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo  mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não  poderíamos jamais, com as nossas simples forças,  alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para  que todos nos abramos à sua obra de salvação.
2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9)– As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada
(cf. Lc16,19-31)? Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direcções. Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus. Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não  é triunfante, porque deixou para trás as tribulações  do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes  pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido  definitivamente a indiferença, a dureza de coração  e  o  ódio,  graças  à  morte  e  ressurreição  de  Jesus.  E, enquanto esta vitória do amor não impregnar  todo o mundo, os Santos caminham connosco, que  ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria  no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena  enquanto houver, na terra, um só homem que sofre e  geme, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da  Igreja:  « Muito  espero  não  ficar  inactiva  no  Céu;  o
meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas  almas »  (Carta254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no  nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua  alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de  força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho  d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A  Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a  cada homem, até aos confins da terra (cf.Act1,8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã  pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo  que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom  para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os  lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se  tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!
3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)– Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir. Que fazer para não nos  deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos  a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda  a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e  14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com  gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de  nós como a quem está longe, graças aos inúmeros  organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.
Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31).  Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil.  Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!

Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de  Outubro de 2014

Fonte: Rádio Vaticana

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

“A Igreja está a serviço das pessoas”, afirma dom Leonardo

Neste ano, são comemorados os 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, um dos eventos mais marcantes da Igreja no século XX. A reunião episcopal foi realizada de outubro de 1962 a outubro de 1965. No Brasil, eventos para celebrar o cinqüentenário vêm sendo realizados no último triênio. Para 2015, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe uma reflexão mais ampla sobre o Concílio, por meio da Campanha da Fraternidade (CF), que será aberta oficialmente, em âmbito nacional, na Quarta-Feira de Cinzas, 18 de fevereiro, às 10h45, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.  O tema “Fraternidade: Igreja e sociedade” e o lema “Eu vim para servir” abordam a relação entre a Igreja e a sociedade à luz da fé cristã e dos documentos do Concílio Vaticano II. 
De acordo com o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, o tema é bastante aberto e provoca uma “debate sobre a participação e atuação dos cristãos na vida social”.
O objetivo almejado pela CF 2015 é aprofundar, a partir do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.
A Campanha também quer fazer memória ao caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, para identificar e compreender os principais desafios da atualidade; apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da Doutrina Social da Igreja; apontar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral; aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.
Além disso, a Campanha propõe ainda buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de levar a Boa Nova a cada pessoa, cada família; atuar profeticamente, com base na evangélica opção preferencial pelos pobres, para um desenvolvimento integral da pessoa e a construção de uma sociedade justa e solidária.
Documentos que inspiraram a CF
A CF 2015 parte de dois pressupostos fundamentais para a vida cristã, também centrais no Concílio Vaticano II: a auto-compreensão da própria Igreja; e as implicações da fé cristã para o convívio social e para a presença da Igreja no mundo. O papa Paulo VI havia expressado isso em duas perguntas feitas na abertura da segunda sessão do Concílio: Igreja, que dizes de ti mesma? Igreja, dizei qual é a tua missão?
A proposta desta edição é baseada nas reflexões sugeridas pela Constituição Dogmática Lumen Gentium e na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que tratam da missão da Igreja no mundo.
Conforme dom Leonardo, os presidentes das comissões pastorais da CNBB acharam muito importante ter uma campanha que abordasse esses dois documentos para estabelecer, portanto, uma reflexão entre a sociedade e a Igreja. “Essa Campanha procura lembrar que a Igreja está a serviço das pessoas, ela não quer privilégios. Até porque a Igreja é mais do que uma estrutura, ela é cada cristão, cada batizado, que está inserido na sociedade por meio do trabalho, das instituições e diversas ações. Queremos refletir essa presença da Igreja na sociedade”, destaca o bispo.
O documento conciliar Lumen Gentium (A luz dos povos) revela a auto-compreensão da Igreja, formada por todos os que aderem a Cristo pela fé no Evangelho e pelo batismo. Assim, mais do que uma instituição juridicamente estruturada, a Igreja é um imenso “povo de Deus”, presente entre os povos e nações de todo o mundo, não se sobrepondo, mas inserindo-se neles. 
A partir dessa visão, a Igreja passa a superar uma das grandes questões assumidas pelo Concílio, a visão dicotômica Igreja-mundo. Isto se desdobra no esforço da Igreja para abrir-se ao diálogo com o mundo; de estabelecer uma relação com as realidades humanas; acolher o novo e o bem; partilhar as próprias convicções; contribuindo para o bem comum e colocando-se a serviço do mundo.
Essa nova postura é expressa na Constituição Pastoral Gaudium et Spes (A alegria e a esperança), aprovada e promulgada em 1965, por Paulo VI, às vésperas do encerramento do Concílio. Neste texto aparece a visão cristã sobre o mundo e o homem, sua dignidade, existência e vocação, e ainda reflete sobre a comunidade humana e as relações sociais, o sentido do trabalho e da cultura e sobre a participação da Igreja enquanto povo de Deus inserido na sociedade, na promoção do bem de toda a comunidade humana.
Em seus pronunciamentos, o papa Francisco recorda sobre a importância da Igreja estar a serviço de seu povo. Fala de uma Igreja em saída, comunidade samaritana, e afirma que a Igreja não pode se omitir, nem abster de dar sua contribuição para a reta ordem ética, social, econômica e política da sociedade.
A Campanha da Fraternidade retoma então essas reflexões do Concílio, para propô-las novamente, no contexto brasileiro, durante o ano de 2015, especialmente no período quaresmal de preparação para a Páscoa.
Abertura
Em âmbito nacional, a cerimônia de abertura da CF 2015 ocorrerá na próxima quarta-feira, 18. Será transmitida ao vivo, diretamente da sede da CNBB, em Brasília, pelas emissoras católicas de rádio e televisão.  O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá o evento. Estarão presentes representantes do governo e de entidades da sociedade civil. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias de Sousa; o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho; e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pastorais da Juventude lançam cartaz da Semana da Cidadania 2015

Arte do cartaz de 2015 é de autoria do baiano Aurélio Fred
Arte do cartaz de 2015 é de autoria do baiano Aurélio Fred

“Juventude, Mídia e Sociedade”: esse é o tema da Semana da Cidadania de 2015, que será realizada de 11 a 18 de abril pela Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). O cartaz traz os elementos da temática, que vai abordar a discussão da Comunicação e da Mídia na Sociedade Brasileira. O responsável pela arte é o baiano Aurélio Fred.
O artista ressaltou que tentou mostrar um olhar de utopia e esperança. “Esse cartaz mostra a utopia de quando nos deparamos com a questão da comunicação, pois hoje é muito difícil você ver na TV povos de realidades diferentes. Por exemplo, um palestino e um judeu se abraçando ou negros e índios apresentando programas. E você também pode ver na TV do cartaz uma mensagem de paz: o papa soltando as pombas. Por isso que pensei a arte como algo utópico, porque tanto TV, jornais ou rádio não mostram o que a gente gostaria de ver”, destaca Aurélio.
No início de março as Pastorais da Juventude lançam o Subsídio. Serão lançados ao mesmo tempo vários tipos de materiais para uso dos grupos em diferentes etapas: de 01 a 15 de março será utilizado uma proposta de Roda de Conversa; já para 16 a 31 de março será lançado um Roteiro de Encontro; para a Semana da Cidadania, a ideia é a realização de mobilizações e gestos concretos que também serão propostos nos materiais. Um roteiro de Ofício Divino da Juventude também será divulgado para uma Celebração após a vivência da Semana.
A Secretária Nacional da PJ, Aline Ogliari, explicou que as Pastorais pensaram em dinamizar ainda mais a Semana da Cidadania. “Com esses materiais poderemos contribuir para que nossos grupos vivenciem a Atividade antes, durante e depois, inclusive celebrando os ecos de tudo que for feito”, afirmou.
O lema escolhido é uma fala de Francisco: “A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria”. Para a reflexão, foi escolhida a iluminação bíblica: “Anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade” (Mc 16, 15b).
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A Cura da sogra de Pedro (Marcos 1,29-39)

Aproximando-se, ele a tomou pela mão e a fez levantar-se (1,29-39)

A passagem do evangelho segundo Marcos proposta para este final de semana está claramente dividida em três partes.

A cura de uma mulher para a diaconia, o serviço (1,29-31)

No Evangelho segundo Marcos, a primeira cura realizada por Jesus é a expulsão de um espírito impuro de um homem que está sob o domínio de escribas e da sinagoga de Cafarnaum, cidade onde Jesus foi morar, ao iniciar sua missão (Marcos 1,21-28). A lei imposta pelos escribas na sinagoga e no templo, além de ser um peso na vida das pessoas (cf. Mateus 23,1-4; Lucas 13,10-17), impedia que se pensasse e agisse orientado pelo Espírito de Deus. Pois, no dizer de Paulo,“a letra mata, o Espírito é que dá a vida” (2Coríntios 3,6). Por isso, Jesus salva as pessoas dessa força demoníaca que cria dependência e não liberta. 

“Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João para a casa de Simão e André” (Marcos 1,29). Convém lembrar que, mais do que frequentar o templo, Jesus prefere as casas, prefere o encontro com povo nos caminhos. Ali, todas as pessoas têm acesso ao encontro com Deus. No templo, só podiam entrar os sacerdotes.

Esta narrativa relata a 2ª cura de Jesus, conforme Marcos. Agora, é a sogra de Simão que está doente (Marcos 1,30). Logo que soube, dirigiu-se à cama em que ela estava. Três coisas chamam a atenção. 1)“Ele aproximou-se” (Marcos 1,31). Mais que procurar quem é o próximo, Jesus se torna próximo. 2)“Tomando-a pela mão”, Jesus faz algo fundamental para quem trabalha com pessoas doentes e com quem está na exclusão. Valorizando o toque, o abraço, Jesus valoriza sobremodo as pessoas debilitadas. 3) Jesus “levantou-a”. Enquanto estava deitada, essa mulher não podia ser sujeito com agir próprio. Dependia de outras pessoas. Colocá-la em pé faz dela uma diácona, uma pessoa livre para servir. “E ela se pôs a servi-los”. 

Convém lembrar que, se em Marcos a primeira pessoa curada foi um homem (Marcos 1,21-28), a segunda foi uma mulher. Jesus tratava as mulheres com a mesma dignidade com que se relacionava com os homens. Assim como tinha discípulos, tinha também discípulas. Quando Marcos menciona as mulheres que foram com ele até a cruz, cita Maria Madalena, Maria e Salomé, além de muitas outras mulheres que o seguiam, serviam e subiram com ele para Jerusalém como verdadeiras discípulas (cf. Marcos 15,40-41).

E o que nos resta senão também colocar-nos em pé e, com a força do Espírito de Jesus ressuscitado, tornar-nos pessoas livres para servir?

A prática de Jesus liberta de doenças e de possessões (1,32-34)

Naquele dia, depois do pôr do sol e junto à porta da casa de Simão e de André, Jesus ainda curou muitas pessoas enfermas e expulsou demônios, isto é, forças contrárias a Deus e que diminuem a vida de quem está sob seu domínio. As duas curas realizadas anteriormente, a do homem possesso e a da mulher enferma, são símbolos de toda prática libertadora de Jesus. E é prática que não para. Mesmo o sol já posto, Jesus continua libertando pessoas enfermas e endemoninhas.

A proibição de "falar, pois sabiam quem ele era" (Marcos 1,34) faz parte da intenção teológica de Marcos. Ele quer evitar a ideia de Jesus como um messias triunfalista, para reforçar a fé em Jesus como o ungido pelo Espírito de Deus (Marcos 1,10) que vence, aos poucos e de forma humilde como o servo sofredor, as forças contrárias ao espírito do Reino. Por isso, Marcos apresenta Jesus insistindo em que não se divulgue o seu messianismo aos quatro ventos. A proibição se estende aos demônios (Marcos 1,25.34; 3,12), às pessoas curadas (Marcos 1,44; 5,43; 7,36; 8,26) e a seus apóstolos (Marcos 8,30; 9,9), reservando essa revelação somente para o momento da cruz e pela boca de um estrangeiro: "Na verdade, este homem era Filho de Deus" (Marcos 15,39).

Senhor, Deus da vida, 
ajuda-nos a acolher a tua graça que cura e liberta das enfermidades, 
dos desejos egoístas e do consumismo individualista. 
Ó Deus, livra-nos dessas forças que nos seduzem 
e arrastam como possessão demoníaca, 
forças que nos dominam e impedem de sermos pessoas livres 
para, como criaturas novas, colaborar contigo 
no serviço ao teu Reino de justiça, a exemplo da mulher que curaste.

De onde vem as forças para a nova prática de Jesus? (1,35-39)

Depois de um dia de atividades salvadoras e que vão noite adentro, Jesus descansa para estar com as energias renovadas para mais um dia de serviço à vida. Mas não basta novo vigor físico. Algo mais profundo é necessário. 

Por isso, ainda de madrugada, Jesus se retira para um lugar deserto e ali cultiva sua íntima comunhão com o Pai, o Deus libertador do Êxodo. É que vai ao deserto, lugar por onde Deus guiou seu povo para a liberdade e "lá, ele orava" (Marcos 1,35).

A comunhão com o Pai é o segredo da força de Jesus na solidariedade com as pessoas mais desprezadas de sua época, entre elas as doentes e as possessas por todas as forças de alienação e que não permitem que sejam sujeitos de suas vidas. A intimidade com o Pai, essa espiritualidade de comunhão profunda com o sagrado, faz de Jesus uma pessoa radicalmente livre. A oração é a fonte onde Jesus bebe do mais puro Espírito que sustenta sua ação emancipadora junto às pessoas em estado de dependência, seja em relação às enfermidades, seja em relação às forças que nos alienam, impedindo-nos de sermos filhas e filhos livres e com dignidade.
Ó Deus, 
concede-nos a graça que permite esvaziar-nos do espírito individualista, 
das forças que geram discórdia, exclusão e sofrimento. 
Senhor, que teu Espírito libertador do deserto nos transforme e impulsione, 
tal como moveu Jesus de Nazaré, 
ao ponto de sermos sempre mais semelhantes a ti, 
pessoas livres para o serviço da vida, 
da cura e de tudo que domina como possessão em nossas mentes e corações. 
Amém!
 
 
Fonte: Ildo Bohn Gass

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Seja bem vindo, Dom Zanoni!



Os baianos são conhecidos como acolhedores. O povo de Feira de Santana o é ainda mais. Foi por causa desse coração amável que os católicos da Arquidiocese esperaram a nomeação de um Arcebispo Coadjutor. Todos perguntavam pelo nome. Eu nada podia dizer, porque nada sabia.

O GRANDE dia chegou e o anúncio do nome de Dom Zanoni Demettino Castro foi recebido com entusiasmo desde os primeiros instantes da proclamação. Coube a mim a graça de, na manhã do dia 03 de dezembro do ano passado, às 8 horas, na residência episcopal, em coletiva com a imprensa, anunciar o nome de Dom Zanoni. Ele foi enviado a Feira de Santana pelo Papa Francisco por vê-lo ornado de qualidades e por considerá-lo destacado em questões pastorais. Será apresentado à comunidade neste dia 6 de fevereiro, às 20 horas, na igreja Santo Antônio, bairro Capuchinhos.

O ARCEBISPO Coadjutor terá direito sucessório ao Arcebispado de Feira de Santana, quando eu pedir a renúncia, que pelo Direito Canônico devo solicitá-la ao completar 75 anos, em 27 de agosto deste ano. Enquanto aguardo a resposta do papa Francisco, continuarei servindo ao povo de Deus e cumprindo a programação prevista com o mesmo entusiasmo e alegria como se fosse o primeiro dia de meu Episcopado.

COMPETE ao Arcebispo Coadjutor assistir ao Arcebispo em todo o governo da Arquidiocese e o substituir quando estiver impedido ou ausente (cf. Cân. 405,§ 2); exercer suas funções em união de ação e intenção, de trabalho e espíritos, com o Metropolita (cf. Cân. 407, § 3); celebrar pontifícais e outras funções do Arcebispo, sempre que for solicitado por este (cf. Cân. 408, § 1). Dom Zanoni vem, portanto, com a missão de colaborar no serviço administrativo e pastoral da Arquidiocese

SOMOS profundamente gratos a Dom Zanoni, pelo sim dado a Deus, às ovelhas do seu rebanho e à Província Eclesiástica de Feira de Santana formada pelas dioceses de Barra, Barreiras, Irecê, Juazeiro, Paulo Afonso, Rui Barbosa, Bonfim e Serrinha. Desejamos continuar ouvindo a sua voz de bom pastor que insiste em repetir "ECCE MITTE ME" (eis-me aqui, envia-me) testemunhando com sua própria vida o que escolhera como lema de seu episcopado.

NA ALEGRIA da acolhida, uno-me à voz dos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos (as) de todos os católicos que dizem com vigor renovado: Pode entrar Dom Zanoni. A casa é sua! Venha com fé e confiança na Mãe de Jesus e na Senhora Santana, padroeira de nossa Arquidiocese. Temos convicção de que é "bendito o que vem em nome do Senhor" ( LC 13,35).

Autoria: Dom Itamar Vian

Fonte: Arquidiocese de Feira de Santana

PJ da Arquidiocese de Feira realiza Assembleia e elege nova coordenação

Entre os dias 30 de janeiro e 01 de fevereiro, a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana esteve reunida em Assembleia Arquidiocesana, para avaliar, planejar e celebrar o caminho percorrido nos últimos anos. Esta Assembleia teve como tema "Mira este lugar, desejo aberto para te acolher", e como iluminação bíblica "Mestre onde moras? Vinde e Vede". 
As atividades iniciaram na sexta a noite, com a Mística de abertura, onde os jovens rezaram o Ofício Divino da Juventude, conduzido por Erik Nascimento, da Coordenação Arquidiocesana. Neste momento os jovens falaram a realidade que veem em seus grupos de base, comunidade e paróquias, e rezaram a iluminação evangélica da Assembleia, em consonância com o 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude, que se realizou dias antes na cidade de Manaus (AM). 

No sábado rezou-se o Ofício da manhã, e a formação ficou por responsabilidade de Thaise Alves, que ajudou na PJ desta Arquidiocese, e Lu Vieira que é da Paróquia de São Gonçalo. Relacionando a temática Identidade da PJ, com o tema da Assembleia, aconteceu uma formação baseada no diálogo e na dinamicidade. Na parte da tarde, a assessora arquidiocesana, Ir. Jovelina Oliveira, trouxe elementos do Plano Pastoral, que foi elaborado pela Coordenação Arquidiocesana. Depois desse momento, a plenária se dividiu nas 5 foranias da Arquidiocese, para poder sugerir atividades para serem acrescentadas no Plano Pastoral. Logo após esse momento foi celebrada uma Missa, presidida pelo Padre Paulino, SJ, que recordou que a PJ tem que sempre fazer o percurso da avaliação, para perceber qual a forma de trabalhar que devemos ter na conjuntura atual. 

Por fim, o domingo foi o momento das deliberações. Logo após mística inicial do dia, as Foranias se reuniram novamente para indicar nomes para a Coordenação Arquidiocesana e Coordenação das Foranias, e suas respectivas assessorias. Foram eleitos para a CAPJ  para o período 2015-2016: Lúcio Gomes (Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Forania 1), Ramon Lima (Paróquia Todos os Santos, Forania 2), Larissa Aragão (Paróquia Nossa Senhora do Resgate, Forania 3), Lizandra Santana (Paróquia Nossa Senhora dos Humildes, Forania 4) e Agnaldo Araújo (Paróquia Nossa Senhora da Purificação, Forania 5). Para a Assessoria Arquidiocesana foram eleitos: Lu Vieira (Paróquia São Gonçalo do Amarante) e Padre Paulino, SJ, que reside no Noviciado Nossa Senhora da Graça, em Feira de Santana. Também foram eleitos os coordenadores de 3 foranias, e suas assessorias. 

No fim da Assembleia foi realizada uma Mística de Transição, onde a coordenação anterior trouxe símbolos da PJ para serem entregues a atual coordenação. Foram momentos de emoção,  e esperança na continuidade da caminhada pjoteira na Arquidiocese de Feira de Santana.  


Fonte: Erik Nascimento, Articulação da PJB no Sub Regional 3

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Partilha do 11º ENPJ, por Aline Ogliari

Coordenação Nacional da PJ e Comissão Nacional de Assessores em foto oficial
Coordenação Nacional da PJ e Comissão Nacional de Assessores em foto oficial
Os dias vivenciados pela Pastoral da Juventude na cidade de Manaus/AM deixaram marcas profundas em todos que se envolveram com a realização dessa importante celebração na caminhada da PJ. Foi a primeira atividade nacional da Secretária Nacional, Aline Ogliari. A jovem rezou e meditou todos os acontecimentos desse tempo de preparação.
Fonte: Pastoral da Juventude Nacional