quinta-feira, 31 de julho de 2014

Coordenação Regional da PJB se reúne em Salvador

No último final de semana (26 e 27 de julho), esteve reunida a Coordenação Regional das Pastorais da Juventude do Brasil, no bairro de Vila Canária, em Salvador. Foram discutidos inúmeras temáticas pertinentes às juventudes das terras de Bahia e Sergipe. Os trabalhos foram iniciados com uma mística que foram trazidos nomes de pessoas que contribuíram na caminhada das PJs de nosso Regional Nordeste 3. Importante ressaltar que esta foi a reunião de transição da articulação atual, com a anterior.

O primeiro assunto abordado, foi a conjuntura eclesial, onde tivemos algumas modificações de estrutura no regional, entre outros aspectos. Logo depois se falou da realidade de cada uma das especificas presentes em nosso regional. Uma coisa em comum, é a rearticulação , a nível de regional, que está acontecendo em cada uma das Pastorais da Juventude (PJ, PJMP e PJ) sempre tentando a melhor maneira de comunicação com as dioceses e as bases, e com a instância nacional. São luzes nesse caminho, os Congressos Nacionais da PJR e da PJMP, a Ampliada Nacional e o Encontro Regional da PJ, bem como a articulação dos Grupos de Produção e Resistência, da PJR.

Também foram partilhadas as atividades e articulações das Regiões Pastorais (RPs) do nosso regional. Ao todo são 6 RPs, sendo que somente uma não esteve presente (RP 6; Sul da Bahia) e a RP 2 (Sergipe) não tem articulador neste momento. Outra pauta importantíssima foi o que discutiu o nosso tão sonhado Centro de Juventude. Em breve teremos mais informações sobre este.

No domingo de manhã toda a coordenação participou juntamente com a comunidade Cristo Libertador, da celebração da Eucaristia, momento de agradecer a Deus pela presença em nossas vidas, grupos, comunidade e lutas. Voltando ao trabalho, discutiu-se a questão financeira ds PJB Regional e nas RPS. Ficou decidido que a Ampliada Regional da PJB (a ser realizada da Diocese de Ruy Barbosa), deverá retomar o Plano Político Pastoral da PJB NE3, e que haverá um formulário com questões sobre o uso desse subsidio nas dioceses. Conversou-se também sobre a campanha pelo Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberania Popular, que também cresce continuamente na BA e SE, e que as PJs a nível nacional já abraçaram. Discutiu-se também o cenário politico, que neste ano tem a particularidade de ser um ano eleitoral a nível de estado e nação.  Por fim, marcou-se as próximas reuniões da CRPJB, e se fez a mistica de envio.

Fonte: Pastorais da Juventude – Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Disponibilizado subsídio do DNJ 2014

Comissão para Juventude propõe caminho a ser seguido para a celebração do DNJ.
Comissão para Juventude propõe caminho a ser seguido para a celebração do DNJ 2014
O Dia Nacional da Juventude (DNJ) será celebrado oficialmente no terceiro domingo de outubro. Com o tema “Feitos para sermos livres, não escravos” (CAPYM, 430) e a iluminação bíblica “Eis o que diz o Senhor: Praticai o direito e a justiça, e livrai o oprimido das mãos do opressor” (Jr 22, 3a), a celebração quer dar continuidade ao trabalho da Campanha da Fraternidade deste ano. Desde já, a Comissão para a Juventude sugere que os jovens se preparem para o evento. A comissão propõe um caminho a ser seguido, que vai desde a Jornada Diocesana da Juventude, que ocorreu em maio, até o DNJ. Esse processo quer  proporcionar a unidade de todos os grupos em vista do fortalecimento da missão, levando os jovens a dar uma continuidade no trabalho de Evangelização (foto).
O Dia Nacional da Juventude
O DNJ segue uma tradição semelhante à da Campanha da Fraternidade, acentuando a dimensão social da fé, enfocando os problemas que afligem a juventude. Várias dioceses brasileiras já comemoram o DNJ. A proposta é que os assessores, coordenadores e animadores da Pastoral da Juventude utilizem o tema da Campanha da Fraternidade. O referido estudo, depois de refletido das mais diversas formas, deve culminar em uma pesquisa e mapeamento das formas de tráfico e exploração humana que se fazem presentes em cada uma das realidades específicas. O objetivo é que se tome consciência da realidade em que se está inserida cada juventude.

Sobre o subsídio do Dia Nacional da Juventude 2014
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A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da CNBB, lança o subsídio para o Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2014, que tem como lema “Feitos para ser livres, não escravos”, retomando a temática do tráfico humano, abordada na Campanha da Fraternidade.
São sugeridos momentos preparativos e celebrativos, que podem ser adaptados à realidade de cada grupo, além de fomentar a reflexão e pistas de ação para o combate ao tráfico de pessoas.

Baixe o subsídio
Fonte: Jovens Conectados

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Pastoral da Juventude continua no Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)


Foto: A Pastoral da Juventude continua no Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)! 

A confirmação veio na Assembleia de Eleição, que foi realizada no Carlton Hotel, em Brasília nesta quarta-feira (23). Ao todo serão 40 organizações da sociedade civil com representação para os próximos 2 anos. A PJ ocupará a cadeira representada pelo jovem goiano, Samuel Werneck. 

Em janeiro de 2014 delegados e delegadas da Pastoral da Juventude de todo o Brasil discutiram a importância da presença da PJ no Conjuve, durante a Ampliada Nacional de Belo Horizonte. O grupo deliberou que a PJ iria pleitear a cadeira e que a Coordenação Nacional ficaria responsável de discernir o nome que ocuparia a vaga, caso ela fosse confirmada. Em março deste ano, em reunião da CN na cidade de Goiás, além do nome do Samuel também foram indicados: Gil Kairós Neto – Piauí, Bruna Monalisa – Minas Gerais, Matheus Lesina – Rio Grande do Sul e Tiago Arcego da Silva – Santa Catarina.
 
A nova gestão do Conjuve toma posse no mês de agosto, em data ainda a ser divulgada. O atual representante da PJ no Conselho, Edgar Mansur, participou do processo de eleição e destacou a importância da Pastoral da Juventude no Conselho. “A PJ quer ser voz dos que não têm voz e, por isso, levantamos no Conjuve a bandeira contra a violência e extermínio de jovens. Essa luta hoje nos faz ser reconhecidos pelo trabalho realizado nos grupos de base em todo Brasil”, relata. 

A PJ terá na suplência a representação da Pastoral Juvenil Marista. Sigamos nessa nova missão, que não falte ternura e profecia para lutar pela garantia de direitos para a juventude e por mais vida.
A confirmação veio na Assembleia de Eleição, que foi realizada no Carlton Hotel, em Brasília nesta quarta-feira (23). Ao todo serão 40 organizações da sociedade civil com representação para os próximos 2 anos. A PJ ocupará a cadeira representada pelo jovem goiano, Samuel Werneck. 


Em janeiro de 2014 delegados e delegadas da Pastoral da Juventude de todo o Brasil discutiram a importância da presença da PJ no Conjuve, durante a Ampliada Nacional de Belo Horizonte. O grupo deliberou que a PJ iria pleitear a cadeira e que a Coordenação Nacional ficaria responsável de discernir o nome que ocuparia a vaga, caso ela fosse confirmada. Em março deste ano, em reunião da CN na cidade de Goiás, além do nome do Samuel também foram indicados: Gil Kairós Neto – Piauí, Bruna Monalisa – Minas Gerais, Matheus Lesina – Rio Grande do Sul e Tiago Arcego da Silva – Santa Catarina.

A nova gestão do Conjuve toma posse no mês de agosto, em data ainda a ser divulgada. O atual representante da PJ no Conselho, Edgar Mansur, participou do processo de eleição e destacou a importância da Pastoral da Juventude no Conselho. “A PJ quer ser voz dos que não têm voz e, por isso, levantamos no Conjuve a bandeira contra a violência e extermínio de jovens. Essa luta hoje nos faz ser reconhecidos pelo trabalho realizado nos grupos de base em todo Brasil”, relata. 

A PJ terá na suplência a representação da Pastoral Juvenil Marista. Sigamos nessa nova missão, que não falte ternura e profecia para lutar pela garantia de direitos para a juventude e por mais vida.

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

sábado, 19 de julho de 2014

Ampliada das CEBs avalia 13º Intereclesial

Representantes dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participam da  5ª Reunião Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que se realiza entre os dias 18 e 20 de julho, na Casa de Retiros do Instituto São Boaventura, em Brasília.
Estão presentes o bispo de Tocantinópolis (TO) e referencial das CEBs na CNBB, dom Giovane de Melo, e o arcebispo de Londrina (PR), dom Orlando Brandes.
De acordo com o assessor Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, um dos objetivos da reunião é “lançar um olhar na caminhada das CEBs em vista do  14º Intereclesial das CEBs, que acontecerá em Londrina". 
A reunião irá, ainda, avaliar o 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, ocorrido de 7 a 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, no estado do Ceará. O encontro, que acolheu em torno de quatro mil participantes, discutiu o tema “Justiça e Profecia a serviço da vida” e o lema “Romeiras do Reino no Campo e na Cidade”.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Entidades discutem projetos de reforma política

O bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação, dom Joaquim Giovani Mol, participou de reunião, no dia 16, para tratar dos projetos de Reforma Política apoiados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e alguns organismos ligados à entidade. O encontro, realizado na sede da Conferência, em Brasília (DF), concluiu que as duas iniciativas caminharão juntas.
 Os projetos que foram objetos de debate têm como objetivo modificar o cenário político do Brasil, com mais transparência e moralidade nos processos eleitorais e de governo. São eles: o projeto de lei de iniciativa popular, conduzido pela Coalizão Democrática para a Reforma Política e Eleições Limpas, e o Plebiscito Popular para convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para Reforma Política, liderado pela Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiros.
Na reunião, em que estiveram presentes membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiros e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), foi decidido que será enviada uma carta para explicar às entidades que as duas propostas podem ser desenvolvidas paralelamente e em conjunto. Em agosto, haverá um seminário para as organizações que conduzem os projetos.
Também foi estabelecido que, de 1 a 7 de setembro, será promovida a “Semana Nacional pela Reforma Política”. Na ocasião serão distribuídos por todo país pontos para coleta de assinaturas e votos para o plebiscito, em um ato conjunto dos dois projetos.
Saiba mais
O projeto de lei de inciativa popular para Reforma Política é uma iniciativa da CNBB e da OAB que deu origem à Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas, apoiada por quase cem entidades e por 170 parlamentares.
O projeto pretende proibir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas, com implantação do financiamento público e de pessoas físicas, ambos limitados; adotar o sistema eleitoral proporcional em dois turnos, no qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido; promover a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos, para aumentar o número de representações femininas nas casas legislativas, que hoje é de apenas 9% dos parlamentares; e fortalecer os mecanismos de participação popular como Plebiscito, Referendo e Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
A outra mobilização é o Plebiscito Popular. Trata-se de uma iniciativa da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiros, apoiado por diversas Pastorais Sociais e busca recolher votos para fazer com que haja a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para Reforma Política. A mobilização, segundo consultores da Semana Social Brasileira, pode ajudar no trabalho de educação política, com esclarecimento à população sobre o funcionamento dos poderes públicos e processos ali desenvolvidos.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Metodologia e Executiva se reúnem em Manaus para preparar o 11º Encontro Nacional da PJ


“No encontro das águas partilhamos a vida, o pão e a utopia”… São nas remadas para o 11º Encontro Nacional da PJ, a ser realizado entre os dias 18 a 25 de janeiro de 2015, que os grupos de trabalho de Metodologia e de Executiva se reuniram em Manaus/AM para seguir na preparação do Encontro. Junto às equipes locais, bonitos e importantes passos foram dados sob a orientação do objetivo geral do encontro: “Celebrar a caminhada da Pastoral da Juventude, re-visitando o Mestre, a partir do olhar dos jovens e da Igreja Amazônica”.

Dom Sérgio Castriani, arcebispo de Manaus, esteve presente em um dos momentos da reunião. Em suas palavras, disse que a Arquidiocese acolhe com muita alegria o encontro da Pastoral da Juventude, e que assume ele como uma atividade de responsabilidade de toda a Igreja local. Motivou ainda para que o processo seja muito bonito, bem como as atividades da semana do encontro, e desde já, deu as boas vindas para que a PJ Nacional faça morada nesse chão.

Na reunião, houve a partilha do que fora construído até então pela organização local e pela equipe nacional. A partir disso, foram construídas as etapas do processo a ser feito até janeiro, como a elaboração de subsídios de preparação – com roteiros de encontros para os grupos de jovens, celebrações – a mobilização local, escolha da logo, oração, hino e cartaz oficiais do 11º ENPJ. 

O Encontro acontecerá no Colégio La Salle, que comporta em média 600 pessoas. Essas vagas já foram distribuídas entre os 18 regionais da CNBB, onde a PJ tem organização, além das vagas da Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores/as. Nesse sentido, outro ponto importante discutido foi o período de inscrições, que será no prazo de 1º a 30 de setembro, no valor de R$ 115,00.

Fonte: Pastoral da Juventude Nacional

terça-feira, 15 de julho de 2014

Que a democracia se pinte de povo: Plebiscito Constituinte Já!

Sabemos que nas duas últimas décadas – que não estão muito longe – a conjuntura para os movimentos da esquerda social e partidária foram extremamente desfavoráveis, podemos verificar essa assertiva a partir de várias evidências como a quantidade diminuta de greves, a perda de direitos trabalhistas, criminalização da pobreza e dos movimentos sociais e privatizações que, em resumo, condicionaram o que chamamos de descenso nas lutas de massa no Brasil.
Já na primeira metade da década de 2000, tivemos a oportunidade de ver um arremedo do projeto da esquerda brasileira ser colocando em campo, mas que no máximo conseguiu se efetivar como uma mudança para manter, na maioria das vezes, o que mais temíamos – privatizações, criminalizações dos movimentos sociais etc. – e isso ocasionou um “melhorismo” decrescente com o passar dos anos. É evidente que as alianças com partidos de todas as montas ideológicas e a conjuntura internacional e nacional desfavoráveis contribuíram para a não efetivação de mudanças estruturais.
Todas e todos nós sabemos que não estamos mais num período de ofensivas neoliberais sem resistência, mas, isso não significa dizer que avançamos para a estrada que nos levará à superação das nossas necessidades históricas – reforma agrária e urbana, saúde e educação pública de boa qualidade, transporte público gratuito e de qualidade, jornada de 40h semanais, reforma tributária, 10% do PIB para educação pública, democratização dos meios de comunicação, anulação do leilão da Vale, Petrobras 100% estatal.
O motor que supostamente dizia levar essas necessidades ao seu destino se mostra a mais de duas décadas que não tem e nem mesmo terá condições de aproximar o povo brasileiro do seu horizonte histórico. Essa falta de capacidade para cumprir as promessas foi também o que nos levou às ruas em junho de 2013 - continua levando e continuará, muito provavelmente - pois o “melhorismo” nos colocou em outro patamar de exigências e percepção da realidade, principalmente do sistema político brasileiro – segundo a pesquisa do Ibope de junho a agosto de 2013 80% da população brasileira apoiava um reforma no sistema político.
O que vivenciamos durante as “jornadas de junho” foi uma típica crise de representação, porém não é de qualquer representação que estamos falando, mas sim da representação de um congresso que existe apenas para se manter no poder e realizar os projeto dos empresários, banqueiros, donos dos meios de comunicação, latifundiários etc. e seus projetos pessoais como é o caso dos lacaios do PMDB a reboque da “múmia” José Sarney.
A Crise de representação é a rejeição aos meios de comunicação demonstrada em todas manifestações de junho e julho do ano passado, porque a Globo, SBT, BAND, RECORD, Revista VEJA e todos os outros similares nunca nos representou, nunca representará o povo indígena que cotidianamente é roubado e massacrado, nunca representará o povo negro os quais sempre ocupam apenas as cozinhas e favelas e morte de “morte matada e de morte morrida” nas favelas, nas novelas, nunca representou nem mesmo nunca representará as mulheres que são sempre tratadas como mercadoria, não representa nem mesmo nunca representará os movimentos sociais que são sempre colocados no banco dos réus sem direito a defesa, essas mesmas emissoras insistem em dizer que a cada dia mais “somos um só”.
É perceptível que as “jornadas de junho” como uma “topada em uma grande pedra” nos arremessou para frente, pois as vitórias ainda que parciais nos colocaram com outras necessidades e possibilidades e potencializou a nossa coragem de exigir condições dignas de vida.
Mas também temos algumas questões que devemos analisar e aprender com as “jornadas de junho”, por exemplo, as revindicações/demandas de categorias/setores devem sempre estar atreladas indissociavelmente à luta pelo poder, todavia as greves e as manifestações que cotidianamente tem acontecido continuam pautando “apenas” demandas específicas – salários, transporte público, copa do mundo.
Admitimos, sim, que a Copa do Mundo no Brasil nos traz problemas monstruosos, mas também somos conscientes que a não realização da Copa no Brasil não mudará a vida do povo brasileiro, não alterará a correlação de forças, não fará o avanço das consciências, no máximo seria um fato político histórico, isso não significa dizer que não tem importância, ou que seja totalmente esvaziada de significado político.
Por isso, não podemos continuar indo às ruas sem uma bandeira política como foi o caso das “jornadas de junho”, pois sabemos muito bem que se não tivermos uma bandeira política a direita capitaneada pela rede Globo e afins terão, como tiveram quando nos empurraram “goela a baixo” a PEC 37 e a corrupção como se as mesmas fossem a panaceia para o povo brasileiro.
Há necessidade de continuarmos nas ruas lutando por nossas bandeiras históricas, pelo “simples” fato de que tudo que nos levou às ruas em junho de 2013 continuam nos oprimindo e negando uma vida digna ao povo brasileiro, ou tem alguém achando que conquistamos efetivamente alguma coisa além da coragem de nos revoltarmos contra aqueles que nos exploram e oprimem?
Mas, afinal, onde esbarram as nossas reivindicações? Por que a reforma agrária não sai? Por que os 10% do PIB para educação pública não é aprovado? É como uma charada sem resposta.
O sistema político brasileiro – Executivo, Legislativo e Judiciário – não nos permitem sermos soberanos, não permite decidirmos sobre nosso destino. O sistema político brasileiro é como uma “caixa preta” do poder no Brasil, enquanto não  for aberta não conseguiremos avançar politicamente para a tomada do poder, por isso dizemos que a reforma do sistema político através de uma Assembléia Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político brasileiro é a bandeira política para os lutadores e lutadoras do povo brasileiro.
Afirmamos isso porque política não se faz apenas com desejos e quereres, muito menos só com amigos íntimos, precisamos estar sempre atentos às condições objetivas do movimento real da vida. “Expliquemos: em política, o que deve ser considerado não é a existência de determinadas classes, mas sim sua disposição de lutar por seus interesses de classe [...] [...] é na prática política concreta que se podem definir as forças sociais reais com as quais o processo revolucionário pode contar.” Marta Harnecker (2012).
Portanto, isso implica na necessidade de firmamos uma ampla unidade na luta, assim como foi nas grandes mobilizações da década de 80 no Brasil, no Plebiscito Popular CONTRA a ALCA e em todas as vitórias populares na América Latina – Cuba, Nicarágua, El Salvador, Venezuela, Bolívia -, é por isso que o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político pode ser uma nova meta-síntese para a esquerda social e partidária brasileira não apenas para a realização doPlebiscito Constituinte, mas, sim para o próximo período.
Vinícius Luduvice membro do Comitê Estadual do Tocantins do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e Pesquisador associado do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais – Seção Tocantins
Fonte: Site do Plebiscito Popular

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Escola da Juventude tem a sua 3ª etapa realizada


Neste final de semana foi realizada a 3ª etapa da Escola da Juventude Dom Hélder Câmara, na Chácara Santo Inácio, em Feira de Santana/BA. O encontro começou na sexta pela noite, com a acolhida. Começando os trabalhos tivemos uma visita de integrantes do Comitê Municipal (Feira de Santana) para a Campanha pelo Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva, uma campanha pela Reforma Política deste país, no qual movimentos e pastorais sociais se integram Brasil afora. Logo depois tivemos a nossa mística inicial. 
No sábado os trabalhos foram iniciados com a reza do Ofício Divino da Juventude; logo após começamos nossa formação sobre Organização da PJ, com a pjoteira, que já foi da coordenação e assessoria da PJ Arquidiocesana, Neide Santos. Importante nesse tema salientar como a organicidade da PJ depende profundamente dos grupos de jovens. No sábado à tarde, tivemos a formação sobre Novo Testamento, com a nossa assessora Irmã Jovelina. Nessa temática fica forte a necessidade de se conhecer a integração dos livros do NT e salientar que neste se encontra a completude do Primeiro Testamento. E pela noite tivemos a Santa Missa e a cultural foi inspirada no rock (o dia do rock foi celebrado no dia 13 de julho). 
No domingo ficamos com a facilitação de nosso ex-assessor Macico, que nos contou um pouco sobre o Seguimento de Jesus, baseado no Evangelho de Marcos, mas não esquecendo que o nosso seguimento enquanto jovem da PJ se realiza em nossa vivência na comunidade e no grupo de jovens. 

Fonte: Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Feira de Santana

terça-feira, 8 de julho de 2014

Religiosidade e cultura marcam a 37ª Romaria da Terra e das Águas de Bom Jesus da Lapa (BA)

Cerca de 6 mil pessoas estiveram presentes na 37ª Romaria da Terra e das Águas, realizada no Santuário de Bom Jesus da Lapa (BA), entre os dias 4 e 6 de julho. O evento teve como tema "Libertar a terra é defender a vida" e foi organizado pelas dioceses de Bom Jesus da Lapa, Barra, Barreiras e Irecê, arquidiocese de Vitória da Conquista, Comissão Pastoral da Terra e movimentos sociais. 
A programação começou na sexta-feira, 4, com  missa de abertura presidida pelo bispo de Barreiras (BA) e administrador apostólico de Bom Jesus da Lapa (BA), dom Josafá Menezes da Silva. Os bispos de Barra, dom Luiz Flávio Cappio; de Irecê, dom Tommaso Cascienelli; e o arcebispo de Vitória da Conquista, dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, concelebraram a Eucaristia.
Cinco plenários temáticos sobre questões enfrentadas na Bahia fizeram parte das atividades do sábado, 5. Os participantes também realizaram uma Via Sacra do Santuário até as margens do rio São Francisco. Lá, fizeram o gesto concreto de coletar o lixo jogado no Cais, simbolizando a necessidade de se preservar as bacias hidrográficas e reivindicando ações mais concretas para a recuperação dos rios. Ao final do dia, uma “Noite Cultural” integrou os milhares de romeiros.
Os resultados dos debates ocorridos nos plenários temáticos foram apresentados no domingo, após a Missa da Ressurreição, na Grande Plenária. Os participantes aprovaram, ainda, uma carta sobre o evento. 
Ao final do encontro,  dom Josafá presidiu a celebração de envio, estimulando os romeiros a continuarem na  luta nas comunidades.
Carta da 37ª Romaria da Terra e das Águas ao Bom Jesus da Lapa
“Libertar a terra é defender a vida.”
“A igreja da Lapa foi feita de pedra e luz.” Assim cantam os romeiros e romeiras no Santuário do Bom Jesus da Lapa. Nós da 37ª Romaria da Terra e das Águas, cerca de 6.000 pessoas dos vários cantos da Bahia e também de Minas Gerais, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro, tomamos deste canto popular tradicional a inspiração para comunicar às comunidades, às organizações populares e movimentos sociais, às igrejas, às autoridades e à sociedade brasileira, as pedras e as luzes que esta romaria identificou em nossa caminhada de fé e luta. Pedras de tropeço, dureza, peso, dificuldade, mas também firmeza, teimosia, resistência. Luzes que iluminam o chão da caminhada e também o horizonte da chegada, o fim do túnel, a alvorada do Reinado de Deus, que é Amor, Justiça e Paz em tudo e todos. Em cada momento de nossa romaria, da celebração de abertura à de envio, na via sacra de Cristo e do povo e do corpo do mundo, nos cinco plenarinhos temáticos, no ritual da penitência, no ofício de Nossa Senhora e no grande plenário conclusivo, perpassaram o desejo premente e o compromisso inadiável da terra livre e da vida em abundância.
Pedras. Multiplicam-se e se agravam os aprisionamentos e flagelos em que a terra e as gentes se debatem: desistência da reforma agrária e má vontade em reconhecer, demarcar e titular os territórios dos povos e comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, fundos e fechos de pasto), nos cerrados, caatingas e mata atlântica; tráfico de pessoas e trabalho escravo; exploração sexual de jovens e crianças; degradação do rio São Francisco e de outras bacias hidrográficas. São consequências de um modelo de vida, de economia, de política e de sociedade, que vende a ilusão de que é capaz de combinar velhas e novas formas de crescimento incessante com garantia dos direitos humanos e da natureza, altas taxas de lucro com mínima inclusão social, expansão da produção e dos mercados com redução do aquecimento global, bancada ruralista com agricultura familiar, alimentação saudável e respeito aos territórios dos povos e comunidades tradicionais. Um modelo em franca expansão através de empreendimentos favorecidos pelo Estado, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, o Porto-Sul, o Pólo Naval na Baía de Todos os Santos, a Transposição do Rio São Francisco e outros, a serviço do agro e hidronegócio, das mineradoras, dos parques eólicos, das imobiliárias. No mesmo sentido, vão os instrumentos jurídicos levados no Congresso Nacional, como Propostas de Emendas Constitucionais, Projetos de Leis e Portarias Ministeriais que tentam suprimir direitos duramente conquistados, em nome do crescimento e da exportação sem limites.
Luzes. São iluminados e iluminadores os que não se rendem e persistem na luta pela terra e pelos territórios, os movimentos e organizações sociais que não se atrelam a governos e empresas, as Comunidades Eclesiais de Base que insistem em juntar “fé e política, justiça e profecia a serviço da vida”, a infância protegida, a juventude do campo e da cidade que não se deixa seduzir pela banalidade da vida atual e os que defendem as águas e todos os bens da terra. Disse a romeira Dona Sônia, “o que a gente quer ainda não está inteiro, mas não abrimos mão da metade”. Continuamos a sonhar com o mundo liberto e a vida plena os que buscam uma educação contextualizada, a valorização do saber popular e ancestral e o diálogo e a unidade na luta dos vários movimentos e organizações do campo e da cidade.
“Não deixem a profecia morrer”, nos pedia Dom Hélder e nos repetia Dom Tomás Balduino, falecido recentemente. Animados e animadas pelo testemunho deles e tantos companheiros e companheiras fiéis lembrados nesta romaria, lutamos para reverter este processo de destruição do planeta e das vidas nele existentes, na construção de uma outra sociedade baseada em relações igualitárias, descentralização do poder e profundo respeito à natureza. Nenhum progresso é justo e desejável se o bem-estar de uns requer a exploração e a miséria de outros. LIBERTAR A TERRA É DEFENDER A VIDA!
Bom Jesus da Lapa, 06 de julho de 2014.
Fonte: CNBB e CPT Nacional

quarta-feira, 2 de julho de 2014

CNBB publica Estudo sobre a participação dos leigos na Igreja e na sociedade

Divulgação/EdiçõesCNBBFoi publicado pelas Edições CNBB o texto de Estudos nº 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Tema prioritário aprovado durante 52ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” pretende animar o laicato na compreensão de sua atuação como sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos. Ainda no título, encontra-se a passagem do Evangelho de São Mateus, que convida os discípulos de Jesus serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (cf. Mt 5, 13-14).
 O texto, baseado no método ver-julgar-agir, divide-se em três capítulos: “O Mundo Atual: Esperanças e Angústias”, “O Sujeito eclesial: Cidadãos, Discípulos e Missionários”, e “A ação Transformadora na igreja e no Mundo”. 
De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os leigos são “mulheres e homens que ajudam na construção do Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profética, serviçal, maternal”.
Para o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, o texto de estudos quer restabelecer o sentido da vida e da existência. “Todo cristão leigo e leiga tem um papel decisivo também na Igreja, presente no seu testemunho de vida e coerência de se apaixonar por Jesus Cristo. E nesta paixão, neste amor, no seguimento a Ele, buscar também caminhos para transformar a sociedade”, afirmou.
A expectativa da Comissão Episcopal para o Laicato é que o texto seja estudado nas dioceses para receber novas contribuições e, depois, surja um documento que traduza a razão da presença dos leigos na Igreja e na sociedade.
A publicação pode ser adquirida pelo site www.edicoescnbb.com.br ou pelo televendas (61) 2193-3019.
Estão disponíveis no site da CNBB uma sugestão de estudo do texto e uma ficha de emendas para envio das contribuições.
Fonte: CNBB