sexta-feira, 20 de julho de 2012

1º Seminário da Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, gera discussões no meio acadêmico, religioso e social


Aconteceu ontem (19) o 1º Seminário da Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. O evento ocorreu na UEFS, durante toda esta quinta. Durante a manhã tivemos a presença de Pedro Américo, representando o Mandato do Deputado Estadual Yulo Oiticica, e discutiu sobre a atuação da FUNDAC, a questão do jovem infrator, enfocando em Feira de Santana.
Continuando as discussões, tivemos a presidente do Conselho Estadual de Juventude (CEJUVE), Michelle Vieira, falando sobre o que é a Campanha, como ela foi concebida e como está sua organização em todo o país. Logo depois quem tomou a palavra foi o Jocivaldo dos Anjos, militante do Movimento de Jovens de Antônio Cardoso e membro do Conselho Estadual de Juventude (CEJUVE), e abordou sobre a questão da violência e extermínio contra a juventude negra. Depois quem tomou a palavra foi o jovem Gildásio Andrade, militante da Pastoral da Juventude Rural, e do Levante Popular da Juventude, que nos facilitou a compreensão de como se dá a violência contra o jovem do campo. Por fim, a Thays Carvalho, que é bacharel em Direito pela UEFS, e militante do Levante Popular da Juventude, nos falou sobre a juventude contra a jovem mulher.
Na parte da tarde, começamos com a mesa redonda intitulada "Juventude e segurança pública". Quem falou nesse momento foi o Felipe Freitas, que já foi da coordenação nacional da Campanha, e é militante da Pastoral da Juventude, e o Ricardo Cappi, que é professor na UEFS, ambos são do Grupos de Pesquisa em Criminologia - UEFS. Concluímos nosso Seminário com a participação do Levante usando mística e reflexão.
A Pastoral da Juventude e a Pastoral Universitária agradecem a todos os que contribuíram, de alguma forma, sejam os palestrantes, o pessoal das equipes de trabalho, os ouvintes (bem ativos, aliás). Queremos também mandar uma saudação ao pessoal da PJ de Cruz das Almas, os Jesuítas de nossa Arquidiocese, e o povo do Levante Popular da Juventude de Feira de Salvador, que vieram em massa assistir e contribuir com este evento! E logo voltaremos com alguma novidade, pra mobilizar nossas Juventudes!

Erik Nascimento
Coordenador da PJ
Arquidiocese de Feira

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Campanha contra a Violência e o Extermínio de Jovens é tema de seminário em Feira de Santana (BA)

Pra quem não viu ainda, segue a matéria que a Adital Jovem, publicou em seu site essa semana sobre o 1º Seminário da Campanha Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Se quiserem, também segue o link da matéria em espanhol.

Como forma de chamar a atenção para a violência contra jovens, as Pastorais da Juventude e Universitária da Arquidiocese de Feira de Santana, na Bahia, promoverão, no próximo dia 19, o 1° Seminário da Campanha contra a Violência e o Extermínio de Jovens. O evento está marcado para começar às 8h no auditório 2 da Universidade Estadual do município baiano. As inscrições podem ser feitas pela internet.
De acordo com Erik Nascimento, coordenador da Pastoral da Juventude (PJ) da Arquidiocese de Feira de Santana, a ideia do encontro é discutir sobre a violência e divulgar as ações da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens. Para isso, os/as participantes serão apresentados/as à Campanha e discutirão sobre os tipos de violência contra jovens mulheres, negro/as e juventude rural.
O seminário ainda promoverá discussões sobre segurança pública e painéis de "Experiências de movimentos de ações contra a violência”. A expectativa de Erik é que o evento reúna cerca de cem pessoas, entre jovens, universitários/as, integrantes de pastorais e organizações sociais. O evento, de acordo com ele, ainda contará com a presença do coordenador da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens, e de representantes do Conselho Estadual de Juventude e da Coordenação Estadual de Políticas Públicas para a Juventude.
O coordenador da PJ de Feira de Santana explica que a intenção é que sejam formulados posicionamentos da juventude sobre o assunto a partir das discussões das mesas de debate. "Queremos debater o porquê dessa violência e como enfrentar”, comenta, destacando o aumento da violência na região e ressaltando a maior vulnerabilidade de jovens negros/as e mulheres.

Violência em números
Dados do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, apontam que Feira de Santana registrou, em 2010, 342 homicídios, o que deixou a cidade em 24° lugar na lista estadual de municípios com mais de 10 mil habitantes com maiores índices de assassinato na Bahia. No ranking nacional, a cidade aparece na posição 152.
Em âmbito nacional, o estado da Bahia aparece em 7° lugar nos estados com mais altos índices de homicídios. Segundo o estudo, a Bahia registrou, em 2010, 2.215 assassinatos de jovens de 15 a 24 anos de idade.
Mais informações nos blogs da Pastoral da Juventude e da Pastoral Universitária de Feira de Santana ou no Facebook do evento.
Por Karol Assunção

domingo, 8 de julho de 2012

Cartaz da CF 2013, é divulgado



Foi divulgado ontem (6), na ExpoCatólica, o cartaz oficial da Campanha da Fraternidade  2013 que, pela segunda vez, terá como tema a juventude. “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) é o lema escolhido pelos bispos para iluminar a campanha.

A primeira vez que a Igreja do Brasil escolheu a juventude como tema da Campanha da Fraternidade foi em 1992. "Juventude - caminho aberto" foi o lema escolhido para aquela edição.

Por Gelinton Batista

Fonte: pjparana.com

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A importância do 2 de Julho


Aqui na Bahia os portugueses teimavam em manter a sua dominação, daí foi preciso que os baianos das mais diversas camadas da população se organizassem para expulsar os tirânicos lusitanos da nossa terra, para que isto acontecesse os baianos participaram de diversas batalhas.

A principal delas aconteceu em 2 de julho de 1823, portanto foram os baianos que objetivaram com muita luta e sangue a separação do Brasil de Portugal. É importante observar que nem na Inconfidência Mineira nem na Bahia, a bandeira do fim do sistema escravista foi levantada. Mesmo assim os negros e as camadas da população mais pobres não hesitaram em participar dessa luta de caráter histórico.

Depois da expulsão dos portugueses as camadas mais pobres da população, para simbolizar a sua participação e afirmar a sua importância no movimento do 2 de julho de 1823, coloca as figuras do cabocla e do caboclo como elementos fundamentais para referendar e oficializar a grande marcha pela a liberdade dos explorados e oprimidos na Bahia.

A saída do cortejo da Lapinha é para lembrar o trajeto onde o povo passou e lutou de forma heróica contra as tropas portuguesas derrotando, depois de diversas batalhas épicas contra os lusitanos.

Daí a classe dominante baiana passar a ter esta data oficial como elemento de dominação, a partir do momento que é se torna para os baianos o seu grande referencial histórico inclusive para manter o regime escravista. Não imaginaram os escravistas que os negros escravizados aprenderam e muito no processo de luta que aniquilou as tropas portuguesas e, em reuniões secretas, organizaram diversas sublevações na cidade de Salvador, culminando com a chamada Revolta dos Malês, em Janeiro de 1835, movimento este organizado pelos negros de Salvador e do Recôncavo baiano. Esta insurreição teria como objetivo estabelecer na Bahia um regime sem escravidão e sem exploração.

Portanto o 2 de julho quando você o analisa no campo dialético e não como um movimento isolado é que vai perceber a sua verdadeira importância histórica para a Bahia e para o Brasil.

Nivaldino Felix, Diretor da APLB-Sindicato, Pesquisador e escritor

Fonte: aplbsindicato.org.br/estadualeinterior