terça-feira, 17 de junho de 2014

Papa recebe representantes da Pastoral dos Ciganos


O bispo de Eunápolis (BA) e responsável pela Pastoral dos Nômades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Edson Santana Oliveira, foi recebido pelo papa Francisco, no dia 6 de junho, em audiência. Dom José Edson estava no Vaticano para participar do encontro mundial dos promotores episcopais e diretores nacionais da Pastoral dos Ciganos, promovido pelo Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes da Santa Sé. O diretor executivo da Pastoral dos Ciganos no Brasil, padre Wallace do Carmo Zanon, também participou do evento.
O encontro teve como tema “A Igreja e os ciganos: anunciar o Evangelho nas periferias” e o objetivo foi rever o empenho pastoral da Igreja a favor destes povos, a partir da situação atual. Os participantes prepararam, ainda,  o 50º aniversário da visita do papa Paulo VI a Pomezia, em Roma, por ocasião da peregrinação internacional dos ciganos, que aconteceu em setembro de 1965.
Participaram do encontro bispos, padres, religiosas, leigos, peritos, operadores pastorais e consultores representando 26 países da América, da Ásia e da Europa.
Audiência
O papa Francisco, ao recordar o tema do encontro, ressaltou a relação que existe entre a comunidade eclesial e o povo nômade. “A história de um caminho para se conhecer, para se encontrar; e ainda tem o desafio para o hoje, um desafio que se refere, seja à pastoral ordinária, seja à nova evangelização”, disse.
Em seu discurso, Francisco relatou casos em que os ciganos são desprezados, mantidos às margens da sociedade e vistos com hostilidade e desconfiança. Ele lembrou a falta de envolvimento dessa população nas dinâmicas políticas, econômicas e sociais do território. Para o papa os nômades são chamados a contribuir para o bem comum “por meio de caminhos adequados de co-responsabilidade, na observação dos deveres e na promoção dos direitos de cada um”, orientou.
Francisco também falou da situação de vulnerabilidade a que estão expostos e da necessidade de empenho das instituições locais e nacionais, bem como das comunidades internacionais para “para identificar projetos e atuações voltados ao melhoramento da qualidade de vida”.
“No que diz respeito à situação dos ciganos em todo o mundo, hoje é imprescindível desenvolver novas abordagens em âmbito civil, cultural e social, bem como na estratégia pastoral da Igreja para lidar com os desafios que surgem de formas modernas de perseguição, de opressão e, às vezes, até de escravidão”, destacou.
Para o secretário executivo da Pastoral dos Nômades da CNBB, padre Wallace do Carmo Zanon, o papa incentivou os promotores episcopais e diretores nacionais da Pastoral a estares junto dos ciganos. “O papa, com alto conhecimento, sabendo que os ciganos são um povo que necessita muito do carinho e do amor da Igreja, nos dá essa oportunidade de mostrar que nós devemos ter algo de concreto, mostrar aos ciganos a alegria do Evangelho”, disse.
Com informações da Rádio Vaticano e News.Va

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