segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Padre Boran apresenta os quatro pilares da evangelização da juventude

Eclesiologia, discipulado, missionariedade e capacitação de lideranças e assessores. Estes são os quatro pilares que devem nortear a evangelização da juventude, como ressaltado, na tarde desta sexta, 13, pelo Padre Jorge Boran, cssp, do Centro Cultural Missionário. “Este tem sido um esforço único da Igreja em se aproximar dos jovens no país”, destacou o sacerdote que foi um dos redatores do Documento 85 da CNBB. Padre Jorge também apontou que a JMJ não pode ser vista como ponto de chegada, mas como um “vento favorável” aos jovens, o que pode ser concretizado com a estruturação dos setores de juventude nas dioceses.
No tocante à eclesiologia – a verdade sobre a Igreja -, o sacerdote destacou que a instituição é necessária, pois sem uma organização a missão não é perpetuada através dos tempos. Contudo, a instituição deve favorecer a unidade, mesmo em meio ao leque de expressões existentes na Igreja, além de saber chegar e aprender a linguagem do jovem.
Um importante exemplo recente de vivência eficaz desta eclesiologia é o Papa Francisco, de acordo com o redator do documento: ele escolheu morar num quarto semelhante ao de hotel, andar em carro mais simples, ir ao encontro de todos e apresenta uma linguagem que atrai os jovens. “Ele tem ganhado, cada vez mais, uma grande credibilidade dentro e fora da Igreja”, afirmou.
A verdade sobre Jesus Cristo. Este é o segundo pilar que tem o discipulado de Jesus como uma proposta ao jovem. “Cristo deve ser apresentado como aquele que caminha junto e não de forma apenas teologal ou intelectual, mas vivencial”, explicou o sacerdote.
O terceiro pilar da evangelização da juventude é a missionariedade e a ida às periferias existenciais. A partir do conceito da verdade sobre a sociedade, padre Boran ressaltou que a justiça social é um elemento constitutivo da evangelização. Além disso, esta não pode ser realizada de forma reducionista, categorizada por aspectos psicológicos ou espirituais ou só políticos. Contudo, a evangelização precisa acontecer de forma integral de modo a envolver todas estas categorias.
A última base, apresentada pelo sacerdote, é a formação integral e capacitação técnica dos assessores e responsáveis de juventude. “O assessor é um tipo de técnico de time de futebol”, exemplificou padre Jorge ao enfatizar que é necessário despertar no jovem o “encantamento” por Cristo e pela Igreja e levá-lo a perceber que está dentro de algo maior, da grande comunidade eclesial. Por fim, destacou que não basta ter boa vontade para evangelizar, mas é preciso também deter uma capacitação técnica.
Fonte: Jovens Conectados

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