sábado, 31 de maio de 2014

"Convidamos os cristãos para celebrar o primeiro sínodo de Nicéia, no ano de 2025"


 

"Junto com o Papa Francisco concordamos em deixar como um legado para nós mesmos e para nossos sucessores o reencontro em Nicéia, em 2025, para celebrarmos juntos, depois de 17 séculos, o primeiro sínodo verdadeiramente ecumênico, onde foi autenticado o Credo".
Foi o que disse o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu, no retorno a Jerusalém, após o encontro com o Papa no Santo Sepulcro, em entrevista à Asia News, sobre um importante evento para a unidade entre católicos e ortodoxos.
O Concílio de Nicéia (hoje Iznik, 130 km a sudeste de Istambul) que reuniu mais de 300 bispos do oriente e do ocidente, em 325, é considerado o primeiro verdadeiro concílio ecumênico. Neste foi autenticado o Credo, semelhante ao que é recitado hoje durante a liturgia, afirmando que Jesus compartilha "a mesma substância do Pai”, contra a ideologia ariana.
Bartolomeu encontrou Francisco por ocasião dos 50 anos do abraço entre Paulo VI e Atenágoras. O encontro de 1964 quebrou o silêncio de séculos entre o Oriente e o Ocidente cristão, com todas as consequências sócio-políticas que surgiram, e pelas quais a Europa ainda sofre.
O encontro no Santo Sepulcro, nestes dias, deu um novo impulso ao diálogo entre católicos e ortodoxos, a duas visões cristãs que, apesar das diferenças, têm uma visão comum dos sacramentos e da tradição apostólica.
"O diálogo para a unidade entre católicos e ortodoxos - disse Bartolomeu à Asia News –parte novamente de Jerusalém. Nesta cidade, no Outono, haverá uma reunião da Comissão Mista católico-ortodoxo, organizado pelo patriarca grego -ortodoxo Teófilo III. Será uma longa jornada em que todos devem se comprometer sem hipocrisia".
"Jerusalém - continuou o Patriarca – é o local, a terra do diálogo entre Deus e o homem, o lugar onde se encarnou o Logos de Deus. Nossos predecessores Paulo VI e Atenágoras escolheram este lugar para quebrar um silêncio que durou séculos entre as duas Igrejas irmãs". E conclui: "Eu caminhei com o meu irmão Francisco nesta Terra Santa não com o temor de Lucas e Cléofas a caminho de Emaús, mas inspirado pela esperança viva, como nos ensina o nosso Senhor". 
Fonte: Zenit

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