segunda-feira, 25 de maio de 2015

Oscar Romero é beatificado e Francisco manda carta


Povo Salvadorenho proclama Romero santo há anos.

Mais de 200 mil pessoas presenciaram na capital de El Salvador, nesse sábado (23), a beatificação de D. Óscar Romero. Os fiéis, que há anos já o proclamam “Santo dos Pobres”, rezaram, mais uma vez, a vida de um mártir. 
Vários brasileiros e brasileiras marcaram presença na cerimônia. Padre Mirim, que vive em São Félix do Araguaia, próximo a outro bispo expoente da Teologia da Libertação, Pedro Casáldaliga, esteve em solo Salvadorenho e disse ter ficado emocionado com o clima de fé e esperança.
Jovens de todo país também estiveram em sintonia com a celebração. Em 2013, na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, quando pejoteiros e pejoteiras entregaram a bandeira da Pastoral da Juventude para o Papa Francisco, um painel de 10 metros de altura com a foto de D. Óscar Romero foi mostrado para o Papa. Francisco sorriu e fez um gesto positivo ao ver o ícone. Hoje, quase dois anos após o encontro, Romero é declarado beato pela Igreja e deixa aberto o caminho para sua canonização oficial.
Edgar Mansur, que à época presenciou a cena, lembra que ele e os amigos pediram a canonização do mártir. Essa voz, somada aos milhões de fiéis latino-americanos, foi ouvida.
PAPA ENVIA CARTA
Francisco enviou carta ao Arcebispo de San Salvador, D. José Luis Escobar Alas, Presidente da Conferência Episcopal de El Salvador, por ocasião da beatificação de D. Óscar Romero.
O Papa pediu que “a semente do martírio se enraíze pelos verdadeiros caminhos dos filhos e filhas desta Nação que orgulhosamente tem o nome do divino Salvador do mundo”. O texto ainda reconhece o martírio de Romero, que, nas palavras de Francisco, “deu testemunho da fé com a sua vida entregue até o fim”.
VIDA E OBRA
Dom Romero nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Foi para o seminário aos 13 anos. Concluiu o curso de Teologia em Roma, quando tinha 20 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 1943.
De volta ao seu país, o então pároco já demonstrava os sinais da caridade e preferência pelos mais necessitados. Fazia parte de sua rotina as visitas aos doentes, as ajudas aos pobres que se dirigiam à casa paroquial pedindo auxílio, as aulas de religião nas escolas e a atuação como capelão do presídio.
Assim como no Brasil e em outros países latino-americanos, El Salvador enfrentava, na década de 1970, um regime ditatorial. Neste contexto, em 1977, Romero foi nomeado arcebispo do país, dois anos antes do golpe militar que deu origem à guerra civil que assolou El Salvador por mais de uma década e fez milhares de vítimas.
O arcebispo denunciava a injustiça e a miséria na região. Durante os conflitos entre grupos revolucionários e militares, ele criticava a atuação do governo, as injustiças e as interferências estrangeiras.
EQUIPE NACIONAL DO TEIAS DA COMUNICAÇÃO

*Informações da biografia: site da CNBB

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