quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A missão desde Betânia – Uma prova de amor!

"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho...!" [Tom Jobim]

No Brasil a Igreja Jovem está a caminho com a Igreja Latino-americana. Estamos juntos/as em Betânia, rumo à Jerusalém. Vamos vivendo o mês missionário, que celebramos em toda Igreja, bem como o Dia Nacional da Juventude, que reflete sobre “Juventude e Missão”. Todos nós queremos ser missionários. Sair de nós mesmos! Sair... Faz lembrar o profeta/poeta dom Hélder que um dia nos disse e eternizou:
  
Missão é partir, caminhar,
deixar tudo, sair de si,
quebrar a crosta do egoísmo
que nos fecha no nosso Eu.
 
É parar de dar volta
ao redor de nós mesmos
 como se fôssemos o centro
 do mundo e da vida.
 
 É não se deixar bloquear pelos
problemas do pequeno mundo a que
pertencemos: a humanidade é maior.
 
Missão é sempre partir,
mas não devorar quilômetros.
 
 É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos.
Descobri-los e encontrá-los.
 
E se, para encontrá-los e amá-los,
 é preciso atravessar os mares
e voar nos céus,
então missão é partir até os confins
 do mundo.

Que maravilha ser missionário/a! Que maravilha também nos darmos conta disso em Betânia. Todos/as precisamos de uma “Betânia”. Todos/as vamos construindo uma Betânia para nós e com outros/as amigos/as e companheiros/as do caminho. Com Jesus não foi diferente. Esse lugar na vida Dele foi físico, mas também simbólico. Físico, como cidade onde residiam alguns de seus amigos/as e onde Ele sempre estava antes de ir a Jerusalém e antes de tomar grandes decisões. Betânia também era lugar simbólico, porque em Sua vida era espaço de cultivo da missão, lugar de amigos/as, de festa, de partilha, de escuta, de conversas, de comer e beber.
Ser missionário é uma prova de amor. Quem ama de verdade toma iniciativa missionária e vai viver a vida de fraternidade com outros. A Pastoral da Juventude em muitos cantos do continente, ainda hoje, fazem a experiência das missões jovens. Continuamos, do nosso jeito, o projeto de Deus. É importante dizer que Deus é quem nos visitou primeiro e por isso, nos tornamos mais divinos quando missionários.
O Documento de Aparecida em certa altura aponta com convicção: “A Igreja peregrina é missionária por natureza” (347). Daria pra dizer então que ou somos missionários e missionárias ou não somos igreja, porque esse elemento faz parte da nossa natureza. E ninguém melhor que a juventude sabe fazer essa experiência. Sair de si e encontrar os outros. Encontrar os outros nos seus grupos, nos outros grupos, nas casas, nas ruas, nas festas, nas partilhas... Que fantástico ter um coração missionário! Um coração que não é fechado, não é egoísta, não pensa somente “no próprio umbigo”. Marta e Maria foram grandes missionários. Lázaro foi grande missionário. Betânia é lugar de viver e de impulsionar a missão.
Quais “Betânias” os/s jovens tem, vivem e vão construindo? O que seria a “Betânia” como lugar físico para os/as jovens? O que seria a “Betânia” simbólica na vida da juventude? A Pastoral da Juventude também é chamada a ser Betânia. É chamada a ser lugar de alimentar para seguir em missão pelo Reino, pela vida. É chamada a ser lugar de fazer amizades profundas. Como alimentar e fortalecer ainda mais a “Betânia” que a PJ é e vai vivendo em seu caminho com os/as jovens? Sem dúvida nenhuma é tempo de fortalecer os grupos de jovens e a vida em grupo. É urgente fortalecer “as Betânias” dos grupos de jovens.
No cheiro das estradas, dos asfaltos, da poeira quente... nos passos do Mestre, sejamos missionários do Reino, defensores e anunciadores da vida, desde Betânia.

Pe. Maicon André Malacarne – Assessor da PJ na Diocese de Erexim/RS
 
Luis Duarte Vieira – Militante da PJ e noviço admitido à Companhia de Jesus
 
Fonte: Cajueiro

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