terça-feira, 4 de setembro de 2012

PJ realiza ENAPJ no Rio de Janeiro

Assessores e assessoras da Pastoral da Juventude reúnem-se no Rio de Janeiro
Eram mais de cem. Vindos dos quatro cantos do Brasil, de todos os regionais da CNBB, leigas/as, religiosas/os e sacerdotes, traziam no corpo a marca e o sonho da Pastoral da Juventude. Buscando refletir o “acompanhamento juvenil em tempos de mudança”, eles foram reafirmar “a estranha mania de ter fé na vida”. Como no texto do Apocalipse de São João, eles subiram, foram para o alto de Santa Tereza, debaixo dos braços do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, para ver a realidade com os olhos de Deus, partilhar a vida, angústias, alegrias e sonhos, e traçar estratégias para cuidar e acompanhar a juventude.
Entre mantras, cores, movimentos e escuta da Palavra, iniciou-se o Encontro Nacional de Assessores, que aconteceu entre os dias 16 e 19 de agosto de 2012. A metodologia do encontro lembrava aos assessores/as da responsabilidade que tinham para com a juventude que haviam cativado e da necessidade de se ver o essencial, por vezes invisível. O caminho proposto, portanto, fazia o movimento de olhar para os assessores/as e depois para os/as jovens. Por meio de partilha de saberes (mesas de discussão), geração de saberes (plenárias) e construção de um diário (registro), foi-se construindo o encontro.
Dom Nelson Francelino Ferreira, bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e referencial da juventude no Regional Leste I, acolheu os participantes. “O tema do encontro é pertinente e significativo neste tempo de mudanças em que vivemos. É preciso, no entanto, ter maturidade, equilíbrio e respeito para com as diferenças que surgem e ter atenção ao novo” – afirmou o bispo.
O segundo dia foi marcante para os participantes do encontro. Questionamentos e incertezas pautaram as partilhas da manhã sobre o tempo de mudanças e a realidade das juventudes. Pela tarde, olhar o cenário eclesial seja na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2015), da preparação e vivência da Jornada Mundial da Juventude, da Campanha da Fraternidade 2013 e também do trabalho desenvolvido pela Conferência dos Religiosos do Brasil sobre a evangelização da juventude, deixou os participantes desinstalados. Muitas perguntas ressoaram pelos corações daqueles que se colocam no serviço de acompanhar a juventude.
Numa partilha profética e esperançosa, ouviu-se dos quatros cantos do país assessores/as afirmando seu desejo de ser “Igreja Jovem” e sua opção pela evangelização da juventude por meio da Pastoral da Juventude. À noite, iluminados pela Palavra de Deus celebraram a caminhada vivida com persistência, resistência e esperança de, mesmo em meio aos poços fechados pelo deserto afora, continuar acreditando no serviço de acompanhar os/as jovens.
O seguimento de Jesus na perspectiva de Nazaré com atenção ao crescimento, conflito e esperança na busca da autonomia foi à reflexão conduzida na manhã do terceiro dia do encontro. Falar de Jesus histórico, resgatando sua origem em Nazaré, possibilitou aos/às assessores/as fazer um paralelo com a prática pastoral e os lugares onde atuam. Perceber a humanidade de Jesus e seu apostolado provocou, trouxe ânimo e forças para o serviço dos/as assessores/as que veem no Mestre um modelo de acompanhamento e construção de autonomia. Afirmar a eclesialidade, pautada em projetos pastorais consistentes e orgânicos, que levam em consideração a realidade local e a necessidade de um acompanhamento de qualidade, foi o horizonte das discussões da tarde de sábado e parte da manhã do domingo.
O último dia foi tempo de organizar a esperança para viver os sonhos. Momento de pautar a ação da assessoria da PJ nos regionais e dioceses. Espaço de sonhar e propor iniciativas que potencializem cada vez mais a evangelização da juventude, em especial por meio do acompanhamento em vista da construção da autonomia juvenil.
Para os/as assessores/as que participaram do ENAPJ o encontro foi tempo de rever os processos, renovar as esperanças, perceber que não se está sozinho/a no serviço de acompanhar os/as jovens da Pastoral da Juventude e de reafirmar a opção por uma Igreja Jovem. Segundo a teóloga e assessora do CEBI, Mercedes Buldallez, uma das facilitadoras de tema do encontro é tempo de manter firme um projeto pastoral que promove a vida e o protagonismo da juventude. “Não deixe a peteca da PJ cair”, afirmou Mercedes.
Para Andrea Estevam, assessora da PJ no regional Norte I e da diocese de Boa Vista/RR, o ENAPJ foi tempo de muita vida e pensar na caminhada que se deve trilhar no seguimento de Jesus e acompanhamento dos/as jovens. “Dias de vida e vida plena!!! O ENAPJ se fez Nazaré para os assessores e se fez nossa casa, casa da mãe, com cheiros, gentes,cores e gostos tão familiares. Tempo de intimidade gostosa de se reconhecer na palavra (sagrada) pronunciada por alguém que acabamos de conhecer... Penso que voltamos grávidos, agora à caminho do encontro com Isabel. Santos caminhos que nos levaram ao ENAPJ e que nos levarão a ver nascer a "Civilização do Amor" – concluiu a assessora”.
Por fim, merece destaque a presença de dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande/MS e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, de pe. Antonio Ramos (Toninho), assessor da mesma Comissão, de Pe. Luz Carlos Dias, assessor da Campanha da Fraternidade e Evangelização na CNBB, de Frei Rubens Mota, assessor da CRB Nacional e de representantes da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude.
Fonte: Teias da Comunicação – Pastoral da Juventude (www.pj.org.br)

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