terça-feira, 18 de março de 2014

40 milhões de brasileiros não tem acesso à água tratada

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O Brasil possui cerca de 12% de toda a quantidade de água doce do mundo distribuída em rios e tem em suas terras o maior rio em termos de extensão e volume do planeta, que é o Rio Amazonas. Ainda assim, milhões de brasileiros sofrem com a escassez de água. Fenômenos como a urbanização em massa, desperdício de água e crescimento da demanda fazem com que a água, antes um bem de fácil acesso e disponível para todos, venha se tornando gradativamente uma mercadoria.
O aquecimento global e o desperdício hídrico estão sendo motivos de alarde ao redor do mundo.
Em termos mundiais, a quantidade de água doce presente é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do mundo precisa. Mesmo parecendo uma quantidade abundante, esse recurso representa apenas 0,3% do total de água no Planeta. O restante dos 2,5% de água doce está nos lençóis freáticos e aquíferos, nas calotas polares, geleiras, neve permanente e outros reservatórios, como pântanos.
No Brasil, parte da água já perdeu a característica de recurso natural renovável devido aos processos de urbanização, industrialização e produção agrícola que são pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água. Além da redução na quantidade de água potável e na degradação do ambiente – resultando em mais escassez – a distribuição de água é desigual. Enquanto algumas cidades a possuem em abundancia ao ponto de desperdiçarem, outras sofrem meses a fio sem acesso à água potável sequer para consumo próprio. Em pesquisa realizada pela especialista em água e saneamento do Banco Mundial, Maria Catalina Ramirez,cerca de 36 milhões de pessoas na América Latina não têm acesso à água potável .
É importante haver uma conscientização mundial sobre este tema, a fim de evitar o desperdício deste bem e preservar nossos recursos. A poluição tem se tornado, junto com a escassez, fator alarmante. A quantidade de água potável já está em crescente redução e junto a isso soma-se a enorme quantidade de lixo tóxico, descarte de materiais hospitalares e restos de comida nos rios e lagos ao redor do planeta. Além disso, é preciso proporcionar formas de distribuição igualitária da água de modo que todos possam ter acesso ao recurso com qualidade.
A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, lançado oficialmente em uma cerimônia que aconteceu dia 11 de fevereiro daquele ano. Para John Ashe, presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas,“as crises de água, saneamento e de energia são os principais desafios globais de desenvolvimento, já que atualmente 783 milhões de pessoas vivem sem água potável, 2,5 bilhões não têm saneamento adequado e 1,4 bilhão não têm acesso a eletricidade”. Além disso, de acordo com dados da ONU, todos os anos 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene. 
No Brasil, 19 milhões de pessoas que vivem em áreas urbanas não contam com água potável. Outras 21 milhões que vivem em áreas rurais também não têm acesso à água tratada. Além disso, apenas 46% dos domicílios brasileiros contam com coleta de esgoto. (Funasa/Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento Básico – 2010)
A população vem reagindo a este problema por meio de campanhas de conscientizaçãorealizadas em diversas cidades. Um exemplo disso é a comunidade de Nova Colônia, Rio de Janeiro. Os moradores iniciaram dia 3 de fevereiro uma campanha focando no uso consciente da água, cortando ações de desperdício como lavagem de calcadas, desligar a torneira quando ninguém estiver usando e não prolongar o período do banho al;em do necessário para uma boa higiene pessoal.  “(…) A gente pode até ficar sem luz, mas sem água ninguém consegue viver. As pessoas têm que se conscientizar e usar direito esse nosso bem tão precioso”, afirma um dos moradores da cidade.
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por Tanara Adriano, da Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional, com informações da ONU e do site Socioambiental
Fonte: Cáritas Brasileira

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