segunda-feira, 25 de março de 2013

Segurança Pública: um novo modelo é preciso!

O Brasil tem uma população jovem aproximadamente de 50 milhões de pessoas. Ao ano, cerca de 30.000 são mortas em razão de homicídios. Este número representa mais da metade dos homicídios no País (53%). Cerca de 75% destas vítimas são jovens negros, e a maioria delas é de homens (91%), com alta incidência de mortos com idades de 20 a 25 anos.
De acordo com o Mapa da Violência 2012, produzido pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos – CEBELA, o Brasil é um dos países que apresenta maiores índices de homicídios no mundo. Mesmo somando países com conflitos armados, como por exemplo, Iraque, Sudão, Afeganistão, Israel, Palestina, Paquistão, etc, não superam os números de mortes ocorridas no Brasil no período de 2004 a 2007.
Por trás de toda essa violência existem diversas causas. A formação histórica brasileira construída a partir das desigualdades sociais, econômicas e culturais são uma delas. Entretanto, mesmo com alguns avanços no enfrentamento dessas desigualdades percebemos que a violência continua presente em nosso cotidiano.
Infelizmente as trajetórias interrompidas de milhares de jovens no Brasil ainda não foram suficientes para que o Estado adote medidas efetivas e urgentes para salvar a vida da nossa juventude.  Prova disso é que mesmo diante deste lastimável quadro carecemos de uma Política Nacional de Segurança Pública.
A segurança pública no Brasil apresenta resquícios dos tempos de chumbo, sendo pautada pelo autoritarismo e pela dura repressão a um suposto inimigo interno que hoje é representado pela juventude marginalizada. Além disso, ela ainda é tratada na maioria das vezes como um assunto exclusivo das policias, afastando o cidadão/a de qualquer possibilidade de participação em sua elaboração.
Não podemos admitir que um debate tão caro para população, sobretudo para a juventude, seja tratado por poucos. O Sistema de Justiça e Segurança precisa de uma reforma urgente de modo a estabelecer outros princípios que estejam fundamentados na garantia da vida de todos/as e não na defesa do patrimônio de poucos.
Por isso, precisamos impulsionar uma ampla discussão com vista à construção de uma Política Nacional de Segurança centrada no respeito aos direitos humanos e que esteja em consonância com os preceitos de um Estado verdadeiramente democrático e de direito.
Com segurança, A JUVENTUDE QUER VIVER!
Fonte: A Juventude Quer Viver! (pj.org.br)

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